Os nazis do refeitório em duas rodas

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Os nossos miúdos não hão de ser obesos. Podem congelar todos os invernos e assar no verão em salas de aula que deixam entrar a chuva, em escolas até hoje cobertas de amianto cancerígeno e cujos pavilhões desportivos estão fechados a cadeado há anos, redefinindo-se o desporto escolar em aulas de teoria do basquete ou regras do salto de trampolim. Podem ter de fintar ratos e baratas no recreio e ter vómitos só de pensar numa urgência que os obrigue a utilizar as casas de banho imundas, tantas vezes sem sabonete, papel higiénico ou condições de limpeza mínimas. Podem não ter material escolar porque o dinheiro dos pais, ainda mais encolhido pela crise pandémica, tem de servir para fazer face a outras contas e o Estado só garante apoio aos miseráveis letrados, aqueles que sejam capazes de preencher tanto os requisitos de pobreza extrema quanto os formulários exigidos para receber apoios. Pelo menos têm os manuais escolares de graça… desde que frequentem o ensino público, que isso do privado é coisa de capitalistas que não merecem nada. Podem até passar um ano letivo inteiro sem professores de certas disciplinas, sem meios digitais que garantam que as lições lhes são passadas se a covid voltar a impedi-los de ir para a escola e sem profissionais de apoio psicológico capazes de os ajudar a refocar-se depois de dois anos de pandemia. Mas obesos não serão!

Source: Os nazis do refeitório em duas rodas

AFEGANISTÃO, O OUTRO LADO

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O outro lado da história americana sobre o Afeganistão contada por Winslow T. Wheeler.
Winslow T. Wheeler trabalhou por 31 anos no Capitólio para senadores republicanos e democratas e para o Government Accountability Office em questões de segurança nacional e avaliação de programas. Quando deixou o Capitol Hill, trabalhou no Center for Defense Information e no Project On Government Oversight por treze anos.
Ler abaixo o seu texto traduzido
“An Afghanistan Apportionment” AUGUST 18, 2021 que contrasta com as opiniões sonsas de muitos “opinion makers” americanos, incluindo dos habituais da CNN.
Rui Rocha
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  • Rui Rocha

    A razão para o colapso do nosso lado nesta guerra civil de décadas deve ser fácil de ver, a menos que você esteja cego por seu dogma intervencionista, deseje obter uma vantagem política doméstica barata ou como um insider aceito pelos especialistas da mídia americana, como o Max Boot, intervencionista omnipresente do Washington Post.
    É o mesmo tipo de colapso que ocorreu quando o ISIS desmoronou o exército iraquiano treinado e equipado pelos americanos em Mosul em 2014 e, fundamentalmente, quando a catástrofe americana no Vietnam terminou em 1975.
    Outras culturas com suas próprias religiões, tradições, história e – para melhor ou pior – senso de como interagir entre si não querem que os alienígenas interfiram, muito menos imponham sua vontade. Eles nunca o fizeram. Nem nós, nem nunca.
    Se quisermos mudar a forma como outras pessoas lidam com os direitos humanos, as convenções internacionais de justiça e comportamento e questões específicas e importantes como a igualdade de género, precisaremos parar de ouvir aqueles que aconselham a conquista, a dominação e a moralização e que apontam o dedo para bodes expiatórios, certamente não eles próprios, quando o castelo de cartas desmorona. Mais uma vez, o Conselho Editorial do Washington Post forneceu um excelente e típico exemplo da patologia com o seu parecer de 12 de agosto.
    A única maneira de começar a encontrar outro caminho é oferecer, de forma abrangente, refúgio com compaixão e um pouco menos de hipocrisia aos detritos humanos que deixamos no Afeganistão. O líder americano que nos mostrará como fazer isso – com ética, eficácia e sem desculpas – ainda não surgiu. Enquanto esperamos por ele ou ela, ignore o barulho vazio dos políticos, especialistas e conselhos editoriais que iniciaram e possibilitaram o desastre. Eles agora estão ocupados a culpar Biden pelo caos no aeroporto de Cabul – evitando o alvo mais difícil dos planeadores militares, mas desviando mais profundamente a atenção de sua própria responsabilidade moral. (
    An Afghanistan Apportionment
    BY WINSLOW. Counter Punch AUGUST 18, 2021
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Manifestantes voltam a hastear bandeira afegã e os talibã respondem com tiros – SIC Notícias

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https://sicnoticias.pt/especiais/afeganistao/2021-08-18-Manifestantes-voltam-a-hastear-bandeira-afega-e-os-taliba-respondem-com-tiros-e3613c47

 

Em Jalalabad, houve feridos e mortos.

Source: Manifestantes voltam a hastear bandeira afegã e os talibã respondem com tiros – SIC Notícias

voar já não é para todos, começou a segregação

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A growing number of countries are mandating vaccines for flights and some stipulate that a shot or a negative test will be needed for dining out and some other activities. Here are some countries’ vaccine mandates. Via Traveller
Unvaccinated airline passengers banned: The countries cracking down
TRAVELLER.COM.AU
Unvaccinated airline passengers banned: The countries cracking down
The Canadian government will soon require all airline travellers to be vaccinated against COVID-19. Many other countries are also mandating vaccines.
Visit the COVID-19 Information Centre for vaccine resources.
Get Vaccine Info

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campas de militares esquecidos em angola

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antes de ver o vídeo leia minha crónica de setembro 2020
descolonização, COLONIALISMO, COMBATENTES E FALTA DE RESPEITO, CRÓNICA 289

 

Há temas que alguns chamam fraturantes e eu designo como demasiado incómodos para discutir, e desde há muito tempo não discuto com ninguém: futebol descolonização ou religião. São experiências pessoais que em muito transcendem a lógica argumentativa e duma discussão dessas nunca sairiam resultados úteis.

Dito isto e respeitando as opiniões contrárias (eu não disse concordando), dei-me ao trabalho de contrapor a afirmação de que a descolonização das “províncias portuguesas” foi catastrófica e não uma descolonização exemplar como outros nos querem fazer crer.

Nem uma coisa nem outra, foi a descolonização possível, fora de tempo, forçada pelos grandes interesses das potencias mundiais num enorme jogo de dominó em que se manipularam os inexperientes portugueses saídos do 25 de abril para a dura tarefa de descolonizar.

Não foi nem melhor nem pior do que as restantes feitas por países mais poderosos como o Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, etc. foi, certamente, má mas nem pior nem melhor do que as restantes.

Má, atabalhoada e manipulada de fora. Os desgraçados que lá viviam foram a moeda de troca, enxovalhados ao serem chamados de “retornados” e espoliados do seu trabalho, nem todos eram racistas, nem todos eram negreiros, nem todos eram salazaristas (embora muitos o fossem). Tiveram de recomeçar do nada e ficaram para sempre ressabiados, com razão, mas a vida continua e temos de andar para a frente.

Também fiquei impedido de regressar a Timor pela invasão colonial da Indonésia a 7 de dezembro de 1975 e se bem que toda a minha vida planeada tenha sido posta à prova, recomecei de novo em Macau e na Austrália e, mais recentemente, Portugal.

De uma enorme devastação que os anos de guerra colonial (mesmo em Timor) me causaram e subsequente reajustamento a novas sociedades e culturas, fiz disso uma mais-valia multicultural enriquecedora. Não consta que me ande a queixar eternamente do infortúnio. E se admito que a minha noção de patriotismo nada tenha a ver com a minha deserção quando fui amnistiado por Spínola e fui a Bali e Austrália, não entendo como o povo português continue calado e tolere a existência de mais de mil corpos de combatentes abandonados em campas rasas em Angola.

Intolerável isto só comprova a minha teoria, que nós, especialmente os oficiais milicianos, não éramos senão carne para canhão. É a falta de respeito pela memória dos mortos e estropiados que é intolerável, mas sobre ela raramente se fala.

Pior estão os ex-combatente dos EUA que morrem que nem tordos nas ruas onde nem sobrevivem como sem-abrigo, com doenças e SPT (stress pós-traumático), abandonados pela sociedade que os espoliou dos melhores anos de vida em troca de uma mancheia de nada.

Não segui a corrente campanha eleitoral pois de promessas fartas incumpridas anda este eleitor cheio, mas não devo errar se disser que nem um se deve ter lembrado dos desgraçados dos ex-combatentes, em avançada idade como eu, ou mais velhos ainda, sem uma pensão condigna, sem acompanhamento eficaz do SPT e outras maleitas além da idade.

É essa indiferença, esse esquecimento, esse desprezo por aqueles que deram os melhores anos da sua juventude que magoa e me afasta de promessas políticas de quatro em quatro anos. Assim será sempre, até ao dia em que o sol não nasceu, a chuva não caiu, a maligna carne de vaca não se comeu e em que eu (que não vendo livros) deixe de os escrever.

 

Chrys Chrystello, Jornalista,

Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association] MEEA]

[Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e

Tribuna das Ilhas (desde 2019)]

 

Silvério Sousa shared a post.

Se fosse a dizer alguma coisa dizia Portugal é um Pais Decrépito..tenho amigos por la assim abandomados
0:16 / 3:28
Ready!

Relembrar… Campas de Militares Portugueses em Angola que tombaram na Guerra do Ultramar