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Um jovem rapaz árabe pergunta ao pai: «O que estás a usar na cabeça?»
O pai respondeu:
«Ora, meu filho, é uma “chechia”. No deserto, ela protege a nossa cabeça do calor intenso do sol.»
«E o que é essa túnica longa e esvoaçante que estás a usar?», perguntou o rapaz.
«Oh, meu filho!», exclamou o pai, «É muito simples. É uma “djbellah”. Como já te disse, no deserto não só faz muito calor, como também há sempre areia a soprar. A minha djbellah protege todo o meu corpo.»
O filho perguntou então: «Mas pai, e aqueles sapatos feios que tens nos pés?»
«São ‘babouches’, meu filho», respondeu o pai. Tens de compreender que, embora as areias do deserto sejam muito bonitas, também são extremamente quentes. Estas babouches impedem que queimemos os pés.»
O filho pergunta: «O que é aquela tenda preta que a mãe e a irmã estão a usar?»
Pai: «Chama-se burkha, ajuda a impedir que a areia quente do deserto atinja o rosto e o corpo durante uma tempestade de areia.»
«Então, diga-me», acrescentou o menino.
«Sim, meu filho…»
Por que estamos a viver em Birmingham e ainda usamos toda essa porcaria.
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O incêndio aconteceu num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça. Foram mobilizados 10 helicópteros e 40 ambulâncias. Autoridades afastam hipótese de ataque terrorista.
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Diário de um Homem Só II , Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, é uma obra profundamente introspetiva e melancólica que explora temas como a solidão, a reflexão existencial e a condição humana. Escrito em formato de diário, o livro mergulha nos pensamentos e emoções interiores de um homem solitário à medida que navega pela vida, pelas relações e pela sua própria psique. A prosa de Chrystello é poética e filosófica, abordando frequentemente temas como a alienação, a nostalgia e a procura de sentido. As reflexões do protagonista revelam um profundo sentimento de isolamento, mas também momentos de clareza e autodescoberta. A narrativa mistura a reflexão pessoal com questões existenciais mais vastas, tornando-a numa leitura contemplativa.
O livro não é apenas um relato pessoal, mas também uma meditação universal sobre a solidão, o que o torna acessível a qualquer pessoa que tenha passado por momentos de profunda solidão. O seu estilo lírico e profundidade emocional deixam uma impressão duradoura, marcando-o como uma exploração pungente do que significa estar sozinho no mundo.
A obra ChrónicAçores, vol. 9 (2025) – Diário de um Homem Só II: Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, apresenta-se como um livro híbrido, situado entre o diário íntimo, a crónica jornalística, o ensaio cívico e o testemunho autobiográfico. A sua unidade não é temática no sentido clássico, mas existencial.
Trata-se de uma obra híbrida, situada entre:
O livro recusa deliberadamente uma estrutura literária clássica. Não há prefácio nem posfácio, o que reforça a ideia de testemunho direto, cru, não mediado. O texto constrói-se como um registo de sobrevivência, escrito não para agradar, mas para existir.
O verdadeiro centro da obra é a experiência da perda — não apenas a morte de Helena Chrystello, mas tudo o que se desagrega a partir dela:
A viuvez não surge como um episódio, mas como condição ontológica permanente. O “Manual para Viúvos” é irónico: não há instruções, apenas constatações. A dor não se resolve, apenas se descreve.
A frase-chave do volume poderia ser:
“A dor pessoal é maior que as dores do mundo.”
Esta afirmação estrutura todo o livro e explica a coexistência entre textos íntimos e crónicas políticas: o mundo é lido a partir da perda, e não o inverso.
A escrita funciona em três níveis:
O autor escreve para não desaparecer, para organizar o caos físico e emocional: cancro, paragens cardiorrespiratórias, hospitalizações sucessivas, dependência, fragilidade.
Há uma clara consciência de que estes textos são também documentos de época:
A escrita é assumidamente inconformista, frequentemente sarcástica, por vezes amarga, mas sempre ética. Não há neutralidade: o autor toma posição.
O tom dominante é o do desencanto lúcido, próximo de autores como:
Características do tom:
O livro combate a hipocrisia social (Natal, Ano Novo, discursos políticos) e denuncia a falsidade dos rituais coletivos, contrapondo-os à autenticidade da dor individual.
A numeração das crónicas (564–576…) reforça:
Cada crónica é autónoma, mas todas dialogam entre si através de obsessões recorrentes:
Embora profundamente pessoal, a obra é também radicalmente política, no sentido clássico do termo:
O autor assume-se como intelectual público, ainda que marginal, escrevendo a partir da periferia (Açores) e da velhice — duas posições de exclusão simbólica.
Helena não é apenas memória: é fundamento ético e cultural do livro.
A inclusão da análise à novela inédita O Silêncio da Paixão:
Neste ponto, o livro ultrapassa o registo diarístico e torna-se um ato de justiça simbólica.
Pontos fortes:
Não é uma obra:
É uma obra de fim de ciclo, escrita com consciência de mortalidade, que dialoga mais com o futuro leitor do que com o presente imediato.
Conclusão
ChrónicAçores, vol. 9 é um livro de resistência existencial. Um texto escrito por alguém que perdeu quase tudo — a companheira, a saúde, as ilusões — mas não perdeu a palavra.
Não pretende consolar.
Não pretende ensinar.
Pretende dizer a verdade, mesmo quando ela dói.

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Que 2026 nos permita ficar na posse da Clarividência necessária para entendermos o que se passa no mundo, para não nos distrairmos do essencial e verdadeiro. Tentem dar exemplos para cada ponto, aqui descritos. Usem o vosso conhecimento para iluminar e informar quem precisa, com exemplos reais, pois não vai ser fácil. A educação e a cultura são essenciais para que tenhamos um futuro digno e tranquilo. (Ana Isabel D’Arruda)Views: 11
The advisories are based on various factors, including crime, terrorism, civil unrest, access to health care, natural disasters, and other current threats. The U.S. State Department continues to update its travel advisories, providing citizens of the United States with important safety information about various destinations around the world. These advisories help travelers better plan their
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Andava a pensar se devia enviar votos de Bom Ano, mas decidi desejar a todos a quem enviei votos de natal e não me responderam, o mesmo, ou seja o silêncio que merecem. Para os poucos que se mantiveram em contacto, para esses, envio votos de 2026 sem a 3ª guerra mundial, sem grandes cataclismos e com saúde suficiente e tudo o mais que quiserem.
Sou coerente e decidi em 2026 não aturar nem uma só hipocrisia nem falsidades sociais, estarei apenas com as pessoas com quero estar e irei apenas lugares onde quero estar,
a Bé, Hélder e netas, e o Joaõ e Cat serão sempre bem-vindos
(e Vanessa, Boris e Sophie, Mateo e Zara).

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