Na Galiza, cantigando Original de Aníbal Raposo

O ANÍBAL RAPOSO acaba de trazer-nos mais um CD: «falas & afetos».
20 canções com falas diversas e provenientes de variadas geografias da língua portuguesa, que circulam através das melodias do Aníbal.
Algumas das falas são do Aníbal, outras de Isabel Fidalgo, Mia Couto, Natália Correia, Gabriel Mariano, António Bulcão, Vinícius de Moraes, João de Deus.
A minha fala intitula-se «Na Galiza, cantigando» e tem uma melodia de que gosto muito. E foi, originalmente, uma inesperada prenda nos meus 70 anos.
Na Galiza, cantigando
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Na Galiza, cantigando
Original de Aníbal Raposo
Conceição Mendonça, Scott Edward Anderson and 5 others
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HISTÓRIAS DE SANTA MARIA, AÇORES

Rosélio Reis

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Ângela Loura

.

O Rapaz de Veludo:
Francisco Enes Pereira
Confesso que aquelas lápides, de que pus aqui as fotografias, que estão ao abandono no cemitério de Vila do Porto, nunca mais me saíram do pensamento. Já as tinha visto há anos e nunca cheguei a perceber o seu significado.
Há dias resolvi escrever aqui um artigo sobre o Cemitério dos Americanos e pensei que as lápides pudessem ter alguma ligação com o assunto. Fui ao cemitério e, para minha surpresa, estavam ainda no mesmo sítio. Só que eram nomes portugueses e não tinham absolutamente nada a ver com o cemitério dos americanos.
Mas não foi tudo em vão. A Ângela Loura, uma investigadora de arquivos históricos antigos, viu o meu artigo e esclareceu-me. Dois daqueles senhores morreram afogados na nossa Prainha. O Francisco Enes Pereira era radiotelegrafista e o Luis Lopes Pinto Gomes era teletipista, e tinham chegado a Santa Maria há três ou quatro meses para trabalhar no aeroporto. Vim a saber que um deles, o Francisco Enes Pereira, tinha apenas vinte anos de idade e que era natural de Montedor, Carreço, Viana do Castelo. Pelos vistos era muito querido da população daquele sítio. Reconheciam-lhe alma de poeta embora fosse de tenra idade.
No jornal paroquial “Voz de Carreço” de Outubro de 1968 há um artigo muito interessante sobre ele, escrito quase 20 anos depois da sua morte. Ainda não estava esquecido e o artigo que publicaram é disso uma grande prova. Ali Adalberto S. Enes, depois de fazer um relato do que eram as festas no tempo do Francisco a cantar e a declamar, e da alegria que espalhava entre os colegas de mocidade, recorda que as festas depois do passamento do amigo já não tinham a mesma alegria.
“Tinha-se perdido um cantor, um poeta, um homem grande ainda muito novo, mas que ficará com os seus poemas que tanto cantou na sua terra que sempre amou.”
“Morreu nos Açores” – não refere a ilha de Santa Maria – “onde estava no início da carreira.”
E continua:
“Passados anos víamos chegar à estação de Montedor – onde não só chegam os vivos e a alegria – os restos mortais do nosso amigo de infância. Descrever, embora em transição momentânea, o que nos passou pelo cérebro vendo-o na vida que foi e no momento a que assistíamos, seria dramaticamente intolerável para o leitor.”
Maria Manuela Couto Viana, a famosa atriz, declamadora e escritora, natural também de Viana do Castelo, era amiga do Francisco. No seu “Romance do Rapaz de Veludo” refere-se a “uma despedida no seu pobre entender. Uma morte abstrata. Talvez de um tempo. Talvez do próprio tempo! E na última quadra, a autora confessa a sua dúvida:
“Minha noite de Ameaça
O meu punhal de ciúme,
Só não sei se foi o mar,
Se fui eu que o matara”
Também Pedro Homem de Melo, poeta, professor e folclorista português, dedicou-lhe este texto:
“FRANCISCO
Trazia-nos o mar quando cantava…
Era seu canto a própria maresia!
Contudo, em sua boca, uma flor brava –
Rosa de carne – à terra, ainda o prendia.
Nos seus dedos, as sombras das gaivotas
Poisavam sem poisar…
Mastro perdido! Inverosímeis rotas
Que nunca mais hão-de recomeçar!
Seria frágil? Sim, porque era forte.
Seria bom? Não sei… mas era puro.
Tinha a beleza que anuncia a morte
Do lírio prematuro.
Quadril enxuto. E o peito? – Asas redondas
Com que se voa mais que se respira!
Corpo de efebo no cristal das ondas.
Em vez de vermes, algas de safira…”
Não sei que atenção lhe dedicaram os marienses aquando desse falecimento. Mas aquela romagem é prova de que não passou em claro. E, da parte que me cabe neste processo, fico finalmente em paz com a minha consciência.
Dos outros dois falecidos não consegui saber mais nada. Suponho que também seriam colegas de serviço. Mas nem as várias horas de pesquisa que passei na internet me trouxeram alguma informação.
You, Luis Antonio Ricardo Candeias, Sandra Cardoso and 41 others
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  • Parabéns

    Roselio,valeu a pena pesquisar,que eles estejam em Paz.

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EUA DESEMPREGADOS À FOME

EUA: “NÃO TENHO DINHEIRO PARA COMER”
MILHÕES DE DESEMPREGADOS NOS EUA SEM APOIOS
‘I don’t have money for food’: millions of unemployed in US left without benefits
THEGUARDIAN.COM
‘I don’t have money for food’: millions of unemployed in US left without benefits
Delays, backlogs of claims and errors have left workers without any unemployment benefits while out of work due to Covid
Carlos Fino, Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 21 others
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Açores recebem hoje mais 8.500 doses da vacina AstraZeneca – Jornal Açores 9

Os Açores recebem hoje 8.500 doses da vacina da AstraZeneca, numa operação de transporte em curso de Lisboa para a Região, a ser realizada pela Força Aérea Portuguesa. O primeiro lote, contendo 4.000 doses, chegou esta manhã à ilha Terceira e prevê-se que o segundo lote, com 4.800 doses, chegue pelas 14H45 à ilha de […]

Source: Açores recebem hoje mais 8.500 doses da vacina AstraZeneca – Jornal Açores 9

até que enfim alguma sanidade….COVID-19: OMS adverte que não se deve pedir aos viajantes que provem estar vacinados – Atualidade – SAPO Lifestyle

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu hoje que os aeroportos e outros pontos de entrada num país não devem pedir aos viajantes que provem estar vacinados contra a covid-19.

Source: COVID-19: OMS adverte que não se deve pedir aos viajantes que provem estar vacinados – Atualidade – SAPO Lifestyle

Tomás Quental · As razões de tanto “ódio”

As razões de tanto “ódio”
O dr. Vasco Cordeiro, antigo presidente do Governo Regional dos Açores, presidente do PS-Açores e líder parlamentar socialista na Assembleia Legislativa Regional, é um homem honesto e uma pessoa estimável. Eu ouvi com todo o interesse a entrevista que deu à RTP-Açores. Ele disse, nomeadamente, que o que une os cinco partidos que apoiam o actual Governo Regional é o “ódio ao PS”. Sim, tem razão.
Mas o dr. Vasco Cordeiro parece que ainda não reflectiu sobre a razão ou razões por que se criou tanto “ódio ao PS”. Aqui é que está o principal problema. E a razão ou razões de tanto “ódio ao PS” foram os muitos anos da política socialista de “quero, posso e mando”, em que o PS se transformou em “dono disto tudo” nos Açores, ignorando muitas vezes a oposição e afastando-se também muitas vezes da sociedade, dos seus problemas e das suas necessidades.
O PS começou muito bem, mas acabou mal. O mesmo já tinha acontecido com o PSD. O PS, quando chegou ao Governo Regional, ao fim de muitos anos de governação social-democrata, foi fantástico: abriu a sociedade, trouxe ar político novo, apostou em novos sectores económicos, incrementou novas dinâmicas sociais, realizou obras públicas muito importantes e investiu mais na Educação, entre outras ações. Mas depois, lamentavelmente, foi piorando com os anos, cometendo muitos erros, nomeadamente com projectos sem sentido numa Região Autónoma de limitados recursos financeiros. Dois exemplos apenas: gastou muitos milhões de euros numa “Casa da Autonomia” e num “Centro de Artes Contemporâneas”, que nunca serviram nem servirão para nada, enquanto os hospitais regionais estavam e estão na penúria de meios técnicos e de recursos humanos. Isso não é socialismo democrático: é, sim, má governação!
O PS perdeu a maioria absoluta nas últimas eleições legislativas regionais porque, depois de um início muito bom, acabou governando encerrado em si mesmo, afastado do interesse colectivo, com as suas elites manifestando muitas vezes arrogância política e falta de humildade democrática, como pensando que o poder seria eterno. Enganaram-se!
O dr. Vasco Cordeiro disse, também, que a actual solução política e governamental açoriana, assente em cinco partidos que até já se criticam no parlamento regional, não tem consistência suficiente para ter um projecto de futuro para os Açores. Partilho da mesma opinião. De resto, há secretários regionais, após três meses de serem empossados, parece que não sabem ainda que são governantes, porque não dão qualquer sinal de ação. Devem estar a desinfectar os gabinetes, talvez, porque trabalho não se vê nada. Mas também aqui há um aspecto que o dr. Vasco Cordeiro, apesar de ser um homem inteligente, parece que ainda não percebeu: a “geringonça” açoriana permitiu, pelo menos, abrir a janela da democracia açoriana para entrar ar político novo. A Assembleia Legislativa recuperou o seu papel central, contra a governamentalização que existia do regime autonómico regional. É preciso mais? Com certeza que sim. Então, se o PS, que continua a ser o maior partido no arquipélago embora com maioria relativa no parlamento, quer recuperar a confiança maioritária dos açorianos e das açorianas, tem que se refundar, reorganizar e purificar, recuperando os ideais iniciais, de progresso, justiça social e democracia, longe do “quero, posso e mando” que o caracterizou durante muitos anos.
O PS, se se mantiver como está, com as mesmas ideias e as mesmas práticas, até com dirigentes que cada vez que falam – não me refiro ao dr. Vasco Cordeiro, como é óbvio – só arranjam mais anti-corpos para o partido, então vai continuar por muitos anos na oposição, apesar de a “geringonça” açoriana muito dificilmente conseguir um patamar de maior progresso e de maior felicidade para todos os açorianos e para todas as açorianas, porque faltará sempre a consistência suficiente para um projecto de longo alcance, mesmo com a boa vontade, a competência e a honestidade de vários governantes actuais.
Jorge Rebêlo, Maria Das Neves Baptista and 29 others
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osvaldo cabral Plano de Recuperação e Resiliência

O povo tem razão: o que nasce torto tarde ou nunca se endireita.
O Plano de Recuperação e Resiliência nasceu torto pelas mãos do Governo de Vasco Cordeiro, mantém-se torto no Governo de José Manuel Bolieiro e, mais grave, parece que vai mesmo ser aplicado à imagem e semelhança da sua mediocridade.
Este Plano faz parte da estratégia europeia para a recuperação da economia nos países membros.
A Portugal, incluindo as duas Regiões Autónomas, caberá uma verba de 13,842 mil milhões de euros.
O Governo da República destinou, inicialmente, um valor da ordem dos 649 milhões de euros para os Açores, mas depois voltou com a palavra atrás e inscreveu apenas 580 milhões na proposta que foi lançada à consulta pública e que terminou no dia 1 deste mês.
O Governo de Vasco Cordeiro, sem dar cavaco a ninguém, distribuiu o montante que nos cabe por vários sectores, sendo que o sector da administração pública abocanhou as maiores fatias, o que diz bem sobre como pensava o governo anterior em recuperar a economia regional: atirar dinheiro para cima dos mesmos, os que se governam à custa do orçamento público.
O actual governo, apanhado a meio desta trapalhada, em vez de reformular o Plano, desculpou-se com a falta de tempo para não atrasar a aprovação do documento e deixou-o ficar como estava.
É um disparate pegado, porquanto o Plano foi posto à consulta pública, por obrigação e precaução da Comissão Europeia (por saber o que é que casa gasta), pelo que a região tinha oportunidade, até ao passado dia 1 de Março, para corrigir e alterar o que muito bem entendesse.
Pelo meio surge a polémica sobre a falta de 140 milhões de euros que tinham sido acordados entre o Governo Regional anterior e o da República.
Vasco Cordeiro e Sérgio Ávila viram-se obrigados a explicar como tinham chegado ao referido acordo, depois de se terem estendido ao comprido ao exigir do actual governo regional explicações para a falta da verba retida em Lisboa.
O governo de Bolieiro não quis ficar atrás e comete outro disparate ao escrever esta semana a António Costa exigindo a reposição dos 140 milhões “que se destinam às empresas”.
Como?! Às empresas?
E porque não à administração pública?
Por que razão as empresas, o sector produtivo, já de si penalizado num Plano mal feito, é que devem ser penalizadas e não o sector público?
Ou seja, se não forem repostos os 140 milhões, são as empresas que vão “gramar” e a administração pública, os lobbies do costume, fica intacta.
Este governo parece guiar-se pela máxima de querer “fazer sempre o mesmo esperando resultados diferentes”.
Está visto que este Plano não vai resultar, porque foi idealizado por políticos, congeminado em gabinetes de políticos e vai acabar por ser distribuído pela clientela política.
No meio de uma crise social e económica como a que estamos a enfrentar, quando as famílias açorianas, empresas e trabalhadores precisam de tantos recursos para recuperarem da enorme pancada desferida por esta pandemia, por que cargas de água este Plano destina mais de 100 milhões de euros para uma coisa chamada “transição energética”?
Pior do que não ter a noção das prioridades regionais, é a percepção gravíssima de que isto está em roda livre e não existe na região nenhum mecanismo de controle e fiscalização para os milhões que vêm por aí fora.
Já bastou o Plano ter sido elaborado nas costas da população e dos parceiros sociais (por isso a Comissão Europeia obrigou a efectuar uma consulta pública), precisamos agora de criar um mecanismo independente, com personalidade sérias e fora dos círculos da política, para fiscalizar a distribuição dos fundos.
À semelhança do proposto a nível nacional, devemos criar uma plataforma pública, tipo Portal da Transparência, para sabermos para onde estão indo os fundos, como são aplicados e quais os resultados.
O actual governo deve deixar-se deste comodismo e desculpas esfarrapadas em não querer alterar o Plano e pôr-se a mexer um bocadinho mais para termos uma verdadeira recuperação e resiliência, criando riqueza e empregos nesta região, em vez de engordar o monstro da administração pública regional.
Como se viu ainda esta semana, vai prosseguir com a asneira do governo anterior em atirar mais dinheiro para empresas falidas e arruinadas, como a Sinaga, como se esperasse resultados diferentes.
Ainda vai a tempo de acordar e de nos livrar de mais pesadelos.

(

Osvaldo Cabral

– Diário dos Açores de 03/03/2021)

May be an image of Osvaldo José Vieira Cabral and text
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  • Osvaldo Cabral faz lembrar o Pe. António Vieira e o seu famoso sermão Pregar aos Peixes. A diferença é que António Vieira obteve resultados, conseguindo que os nativos do Brasil fossem poupados. Neste caso os tubarões comeram os peixes antes do sermão…

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  • Prioridade número um dos políticos de fantochada: serem reeleitos. Como é que se ganham eleições numa região com um elevado número de funcionários públicos e elevada abstenção? Investindo na administração pública.…

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às armas

Chico às armas, às armas
Francisco César exaltou-se. O que é sempre um acontecimento. Um Francisco César sereno amedronta, no seu brilhantismo oratório. Mas um Francisco César zangado assusta, pelo desassossego que causa nas agulhas de todas as estações de observação sismológica da Região.
Com a sua voz poderosa e o seu timbre longamente masculino, ambas as características fruto de herança genética que muito rogamos nunca se perca, haja as descendências que houver nos anos vindouros, denunciou, em plenário da Assembleia, que o governo mandou polícia para Rabo de Peixe, com “metralhadoras apontadas à população”. E acrescentou “como foi vesível”.
Assim mesmo, com e, não foi erro meu. Visível é uma coisa que a vista alcança com facilidade. Vesível é uma coisa que só Francisco vê mas que, depois de gritada, pretenderia todos tivessem visto.
Veio logo a Associação Sindical da PSP denunciar tratar-se de uma falsidade e exigir retratações ao ilustre deputado. Levantaram-se vozes de protesto nas redes sociais. Francisco defendeu-se nas mesmas. Que o sindicato da PSP tem um dirigente do PSD. Vejam como uma letra faz toda a diferença. E manteve a sua. Só não via quem não queria. Bocas suplicantes de crianças, histerias de pânico de suas mães, fugas de barco e de mota dos machos, e a PSP a avançar sem dó nem piedade de metralhadoras apontadas. Tudo imensamente vesível para ele, continuando invisível para nós, Chico a reescrever o “Ensaio sobre a cegueira”.
É tempo de nos perguntarmos como foi possível chegarmos a este ponto. De termos rapazes carreiristas espalhados por todas as ilhas a desempenhar altos cargos, sem que a gente saiba bem como chegaram a tais cumes.
Imagine o leitor que tem uma empresa e precisa de um empregado. Aparecem-lhe candidatos com qualificações académicas e experiência profissional. Preferiria escolher o candidato que só tivesse a escolaridade obrigatória e nunca tivesse trabalhado na vida?
Continue a imaginar o leitor: é membro de um júri para selecionar candidatos num concurso para preenchimento de uma vaga no sector público. Rasgaria os currículos dos mais capazes, preferindo um que só soubesse mandar bitaites?
Creio que a resposta em ambas as hipóteses é óbvia, para a larga maioria.
Mas gostaria que o leitor imaginasse que é dirigente de um partido político. Aparece-lhe um rapaz sem estudos, ou que interrompeu os estudos que estava a desenvolver, sem nunca ter trabalhado ou dado provas públicas da sua competência. Com certeza poderá o leitor admiti-lo no partido, afinal é um direito que assiste ao rapaz. Mas metê-lo em listas de candidatos a eleições? Não será um risco tremendo de o partido ter fraca votação?
Se aceitarmos o princípio de que, para gerir a coisa pública, aquele que a tal se candidata tem de ter dado provas da sua capacidade para gerir a sua vida privada, a resposta é clara. O rapaz que complete o seu curso, vá trabalhar, prove que é capaz, e depois a gente conversa…
Só que o PS partiu durante muitos anos do princípio contrário, de que qualquer um serve. E aí os temos, os rapazes, deputados, governantes, presidentes de câmaras municipais, sem nunca terem gerido nada mais para além de paleio.
Claro que têm de estar desesperados. O que vão fazer, se lhes faltar uma carreira de mama? Assim sendo, desatam a atacar, a escrever para os jornais, a inventar factos, só para eles “vesíveis”.
Cabe a todos os cidadãos conscientes usar o seu voto para repor a ordem natural das coisas. Que os filtros que existem noutros domínios, nas empresas privadas e na contratação pública, passem a existir igualmente na participação política. No fundo, como foi durante muitos anos: que os rapazes cresçam e depois apareçam.
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
Pierre Sousa Lima, João Bruto da Costa and 26 others
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