jose luis peixoto

Os livros duram muito mais tempo do que as tatuagens.
Estes são os livros que, até ao fim do mês, estarei a apresentar na Finlândia e na Estónia.
Reparem como é interessante: em 2022, tenho de responder por Nenhum Olhar (publicado originalmente no ano 2000, e a sair agora na Estónia), por Morreste-me (publicado originalmente também em 2000, e a sair agora na Finlândia e na Suécia) e pelo romance Autobiografia (publicado originalmente em 2019, e a sair agora na Finlândia com o título Saramago e José — sugerido por mim).
Para quem ler estes livros hoje, é como se tivessem sido escritos ontem e, no entanto, para mim, falar de algo que escrevi há tantos anos, e que remonta a diferentes tempos da minha vida, é um exercício muito particular.
É fabuloso ter este confronto com o passado, faz-me sentir mais inteiro em relação à pessoa que fui/sou.
Durante o fim de semana, só tenho alguns compromissos de promoção e algum passeio (acho que mereço) mas, começarei a ter algumas atividades públicas já na segunda-feira. Em breve, darei conta dessa agenda por aqui.
Desejo-vos um bom fim de semana!
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O Roque e a amiga

O Roque e a amiga
São duas figuras de ficção que faziam parte do programa de rádio Pão com Manteiga que era transmitido aos Domingos, e realizado por Mário Zambujal, Bernardo Brito e Cunha, José Duarte, Carlos Cruz, que fez história da rádio em Portugal
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paula sousa lima e o neutro

Aqui vai, AMIGOS; a crónica deste sábado.
Acerca das palavras XLIX – masculino vs feminino?
Ao iniciar esta crónica, tenho a inteira noção de que ela poderá, quiçá, até muito provavelmente, ser do desagrado de alguns, pois o que nela explanarei é muito politicamente incorreto. Aconselhei-me com os meus botõezinhos, debati interiormente: escrevo? não escrevo?, só não consultei cartomante porque nenhuma encontrei. Os botões não foram úteis, o debate interior revelou-se pouco profícuo, e, como que cala consente, no caso os botões, resolvi escrever. Não seja, leitor, excessivamente crítico, não me julgue com dureza, leitora, uma vez que o que direi é, tão-somente, um ponto de vista, muito particular e subjetivo, sem qualquer, ainda que leve, intuito catequizador.
Pois bem, nestes nossos tempos em que domina a fluidez de género(s), em que é praticamente obrigatório o menino brincar com bonecas e a menina entreter-se com carrinhos, em que o azulinho e o rosinha já não definem absolutamente nada, em que se busca, até na língua, a neutralidade de género, a fim de não ferir inclinação alguma, nestes nossos novos tempos, lembrei-me, caríssimo leitor, amável leitora, de notar que há alguns adjetivos com um timbre feminino e outros com contornos masculinos. Reitero: isto é o que me parece, isto é uma visão pessoal, isto é puramente subjetivo.
Ora atentem, leitores e leitoras, no adjetivo “gracioso”. Será indicado para o masculino? Será adequado dizer-se que um homem é gracioso? A mim parece-me pouco indicado, nada adequado. Graciosa é uma jovem, uma mulher. Parece-me, tão-só. Tal como “gracioso”, outros adjetivos há que pouco se adequam ao masculino, sendo, pelo contrário, muito apropriados quando associados ao feminino. Assim temos: “airosa”, “delicada”, “torneada”, “curvilínea”, “voluptuosa”. Alguém diz: “Este rapaz é voluptuoso, curvilíneo e airoso”? Eventualmente, tal frase pode ser proferida, mas talvez fira a masculinidade do visado. Ou talvez não. Não sei, leitores e leitoras, só digo o que me parece. E serei, talvez, muito provavelmente, antiquada, formatada, fechada ao novo, enfim.
No que diz respeito a adjetivos que funcionam melhor no masculino, temos, por exemplo, “garboso”, “galante”, “galanteador”. De facto, galantear é, ou era, coisa de homem. Mas os tempos mudam, as vontades igualmente, e talvez o adjetivo “galante” e o “galanteador” sejam também aplicáveis a doces donzelas ou a maduras senhoras, nada tenho a obstar; como já disse e repeti, o que escrevo aqui é só o que me parece.
Adjetivos há, no entanto, que bem se juntam ao feminino e ao masculino, como “valente”, “forte”, “interessante”, “empreendedor”, “atlético”, “belo”, “fantástico”, “simpático”, “encantador”, “gentil”. Note-se, porém, que os últimos dois tomam matizes algo diversos quando usados com o masculino ou com o feminino: uma mulher encantadora e gentil será, primeiramente, aquela cujo aspeto físico se distingue pela delicadeza, um homem encantador e gentil é, necessariamente, aquele cujo comportamento se diferencia pela amabilidade.
Bem, caríssimos e caríssimas, disse o que tinha a dizer, choquei, é quase certo, quem discorda dessa coisa antiga de diferenciação dos géneros. A meu favor, direi que assim sinto, assim escrevo, portanto devo ser julgada de forma branda e benévola (aqui estão dois adjetivos que jogam bem com tudo quanto é género). E, como procuro não ser preconceituosa, antes quero sempre mais saber para melhor ajuizar, aceito críticas. Venham elas.
You, Telmo R. Nunes, Vitor Almeida and 17 others
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  • Independencia Fla

    Agora parece que o bom é ser-se ” neutro”…É claro que, para me contradizer, transcende o senso comum tradicional , que este define tudo sem equívocos ( e prefiro este senso) , tudo se torna nebuloso quando, pretendendo teorizar , perguntamos se há um…

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PONTA DELGADA PODIA TER UMA MARGINAL DESTAS

Chrys Chrystello
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  • Francisco Granadeiro

    Têm certamente uma rede de transportes públicos eficaz, bem como estacionamentos em quantidade e começaram a casa pela fundações, não pelo teto