açoriano ilustre mas pouco conhecido

Mário Roberto
14 mins ·
Artigo do Almanaque Silva sobre o trabalho gráfico na revista O Mosquito dum açoriano ilustre mas pouco conhecido pelos açorianos, Eduardo Teixeira Coelho (Angra do Heroísmo 1919-Florença 2005) autor de banda desenhada, ilustrador..

Dextrogiras e levogiras

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Dextrogiras e levogiras
Vilões e heróis batem-se a murro e pontapé em incríveis piruetas nas capas d’O Mosquito, a mais amada das revistas infanto-juvenis portuguesas dos anos quarenta. Em saloons e pradarias do oe…
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J. H. Borges Martins in nas barbas de deus, edições salamandra, 1999

sinais dos tempos

ele é como a nuvem do nascente
que transporta a água
e o vento

não quis revelar a sua face aos
tecnocratas e banqueiros

nunca se sentou na cadeira do papa
nem foi rei ou presidente
de nenhuma nação

não quis habitar em palácios
e templos
edificados pelas mãos dos homens

nem tentou apreciar o incenso
e a fama
das lautas mesas

(era aguardado como um pato
ou animal doméstico)

julgaram que não usasse o chicote
da sua ira para açoitar
os vendilhões
das crenças e direitos humanos

andou por toda a parte e falou manso
e claro
como a água das nascentes

(mas nem os próprios amigos
o entenderam)

nunca vendeu
o corpo e a alma por um prato dourado
de lentilhas.

J. H. Borges Martins in nas barbas de deus,
edições salamandra, 1999

Etiquetas: Atividades do PRL, Poemas

Planta endémica dos Açores em vias de extinção redescoberta na ilha do Corvo

Planta endémica dos Açores em vias de extinção redescoberta na ilha do Corvo
25-08-2014 16:36

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© Hanno Schäfer, Myosotis azorica
Encontrados cinquenta exemplares da planta “Não-me-esqueças” em falésias costeiras da Ilha do Corvo, nos Açores, após os últimos cinco indivíduos terem sido avistados em 2012. Os especialistas querem agora definir um plano de ação para a produção da planta em viveiro.

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“Não-me-esqueças” é o nome pelo qual é conhecida a planta Myosotis azorica, descrita pela primeira vez em 1842 pelo britânico H. C. Watson e que existe apenas nas ilhas das Flores e do Corvo, no Açores.

Em tons de azul-marinho intenso, a “Não-me-esqueças” é uma planta rara e que os especialistas temem estar em vias de extinção, já que as últimas vezes que tinha sido avistada foi na ilha das Flores, em 2001, e apenas cinco exemplares numa falésia na ilha do Corvo, em 2012.

Agora, no início do mês de Agosto, investigadores e técnicos da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, organizaram um estudo de prospeção às falésias costeiras da Ilha do Corvo e redescobriram vários exemplares da planta “Não-me-esqueças”.

«Os esforços destes quatro dias de expedição levaram à redescoberta da “Não-me-esqueças”, com uma população estimada em cinquenta plantas com flor e com produção de sementes, dando-nos a esperança que este tesouro único sobreviverá nas próximas gerações», afirma Carlos Silva, técnico da SPEA, citado em comunicado da SPEA.

O especialista explica que «embora a maioria da vegetação endémica da ilha do Corvo tenha sido cortada ao longo dos séculos pela necessidade de sobrevivência dos habitantes, há ainda vestígios de endemismos que necessitam de ser recuperados para evitar a sua extinção, dos quais se destacam a “Não-me-esqueças” e a Veronica dabney, que valorizam muito mais a ilha como Reserva da Biosfera da Unesco».

Hanno Schafeer, investigador da Universidade Técnica de Munique, afirma que no caso da planta “Não-me-esqueças” a «grande ameaça para a sua sobrevivência, e para outras plantas e aves costeiras, é a elevada pressão de pastoreio das 245 cabras e ovelhas selvagens que habitam as encostas do Corvo e onde se localizam as maiores falésias do Atlântico Norte».

Pelo que «a “Não-me-esqueças” só está fora do alcance destes herbívoros nas falésias mais declivosas e inacessíveis, que infelizmente são muito instáveis e colapsam, podendo levar ao desaparecimento desta rara planta».

Dada a raridade da Myosotis azorica, a SPEA em colaboração com o Parque Natural de Ilha do Corvo e a Universidade Técnica de Munique estão a definir um plano de ação que permita aumentar o número de exemplares desta planta através de produção em viveiro.

UM HOMEM DO CORVO (ILHA DOS AÇORES) LANÇOU NERUDA

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TRÊS ANOS DE ACTIVIDADE: O “ALÉM GUADIANA”
por Carlos Luna
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A INESPERADA RECUPERAÇÃO DO PORTUGUÊS EM OLIVENÇA

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