Brasil. Governo português condena violência em Brasília e reitera apoio às autoridades – Observador

Views: 0

“O Governo português condena as ações de violência e desordem que hoje tiveram lugar em Brasília, reiterando o seu apoio inequívoco às autoridades brasileiras na reposição da ordem e da legalidade”.

Source: Brasil. Governo português condena violência em Brasília e reitera apoio às autoridades – Observador

Expresso | O novo túnel do rio da Vila pode estar na origem das cheias no Porto. Mas que rio é este?

Views: 0

A Metro do Porto nega terem sido as obras para desviar o rio da Vila a causar as cheias deste sábado. Mas que rio é este que passa pelo centro do Porto e que este fim-de-semana chegou às notícias?

Source: Expresso | O novo túnel do rio da Vila pode estar na origem das cheias no Porto. Mas que rio é este?

EXPATS

Views: 0

Os expats.
Uma vez ligaram-me com uma estranha proposta, para mim certamente porque não conhecia esta sociabilidade. Almoçar, com uma família – um magnata, esposa e filhos – que queriam conhecer Portugal, a sua história, sociologia e política. Além do almoço num dos mais caros restaurantes de Lisboa, ofereciam um cachêt robusto por duas horas de conversa comigo. Agradeci e expliquei que fazia palestras, conferências, em muitos lugares distintos, sobre esses temas, mas almoçar já implicava um grau de intimidade que não me interessava. Recusei o convite, agradecida e, confesso, surpreendida. Não deixei de saciar a minha curiosidade e perguntei se era padrão, que sim, havia esse tipo de serviço, homens e mulheres de negócios pagarem para almoçar com intelectuais, políticos e jornalistas (falou-me de quem tinha aceite, o que naturalmente não escreverei). Confesso que adoro um almoço charmoso, e faço com gosto palestras em tantos lugares, pagarem-me para me ouvir ao almoço, como se pudessem comprar umas aulas em ilusão de proximidade afectiva, é algo que acho bizarro. Por isso recusei.
Mas depois pensei que, além de uma questão de princípio, o que me fez claro recusar, também foi a certeza de um almoço surpreendentemente aborrecido, a comida perderia o aroma e do vinho nem o toque imaginário de framboesa ficaria. Não há nada mais chato do que conversar com um homem de negócios, yuppie, expats, um “nómada digital” – o dinheiro não tem pátria e isso molda as pessoas, ficam sem cheiro, alma e interesse. Cheiro, alma e interesse nenhum dinheiro pode comprar.
Vivi na Holanda, na Alemanha, com muitos expats, porque eu era uma expat – sobrevivi em parte a isso porque criei laços reais com colegas, várias aluno/as foram na altura comigo fazer estágios, e porque a minha dedicação internacionalista me levou perto de pessoas com quem partilho uma ideia de mundo. Uma rede que me faz sentir em casa em muitos lugares do mundo. Mesmo assim, eu era uma expat, desenraizada. Agora encontro, por vezes em Lisboa, inundada de estrangeiros sem alma, outros expats. Os temas de conversa são insuportáveis: as casas, os bairros, as mercearias, os restaurantes, os clichês ad nauseum sobre os portugueses, chegam a Lisboa maravilhados com banalidades da nossa vida, que repetem com entusiasmo. E surpresa: as sardinhas, o bacalhau, o fado, a senhora da esquina que lhes disse olá simpática (os expats não sabem o que é uma vizinha dizer-nos olá com simpatia). Não se aguenta. Entre idas ao pilates, restaurantes e cinemas com expats na Holanda e na Alemanha tive a minha dose disto.
As minhas amizades aqui (algumas com estrangeiros que de Portugal fizeram casa a sério) são outra coisa, são íntimas – conversamos da vida, de vidas intensas, contraditórias, com história, ao conversar descobrimos-nos na nossa humanidade cheia de complexidades, falhanços e desejos, alegrias sinceras, tristezas confessadas. Lembrei-me dos “povos sem história”, quando penso nos expats. Na verdade esta malta que gira em torno do mundo, com dinheiro, longe da família, sem amizades sólidas, sem esfera pública colectiva, à procura de um lugar que o dinheiro não pode comprar, de um sorriso num almoço que não pode ser comprado, são desenraizados, são povos sem história, sem aroma, sem cheiro, como o dinheiro. Nós, os que vivemos em Portugal, de diversas nacionalidades e origens, que aqui criámos raizes, somos um bibelô com que os expats procuram decorar casas caras, e vazias.
A venda de casas a investidores e nómadas digitais não só retira a quem vive o direito elementar a ter uma casa ( e isso é socialmente obsceno), retira-nos os amigos, a família, empurrados para a imigração ou para a extrema periferia, isolados numa aldeia e nós isolados deles. Dá-nos em troca investidores, yuppies, nómadas e expats, uma colecção de gente sem vida. Quando a sociedade é para os investidores e não para as pessoas ficamos todos investidos deste vazio.
You, Ricardo Pinto DeCastro ECésar, João Simas and 633 others
71 shares
Like

  • Susana Ricardo Alves

    Acontecerá, como sempre acontece, uma reacção orgânica a este movimento “nómada” – que não passa de um glorificado turismo prolongado – onde se voltarão a procurar raízes e proximidades duradouras, com pessoas e com os territórios. É uma moda vazia e sem qualquer tipo de sustentabilidade, pessoas sozinhas, com muitos carimbos no passaporte, mas sem significado.
    18
    • Like

    • Reply
    • 5 h
    • Edited
    • Raquel Varela

      Susana Ricardo Alves acho que a tendência é para isto aumentar – enquanto a sociedade for mediada por dinheiro, as pessoas servirão os circuitos do dinheiro, mesmo que isto nos faca ser cada vez menos “pessoas”.
      33
      • Like

      • Reply
      • 5 h
      • Edited
  • Áurea Sampaio

    Curioso é vermos como gente que se considera muito à esquerda, atribuir-se a designação de “expat”, essa “colecção de gente sem vida”, em vez de alinhar na designação de imigrante, mais “proletária” e, na sua óptica, talvez menos romantizável.
    • Like

    • Reply
    • 1 h
    • Edited
    • Raquel Varela

      Áurea Sampaio caríssima expat não é escolha minha – é mesmo a designação escolhida pelos mesmos. Utilizei a para mim matizado e com ironia . Mas sim sociologicamente um expat não é um migrante . São gente que optou por sair , a esmagadora maioria dos m…

      See more
  • Pedro Bingre do Amaral

    O termo “expat” causa-me muita perplexidade. É praticamente usado apenas por emigrantes anglo-saxões para se designarem a si mesmos, de modo a não se confundirem com as pessoas de outras nacionalidades deslocadas dos seus países. Nunca escutei um britâ…

    See more
    15
    • Like

    • Reply
    • 4 h
    • Edited
    • Pedro Bingre do Amaral

      Tiago, em PIB per capita há países mais ricos do que o RU ou os EUA. Nem mesmo quando um britânico ou um americano imigra para, por exemplo, o Luxemburgo ou Singapura deixa de se chamar a si mesmo expatriado.
      2
      • Like

      • Reply
      • 2 h
    • Tiago Lucena

      Pedro Bingre do Amaral vai sempre em boas condições económicas, nunca vai à procura de melhores condições de vida como os emigrantes. “Rico” no sentido de não ser por necessidade.
      • Like

      • Reply
      • 2 h
    • José António Cerejo

      Pedro Bingre do Amaral Embora não seja exactamente a mesma coisa, há uma outra modernice linguística que me irrita: os pobres dos outros países são “estrangeiros”, os ricos ou aparentados são “internacionais”. “Estrangeiro”, em certas situações, passo…

      See more
      6
      • Like

      • Reply
      • 2 h
    • Pedro Bingre do Amaral

      Muito bem visto, José António Cerejo. O mesmo poderíamos dizer do termo “nómadas”: acrescido do adjectivo “digitais”, serve para dar toques românticos e inocentes ao que não passa de uma nova manobra de evasão fiscal (desses imigrantes de alto coturno)…

      See more
      4
      • Like

      • Reply
      • 1 h
      • Edited
    • Raquel Varela

      Pedro Bingre do Amaral excelente comentário obrigado e conseguir explicar e mudar isto continua a ser fundamental
    • Tiago Lucena

      Pedro Bingre do Amaral expat é quando se é rico e se muda para um país mais pobre; imigrante é o oposto!
      5
      • Like

      • Reply
      • 4 h
  • José Bandarra

    Raquel Varela:
    A senhora sabe muito bem que a ocupação da cidade de Lisboa que está em curso pelos estrangeiros de diversas “matizes” e interesses, não é mais que um projeto político economico e social, programado para entregar o património da cidade- a propria cidade-aos donos do mundo.
    Ainda por cima, com muito dinheiro sujo, como algumas autoridades conseguem apesar de tudo identificar.
    Do outro lado está o povo. Uma parte do povo que até há pouco tempo se chamava classe média com direito a ter uma casa com algum conforto e o outro povo mais pobre e humilde com direito a ter uma casa velha com três cubículos interiores mal definidos.
    Agora,a classe média e os mais humildes formam um unico exército de “desgraçados”explorados, por esta máquina infernal do capitalismo selvagem que os expulsa de Lisboa como de outras cidades.
    Vão viver para a barraca se quiserem, ou para o Carregado .É este o novo destino dos trabalhadores.
    Não há muito tempo, ouvi um dos manos Lobo Xavier dizer mais ou menos isto – ” As pessoas têm de compreender que o mundo mudou e que a cidade de Lisboa tal como outras cidades importantes ganharam interesse para quem tem dinheiro e portanto esses investidores- belo nome digo eu- compram essas casas.”
    O que é que interessa a estes betinhos, e aos nómadas digitais- os tais- e aos Gold, e a outros gajos com acesso fácil ao dinheiro, que os trabalhadores de Lisboa, os jovens de Lisboa, as crianças de Lisboa, os velhos de Lisboa que construíram a cidade e lhe deram vida, não tenham agora casa para ali viverem?
    E o que interessa ao governo português que se tenha caído nesta vergonha, nesta humilhação prejudicando o nosso povo?
    E já agora o que tem interessado esta matéria aos diversos partidos políticos?
    Não tem interessado nada!
    P.S.
    Até o Trudeau já viu isto. Será ele um perigoso infiltrado contra a propriedade privada?
    Se calhar é !….
    4
    • Like

    • Reply
    • 3 h
View more comments
5 of 56

PORTO, RIO DE VILA ENTAIPADO E INUNDAÇÕES

Views: 0

+3

A HISTÓRIA NÃO SE APAGA.
A ÁGUA TEM MEMÓRIA.
Querem “tapar com uma peneira” o que sucedeu na Invicta.
Taparam a totalidade dos Ribeiros que ligavam ao Rio da Vila, este que desagua no Douro.
Eis o resultado com obras do Metro mal projectadas.
O rio da Vila é um ribeiro na cidade do Porto que desagua no rio Douro, em Portugal. Com o desenvolvimento urbano, o rio da Vila acabou por ser totalmente canalizado.
Rio da Vila
O rio da Vila aparece indicado no documento de doação de D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, do burgo portucalense ao Bispo D. Hugo. É designado como Canallem maiorum, por contraponto ao “canal menor” que seria o Rio Frio, mais para poente. Foi também conhecido por rio da Cividade, por passar perto do Morro da Cividade.
Em 1336, D. Afonso IV deu início à construção das novas muralhas da cidade que, ao se arrastar por um longo período de trinta e oito anos, terminou já durante o reinado de D. Fernando. Daí o facto de a cerca ser popularmente conhecida como Muralhas Fernandinas. Terá sido nessa altura que se terão canalizado os ribeiros que se juntavam no largo fronteiro ao antigo Convento de São Bento da Avé-Maria. Num documento de 1409 o ribeiro aparece descrito como rio de Carros, por correr no subsolo desta porta aberta na muralha e que ficava em frente à Igreja dos Congregados.
Em 1763 a parte deste rio próxima da Ribeira foi coberta com a construção da Rua de São João. E em 1875 com a abertura da Rua de Mouzinho da Silveira foi canalizado na parte que ainda estava a descoberto. Obras posteriores, como a construção da Avenida dos Aliados, na segunda década do século XX, foram condenando ao subsolo também os mananciais do rio da Vila.

6

2 comments

3 shares

Like

Comment
Share
2 comments

Palace of Westminster renovations cost UK citizens millions | Sky News Australia

Views: 0

Renovations to the Palace of Westminster are costing British taxpayers millions of pounds a week in maintenance. After decades of debate, UK MPs are still divided about the cost of the work and whether they have to move out of parliament.

Source: Palace of Westminster renovations cost UK citizens millions | Sky News Australia

 

https://www.skynews.com.au/world-news/united-kingdom/palace-of-westminster-renovations-cost-uk-citizens-millions/video/4cad2cda551499d2c3c9713e86b09074

Osvaldo José Vieira Cabral · A REBALDARIA!

Views: 0

 

 

 

A REBALDARIA!
Pior do que a rebaldaria que se vive no Governo da República, só mesmo o caos no Congresso trumpista dos EUA.
Já aqui tínhamos referido, faz hoje exactamente uma semana, que António Costa tinha terminado o seu ciclo político.
É um primeiro-ministro desgastado, cansado, fora de prazo e sem poder de coordenação política do governo.
O que estamos a assistir na governação deste país é uma opereta nunca vista, uma degradação das instituições e um cavar cada vez mais fundo no fosso que separa os cidadãos dos políticos e governantes. É, por outro lado, a prova de que há cada vez menos seriedade na política, com muita gente do circuito dos aparelhos partidários a aproveitar-se do poder para os seus interesses pessoais, da família e das habituais clientelas.
É verdade que criar uma crise de governação no momento presente, com o recurso a eleições antecipadas, seria, provavelmente, mais trágico, devido à delicadeza da situação que vamos viver nos próximos tempos e do consequente drama que se vislumbra para muitas famílias e empresas.
Será uma governação penosa, um arrastar de governantes desacreditados, mas criar um ciclo de paralisação do país, à espera de eleições, não é aconselhável, por agora.
O Presidente da República deverá estar farto deste caos que se instalou no governo de António Costa, mas não lhe resta outra alternativa, pelo menos durante este ano, que é redobrar a vigilância da governação e puxar pelos ministros para aplicarem o PRR e o PO2030, que mais não seja para mitigar a crise económica que se vai agravar.
No meio de tanta demissão, uma delas poderá ser benéfica para os Açores: a do ex-ministro do ferro velho, Pedro Nuno Santos.
Era um ministro que não gostava dos Açores e que em duas legislaturas se mostrou incapaz de resolver qualquer dossiê relacionado com a nossa região.
Só quatro exemplos: todos se recordam de António Costa ter prometido alterar o sistema do subsídio de mobilidade, aquele em que pagamos um balúrdio às companhias aéreas para irmos a Lisboa e depois recebermos o remanescente nas longas filas dos CTT.
Dizia então o primeiro-ministro, vai fazer agora quatro anos, que o subsídio de mobilidade era um “absurdo” e “ruinoso” para os cofres do Estado, ao que foi secundado por Pedro Nuno Santos, reforçando que era um esquema que “incentivava à fraude”!
Passou-se o tempo de uma legislatura e, quatro anos depois, está tudo igual!
O ministro mostrou-se incompetente para alterar o sistema e até nomeou um grupo de trabalho de que nunca mais ouvimos falar.
Depois veio a promessa de um avião cargueiro para os Açores.
O ministro mandou abrir concurso, mas era tão medíocre e tão pouco atrativo, que ficou deserto por três vezes.
Alguém sabe onde anda o avião cargueiro?
Mais recentemente, era este ministro que pretendia dar apenas 3,5 milhões de euros para as OSP de Santa Maria, Pico e Faial. Teve que ser desautorizado em sede de discussão do Orçamento de Estado.
E como se não bastasse, temos agora a sua herança dos cabos submarinos, envoltos numa outra trapalhada, com amarrações em S. Miguel e na Terceira, à mistura com uma polémica entre especialistas na matéria, receando-se que haja neste projecto razões políticas a sobreporem-se às técnicas.
É muita trapalhada junta, mas é este registo que temos vindo a assistir nos governos de António Costa, os piores para as Autonomias, a par com o que houve de pior com Cavaco Silva.
A diferença é que Cavaco, ao menos, tinha autoridade.
Quanto a Costa, é o que se vê: um desastre, para gozo dos que vão assistindo a isto nos outros países.
Pobre Portugal.
Osvaldo Cabral
Editorial 08-01-2023 Diário dos Açores
May be an image of 1 person and text
You, João Mota Vieira, Paula Cabral and 33 others
5 comments
8 shares
Like

Comment
Share
5 comments
Most relevant

  • Jaime Jorge

    Só não concordo com a afirmação inicial: acho que a rebaldaria em Portugal ainda assim, é pior do que a que se assiste no congresso americano. Porque esta não nos vai afectar muito. Acho eu!
    2
    • Like

    • Reply
    • 7 h
  • Aida Amaral

    Uma vez mais parabéns pela forma como espelhas a realidade de uma forma tão clara e assertiva …. Bom domingo 🔝🔝👌
    • Like

    • Reply
    • 4 h
  • Antonio Silveira

    Muito bem observado .
    • Like

    • Reply
    • 1 h
  • The Ref Oh No, referee covering his eyes sticker
    • Like

    • Reply
    • 9 m
  • Luis Castro

    Como sempre o dedo vai diretamente a ferida
    • Like

    • Reply
    • 6 m

https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2023/01/osvaldo-cabral-rebaldaria.pdf