Faturas falsas com a Sabseg e milhões em direitos televisivos. Os desvios da família Altice – ZAP Notícias

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Filha, genro e irmão de Hernâni Vaz Antunes estão sob mira na Operação Picoas, que prevê esquemas de contratos de direitos televisivos e faturações falsas com a Sabseg que terão originado milhões de euros ilícitos. Alguns já pedem nacionalização. Um dia depois de Alexandre Fonseca ter suspendido

Source: Faturas falsas com a Sabseg e milhões em direitos televisivos. Os desvios da família Altice – ZAP Notícias

António Bulcão · Cartas a Joel Neto – I

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Cartas a Joel Neto – I
Joel: começo esta série de crónicas por te ensinar um princípio fundamental, não apenas no Direito, mas também na vida: o princípio da boa-fé que, notoriamente, não conheces.
Boa-fé é quando as pessoas agem com honestidade e respeito nas suas relações com outras, de modo a não enganar ninguém e promover a justiça. É um imperativo ético, embora tenha consequências jurídicas a sua não observância, e é pedra basilar para que haja confiança entre as pessoas.
A contrario sensu, existe má-fé quando as pessoas são desonestas e desrespeitosas para com os seus semelhantes, tentando enganar terceiros e, assim, deixando de merecer confiança por parte dos demais. A boa-fé é típica do que se usa designar como “boa pessoa”, enquanto a má-fé caracteriza as chamadas “más pessoas”.
Espero conseguir demonstrar ao longo desta e de próximas crónicas que não agiste de boa-fé para comigo, bem pelo contrário, o que te coloca inevitavelmente no grupo das más pessoas. E é bom que todos o saibamos, para estarmos avisados. Sobretudo quando vivemos em comunidades pequenas, em que toda a gente se conhece. Daí o tal ditame “quem te avisa teu amigo é”, sendo que os que lerem estas linhas poderão de futuro admirar-se com a tua falta de ética, como eu me admirei com a mesma no passado. Não poderão dizer é que não foram avisados…
Por formação, cada afirmação que se faz deve ser provada. É isso que passo a fazer:
1 – Não age de boa-fé quem torna públicas mensagens privadas. Já todos tivemos discussões mais acaloradas com familiares, com namoradas, com amigos. Querelas onde, por vezes, dizemos coisas só para magoar o outro, das quais mais tarde nos arrependemos. Com a sua divulgação pública, perde-se o sentido do que deve permanecer privado. Ganhamos medo para a próxima. Tornamo-nos desconfiados, sem saber o que poderá fazer quem está “do outro lado”.
2 – Não age igualmente de boa-fé quem não divulga as mensagens TODAS. Para se entender o contexto, para ver quem as lê que “palavra puxa palavra”. Apresentaste as mensagens que te mandei, mas não as que me mandaste, muitas delas de grave conteúdo. E isso não é sério.
3 – É de uma má-fé gritante teres sustentado a tua tese acusatória contra o Chefe de Gabinete da SREAC. Nunca “falei” contigo em tal qualidade, nesta troca de mensagens. Querias atingir o Chefe de Gabinete e pouco te interessou que não fosse o Chefe de Gabinete a trocar mensagens contigo. O que revela uma falta de escrúpulos que raras vezes vi na vida.
4 – Acrescendo, ninguém de boa-fé pode interpretar a minha mensagem como vinda de alguém que quereria usar “meios do Estado” que teria ao seu dispor, contra ti ou a tua família. Nem imagino de que meios falas, muito menos tinha acesso a qualquer meio “do Estado”. Talvez intuindo a fraqueza desta possibilidade, lembraste-te de que já fui caçador, teria armas de fogo e poderia com elas fazer mal a ti, à tua mulher ou ao teu filho bebé. Credo, Joel, isto não é um romance, rapaz. Não tens limites, nos teus delírios? Imaginas-me mesmo aos tiros nos dois caminhos? A cometer homicídios?
5 – Por fim, é de uma má-fé imperdoável tentares fazer crer, com intenções fáceis de intuir, que as mensagens que te mandei teriam a finalidade de censurar qualquer escrita da tua autoria. Apenas te avisei de que iria escrever também. Se tens liberdade de expressão, eu também a tenho e não renuncio à mesma. E somo à minha liberdade de expressão o direito a me indignar contra a tua prática nos últimos meses, já que considero que estás a prestar um péssimo serviço a esta Região e à ilha Terceira.
As razões pelas quais nos “pegámos” serão alvo de próximas crónicas. Assim como o efeito que teve em mim ver o antigo aluno ou o homem relativamente humilde que ajudei no seu regresso à ilha transformar-se com o tempo a passar num vaidoso arrogante. A dizer coisas desagradáveis por aí. A insultar pessoas que já foram tuas amigas, só porque de ti discordam.
Indigna-me a tua recitação carpideira dos indicadores que põem os Açores na cauda do País e da Europa. Também a mim me chocam, como devem chocar toda a gente. Mas tu pareces deslumbrado com coisas que aconteciam na tua freguesia quando eras pequeno, que se agravaram durante os 20 anos em que ficaste a viver em Lisboa, e que permaneceram desde a data do teu regresso (2012) até hoje. Nunca tinhas reparado?
O que mudou, para ficares tão horrorizado, como se tivesses descoberto o que mais ninguém viu ou vê? Poderão os teus exageros terem na sua fonte a publicação do teu livro “Jénifer, ou a princesa da França, as ilhas (realmente) desconhecidas”?
(continua)
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)
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A editora Letras Lavadas, de Ponta Delgada, vai promover uma Maratona Literária.

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A editora Letras Lavadas, de Ponta Delgada, vai promover uma Maratona Literária.
A 21 e 22 de julho, 24 escritores vão escrever, durante 24 horas, em diferentes locais da cidade. Incentivar a leitura e valorizar o património são alguns dos objetivos desta iniciativa que irá culminar com o lançamento de uma obra coletiva.

 

parabéns PSP anónimo

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Pai com a filha em risco de vida no Hospital faz agradecimento comovente à PSP
A Polícia de Segurança Pública partilhou nas redes sociais um testemunho comovente partilhado por Vítor Martins Romão, um pai que viveu verdadeiros momentos de aflição, mas que, felizmente, encontrou um agente da PSP pelo caminho que o ajudou.
“Antes de mais, a minha guerreira continua a lutar de forma brava. 24h depois da cirurgia.
Ontem, quando estava a regressar a Lisboa, vindo de uma rápida ida a Grândola, recebi uma chamada da Renata, aflitíssima, porque lhe tinham ligado do Hospital de Santa Maria a solicitar presença urgentíssima de um de nós.
Faltava assinar o termo de consentimento, para o procedimento anestésico da Margarida, e ela encontrava-se no bloco operatório em espera, para a tão urgente e vital cirurgia.
Escusado será dizer que, após ligar os 4 piscas, a minha condução passou para o modo WRC, na versão Pai Aflito.
Tenho esperança, de não ter colocado em perigo os condutores que apanhei, mas talvez 😉 tenha feito por queimar pontos para 2 cartas de condução.
Algures na cidade, quando olhei pelo retrovisor, tinha uma moto da PSP a mandar encostar.
Assim fiz.
O agente dirigiu-se e após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução.
Ao que respondi, que tinha uma filha à espera num bloco operatório de Sta. Maria, e que ele tinha 2 opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução.
Obviamente, não estava o mais sereno, e as lágrimas correram-me, num misto de aflição e nervoso.
Calmo. Sem sequer tirar o capacete, nem pegar na carteira dos documentos, que lhe estava a dar, apenas me disse: “respire fundo, acalme-se o que lhe seja possível e siga-me”.
Saiu em direcção à mota e escoltou-me até Santa Maria.
Em frente ao portão principal, voltou a fazer continência e seguiu.
Fiquei sem palavras.
Nem nome, nem cara, sequer.
Apenas o senhor polícia da mota.
Talvez fosse isso mesmo que ele quis dizer. Ele foi apenas a Polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender.
E existem muitas formas de defender.
Algumas nem vêm nos cânones, outras vêm nos cânones e são humanamente infringidas.
Obrigado senhor polícia, em nome, da minha família, do meu País, que tanto precisa. Jamais o esqueceremos.
Nota: numa sociedade que nunca será perfeita, mas que devemos sempre lutar para que seja, prefiro tolerar uma falha dos bons a ajudar os bons, do que penalizar uma falha dos bons a lutar contra os maus.
É só.”
O testemunho já se tornou viral na página oficial de Facebook da Polícia de Segurança Pública, tendo já recebido mais de seis mil partilhas.

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Chrys Chrystello

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