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ESCRITORES VS INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
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Caros escritores, guionistas, tradutores, jornalistas, académicos, etc… uma das melhores formas de combatermos a ameaça da Inteligência Artificial e a nossa obsolescência é enriquecermos o nosso vocabulário e aplicarmos a velha máxima de que “não há sinónimos”. Vós, mais dos que as máquinas, por muito inteligentes que sejam, conheceis a diferença entre barulho, rumor, alarido, clamor, balbúrdia e gritaria. A máquina vai escolher o que é mais comum ou mais “seguro”, mas vós sabeis que palavra serve melhor o texto. Usai regionalismos, arcaísmos, eufemismos, perífrases e todas as ferramentas da língua, dizei o que quereis dizer não pensando na eficiência e na facilidade mas sim na especificidade e na originalidade.
Haverá público para a IA e para autores humanos, assim como há quem coma McDonald’s e quem prefira a tasca da Dona Arminda ou o Belcanto.
Uma vez, um escritor muito conhecido disse-me que não escrevia nunca “um olmo” ou “um teixo” porque os leitores não sabiam que árvores eram e ficavam incomodados, escrevia simplesmente “uma árvore”. Pois é altura de regressarmos aos olmos e aos teixos, porque nenhuma árvore é só “uma árvore”, e cabe a quem escreve lembrar os leitores disso.
A língua é, e sempre foi, um campo de batalha e agora, mais do que nunca, cada vocábulo é trincheira.
Conheça a história de Akbal Pinheiro, líder do Reino do Pineal
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Adepto de teorias da conspiração e antigo chefe de cozinha de profissão, este é o líder do misterioso Reino de Pineal.
Source: Conheça a história de Akbal Pinheiro, líder do Reino do Pineal
artista açoriana deseja viver exclusivamente da Pintura na Região
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Sara Rocha Silva, artista açoriana que deseja viver exclusivamente da Pintura na Região
Correio dos Açores – Conte-nos um pouco dos seus percursos académico e profissional.
Sara Rocha Silva (Pintora) – Frequentei Artes na Escola Secundária Antero de Quental e após terminar o 12º ano fui para a Faculdade de Belas Artes de Lisboa, onde estive em dois cursos diferentes. Primeiramente, escolhi o curso de Design de Comunicação, tendo em conta as saídas profissionais, mas não o concluí. Apesar de ser muito bom, não me identificava com o curso, pois não era tão intuitivo, para mim, quanto a Pintura. Depois, surgiu a oportunidade de ir para a licenciatura em Pintura, onde desenvolvi os meus trabalhos em diversas áreas. A nível curricular, tínhamos possibilidade de frequentar certas disciplinas optativas que envolviam outras áreas, tais como cerâmica, mosaico, gravura, vitral, o que foi muito enriquecedor. Quando terminei o curso, regressei a São Miguel. Entretanto, trabalhei no Museu Francisco Lacerda em São Jorge, estagiei no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas e trabalhei, ainda, em serviços educativos. Actualmente, trabalho na Azores in a Box do Centro de Artesanato e Design dos Açores, a dinamizar e a promover o artesanato e a cultura.
O regresso a São Miguel, após terminar o curso, correspondeu às suas expectativas?
Vim com uma ideia preconcebida de como iriam ser as coisas que acabou por não se concretizar. Constatei que não era tão fácil como pensava viver do mundo artístico.
Viver da arte nos Açores é difícil…
Penso que em Portugal, a nível geral. Embora não tenha tido experiência laboral no continente, o facto de ser um meio maior acarreta outras dificuldades. Recordo-me de ler entrevistas dadas à comunicação social de alguns artistas que partilhavam as dificuldades que sentiam. Por exemplo, torna-se difícil sustentar um ateliê, não só a nível material mas também de espaço. Não basta apenas ter os trabalhos nas galerias, depende igualmente da venda. Ou seja, o lado comercial acaba por ser importante, embora eu acredite que se o trabalho for feito com esse intuito acabe por ficar poluído. Se dermos muita relevância ao lado comercial e não fizermos as coisas com a alma, não há uma entrega total.
Além da Pintura, explora outras formas de expressão artística?
Na faculdade experimentei várias áreas, no entanto, agora, não tenho desenvolvido nada além da Pintura. O desenho faz sempre parte da Pintura, a nível de composição e a própria pincelada é gestual, pelo que o gesto também é um desenho e pressupõe movimento. Em 2019, com os Urban Sketchers veio a oportunidade de salientar ainda mais o carácter do desenho na minha pintura.
Além disso, os Urban Sketchers ajudaram a soltar-me e a explorar determinados materiais, pois são trabalhos feitos através da observação no local. Na altura, sentia-me um pouco presa, a nível gráfico ou expressivo, por ter trabalhado muito em volta da fotografia, mas também a nível emocional, tendo em conta as experiências que estava a vivenciar, que me conduziram a um certo aprisionamento. Estava com dificuldades em soltar-me. Quando desenhamos no local estamos, sobretudo, a absorver informação e a captar o que está diante dos nossos olhos, e foi isso que fiz na minha pintura. Não estava à procura da perfeição ou de alcançar o sublime. Os Urban Sketchers vieram influenciar muito o meu trabalho nessa perspectiva.
Em que se inspira para criar os seus quadros?
Para mim, a Pintura sempre foi um diário. Apesar de ter várias inspirações e de eu investigar sobre algumas temáticas, há um lado muito pessoal nos meus trabalhos.
De facto, tenho várias influências e referências. Acredito que o que fazemos é sempre um reflexo de muita coisa, como os nossos humores, a nossa educação e o que acabamos por absorver de tudo o que vivemos. No fundo, tudo o que nos envolve transforma-nos e a nossa própria personalidade é fruto disso. Os nossos comportamentos e reacções provém de um passado e de um futuro, porque criamos perspectivas e temos certos medos. Ou seja, é um conjunto de emoções e de pensamentos que oscilam com o tempo. Os meus trabalhos partem precisamente dessa ligação entre passado, presente e futuro. (…) Tenho muitos trabalhos com referências da mitologia grega e a ideia de janela também está muito presente no meu trabalho. Tenho, ainda, referências de David Hockney, na medida em que, por vezes, ele usa muitas fotografias, um género de cubismo, para tornar a representação mais real e eu já recorri a isso em trabalhos meus também. Gosto muito, entre outros, de Peter Doyle e de um pintor do Pico, que se chama Gabriel Garcia. Tenho imensas inspirações.
Sendo uma artista com um vínculo especial com os Açores, como a cultura local influencia a sua arte?
Tudo o que nos envolve acaba por ter um espaço no que fazemos. É o tal reflexo resultante da absorção. Alguns dos meus trabalhos partem directamente de locais das ilhas dos Açores. Quando os faço, a ligação à ilha está sempre presente. Apesar de toda a facilidade existente actualmente, a nível de transportes, com a globalização, o facto de vivermos numa ilha, confere aos ilhéus uma certa insularidade, e isso acaba por influenciar o meu trabalho. Fiz também uns postais, mais virados para a ilustração, que eram as lapinhas e aí a ligação aos Açores é notória.
Já realizou várias exposições, tendo inclusive recebido duas menções honrosas. Como encarou esses reconhecimentos?
Participei três vezes no concurso JOV’ARTE Bienal, sendo que recebi duas menções honrosas, em 2015 e em 2017. Senti-me valorizada e deu-me mais motivação para continuar. É um reconhecimento que é feito ao nosso trabalho. Apesar de ainda não ter feito muitas exposições individuais, nos meses de Novembro e Dezembro, vou fazer uma exposição individual na Casa da Cultura Carlos César, na Lagoa.
Qual é o maior desafio ao pintar o retrato de alguém?
Ser o mais fotorrealista possível. Na verdade, muitas vezes não conhecemos as pessoas e torna-se muito mais difícil captar a sua essência porque não temos uma imagem. No processo, chegamos a um ponto da pintura em que reconhecemos o que estamos a pintar. Por exemplo, quando faço retratos para famílias, por saber que é importante para eles, sinto uma pressão extra. No entanto, normalmente, o resultado final é muito bom por causa das reacções que surgem.
Que feedback recebe?
Geralmente o feedback é positivo, embora já tenha tido reacções menos boas. Mas costumo dizer que agradar a todos também não é bom sinal. Temos que ser confiantes, acreditar em nós e continuar com o nosso trabalho.
O que gostaria ainda de alcançar na sua carreira?
Quando estava na faculdade, ambicionava ser reconhecida e alcançar grandes voos. Não queria ter fama ou ser reconhecida na rua, mas gostava que o meu trabalho se elevasse e se equiparasse a grandes nomes artísticos. Hoje em dia tenho uma perspectiva diferente. É muito importante para mim que as pessoas se relacionem com o meu trabalho, e que este provoque e desperte emoções. Desejo continuar sempre a trabalhar como pintora e ver o meu trabalho a evoluir. Sei que é difícil viver exclusivamente da Pintura. Esta é uma luta que venho a combater e que levei algum tempo a assimilar. Não me importo de trabalhar noutras áreas, se isso me permitir continuar a fazer o que gosto.
Carlota Pimentel

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Paula Margarida Ávila
Parabéns e muito sucesso. Beijinhos
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JÁ SE PODE COMER O PAPA
MORREU TONY BENNETT
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MORREU TONY BENNETT
Morreu Tony Bennett. Cantor tinha 96 anos
O cantor norte-americano sofria da doença de Alzheimer, diagnosticada em 2016.
DN/AFP/Lusa
21 Julho 2023
Morreu esta sexta-feira, em Nova Iorque, o cantor Tony Bennett, aos 96 anos, avança a Associated Press. O norte-americano sofria da doença de Alzheimer, diagnosticada em 2016.
Anthony Dominick Benedetto nasceu a 3 de agosto, de 1926, em Nova Iorque, e tornou-se numa referência do grande cancioneiro americano, mas também do jazz. A notícia da sua morte foi confirmada pela agente Sylvia Weiner.
Tony Bennett ficou famoso no início dos anos 1950 com sucessos como Because of you, tendo relançado a sua carreira a partir de meados dos anos 1990, com duetos com figuras ‘pop’, destacando-se mais recentemente duetos com Amy Winehouse e Lady Gaga.
A par de Sinatra, Perry Como e Dean Martin, Tony Bennett é apontado com um dos mais importantes cantores norte-americanos de origem italiana, que dominaram o panorama musical norte-americano durante décadas.
Com uma carreira de mais de sete décadas, Tony Bennett interpretou os clássicos norte-americanos e temas como I Left My Heart In San Francisco – que lhe deu dois dos 18 Grammy Awards, dos quais um de carreira, em 2011 -, entre outros sucessos, incluindo Rags to Riches, Stranger in Paradise.
Foi em 1956, com 20 anos, que lançou o seu primeiro álbum, tendo vendido desde então milhões de discos.
Num percurso com mais de 70 álbuns, Bennett lançou três com duetos de sucesso, num deles cantou com Amy Winehouse naquela que viria a ser a última gravação da cantora antes de morrer em 2011, aos 27 anos.
Comemorou o 90º aniversário com um espetáculo repleto de estrelas no Radio City Music Hall de Nova Iorque, que foi transformado num especial de televisão e álbum. O título foi tirado de uma canção popularizada por Bennett: The Best Is Yet to Come.
Na última década, Bennett viajou pelos Estados Unidos e pela Europa, terminando a digressão em Nova Jersey, a 11 de março de 2020, devido à pandemia de covid-19.
O cantor atuou algumas vezes em Portugal, as últimas das quais em 2003, nos casinos do Estoril e da Póvoa de Varzim. Há também registo de concertos de Tony Bennet em Portugal em 1988 e em 1998.
A última aparição pública de Tony Bennett aconteceu em agosto de 2021, no espetáculo com Lady Gaga One Last Time, no Radio Music City Hall, em Nova Iorque, dois meses antes da edição do segundo álbum que gravou com a cantora, Love for Sale, que seria o último da sua carreira.
Tony Bennett passou também pela Sétima Arte, tendo-se estreado no cinema em 1966 no filme “Sucesso sem escrúpulos”, de Russell Rouse. Mais tarde voltou ao cinema, mas a fazer de si próprio, em filmes como Uma questão de nervos” de Harold Ramis, e Bruce, o todo poderoso, de Tom Shadyac.
Aos 64 anos, foi transformado num desenho animado da série The Simpsons e, aos 82, teve uma participação na série A vedeta, da HBO.
Entre os parcerias que destacou na sua carreira, está o encontro com o pianista de jazz Bill Evans (1929-1980), que resultou em algumas sessões ao vivo e nos discos The Tony Bennett Bill Evans Album, de 1975, e Together Again, de 1977, nos quais interpretaram clássicos em duo como Some Other Time, de Leonard Bernstein, Betty Comden e Adolph Green, Waltz for Debby, do próprio Bill Evans com Gene Lees, e Days of Wine and Roses, de Henry Mancini e Johnny Mercer.
Em 2017, numa entrevista à revista digital JazzWax, de Marc Myers, Tony Bennett lembrou a parceria e o modo como o trabalho com Bill Evans o marcou. Recordou então um diálogo com o pianista, antes de um concerto, quando este lhe disse “apenas interessava seguir a verdade e a beleza” da música e “ficar por aí”.
“Segui o conselho de Bill [Evans] e pensei nas suas palavras durante todo o concerto. Ainda hoje penso no que ele me disse naquela noite, antes de seguir em frente.”

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