VILA BOA DE QUIRES

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lembro ir lá com o meu tio arquiteto Luís Almeida D’Eça provavelmente em 1962 e recordo para sempre este local, uma das muitas visitas históricas com ele que ficou graVADA NA MENTE

Detalhes…. Pelas terras de Marco de Canaveses… as «Obras do Fidalgo» …
“É preciso passar sobre ruínas, Como quem vai pisando um chão de flores!” – Antero de Quental
Um verdadeiro monumento, fantástico e invulgar, mesmo não tendo sido concluída a sua construção. Esta construção tem várias designações, como Casa Inacabada de Vila Boa de Quires, Obras do Fidalgo, Casa dos Porto Carreira ou mesmo como Casa das obras
Apesar de nunca ter sido terminada, e de estar em ruínas, a imponente fachada da casa de Vila Boa de Quires é suficiente para determinar a imponência e monumentalidade do projecto, iniciado por António de Vasconcelos Carvalho e Meneses. Não é certa a data do início da construção, que deverá ser balizada entre 1740 e 1760, muito embora a arquitetura decorativa do alçado principal, já rocaille, se inscreva na segunda metade da centúria.
No contexto da arquitectura civil portuguesa do século XVIII, a Casa de Vila Boa de Quires mantém-se fiel a uma tradição, que se pauta pela linearidade e organização em comprimento, ou seja, a denominada casa comprida, pois apresenta cerca de sessenta metros de comprimento. Assim, todo o esforço decorativo do imóvel é concentrado na fachada, que encerra “uma verdadeira lição sobre a arquitetura do estilo barroco – ciclo Rococó, cuja filiação poderá radicar na obra de Nicolau Nasoni, arquiteto que desenhou vários solares do Porto e por todo o Minho.
A fachada indica-nos o objectivo, nunca cumprido, de erigir um solar grandioso, com Granito de excelente qualidade que permitiu aos canteiros um trabalho notável baseado em volutas, folhas de acanto estilizadas, vieiras e outros elementos decorativos.
Se tal desejo se concretizasse as Obras do Fidalgo seriam o maior edifício civil de estilo barroco da Península Ibérica. As dimensões atestam a ideia de grandeza desejada pelo fidalgo António de Vasconcelos Carvalho e Meneses.
A interrupção das obras está envolta em mistério, segundo alguns deveu-se a morte do arquiteto que teria nacionalidade espanhola, ou o mais provável a falta de verbas para tão arrojado empreendimento.
(41°12’40.28″N 08°11’25.60″W) Pombal – Vila Boa de Quires – Marco de Canaveses – Porto – Região Norte – Portugal

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MARIA ANTÓNA FRAGA QUANDO FUI SEM-.ABRIGO

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Um ano se passou desde o meu encontro com as “serpentes do paraíso”, quando contraí o covid na ilha das Flores e fiquei (pelo menos por algumas horas) na condição de doente e sem abrigo.
Acabei por não agir judicialmente contra quem me colocou em tal situação, uma porque os juristas que consultei (advogados locais e também o Depto. Jurídico da DECO) não me deram garantias de ganhar, dado que parecia haver uma lacuna legal no facto de que enquanto era então obrigatório o isolamento aos infectados com covid, ninguém tinha porém a obrigação de lhes proporcionar a possibilidade de ficarem isolados, ou sequer debaixo de telha. Lembrando-me das (outras) ocasiões em que, pela vida fora, outros advogados me disseram “a senhora não vai ganhar, é melhor desistir”, acerca de outros assuntos, e eu mesmo assim insisti e ganhei, eu teria avançado e lutado, não fossem os nossos governos, tanto o central como o regional, algumas semanas depois terem posto fim à obrigatoriedade do isolamento dos doentes com covid. Já não valia a pena fazer mais nada, pois já ninguém voltaria a ficar na mesma situação.
Todos (ou quase…) aqueles a quem expus o assunto (Inatel, Secretários Regionais do Turismo e Saúde, Presidente da ALRA, etc.) me responderam, manifestando a sua pena e solidariedade perante o sucedido mas também a sua incapacidade de fazer fosse o que fosse em relação ao assunto. O sr. Presidente da ALRA disse-me ter passado o assunto aos deputados, e desse lado não tive mais notícias. E o então sr. Secretário Regional da Saúde foi a excepção, pois foi o único que não se dignou sequer dar resposta à minha exposição.
As consequências disto tudo foram que deixei de ser sócia do Inatel – é evidente que não me interessa permanecer ligada a uma instituição (Fundação!) que tão pouco respeito manifestou por uma das suas associadas – uma certa deterioração do meu estado de saúde, sobretudo pulmonar, que (dizem os médicos) poderá ser sequela a longo prazo do covid, mas sobretudo aprendizagem. Porque afinal aprendemos até nas situações mais difíceis, e não deixou de ser interessante ver em acção lado a lado a ganância, a ignorância, a crueza e a insensibilidade de alguns e a bondade, o bom senso e a disponibilidade e compaixão de outros. Fiz novos amigos e consolidei velhas amizades, desde o taxista que não se recusou a me transportar (e até me agradeceu, porque o informei da minha doença) às bondosas pessoas que me acolheram, sabendo do meu estado, e me arranjaram lugar onde ficar, quando eu já me resignara a dormir pelo menos uma noite ou duas ao relento – como um sem abrigo, na terra de meus pais.
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, calçado e ao ar livre

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  • Virgínia Cabral Camilo

    Querida Professora, eu lembro-me do ocorrido, lembro-me da dor que senti por si… Enfim… Perdoai porque eles são uns fracos… Beijinhos 😘💐
    • Maria Antónia Fraga

      Virgínia Cabral Camilo muito obrigada. De facto foi um mau bocado, mas temos de aceitar que as leis humanas não são perfeitas, e que por outro lado, “nas ocasiões é que se conhecem as pessoas”… beijinhos e obrigada pelo teu carinho.
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    • Maria Antónia Fraga

      A atitude do Hotel, para mim, foi das menos aceitáveis, embora tenham agido “dentro da lei”. Um hóspede termina a sua reserva, paga o que deve e é posto fora sem qualquer problema, mesmo que esteja doente e (no caso) a precisar de ficar isolado. Daqui já se vê que nem sempre a lei dos homens e a lei moral estão de acordo, embora por vezes a primeira se tente pôr de acordo com a segunda… mas como é feita e criada por humanos, tem sempre as suas falhas. O hotel estava de facto cheio, e logo que eu saísse após limpeza do quarto já o cederiam a outros hóspedes; mas penso que, se tivesse entrado alguma humanidade no assunto, que não entrou, a gerência (já que não tinha reservado nenhum quarto para esta possibilidade) poderia ter mandado preparar rapidamente outra divisão, (que nem precisaria de ter vista para o mar nem grandes luxos) apenas com o essencial, divisão que me teriam proposto, e eu teria aceite, e pago o que me pedissem por ela! Nada disso. Limitaram-se, como robots, a me repetir “não temos lugar”, e que teria de sair no dia seguinte, e tudo o que fizeram foi dar-me contactos de outros alojamentos na ilha, coisa que facilmente se obtém na internet – em nada me auxiliando, pois. Surpreendeu-me muito esta atitude meramente mercantilista por parte da gerência de um hotel que pertence a uma Fundação, logo teoricamente o seu fim último nem é o lucro, como é noutras unidades. Nunca fui gerente de nenhuma unidade hoteleira, mas penso que se o tivesse sido e se passasse comigo caso semelhante, teria agido de modo bem diverso. Se isto se tivesse passado num país estrangeiro, um daqueles que não são famosos pela sua hospitalidade como nós somos, eu não teria ficado tão admirada…mas em Portugal, e nos Açores, e na ilha das Flores, onde nasceram meus pais… ainda hoje me custa a crer que tenha sido possível.
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A VOZ DA IGREJA

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Com este facão/machete decapitavam-se pessoas por ordem da Igreja (Museu do Castelo Sant’ Angelo)
— in Rome, Italy.

THE AMERICAN WAY

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It’s not Cuba, it’s not Venezuela, it’s Kentucky (USA). Poor patients who couldn’t pay their medical treatment bills were left lying in the middle of the street.
American way on life 🖕

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Os 10 erros gramaticais mais comuns na língua portuguesa – Observatório da Língua Portuguesa

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Constituído em Junho de 2008, o OLP – Observatório da Língua Portuguesa é uma associação sem fins lucrativos que tem por objectivos contribuir para: o conhecimento e divulgação do estatuto e projecção no Mundo da Língua Portuguesa; o estabelecimento de redes de parcerias visando a afirmação, defesa e promoção da Língua Portuguesa; a formulação de políticas e decisões que concorram relevantemente para a afirmação da Língua Portuguesa como língua estratégica de comunicação internacional.

Source: Os 10 erros gramaticais mais comuns na língua portuguesa – Observatório da Língua Portuguesa

Câmara de Lisboa vai gastar meio milhão de euros para limpar cidade após JMJ – Executive Digest

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Autarquia de Loures revelou igualmente que deu início à operação de limpeza dos resíduos do recinto da Jornada Mundial da Juventude

Source: Câmara de Lisboa vai gastar meio milhão de euros para limpar cidade após JMJ – Executive Digest

1957 ponta delgada

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Em que estou a pensar?
Nas saudades que tenho dos barcos e no quanto são incómodas e impessoais as viagens de avião, ali todos sentados como sardinhas numa lata apertada, levando cotoveladas de quem passa nos corredores estreitos e pancadas dos carrinhos que nos trazem a eufemisticamente chamada “refeição ligeira”.
Isto para não falar dos quilómetros que é preciso calcorrear desde o avião até encontrarmos as nossas malas, que nos esperam andando à roda, sempre à roda.
Cada vez gosto menos dos autocarros aéreos – por muito depressa que cheguem ao seu destino.
(Porto de Ponta Delgada em 1957. Na foto pode ver-se o paquete francês “Jean Mermoz”,atracado na extremidade da doca de Ponta Delgada, e os navios “Arnel” e “Lima”. Do blogue Ships and the Sea).
Nenhuma descrição de foto disponível.

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