ocupação alemã de Angola

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Angola 1914 / 1918.
Em outubro de 1914 dar-se-iam ataques germânicos aos postos de Naulila e Quangar seguidos de uma incursão alemã no interior do território angolano, acompanhada de uma tentativa de sublevação das populações indígenas contra a soberania portuguesa. Estes primeiros confrontos atingem o seu ponto alto, em dezembro de 1914, no combate de Naulila.
Em resultado destes incidentes foram mobilizados para Angola um destacamento misto (tropas de infantaria, cavalaria e artilharia) com um efetivo de 1500 combatentes, comandado por Alves Roçadas. Os confrontos em Angola, mais graves do que em Moçambique, levaram o Governo português a decidir um reforço da guarnição com mais 2400 homens em novembro e 4300 em dezembro.
Sob o comando do general Pereira d’Eça, desde março de 1915, que a tropas portuguesas se dirigiram para um objetivo estratégico fundamental: a ocupação do território do baixo Cunene. Nessa campanha do sul de Angola, a reocupação do Humbe e os combates de Môngua foram os marcos militares mais relevantes.
Desastre de Naulila
Combate travado a 18 de Dezembro de 1914 em Naulila, sul de Angola, entre forças portuguesas e alemãs. O combate terminou com a derrota dos militares portugueses, com cerca de 70 mortos da parte portuguesa, entre oficiais e praças. As forças portuguesas foram então obrigadas a abandonar temporariamente o Cuamato e Humbe, territórios na fronteira entre a então colónia portuguesa de Angola e a colónia Alemã do Sudoeste Africano. Em consequência da perda de prestígio das forças portuguesas e do caos político que se seguiu, resultado dos combates entre portugueses e alemães, as populações de Huíla revoltaram-se contra a ocupação portuguesa, provocando uma longa crise que apenas se resolveria com a presença na região de uma força expedicionária enviada de Portugal sob o comando do general Pereira d’Eça.
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