o passivo da SATA

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SATA com prejuízo de mais de 20 milhões no 1º trimestre
O Grupo SATA registou no primeiro trimestre deste ano um prejuízo de 21, 1 milhões de euros, segundo contas a que o nosso jornal teve acesso.
A SATA Air Açores já levava, naquele período, um défice de exploração de 3,3 milhões, e a Internacional de 17,8 milhões.
A situação, segundo as nossas fontes, agravou-se no segundo trimestre, devido à pandemia, mas as contas ainda não estão totalmente fechadas.
No primeiro trimestre o total do passivo da Air Açores atingia os 279,3 milhões de euros e a Internacional registava 319,2 milhões de euros, o que perfaz um passivo acumulado no Grupo de quase 600 milhões de euros.
O desequilíbrio na Internacional pode ser exemplificado em duas rubricas: arrecadou 20,6 milhões de euros em vendas e serviços prestados e gastou 22,6 milhões de euros em fornecimentos e serviços externos.
Os gastos com pessoal atingiram os 9 milhões de euros.
Já a Air Açores regista 5,8 milhões de euros em vendas e serviços e um prejuízo de 6,4 milhões de euros em fornecimentos e serviços externos, mais 8,5 milhões em gastos com pessoal, mas teve um subsídio à exploração de 9 milhões de euros.
Vasco Cordeiro promete toda a informação a Bruxelas
O Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, garantiu anteaontem que será dada “toda a informação” à Comissão Europeia sobre as dúvidas levantadas sobre a SATA, pedindo “responsabilidade e serenidade” aos partidos da oposição.
“As resposta serão dadas. Para que elas fossem o mais completas e globais possíveis, foi solicitado esse adiamento”, disse Vasco Cordeiro, falando aos jornalistas na Ribeira Grande, numa iniciativa em que participava como presidente do PS/Açores.
Na terça-feira, o Vice-Presidente do PSD/Açores, Pedro Nascimento Cabral, considerou que o executivo regional estava a “empurrar com a barriga” a situação da transportadora aérea regional SATA, temendo “uma certa penalização eleitoral” em Outubro, nas regionais no arquipélago.
O social-democrata defendeu que o pedido do executivo de prolongamento da data para prestar esclarecimentos à Comissão Europeia indica “a sua incompetência para gerir os destinos” dos Açores “e a sua mais do que evidente desonestidade política” perante os cidadãos.
Os “argumentos utilizados” para o adiamento, nomeadamente a “descontinuidade geográfica e a Covid-19” são, defende o PSD, “desculpas esfarrapadas” e um “manifesto insulto à inteligência de todos os açorianos, mesmo aqueles que são assumidamente socialistas”.
Na quinta-feira, Vasco Cordeiro assinalou que, “pelo facto de a Comissão Europeia ter compreendido” a necessidade de serem adiados os esclarecimentos, “autorizou” esse mesmo pedido”.
“Não estamos a falar de falta de informação. Estamos a falar de dar toda a informação”, disse ainda o governante e líder dos socialistas açorianos.
Sobre a posição do PSD no arquipélago, foi peremptório: “Acho que já todos os açorianos perceberam que, infelizmente, o PSD está deserto para que isso (processo de auxílio à SATA) corra mal”.
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