o caminho futuro dos açores

Views: 0

para onde?

Quem conheça minimamente Vasco Cordeiro de certeza que já o escutou a, de sorriso rasgado e emanando força e convicção, usar a expressão “prá frente é que é caminho!”. Essa pujança anímica, que não é apenas física, é um dos seus traços distintivos de carácter, talvez só comparável à sua crónica e antagónica indecisão. O problema é que se essa força obstinada de seguir em frente é boa nas arruadas, e quem já fez arruadas com Vasco Cordeiro sabe o quão difícil é acompanhá-lo, na governação, onde se exige calma, ponderação e bom senso, essa impulsividade já não é uma característica tão, digamos assim, abonatória. Se juntarmos a isto o facto de estarmos, e irmos continuar, a viver a pior crise das nossas vidas não pode deixar de causar imensa estranheza a escolha deste estribilho para slogan desta campanha eleitoral. A questão que imediatamente se coloca, ao ouvir este refrão, é: “mas para onde?”. E, a verdade é que nem Vasco Cordeiro, nem o PS, sabem responder a esta pergunta. Ou, então, o que é manifestamente pior, sabem, mas não arriscam responder…
Quando, há oito anos atrás, Vasco Cordeiro se candidatou pela primeira vez à Presidência do Governo Regional dos Açores a Região estava à beira da tempestade perfeita assolada por três dossiers fundamentais e potencialmente demolidores em cima da mesa política, a saber, o fim das quotas leiteiras; o fim do acordo da Base das Lajes; e a liberalização do espaço aéreo. Em boa verdade, nem nenhum destes assuntos foi resolvido a bom termo como a eles se juntou a já referida mega-crise económica. É como se estivéssemos há oito anos a andar prá frente, sem saber para onde exactamente, e sem nunca tratar efectivamente do que precisa de ser tratado. A reconversão do sector leiteiro é uma espécie de eterna miragem, constantemente no horizonte dos discursos e das intenções políticas, mas nunca alcançada. A Base das Lajes transformou-se num processo tão interminável quanto a descontaminação, servindo de letra de música a um bailinho de investimentos cuja repercussão económica tarda, se não nunca, em se fazer ver. O espaço aéreo colocou-nos à merce de duas companhias aéreas falidas e da Raynair. Todos estes problemas, mais anúncio aqui, mais milhão acolá, mantêm-se fundamentalmente por resolver, um pouco à imagem dessa obra de Santa Engrácia do Palácio da Conceição que, se continuarem a escavar, certamente um dia encontrarão ou a Nova Zelândia ou, para gáudio de Felix Rodrigues, os restos da Atlântida. Depois, em cima de tudo isto, repito, a mastodôntica crise económica. E , como é que é possível, pergunto eu, perante tudo isto, o PS impele-nos a ir em frente, de forma cega, firme e obediente, como se ovelhas para o matadouro.
Mas, se é que tudo isto não fosse já suficiente para fazer parar os mais avisados, há uma outra questão que se levanta perante este malfadado slogan. É que, este é o último mandato de Vasco Cordeiro, que, daqui a quatro anos, encontrará no correio um bilhete para Bruxelas, se Bruxelas ainda existir. Ora, é caso para perguntar outra vez: “prá frente é exactamente para onde?”. Há oito anos atrás Carlos Cesar tinha dois sucessores claros, com um outro Contente a correr por fora. Sérgio Ávila e Vasco Cordeiro. A escolha recaiu sobre quem sabemos e uma das teorias da conspiração que surgiu nessa altura, e que se mantém até hoje sem nunca ser desmentida, foi de que o acordo entre Cordeiro e Cesar era de que o primeiro assumisse a função de príncipe regente até entregar o ceptro de volta a Cesar, mas neste caso Cesar Júnior. Perante este cenário uma das questões que é não só legitimo como imperioso colocar ao Partido Socialista, nestas eleições, é quem serão os sucessores de Vasco Cordeiro e se na frente do Partido não estará já legitimado um sucessor do trono paternal? Se este “prá frente é que é caminho” mais não é do que uma pulsão frenética para que não se olhe à estratégia quase monárquica de entregar o partido e, quererão eles, a governação dos Açores nas mãos do príncipe herdeiro da casa de Vale (tudo) Cesar?
É que se é isso que Vasco Cordeiro e o PS querem por à nossa frente, então que o digam clara e simplesmente, porque eu, pelo menos, não vou por aí…
para onde?
Quem conheça minimamente Vasco Cordeiro de certeza que já o escutou a, de sorriso rasgado e emanando força e convicção, usar a expressão “prá frente é que é caminho!”. Essa pujança anímica, que não é apenas física, é um dos seus traços distintivos de carácter, talvez só comparável à sua crónica e antagónica indecisão. O problema é que se essa força obstinada de seguir em frente é boa nas arruadas, e quem já fez arruadas com Vasco Cordeiro sabe o quão difícil é acompanhá-lo, na governação, onde se exige calma, ponderação e bom senso, essa impulsividade já não é uma característica tão, digamos assim, abonatória. Se juntarmos a isto o facto de estarmos, e irmos continuar, a viver a pior crise das nossas vidas não pode deixar de causar imensa estranheza a escolha deste estribilho para slogan desta campanha eleitoral. A questão que imediatamente se coloca, ao ouvir este refrão, é: “mas para onde?”. E, a verdade é que nem Vasco Cordeiro, nem o PS, sabem responder a esta pergunta. Ou, então, o que é manifestamente pior, sabem, mas não arriscam responder…
Quando, há oito anos atrás, Vasco Cordeiro se candidatou pela primeira vez à Presidência do Governo Regional dos Açores a Região estava à beira da tempestade perfeita assolada por três dossiers fundamentais e potencialmente demolidores em cima da mesa política, a saber, o fim das quotas leiteiras; o fim do acordo da Base das Lajes; e a liberalização do espaço aéreo. Em boa verdade, nem nenhum destes assuntos foi resolvido a bom termo como a eles se juntou a já referida mega-crise económica. É como se estivéssemos há oito anos a andar prá frente, sem saber para onde exactamente, e sem nunca tratar efectivamente do que precisa de ser tratado. A reconversão do sector leiteiro é uma espécie de eterna miragem, constantemente no horizonte dos discursos e das intenções políticas, mas nunca alcançada. A Base das Lajes transformou-se num processo tão interminável quanto a descontaminação, servindo de letra de música a um bailinho de investimentos cuja repercussão económica tarda, se não nunca, em se fazer ver. O espaço aéreo colocou-nos à merce de duas companhias aéreas falidas e da Raynair. Todos estes problemas, mais anúncio aqui, mais milhão acolá, mantêm-se fundamentalmente por resolver, um pouco à imagem dessa obra de Santa Engrácia do Palácio da Conceição que, se continuarem a escavar, certamente um dia encontrarão ou a Nova Zelândia ou, para gáudio de Felix Rodrigues, os restos da Atlântida. Depois, em cima de tudo isto, repito, a mastodôntica crise económica. E , como é que é possível, pergunto eu, perante tudo isto, o PS impele-nos a ir em frente, de forma cega, firme e obediente, como se ovelhas para o matadouro.
Mas, se é que tudo isto não fosse já suficiente para fazer parar os mais avisados, há uma outra questão que se levanta perante este malfadado slogan. É que, este é o último mandato de Vasco Cordeiro, que, daqui a quatro anos, encontrará no correio um bilhete para Bruxelas, se Bruxelas ainda existir. Ora, é caso para perguntar outra vez: “prá frente é exactamente para onde?”. Há oito anos atrás Carlos Cesar tinha dois sucessores claros, com um outro Contente a correr por fora. Sérgio Ávila e Vasco Cordeiro. A escolha recaiu sobre quem sabemos e uma das teorias da conspiração que surgiu nessa altura, e que se mantém até hoje sem nunca ser desmentida, foi de que o acordo entre Cordeiro e Cesar era de que o primeiro assumisse a função de príncipe regente até entregar o ceptro de volta a Cesar, mas neste caso Cesar Júnior. Perante este cenário uma das questões que é não só legitimo como imperioso colocar ao Partido Socialista, nestas eleições, é quem serão os sucessores de Vasco Cordeiro e se na frente do Partido não estará já legitimado um sucessor do trono paternal? Se este “prá frente é que é caminho” mais não é do que uma pulsão frenética para que não se olhe à estratégia quase monárquica de entregar o partido e, quererão eles, a governação dos Açores nas mãos do príncipe herdeiro da casa de Vale (tudo) Cesar?
É que se é isso que Vasco Cordeiro e o PS querem por à nossa frente, então que o digam clara e simplesmente, porque eu, pelo menos, não vou por aí…
Pedro Arruda in Ilhas.Blogspot.com
Quem conheça minimamente Vasco Cordeiro de certeza que já o escutou a, de sorriso rasgado e emanando força e convicção, usar a expressão “…