Views: 0

Nem mais um cêntimo para a TAP e para a SATA.
Já chega de depauperar os contribuintes. Estas duas juntas, facilmente chegarão aos 1,5 mil milhões de euros de dinheiro dos contribuintes num futuro próximo, sendo que, qualquer um percebe, daqui a muito pouco tempo será necessário mais. A SATA não se reestrutura por menos de 500 milhões de euros, e a TAP a determinada altura terá de assumir que este bilião é dinheiro público perdido.
Esse dinheiro deveria estar a ser aplicado na economia real, nas PME’s que são o motor deste país, e serão elas a liderar a recuperação. Como sempre ficam em último lugar, depois das grandes empresas públicas e das grandes corporações dos “amigos”.
Se no caso da SATA ainda há algum interesse estratégico no que diz aos transporte inter ilhas, no caso da TAP tem zero interesse estratégico. Na verdade é até já uma empresa privada, e o estado só lá se mantém por razões ideológicas de esquerda. Há zero racional nisto.
Se a TAP desaparecer, num mercado mais do que maduro, o seu espaço será ocupado num ápice. Teremos acessibilidades na mesma, muito emprego na mesma se o estado criar as condições para isso, e deixamos de ter de lá enfiar dinheiro às centenas de milhões de cada vez.
A SATA mantém interesse estratégico, não se nega, mas apenas para o transporte inter ilhas e serviço público de acesso ao exterior. Não foi o Covid-19 que destruiu a SATA. Foi a gestão socialista que levou a empresa ao limite da ingerência, e de total falta de noção do impacto que isso terá nas contas públicas regionais. Aliás, falta de noção por um lado, e os interesses dos do costume por outro.
Vasco Cordeiro é o principal responsável da destruição da empresa. Vai tentar por tudo justificar-se com a pandemia, mas os Açorianos não são tolos (por vezes podem parecer) e têm de lhe pedir contas. No entanto, sobre este assunto nada dizem. As questões são:
a SATA tem condições de voltar a voar sem um intervenção do estado?
Onde pára o plano de reestruturação que mostre como isso será feito?
Quando vai custar ao contribuinte?
É muito importante que qualquer opção seja tomada apenas depois das eleições regionais. Os Açorianos têm de se pronunciar acerca deste autêntico “roubo” que está a ser feito há muitos anos, e sem que ninguém se revolte contra. Os Açorianos, numa altura que é crítica para as próximas décadas, têm mesmo de acordar. Estejam vigilantes e não se deixem levar pelas “homilias” das 16.