ninguém esqueça o que a guerra faz

Pois é há demasiada gente a esquecer
May be a black-and-white image of 2 people
O rosto do soldado soviético Evgeny Stepanovich Kobytev após quatro anos servindo na frente de batalha, durante a Segunda Guerra Mundial
Evgeny era um jovem professor de Literatura e História da Arte na Ucrânia, até a Alemanha Nazista virar sua máquina de guerra para o leste. Durante a operação Barabarossa, o professor ficou responsável por defender a cidade de Pripyat.
No final de 1941, seu destacamento foi capturado pelos alemães e Kobytev foi enviado para um campo de prisioneiros. Após dois anos como cativo dos nazistas, conseguiu escapar e voltou ao campo de batalha pelo Exército Vermelho.
Ao fim da Guerra, tentando retomar a vida normal, que jamais teria novamente, o professor tentou lecionar novamente, mas os estresses vividos na Guerra fizeram com que ele desenvolvesse uma espécie de transtorno pós-traumático permanente, que não permitia que se concentrasse nas realizações de atividades comuns.
A comparação fotográfica foi usada por Oxford para demonstrar os efeitos da Guerra na estética e na condição psicológica dos soldados.
Na foto anterior à guerra vemos um garoto com postura imponente, olhar focado e sem marcas de expressão. Na captação pós conflito, vemos um homem com rugas, marcas de expressão, pele sem brilho e um olhar para o vazio, sem foco. Resultado de quatro anos matando e vendo pessoas morrerem em campos lamacentos na frente oriental.
Texto – @joelpaviotti
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lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL