ENTUBAR É ASSIM COM VENTILADORES

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Paula Margarida Tavares

Esclarecimento 2 (o que ninguém quer ler e muito menos escrever):
Por mais que me custe abordar esta temática tenho também de esclarecer que existem doentes “ONR“, ou seja, ordem de não reanimação. Em causa estão situações como as insuficiências cardíaca ou respiratória terminais com falência dos órgãos irreversível, doenças neurológicas graves em estado vegetativo, cancros em estado terminal, entre outras. Na prática, define o momento em que o médico, com base no estado de saúde do doente, a sua idade e outros factores determina que já não vale a pena continuar a dar tratamento. o objectivo é, referem as orientações aprovadas pela ordem dos médicos, “garantir a dignidade do ser humano em todas as fases da vida, incluindo a terminal”. As técnicas de reanimação cardiorrespiratória ou suporte artificial de vida têm associados danos colaterais, como por exemplo, hematomas, costelas fraturadas, perfuração dos pulmões, lesões cerebrais, entre outros…
Em relação aos procedimentos de suporte de vida utilizados na pandemia de SARS-COV-2 também é útil esclarecer que a ventilação invasiva para o Covid-19 é um entubação dolorosa – é por isso que se faz sob anestesia -É uma entubação que é feita sob anestesia geral e que consiste em ficar 2 a 3 semanas sem se movimentar, muitas vezes de cabeça para baixo (decubitus ventral) com um tubo enterrado na boca até a traqueia e que lhe permite respirar ao ritmo da máquina a que está conectado O paciente não pode falar nem comer, nem fazer nada natural.É como estar em coma artificial. A 20 dias deste tratamento, um paciente jovem perde 40 % de massa muscular, associado a traumatismos da boca ou das cordas vocais, bem como de possíveis complicações pulmonares ou cardíacas.
Está cientificamente demonstrado que pessoas com morbilidades (doenças graves associadas e estado físico debilitado) não suportam o grau invasivo deste tratamento.
Esclarece-se ainda que a Ordem dos Médicos aprovou um conjunto de orientações sobre as doenças incuráveis e situações em que os médicos devem optar por suspender os tratamentos. chamam-se “normas de não reanimação” e a ideia foi uniformizar as diferentes orientações que existiam em cada uma das unidades de saúde do país e que geravam, muitas vezes, conflitos éticos nos profissionais de saúde.
Paula Margarida Tavares – Cidadã com incapacidade física, doente oncológica e múltiplas morbilidades associadas.

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Comments
  • Eduarda Tavares Como cá 🇺🇸 se não tem um DNR na fecha nada podei fazer 😒muito important fazer uma ordem com signature o que a pessoa (doente )quer que se faz num momento destos
  • Márcia Cordeiro Almeida E ainda utilizam isso para gerar polémica. Haja paciência. Não há dúvida que os nossos médicos fazem tudo o que podem para salvar as pessoas.