de Jorge Bravo
“Já aqui escrevi, por alturas do primeiro confinamento, sobre a importância de se criar condições para a subsistência do sector editorial e livreiro. Por entre umas larachas sobre as estantes dos nossos comentadores televisivos, disse então que os livros nos enriquecem o imaginário, alimentam o pensamento e aguçam a análise. É por isso que comprar um livro – seja um romance de cordel, seja alta literatura – não é o mesmo que comprar um aparador para a sala. E é por isso que os livros, ao contrário dos aparadores, devem ser classificados como bens de primeira necessidade. Disse Groucho Marx que “fora os cães, os livros são os melhores amigos do homem; dentro dos cães, está demasiado escuro para ler”. É para que todos possamos confinar em boa companhia que os livros devem poder ser vendidos. Em todo o lado. “