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EM TEMPO DE GUERRA…
O que eu penso, escrito por quem sabe mais do que eu.
Mota Amaral escreve hoje assim nos jornais dos Açores (destaco o que para mim é essencial):
(…) «Desde finais do século passado foi sendo elaborada a doutrina sobre a “obrigação de proteger”. A Comunidade Internacional não pode assistir indiferente à chacina indiscriminada de populações inteiras e tem o direito e até a obrigação de intervir para pôr cobro a práticas tão repelentes e contrárias ao Direito das Gentes. O pretexto foi então o suposto genocídio em execução pelos exércitos da Sérvia no Kosovo e o uso da força contra o opressor foi considerado legítimo, levando ao bombardeamento de cidades pela Aviação Americana, a pedido das Autoridades Europeias, que assim confessaram a sua impotência para enfrentar a crise. A Rússia
ainda protestou, em nome da solidariedade eslava, mas ficou por isso mesmo»
(…) «Ora, a situação existente hoje em dia na Ucrânia assemelha-se, tragicamente, à que deu origem à doutrina sobre a “obrigação de proteger”. Mas não se vê que ninguém esteja disposto a invocá-la! Antes pelo contrário, parece que a Comunidade Internacional se encontra paralisada, transida de medo pela ameaça de recurso ao
arsenal nuclear feita pelo regime ditatorial russo, com total despudor. Palmas para o Presidente Ucraniano é coisa que não falta nos Parlamentos de muitos países, entusiasmados com os discursos proferidos via Zoom e até aplaudindo de pé e unânimemente, coisa que talvez se não verificasse na nossa
Assembleia da República, caso algum dia ela venha a acolher uma dessas transmissões… Mas nisso temos ficado, repetindo o mantra de que não se enviarão tropas para o terreno. Ou seja, como já tive oportunidade de ler:
estamos todos dispostos a defender a Ucrânia até ao último ucraniano!»

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