covid a debilitar mais o ensino

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“Um ensaio com uma perspectiva comparada acerca do que está em causa e quais são as opções para o próximo ano lectivo. Com 5 pontos-chave a fixar:

1: os alunos portugueses estão entre aqueles que mais têm a recuperar em Setembro, porque Portugal foi dos poucos países europeus onde o ensino básico ficou integralmente sem ensino presencial, desde o encerramento das escolas em Março.

2: a pandemia atacou o ponto fraco do sistema educativo português — as desigualdades sociais. Portugal já tinha um registo preocupante nas desigualdades sociais em contexto educativo e o desafio ficou ainda maior.

3: a opção de utilizar parte de Julho ou Agosto para actividades de recuperação da aprendizagem (dentro ou fora das escolas) não foi sequer considerada em Portugal, quando houve países onde medidas desse tipo fizeram parte da estratégia desde o primeiro minuto.

4: o próximo ano lectivo terá, por toda a Europa, medidas de distanciamento social muito mais suaves e flexíveis — e Portugal apanhou essa onda. Por todo o lado, as regras de distanciamento social serão muito menos exigentes, numa espécie de regresso da normalidade às escolas.

5: as medidas de recuperação da aprendizagem demonstram as preocupações certas, mas também limitações orçamentais que, possivelmente, amputarão a sua eficácia. É mesmo uma preocupação, porque isto não se resolve com pensos rápidos.”

Alexandre Homem Cristo

Setembro será exigente para Portugal, que parte em desvantagem face a parceiros europeus. Sem mais investimento, não haverá milagres na recuperação da…

OBSERVADOR.PT
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