PARABÉNS MESTRE ADRIANO MOREIRA

ADRIANO MOREIRA CELEBRA CEM ANOS

BRAGANÇA 2008 NO 10º COLÓQUIO QUANDO ME CHAMOU “POETA”

11º COLÓQUIO LAGOA 2009

20º COLÓQUIO BELMONTE 2018

DEPOIS DE O LEVARMOS AO 10º COLÓQUIO, BRAGANÇA 2008 ACABARIA POR DOAR O SEU ESPOLIO A BRAGANÇA ONDE FICOU NA BIBLIOTECA ADRIANO MOREIRA, FACTO DE QUE EU E OS COLÓQUIOS MUITO NOS ORGULHAMOS

 

PROSA À FERREIRA ALVES

PROSA À FERREIRA ALVES
Poucas coisas são tão boas como o burburinho de uma esplanada e da vida que por lá corre sem nos avisar.
Sento-me para repousar as feridas de guerra. A pele já não aguenta as marcas citadinas tantas vezes repetidas numa Europa que ferve no verão, entre alcatrão e arte secular.
Sou cada vez menos entusiasta do velho continente, constato isso. Troco um dia numa aldeia do Ruanda por uma semana em Paris.
O rapaz não me deixa sentar. Diz que a esta hora só para quem come. Olho para ele, cansado, e digo, tudo bem, eu como então.
Ele tira-me as medidas e arrisca, “queres umas batatas?”. Passo sempre por pobrezinho da Jonet. Não sei se é dos calções rotos, da t-shirt rota ou dos ténis rotos. Algo em mim emana a pobre e por mais assinaturas premium do spotify que faça, parece ser algo que levarei para a cova.
Desafio a estatística e peço calamares, só para ele perceber o que é esbanjar. Calamares são chocos maricas que nunca se banharam no Sado. Em princípio ja ofendi alguém.
A propósito, no outro dia, o meu filho discutia as eleições que se avizinham na Suécia, em debate com a turma. Está numa escola nova, a pública lá da zona, que mistura o pessoal todo, latinos, árabes, africanos e, aqui e ali, um ou outro sueco para colorir. A meio do debate disse ao professor que se ele votasse no SD (Chega), despachava 1/3 da turma. Todos ficaram a rir e ele, orgulhoso, disse-me: “pai, tens que aprender a conhecer o público”.
As francesas da mesa do lado avisam o empregado de mesa, depois de ele as abordar em castelhano, que só aceitam que ele fale francês. Nem catalão, nem castelhano e tão pouco inglês. O rapaz que se oriente na única língua que elas falam e o mundo que se desenrasque, quando elas querem conhecê-lo.
Napoleão deveria ter levado naquele toutiço muito antes da canção dos Abba. O mundo seria um lugar menos irritante e ninguém fala disso. Só sementes de chia e bifes maturados até uma pessoa perder o norte.
Em frente desfilam os tik-tokers. Há aqui um ângulo entre o caixote do lixo e a sombra da árvore que deve dar para fazer uma cena porreira. Não apanham a ponta das torres, porque isso é impossível, mas dá para perceber que estão num sitio emblemático, daqueles que as pessoas no Texas sonham um dia visitar porque apareceu num filme da Julia Roberts.
Não há maneira destes gajos acabarem a obra ou da Estrella saber a cerveja.
Dava o meu pé direito, o pior, por umas férias no Ruanda.
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Ana Nogueira Santos Loura and 83 others
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  • Goncalves José

    Isso tudo em Barcelona?😳
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  • Tita Alvarez

    😋😋 delicia…
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  • Miguel Amaral

    E se fosses ao Ruanda em meados dos anos 90, “dar o pé direito” seria uma expressão literal em vez de uma metáfora.
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      Tiago Franco

      Miguel Amaral sim, nos idos de 94 os encontros com machetes eram muito populares.
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    • Ana Maria Coelho

      Miguel Amaral Mesmo hoje eu não punha lá os pes. A não ser que fosse obrigada pelo bojo, que escolheu um belo sitio para enviar os emigrantes
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    • Mariana Santos Martins

      Pronto e agora que já li e gargalhei com gosto: partilho da tua irritação com os francófonos. Mais preguiça não podiam ter. Quanto a Barcelona: sentaste-te aí para comer. O louco és tu. E isso vai custar uma pipa de massa
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  • Alexandra Amaral

    Muito bom
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  • HercuLano Oliveira

    mas tiveste direito a um pedaço do “El Periódico” qué que queres mais ?
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  • Brighid Alva

    Muito bom! Ainda estou para aqui a rir a imaginar a cena 😆😆

‘Blob’: a extraordinária criatura que nos obriga a questionar se somos a espécie mais inteligente – BBC News Brasil

Trata-se de um organismo que pode calcular e navegar em sistemas complexos com incrível eficiência e objetividade. Desde 2018, eles são “professores convidados não humanos” em uma universidade em Massachusetts.

Source: ‘Blob’: a extraordinária criatura que nos obriga a questionar se somos a espécie mais inteligente – BBC News Brasil

PARABENS NOVA GRAFICA

A Nova Gráfica, que agora inclui a editora açoriana Letras Lavadas, comemora 40 anos neste dia 1 de setembro, a que me associo com esta mensagem a convite do seu gerente Ernesto Resendes:
“A Nova Gráfica está de parabéns.
Completa agora 40 anos ao serviço da Cultura e da Economia dos Açores.
Está de parabéns como empresa, como instituição e como família.
Como empresa, conseguiu levar este barco a bom porto, contra ventos e marés, enfrentando e vencendo as diferentes crises que afetaram o setor das artes gráficas nestas últimas quatro décadas, sempre com resiliência, com determinação e com inovação.
Mas é mais do que uma empresa. É uma instituição. Uma instituição com responsabilidade social, com consciência ambiental, com sentido de serviço público. Não se limita a fazer. Faz bem feito e faz diferente, numa relação exemplar com os seus clientes em especial e com a sua sociedade em geral.
E tanto valoriza as pessoas de fora como acarinha as pessoas de dentro. Por isso, ainda mais do que uma empresa ou uma instituição, a Nova Gráfica é uma família. Uma família de colaboradores, com espírito de equipa e com sentido de missão, que veste a camisola por uma causa comum.
Estão todos de parabéns. Desde o seu fundador e mentor, José Ernesto Chaves Rezendes, até aos seus gerentes atuais, Bruna Rezendes e Milton Rezendes, passando por todos os colaboradores de todos os setores – na receção e na contabilidade, na composição e na montagem, na impressão e nos acabamentos, na promoção e na venda.
De entre todos destaco, naturalmente, o bom amigo Ernesto Rezendes, que sempre conheci e admirei, de impressor a empreendedor, e que tornou tudo isso possível.
A sua vida dava um livro. E eu gostaria de poder escrever esse livro algum dia…
Felicito-o pela obra de uma vida e agradeço-lhe o convite que me fez para me associar assim à festa de anos da família Nova Gráfica.
Faço-o como autor, como açoriano e mesmo como Diretor Regional das Comunidades do Governo dos Açores.
Como autor, quero agradecer a oportunidade de editar e/ou executar aqui 20 dos meus 25 títulos, incluindo O Livro dos Livros, que organizámos em 2017, para comemorar os 10 anos da Publiçor/Letras Lavadas, quando tive a honra de colaborar como seu diretor editorial.
Como açoriano, quero enaltecer o contributo do Grupo Nova Gráfica – incluindo a editora Publiçor, a chancela Letras Lavadas e a livraria Letras Lavadas – por tudo o que fizeram e fazem por Ponta Delgada, por São Miguel e pelos Açores.
Como Diretor Regional das Comunidades, quero agradecer e enaltecer a projeção e a valorização que dão aos Açores e à cultura açoriana muito para além das nossas ilhas, produzindo livros que não esquecem a dimensão global da Açorianidade e que divulgam e dignificam a nossa identidade também no outro lado do Atlântico.
Valeu a pena esta caminhada de quatro décadas.
40 anos não são 40 dias.
São uma história que fica para a História e que não acaba aqui. Que merece continuar – e continuar a crescer – para bem de todos nós.
Muitos parabéns e muito obrigado!”
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Jorge Rebêlo

Muitos

parabéns

à Nova Gráfica! Abraço atlântico.