despeço-me do facebook

DESPEDIDA!!!😥😪😪😪😪
Queridos amigos e amigas… Aviso a minha despedida definitiva da minha página do Facebook. Agradeço imensamente a atenção de todos comigo, sobretudo em certos momentos que foram divertidos! Não tenho intenção de continuar aqui nem de voltar a entrar, particularmente quero dizer que não tenho nada contra ninguém e também não vou por alguém em especial, só peço que não me procure pois não me encontrará. Somente aqueles que estiverem perto de mim sabem como me encontrar. Quero esclarecer que o amor e a amizade de cada um de vocês continuará para sempre, e se alguma vez os ofendi peço desculpas. Retiro-me simplesmente porque considero que não pertenço a este lugar.Tomem cuidado, sejam muito felizes e desejo o melhor…!!!
Está foi a carta que o Roberto Pereira deixou na sua cela quando fugiu da prisão!
Obrigado pela sua atenção…❤

auto da barca do inferno para rabo de peixe

Aqui vai um excerto do Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente adaptado aos dias que correm…
(Vem um padre e pergunta ao Arrais do Inferno, dizendo:)
Padre: Para onde caminhais?
Diabo: Oh! Que má-hora venhais,
Gentil padre zeloso!
Em que lhe posso ser jeitoso?
Padre: A barca de Rabo de Peixe
É esta em que navegais?
Leixei a terra aos ais
De tantas almas embaraçadas
Entre pecados infernais.
Diabo: Oh! Gentil padre mundanal
Não curês de mais detença
No meio de tanta “indecença”
Perdeste vossa reverença
Pois dada está já a sentença
E orderemos de partir.
Padre: Eu hei de ser condenado?
Um padre tão ordenado
Pois na hora do crismado
Excedi minha crença
Porque em vida condenei
O namoro avançado
O baile imodesto, o teatro indecente
O pensamento malicioso
E o toque pecaminoso?
Diabo: Fizeste bem, que é mimoso
O teu inquérito precioso!
E não vos disseram tanto
No vosso convento santo?
Padre: Da lista do desmando,
eles fazem outro tanto!
No inferno no i facebook?
Diabo: Sus! Cousa cá escusada!
Entra muitieramá!
Que a inocência furtaste!
Da igreja, os leigos excomungaste
E a malícia te cegou!
(Entrando o padre no batel, Jair Bolsonaro embarcado achou)
Padre: Santa Joana de Valdês!
Cá é Vossa Senhoria?
Hou! Convosco compro qualquer fado
E não haja mais enfado
Para um padre obcecado
Partiremos condenados
À terra dos danados!
You, Vamberto Freitas and 3 others

estranho inquérito de padre a jovens

Pároco assume responsabilidade e corrige erro
A diocese de Angra foi surpreendida” com a divulgação de um questionário distribuído na Páscoa, a jovens crismados da paróquia de Rabo de Peixe, ilha de São Miguel, feito pelo pároco, Pe. Francisco Zanon, a pretexto de um alegado exame de consciência proposto aos jovens e “lamenta a linguagem utilizada”.
Num comunicado emitido esta tarde, a Diocese “informa que o teor do referido questionário é da autoria e da responsabilidade do sacerdote, como o próprio já assumiu diante do Administrador Diocesano, apenas vinculando o seu autor”.
A diocese insular “lamenta a linguagem inadequada utilizada, na qual não se revê e que não corresponde nem ao pensamento nem à forma como decorre a vivência pastoral da Igreja”.
De acordo com o comunicado, o autor “já reconheceu diante da autoridade eclesiástica o seu erro anunciando que irá alterar a sua forma de atuar em situações futuras diante da comunidade de Rabo de Peixe, a quem prometeu um esclarecimento”.
Em causa está um inquérito feito e distribuído durante a preparação para o Crisma aos jovens crismados pelo pároco da paróquia de Rabo de Peixe, no qual aborda vários temas sobre comportamentos e sexualidade dos jovens.
O comunicado da diocese de Angra lembra que a “preparação para o Crisma deve suscitar questões sérias e profundas sobre o sentido da vida e as coordenadas do ser cristão, mas sempre com uma linguagem própria e em linha com a doutrina cristã”, reprovando liminarmente a linguagem utilizada pelo sacerdote.
“A confirmação é um dos sacramentos da Igreja, que com o Batismo e a Eucaristia constitui o conjunto dos “sacramentos da iniciação cristã” através dos quais todo o cristão se abre à plenitude da graça, assumindo conscientemente ser testemunha de Cristo”, conclui.
Diocese de Angra lamenta inquérito dirigido a jovens crismandos em Rabo de Peixe - Igreja Açores
IGREJAACORES.PT
Diocese de Angra lamenta inquérito dirigido a jovens crismandos em Rabo de Peixe – Igreja Açores
Pároco assume responsabilidade e corrige erro A diocese de Angra f”oi surpreendida” com a divulgação de um questionário distribuído na Páscoa, a jovens crismandos da paróquia de Rabo de Peixe, ilha de São Miguel, feito pelo pároco, Pe. Francisco Zanon, a pretexto de um alegado exame de …
Roberto Y. Carreiro, André Silveira and 13 others
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ATÉ NESTE RANKING PORTUGAL DESCEU

Ahahah…
23°?
Que fraquinhos estamos…
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É para rir… que estudo tão divertido! Estou mesmo a ver, tipo inquérito telefónico: ” Boa tarde, estamos a realizar um estudo a nível mundial para apurar qual o país do planeta que tem os homens com pénis maior, não se importa de medir o seu pénis?”
🤣🤣🤣🤣😂😂😂😂
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ETNA DISPARA CINZAS

A CAUSA DAS COISAS
Hoje foi a vez do ETNA – Secília – Itália
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🌋 Après le Cumbre Vieja aux Canaries, l’Etna est entré en éruption ce 23 octobre. Le volcan sicilien est l’un des plus actifs au monde. (© Francesco Di Natale) https://t.co/a6tTUwQE1c”

música de MINTÓ DEUS EM TIMOR

Hoje em Dili, Timor Leste.
É com alguma vaidade e também satisfação que digo. Uma canção composta por mim e pelo Cipriano Pina entrou na história de Timor Leste. Obrigado querida Paula Hornay pela partilha 😊
You, Licinia Ramos Horta and 14 others
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Maria Ondina Braga. Natal Chinês.

Maria Ondina Braga.
Natal Chinês.
A senhora Tung chegava dois dias antes da consoada.
Costumava vê-la logo de manhã, com a irmã jardineira, no pátio maior, a admirar as laranjeiras anãs nos vasos de loiça.
Via-a casualmente a contemplar, embevecida, o presépio do convento.
Encontrava-a por fim à mesa.
A senhora Tung viajava todos os anos da Formosa para Macau, na época do Natal, a fim de festejar o nascimento de Cristo na companhia da sua primogénita, a irmã Chen-Mou.
Nesses dias, com as meninas em férias, o refeitório do colégio parecia maior e mais desconfortável: só eu e Miss Lu nos sentávamos à mesa comprida das professoras.
Daí a presença da senhora Tung, que noutra ocasião passaria talvez despercebida (estirada a sala entre pátios de cimento e plantas verdes), se tornar nessa altura notável.
Baixa, seca de carnes, de olhos atenciosos, pensativos, a senhora Tung sorria constantemente, falava inglês, gostava de comer, de fumar, de jogar ma-jong.
As criadas cortejavam-na nos corredores, preparavam-lhe pratos especiais, levavam-lhe chá ao quarto.
Além de ser mãe da subdirectora, tinha fama de rica e distribuía moedas de prata a todo o pessoal na noite de festa.
Nessa noite assistiam três freiras ao nosso jantar (a regra não lhes permitia comer connosco): a directora, a subdirectora e a mestra dos estudos.
E muito empertigada, segurando com ambas as mãos um tabuleiro de laca coberto com um pano de seda, a senhora Tung recebia-as à porta do refeitório, entregando cerimoniosamente o presente à filha, que por sua vez o oferecia à directora.
Eram bolos de farinha fina de arroz amassada com óleo de sésamo.
Toda de vermelho, de sapatos bordados e ganchos de jade no cabelo, a senhora Tung, quando a superiora colocava o tabuleiro dos bolos na mesa, dobrava-se quase até ao chão.
Rezava-se, depois.
Para lá dos pátios, à porta da cozinha, as criadas espreitavam, curiosas.
Nem no primeiro, nem no segundo, nem no terceiro Natal que passei em Macau, a senhora Tung era cristã, mas todos os anos se nomeava catecúmena.
A seguir ao jantar falava-se nisso.
A directora, uma francesa de mãos engelhadas que noutros tempos frequentara a Universidade de Pequim, perguntava em chinês formal quando era o baptizado.
Inclinando a cabeça para o peito, a senhora Tung balbuciava, indicando a irmã Chen-Mou.
A filha… a filha sabia.
Talvez se pudesse chamar cristã pelo espírito, mas o coração atraiçoava-a.
O coração continuava apegado a antigas devoções…
Todavia, vestira-se de gala para a festividade da meia-noite, tinha no quarto o Menino Jesus cercado de flores, e a alma transbordava-lhe de alegria como se cristã verdadeiramente fosse.
Com um sorriso meio complacente meio contrariado, a irmã Chen-Mou desconversava, passando a bandeja dos bolos à superiora, que separava uns tantos para o convento.
Os restantes comê-los-iamos nós, ao fim da Missa do Galo, com chocolate quente.
O chocolate era a esperada surpresa da directora.
A senhora Tung chamava-lhe, em ar de gracejo, «chá de Paris».
No fim das três missas vinham outra vez as três freiras ao refeitório do colégio para trocarem connosco o beijo da paz e nos oferecerem a tigela fumegante do chocolate.
Vinham e partiam logo (tarde de mais para se demorarem), e Miss Lu, fanática terceira-franciscana, sempre atenta aos passos das monjas, sorvia à pressa o líquido escaldante, como quem cumprisse um dever, e saía atrás delas.
Ficávamos, assim, a senhora Tung e eu, uma em frente da outra.
À luz das velas olorosas do centro de mesa, os seus olhos eram dois riscos tremulantes.
Sorríamos.
Finalmente, o reposteiro ao fundo da sala apartava-se.
Uma das criadas entrava, silenciosa.
Servia-se vinho de arroz.
Creio que o vinho de arroz figurava entre as bebidas proibidas no colégio e que chegava ali por portas travessas.
O certo, contudo, é que ambas o bebíamos, a acompanhar os bolos de sésamo, no grande e deserto refeitório, na noite de Natal.
O vinho de arroz queimava-me a garganta e fazia-me vir lágrimas aos olhos.
Quanto à senhora Tung, saboreava-o devagar, molhando nele o bolo, e, como mal provara o «chá de Paris», bebia dois cálices.
Entretanto, Aldegundes, a criada macaense mais antiga do colégio, aparecia com as especialidades da terra: aluares, fartes e coscorões, dizendo que aluá era o colchão do Minino Jesus, farte almofada, coscorão lençol.
E eu traduzia em inglês para a senhora Tung, que achava isto enternecedor e gratificava a velha generosamente.
Quando por fim atravessávamos a cerca a caminho de casa, sob uma lua branca, espantada, anunciadora do Inverno para a madrugada, a senhora Tung abria-se em confidências.
A menina sabia… ― a «menina» era a irmã Chen-Mou, a subdirectora do colégio ―, sabia que ela continuava a venerar a Deusa da Fecundidade.
Tratava-se de uma pequena divindade, toda nua e toda de oiro.
Fora ela quem lhe dera filhos.
Estéril durante sete anos, a senhora Tung recorrera à sua intercessão divina quando o marido já se preparava para receber nova esposa.
Não podia portanto deixar de a amar.
Toda a felicidade lhe provinha daí, dessa afortunada hora em que a deusa a escutara.
Parava a meio do largo átrio enluarado, de olhar meditabundo, mãos cruzadas no colo.
E as palavras saíam-lhe lentas e soltas, como se falasse sozinha.
… E aquele mistério da virgindade de Nossa Senhora!
Virgem e mãe ao mesmo tempo…
Não se lia no Génesis: «O homem deixará o pai e a mãe para se unir a sua mulher e os dois serão uma só carne?»
Não era essa a lei do Senhor?
Porquê então a Mãe de Cristo diferente das outras, num mundo de homens e de mulheres onde o Filho havia de vir pregar o amor?
A Deusa da Fecundidade, patrona dos lares, operava milagres, sim, mas racionalmente, atraindo a vontade do homem à da sua companheira e exaltando essa atracção.
Como o Céu alagando a Terra na estação própria.
Retomávamos a marcha em direcção aos nossos aposentos.
Difícil para mim responder às dúvidas da senhora Tung, nem ela parecia esperar resposta.
Mudava, rápida, de assunto, aludindo ao tempo, à viagem de regresso, às saborosas guloseimas da criada macaísta.
Já em casa, convidava-me a ir ver o seu presépio.
O quarto cheirava fortemente a incenso.
Em cima da cómoda, entre flores, lá estava o Menino Jesus, de cabaia de seda encarnada, sapatinhos de veludo preto, feições chinesas.
Depois, timidamente, a senhora Tung abria a gaveta… e surgia a deusa.
O Menino Jesus era de marfim.
A Deusa da Fecundidade era de oiro.
O Menino, de pé, de um palmo de altura, trajando ricamente.
A deusa, sentada, pequenina, nua.
Os olhos da senhora Tung atentavam nos meus, como se à procura de compreensão, mas as suas palavras prontas (a deter as minhas?) eram de autocensura.
Não, não devia fazer aquilo.
A filha asseverara que o Menino Jesus entristecia, em cima da cómoda, por causa da deusa, na gaveta.
E quem sabia mais do que a filha?
Eu já sentia frio, apesar da aguardente de arroz.
O Inverno, ali, chegava de repente.
A senhora Tung, no entanto, tinha as mãos quentes e as faces afogueadas.
Despedíamo-nos.
Eu sempre me apetecia dizer-lhe que estivesse sossegada, que de certeza o Menino Jesus não havia de se entristecer, em cima da cómoda, por causa da deusa, na gaveta.
Mas nunca lho disse nos três anos que passei o Natal com ela.
Palpitava-me que a senhora Tung se enervava com o assunto.
E que, de qualquer jeito, não me acreditaria.
Maria Ondina Braga, A China Fica ao Lado, Lisboa, Unibolso, Bertand.
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