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Power Causes Brain Damage

Very interesting. However, I feel that many people who raise to positions of power are already brain damaged from the start. That is the only possible explanation to their attitudes and actions, almost completely devoid of ethics.

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(2) Maria Lizia – Teringat kembali tanah kelahiran ku tanah Timor…

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sata plano inclinado por jose gabriel avila

rónica publicada no Diário dos Açores de hoje – 20-07-2019

O acelerado plano inclinado da SATA

1. A ultraperiferia é um conceito resultante do centralismo, mas não faz parte do vocabulário dos residentes periféricos.
Para estes a expressão mais vulgarmente usada é :”estamos para aqui abandonados!” Isolados no mundo da Ilha, vizinhos da ilha em frente que, mal clareia o dia, lhes entra pela porta dentro e os acompanha até que a noite fecha.
Nesse horizonte próximo o mar é a estrada aberta à viagem, por vezes sem retorno.
A emigração não aconteceu por causa da periferia, mas devido aos erros e desmandos do centralismo de dentro e de fora.
Durante anos, a economia liberal convenceu as sociedades desenvolvidas que só as centralidades urbanas e industriais promoviam a riqueza porque atraíam gente e, quanto mais gente houvesse, maior era a distribuição da riqueza e do bem-estar.
O resultado foi uma desertificação alarmante que afeta a segurança e o meio ambiente, e acentua as desigualdades e a pobreza num círculo vicioso imparável.
Contra esta quase fatalidade, milhares de açorianos de zonas e ilhas periféricas, afetados pelas centralidades, decidiram procurar vida noutros continentes, consideradas terras do fim do mundo, cujo paradeiro dificilmente se encontraria.
A História da emigração é uma saga resultante da pobreza que ficou para trás e de muitas narrativas pessoais bem sucedidas e pouco conhecidas.
Os que continuaram ou regressaram à ilha tomaram, entretanto, consciência de que a periferia ganhou estatuto que desacredita o desalmado centralismo atrofiante.
É por isso que reclamam, normalmente em surdina, por terem consciência de que o seu poder reivindicativo nada pode fazer contra o domínio de forças políticas, económicas e sociais organizadas, que contam com fortes apoios dos poderes instituídos.
Sempre a lei do mais forte a imperar contra os fracos e periféricos.

2. Um dos problemas que mais afeta a periferia é a mobilidade. Sem ela a ilha fica asfixiada em pouca terra e num mar imenso e profundo que engole sonhos e afunda distâncias.
É por isso que nas “ilhas de baixo” se protesta contra o serviço da SATA, empresa de serviço público de transporte aéreo que tem por incumbência disponibilizar partidas e chegadas em tempo útil, a quem reside na ilha e a quem pretende visitá-la.
A SATA é um agente económico de primordial importância para a criação de riqueza e fixação das pessoas.
Do seu desempenho depende a vida de milhares de pessoas, nomeadamente na época alta do turismo.
Pouco ou nada sei sobre aviação, mas isso não me impede de pronunciar-me sobre o serviço que a Transportadora Aérea Açoriana desenvolve.
Em meu entender, não concebo como é que a Azores Airlines, com uma frota reduzida, se compromete a realizar uma série de ligações para os mais diversos destinos e continentes, sem ter em conta avarias dos equipamentos e falta de pessoal para as operações aéreas.
Teria sido mais prudente, nesta época do ano, ter negociado com a TAP, maioritariamente pública, o reforço das ligações entre Ponta Delgada, Lajes e o Continente, reservando a SATA os equipamentos A 320 para as Ilhas do Triângulo que necessitam de mais ligações com Lisboa para satisfazer a procura crescente.
Assim não entendeu a Administração da empresa, com a anuência da tutela, e os resultados estão à vista.
Aqui no Pico, qualquer cancelamento da Azores Airlines, seja para o Pico, seja para o Faial, causa enormes transtornos aos passageiros e envolve avultados prejuízos para a SATA que todos nós, contribuintes, teremos de pagar.
Se a estas situações recorrentes juntarmos o que se passou na ligação entre Boston e Ponta Delgada com a retenção, por vários dias, de centenas de passageiros, temos de convir que não é só o nome da SATA que se degrada, mas é também o destino Açores e a própria credibilidade do Governo Regional.
A situação na SATA está a prejudicar a economia, os cidadãos das ilhas onde é o único meio de transporte aéreo e a credibilidade do sistema autonómico. Por que não intervém o Presidente da República com a sua magistratura de influência, para se encontrar uma solução nacional?
Essa solução poderia passar pela associação entre a SATA e a TAP, numa complementaridade de serviço público que importa implementar e salvaguardar.
Num plano inclinado, bastante acelerado em que se movimenta aquela empresa, haja quem pare o descalabro e lhe dê um novo rumo.
É o que mais desejam os açorianos.

José Gabriel Ávila
jornalista c.p. 239 A

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