RAMOS HORTA QUER 50% DOS TIMORENSES A FALAR PORTUGUÊS ATÉ 2030

Ramos Horta: Até 2030, metade da população do Timor-Leste deve falar português
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Ramos Horta: Até 2030, metade da população do Timor-Leste deve falar português
23 setembro 2022
Assuntos da ONU
O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, foi o primeiro a falar nesta sexta-feira no Debate Geral da 77ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Após seu discurso, ele conversou com a ONU News sobre a situação no país, que celebra 20 anos de independência, os efeitos da mudança climática e sobre o avanço da língua portuguesa.
Confira a entrevista com presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, na íntegra no link abaixo:
Ricardo Antunes and 14 others
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GALA PRÉMIOS DA LUSOFONIA atribui o PRÉMIO ‘DIREITOS HUMANOS

Nascida em 1958, GUILHERMINA MARÇAL, filha de Francisco Marçal e de Olímpia da Costa Prego, pertence a uma família vasta, tendo sido o quarto nascimento de um conjunto de nove irmãos. A sua via religiosa é uma via Canossiana, pertencendo à Congregação das Madres Canossianas – Filhas da Caridade Canossianas e Servas dos Pobres. É licenciada pela Universidade Pontificia Gregoriana de Roma, Itália. Especializou-se em Teologia Espiritual.
GUILHERMINA MARÇAL percorreu todo o território timorense, desde muito jovem. Foi uma mulher verdadeiramente nómada. Entre 1986 e 1999 experienciou, sendo testemunha, inúmeras situações no mato, na cladestinidade, perante o invasor indonésio. Foi nesta altura que desenvolveu uma forte atividade de ligação entre prisioneiros, quer em território timorense, quer internacionalmente.
Foi portadora de comunicações e informações clandestinas entre Dili e Jacarta, estabelecendo contactos com a prisão de Cipinan e os presos políticos timorenses. Estabeleceu contactos com Macau, com Portugal e com a Santa Sé. Foi portadora de cartas dirigidas pelos prisioneiros de Cipinan para o Papa João Paulo II.
Participou, clandestinamente, em encontros internacionais em Timor, na própria Indonésia e em Roma. Agenciou o apoio a alguns jovens políticos.
Desempenhou, GUILHERMINA MARÇAL, inúmeras, constantes e diversificadas experiências apostólicas. Começou, claro, em Timor Leste; depois, em Singapura. Entre 1989 e 1992 esteve, transferida, em Jacarta (Indonésia), continuando a desenvolver um trabalho apostólico de grande intensidade. De 1992 a 1995 desempenhou missões e tarefas em Itália. Regressou a Jacarta e já após a independência, decide regressar ao seu país, a Timor-Leste: o ‘Regresso à Terra Mãe, ao País Solar do meu coração’, como GUILHERMINA MARÇAL tão apropriadamente definiu.
Em Timor-Leste, aprofundou as suas ações e experiências apostólicas bem como reforçou os seus contactos de missão de cariz internacional, tornando-se uma referência moral do seu país, perante todo o mundo.
É a primeira vez que a GALA PRÉMIOS DA LUSOFONIA atribui o PRÉMIO ‘DIREITOS HUMANOS’ e fá-lo, na certeza de que é o momento certo, por tudo o que se passa no mundo e também porque personalidade mais merecedora, no quadro da LUSOFONIA, de um tal prémio é, sem dúvida alguma, GUILHERMINA MARÇAL!
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Rosa Horta Carrascalao, Alberto Borges and 5 others

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timor não recebe correio de portugal??????

Fui hoje aos correios, aqui em Díli. Voltaram a dizer-me que não chega correio de Portugal. Quando respondi aos funcionários que alguns colegas meus receberam encomendas, disseram-me que talvez tenha sido expedidas há muito tempo mas que o “normal” agora é Timor-Leste não receber o correio que é proveniente de Portugal.
Isto não viola convenções internacionais?
Segundo me disseram quando fui lá perguntar, os correios de Timor-Leste recebem cartas e encomendas da Austrália mas não de Portugal.

Não há convenções e direi…

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Rosa Horta Carrascalao and 5 others
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  • Paulo Nóbrega Serra

    E sem querer ser demasiado chato (ou nerd). Acabam de me confirmar dos CTT em Portugal que a encomenda de Agosto está na Austrália a aguardar. O q nao se percebe é o tempo q demoram depois aqui perto:
    May be an image of text that says "ITEM RH892228805PT FULL TRACE ON 30/08/2022 09:11 RESDES Received for processing + DOWNLOAD 30/08/2022 09:11 RESCON EXLL Received from carrier 05/08/2022 01:12 RESDIT 14 ALISYDA Transport leg completed RESDIT24 Uplift SYD"
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    • Paulo Nóbrega Serra

      “Demorou foi muito entre o dubai e Austrália, não sei porquê”… vamos esperar que chegue aqui em breve 😅
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  • Paulo Nóbrega Serra

    Vou voltar a falar com alguém que conheço dos CTT em Portugal, e perceber o que se passa. Eles inclusivamente ficam com info no sistema quando a encomenda chega cá… pelo que percebi.
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  • Paulo Nóbrega Serra

    O que convém saber é isto: Para Timor, o envio de livros sai mais barato. Só dá para enviar até 5 kg, por encomenda, e fica em 30,80 euros. Tem de ser feito pré registo online no site dos CTT. Todos os envios para fora da UE têm agora esse pré registo.
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  • Paulo Nóbrega Serra

    A alternativa é DHL, mas custa muito mais, e tem levado igualmente um mês. Uma semana de Lisboa para Darwin, e depois 2 semanas para cá… e outra para desalfandegarem
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  • Paulo Nóbrega Serra

    Tenho uma encomenda de 2020 que continua perdida, e ainda ontem um amigo me enviou mais 3 caixas e um envelope. É um processo moroso, em Lisboa, que lhe leva horas, e posso até descrever o processo, em que ele teve duas pessoas a ajudá-lo nos CTT de Po…

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  • Paulo Nóbrega Serra

    Joao Paulo Esperanca isso não é verdade. Eu tenho recebido correio, este ano recebi pelo menos 3 encomendas. Demoram um mês, e as caixas chegam completamente desfeitas (qualquer pessoa mete lá a mão e tira o que quiser), mas tem sido assim que recebo o…

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Segundo me disseram quando fui lá perguntar, os correios de Timor-Leste recebem cartas e encomendas da Austrália mas não de Portugal.
Não há convenções e direito internacional sobre o direito dos povos a receber correio?
Chrys Chrystello
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TIMOR PORTO DE TIBAR COM NOVOS DONOS

Compra de acionista de porto timorense pode beneficiar infraestrutura – empresa
*** António Sampaio, da agência Lusa ***
Tibar, Timor-Leste, 20 set 2022 (Lusa) – A compra anunciada pela Mediterranean Shipping Company (MSC) da Bolloré África Logistics (BAL), concessionária do porto de Tibar em Timor-Leste, poderá trazer vantagens adicionais à infraestrutura que entra em funcionamento a 30 de setembro, disseram responsáveis.
“Essa parte do grupo Bolloré vai passar a fazer parte do grupo MSC, uma empresa de grande dimensão, com uma grande rede na Ásia. E nós faremos parte desta grande rede e isso será bom para o porto”, disse à Lusa o diretor executivo da Bolloré para portos e concessões, Olivier De Noray.
“Já com o Bolloré não teríamos qualquer problema, mas com a MSC será ainda mais fácil porque o grupo tem muitos serviços que se complementam. Começaremos com importação e exportação, mas poderá haver outros projetos incluindo transbordo”, referiu.
No final de março, foi alcançado um acordo para a compra da BAL pela MSC, numa operação com o valor total de 5,7 mil milhões de euros e que aguarda apenas a aprovação dos reguladores.
A BAL é a maior acionista do porto de Tibar, com 99% das ações, e a MSC é, desde final de 2021, a maior operadora de transporte de contentores do mundo, com um total de 570 navios de contentores capazes de transportar quase quatro milhões de TEU [unidade de medida para a capacidade de contentores].
Com a MSC ao comando, ao ‘know-how’ da Bolloré soma-se a própria rede da MSC, que terá uma infraestrutura de última geração e elevada capacidade numa região entre dois ‘gigantes’, a Austrália e a Indonésia.
Além disso, na calha, por exemplo, está ainda um outro projeto adicional, e ainda em negociações, relacionado com o fim de vida, no próximo ano, do campo petrolífero de Bayu-Undan, no mar de Timor, operado pela Santos.
Richard Hinkley, da Santos, explicou recentemente à Lusa, em Darwin, que a empresa quer trazer para Tibar um navio que serve atualmente como estrutura de armazenamento ‘offshore’ e que será desmantelado em Timor-Leste, numa operação que estima custará cerca de 100 milhões de dólares (99,6 milhões de euros).
Laurent Palayer, diretor executivo do Timor Port, nome oficial do porto da baía de Tibar, disse à Lusa que mesmo só com as operações atuais em Timor-Leste, o projeto é lucrativo, rejeitando os que dizem que será um ‘elefante branco’ e argumentando que a maior dimensão do projeto permitirá uma expansão imediata.
“O Governo decidiu construir ‘grande’ desde o início. E a experiência que temos, é que quando fazemos algo de maior dimensão, mesmo que possa parecer demasiado grande no início, atrai muito mais volume de negócio”, disse.
“É um porto de tamanho idêntico ao de Kupang [Timor Ocidental], o nosso concorrente mais próximo. É melhor que o de Darwin e no que toca ao equipamento é mais moderno e com mais potencial que ambos”, disse.
Palayer referiu que “há muitas empresas que operam na região e que nunca pensaram em Timor-Leste”, e que a infraestrutura permite navios de maior dimensão, sem grua e, por isso, com oportunidades adicionais para o país.
“Agora há condições para aproveitarem Timor-Leste que está muito bem localizado. E importa recordar que este concurso foi desenhado com o apoio da IFC, com análises detalhadas e cálculos que decidiram o grau de tarifa que é fixo e que foi proposto aos concorrentes do concurso”, afirmou.
“Sabemos que isto não vai ser o porto de Singapura. Mas sabemos que mesmo que com o nível de operações atual não vamos perder. Mas no futuro penso que todos ficarão surpreendidos. O setor de transportes marítimos quando sabe que há um novo espaço, bem localizado, entre dois grandes vizinhos, quer aproveitar e isso representa um grande potencial para Timor-Leste”, afirmou.
O responsável do Timor Port defendeu que a infraestrutura é ao mesmo tempo “um dos instrumentos do país para começar o processo de industrialização, para atrair investidores”, notando que as empresas Mariana e PIL enviaram já uma delegação ao país e quiseram ser os primeiros a operar na infraestrutura.
“Dizem que têm recusado marcações de Singapura por haver falta de capacidade para Díli, e recusam contentores para Timor-Leste, porque têm que chegar com navios muito pequenos. Isto é um grande obstáculo para o país”, afirmou.
Olivier De Noray mostrou-se confiante, explicando que um projeto desta dimensão obrigada a várias fases, desde convencer as autoridades a avançar no modelo de parceria público-privada, a primeira em Timor-Leste, “depois fazer o concurso e garantir que as empresas envolvidas fazem um bom trabalho”.
“Depois é preciso construir o projeto e agora é a fase seguinte, começar a atrair o mercado. Esse é o próximo passo. Temos que atrair o mercado”, referiu.
“Timor-Leste fica com um porto de cariz global, com capacidade para acolher todo o tipo de navios. E para Timor-Leste é uma boa oportunidade de ter um ponto de logísticos para tudo. O preço será melhor para os clientes em Timor-Leste e para facilitar as exportações, eliminando barreiras. É um instrumento importante para a economia timorense”, disse.
ASP // EJ
Lusa/Fim
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Visão | Número três do Vaticano pede aumento das ações de apoio social em Timor-Leste

O substituto do secretário de Estado do Vaticano afirmou hoje que a Igreja vai procurar aumentar, dentro das possibilidades, as ações de apoio social que está a levar a cabo em Timor-Leste, no intuito de ajudar no desenvolvimento do país

Source: Visão | Número três do Vaticano pede aumento das ações de apoio social em Timor-Leste

TIMOR E AS DROGAS

Presidente timorense quer política de droga que distinga narcóticos e canábis
Díli, 15 set 2022 (Lusa) – O Presidente timorense defendeu hoje novas políticas de droga para Timor-Leste, mais informadas e sem preconceitos do passado, separando o canábis das drogas perigosas, e notando o perigo do consumo do tabaco e da noz betel no país.
“O debate em torno da política de drogas em Timor-Leste precisa de avançar. Tem sido mal informado e depende de preconceitos herdados do passado. Está desfasado da situação em muitos outros países”, afirmou José Ramos-Horta no Parlamento Nacional.
“Ao rever as nossas políticas em matéria de droga, precisamos de diferenciar entre narcóticos e canábis. A canábis já não pode ser agrupada com drogas perigosas, como as metanfetaminas e a heroína”, sustentou.
O chefe de Estado usou o caso de recentes operações policiais que levaram à detenção de alegados traficantes e consumidores de canábis em Timor-Leste para criticar a forma de atuação da polícia e a política da droga.
“Reconsiderar a forma como lidamos com as drogas poderia lançar as bases para soluções alternativas produzidas localmente. A proibição punitiva nega a Timor-Leste muitos benefícios: marijuana medicinal, rendimentos dos agricultores, impostos, produtos de cânhamo, e turismo”, enfatizou.
No que se refere à política de droga, Ramos-Horta deu exemplos de “políticas esclarecedoras” como as de Portugal e as “políticas esclarecidas” de países como a Tailândia e Malásia relativamente ao uso médico da canábis”.
“Na Europa, Austrália e EUA, o uso médico de canábis tem tido um efeito positivo na prevenção do crime, na saúde e na economia. Alguns estados dos EUA dependem agora de impostos provenientes da marijuana medicinal para financiar as suas economias”, referiu.
“Prevê-se que a indústria legal da canábis nos EUA resulte em breve em 128,8 mil milhões de dólares em receitas fiscais e uma estimativa de 1,6 milhões de novos empregos. O Fórum da Ásia Oriental estima que o valor de mercado da canábis medicinal na Tailândia esteja entre 660 milhões e 2,5 mil milhões de dólares americanos até 2024”, enfatizou.
O chefe de Estado insistiu que Timor-Leste “não é uma sociedade livre de drogas”, referindo que “o álcool, o tabaco e a castanha de bétel estão em constante uso e abuso”. “Temos de ser abertos e francos e aceitar que o maior e possivelmente mais perigoso narcótico utilizado atualmente em Timor-Leste é a noz de bétel. Temos de compreender os seus efeitos positivos e negativos”, disse.
O chefe de Estado referiu-se ainda às atuais políticas de medicamentos que, considerou, “estão a ter efeitos negativos sobre o direito das pessoas a cuidados de saúde”, referindo que o acesso a certos analgésicos “tornou-se mais restrito, afetando aqueles que vivem diariamente com dor”.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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Timor-Leste: Ramos-Horta defende futuro de parceria com Darwin | e-Global

O chefe de Estado timorense, José Ramos-Horta, defendeu nesta segunda-feira, 12 de setembro, um futuro de parceria entre o seu país e Darwin, cidade a norte do território australiano. Ambos são concorrentes no projeto do campo de gás de Greater Sunrise, no mar de Timor, mas o governante considera que o melhor para os dois […]

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