Categoria: sociedade consumidor

  • admirável mundo novo vegan plástico

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    🌍 This is Almeria in Spain. It’s the stuff of vegan wet dreams and an ecological Armageddon to everyone else….26 000 hectares (64 000 acres) of plastic covered greenhouses growing nothing but fruit and veg.
    Plants are hydroponically drip fed water laced with chemical fertilizers in grow bags of imported soil. Temperatures for the predominantly illegal African workers are brutal and the surrounding land and beaches are strewn with spent pesticide containers and tons upon tons of discarded plastic sheeting.
    ….this is the utopian future we are bullied with, where domestic animals are extinct and wild animals have no usable habitat because it’s all fenced, walled and under plastic.
  • ténis nas alturas

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    Ivan Unger and Gladys Roy play tennis on top of a biplane at 3,000 feet (1000 meters) altitude. 1925
  • faleceu ELISA ANDRADE

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    Faleceu, para profunda consternação minha, diria nossa, Elisa Silva Andrade Pestana (Elisa Andrade), Combatente da Liberdade da Pátria, quem, sempre que nos encontrávamos, me falava dessa valorosa “luta como ato de cultura” e desse líder “o melhor entre os imprescindíveis”, que era Amílcar Cabral. Conversas inesquecíveis, de tão preciosas, sobre Mário Fonseca, Mário Pinto de Andrade e Viriato da Cruz, assim como Aimé Cesaire, Franz Fanon, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir – essa gente extraordinária que a provocava brilhozinho nos olhos. Economista, historiadora, investigadora, professora e consultora, residindo entre Praia e Paris, ela cultivava estudos sobre a diáspora cabo-verdiana, a historicidade africana e da condição feminina. Tinha conhecimento refinado, doutorado e fundamentado, de sujeito a pensar pela sua própria cabeça e que vivera o frisson da antiga Casa de Estudantes do Império, das peripécias da fuga dos nacionalistas africanos em Portugal (1961), dos diálogos políticos com companheiros “das antigas colónias”, da africanidade cabo-verdiana e do afrontamento contemporâneo aos sinais “regressismo funcionalista” da soberania cabo-verdiana, algo que a ultrajava. Participou como atriz nos filmes “Monangambé” (1971) e “Sambizanga” (1972), da cineasta Sara Maldoror, inspirados nos escritos de Luandino Vieira, respetivamente “O fato completo de Lucas Matesso” e “A Vida Verdadeira de Domingos Xavier”, e contava-mo com entusiasmo os meandros e o making of das filmagens. Triste pela morte (angustia de quem vive, como diria Vinícius de Moraes), mas grato estou pela oportunidade de ter sido amigo e admirador de Elisa Andrade, inteireza de mulher cabo-verdiana, culta e livre, africana de primeira e da Geração da Utopia. Eternamente, Paz e Glória, Elisa!
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  • morreu Isabel da Nóbrega e lembrar Saramago por Joaquim Vieira

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    A escritora Isabel da Nóbrega morreu hoje. Tinha 96 anos.
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    Artur Arêde

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    A CAUSA DAS COISAS
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    A morte, hoje, da escritora Isabel da Nóbrega (pseudónimo de Maria Isabel Guerra Bastos Gonçalves), aos 96 anos, leva-me a repescar aqui a seguinte passagem da minha biografia de José Saramago, alusiva à dolorosa separação conjugal ocorrida entre ambos em meados da década de 1980:
    «Ao contrário de todos os livros que publicara na década e meia
    anterior, A “Jangada de Pedra” não levava dedicatória a Isabel da
    Nóbrega (nem a qualquer outra pessoa), sinal, por parte do autor,
    do anúncio subliminar de uma separação. Na verdade, desde “Provavelmente Alegria”, “Deste Mundo e do Outro” (os dois ainda sob anonimato) e “A Bagagem do Viajante” (já assumindo a relação) que nesse introito estava sempre testemunhada a constância do amor de Saramago pela mulher que – inútil negá -lo – lhe dera uma segunda vida, fosse “As Opiniões que o DL Teve (‘Para a Isabel e os meus amigos.’), “O Ano de 1993” (‘Para a Isabel. Este livro, o antes e o depois dele, todos os passos e todos os gestos, todas as palavras ditas e as que estão por dizer. Assim. Mesmo que o tempo não entenda já de coisas como esta.’), “Os Apontamentos” (‘À Isabel, este livro e todos. […].’), “Objeto Quase (‘Para a Isabel, porque me disse de que lado está a vida.’), “Manual de Pintura e Caligrafia” (‘Para a Isabel, tão inseparável deste livro como da minha vida.’), “A Noite” (‘À Luzia Maria Martins, que me achou capaz de escrever uma peça. À Isabel.’), “Que Farei com Este Livro?” (‘À Isabel, cada vez mais.’), “Levantado do Chão” (‘À Isabel, sempre. […].’), “Viagem a Portugal” (‘A quem me abriu portas e mostrou caminhos, à companheira constante que tantas vezes disse: “Repara.” […]’), “Memorial do Convento” (‘À Isabel, porque nada perde ou repete, porque tudo cria e renova.’) ou “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (‘À Isabel, outro livro, o mesmo sinal.’). A mulher preterida recusava-se, contudo, a aceitar as evidências, acreditando que a sua ligação com Saramago se mantinha de pé e assim continuaria. Disse-o a José Manuel Mendes: “Ouvi os lamentos da Isabel. Ela entendia que era uma coisa muito passageira e que ele estava a destruir a sua própria capacidade literária, porque nunca mais iria escrever como escrevera até ali: acabaria por não continuar a obra que até aí tinha construído. A Isabel tinha um conjunto de perceções que nunca vieram a confirmar-se. Pelo contrário.” De algum modo, o escritor também alimentaria essa ambiguidade, como se deduz de um episódio evocado por António Oliveira: “O Saramago adoeceu e esteve no Hospital da CUF [à Rua Infante Santo] bastante tempo, numa altura em que estava já numa de se separar. Ele e a Pilar [del Río] ainda não tinham casa em Lisboa, e ele acabou por chamar a Isabel, e a Isabel é que lhe fez companhia no hospital. Ainda esteve lá uma semana ou duas. Foi qualquer coisa de natureza pulmonar.” Acrescenta Zeferino Coelho [editor de Saramago] que, a propósito da edição de “A Jangada de Pedra”, Isabel da Nóbrega, como sempre, comportava -se como a agente literária, não oficial, do escritor: “Eles já estavam de relações cortadas – ainda na mesma casa mas já não se falavam –, e ela telefonou -me a dizer: ‘Preciso muito de falar consigo, porque agora, para o livro do José, eu tenho uma ideia para a capa, que é uma coisa fabulosa, e queria falar consigo, mas quero mais, quero que você aceite a minha ideia, a assuma como sendo sua e não lhe diga nunca que a ideia foi minha, porque se ele sabe que a ideia foi minha já não quer.” […] Apercebendo-se da ameaça da jornalista espanhola na sua vida afetiva, Isabel da Nóbrega desencadeara uma barragem de fogo junto dos amigos da parelha desavinda, na tentativa desesperada de fazer recuar a marcha do tempo. Dessa ofensiva fazia parte um rosário de lamentos, como António Oliveira ouviu […]: “A Isabel chegou -me aqui uma manhã e eu não pude ir trabalhar, estive aqui com ela todo o dia. E ela martelou, martelou, com o Saramago isto, o Saramago aquilo. […] Pedi ao Saramago que fosse jantar comigo, que eu queria falar com ele, e disse-lhe: ‘Ó Zé, não vale a pena, nesta altura do campeonato, vocês já estão há tantos anos, também mais um bocado ou menos um bocado… A única coisa que posso fazer é o seguinte: tem aqui a chave da minha casa, você faça como entender. Faça os encontros que quiser, eu não vou lá, façam de conta que a casa é vossa, mas não deixe a Isabel pendurada, porque realmente nesta altura ela vai morrer, da maneira como ela está pegada a si.’ E ele: ‘Não pode ser, não pode ser, não pode ser…’ Eu ainda tentei que ele não se separasse. […] Pilar reagirá entre gargalhadas a esta história, cujo protagonismo recusa: ‘Isso foi com outra, de certeza, não, nunca comigo. É verdade que o António Oliveira tinha aí uma casa [em Azeitão], mas nunca lá fui.’ […] Correspondendo à sua intransigência amorosa, Isabel da Nóbrega resolveu cortar relações com todos os amigos que suspeitava de terem tomado partido por Saramago na sua opção por Pilar del Río. Um dos atingidos foi António Oliveira: “Que estupidez ela ter-me feito isto. Nós tratávamo-nos como irmãos. Até fui a Paris com ela.” José Jorge Letria também foi visado: «Quando o Saramago a deixa e a Pilar aparece, a Isabel da Nóbrega radicaliza o corte com toda a gente que ela sabia que era amiga dele e afasta-se dessas pessoas, e a mim deixou de me falar. Achou que todas aquelas pessoas que eram amigas do Saramago por razões políticas ou outras, e com as quais ela também tinha uma amizade, a tinham traído a ela, se entendesse que tinham ficado coladas a ele.” Assim como Sérgio Ribeiro e a sua nova mulher, Maria José: “Eu faço parte desse tabu para a Isabel. Tenho muita pena. Tenho saudades dela. […]” A ideia dominante entre os amigos do casal era de respeito pelas escolhas sentimentais de Saramago. Mas pelo menos uma pessoa, Maria Teresa Horta, sentiu as coisas de forma diferente: “Ele tratou muito mal a Isabel da Nóbrega. Tratou-a abaixo de tudo.” A escritora não poupará nas palavras para exprimir quanto o antigo colega de A Capital a terá desiludido: “É perfeitamente execrável, a ponto de estar a fazer autógrafos na Festa do Avante! e eu aparecer com a Maria Velho da Costa, vinda de Londres, sentarmo-nos na outra mesa e ele levantar-se e aproximar -se de nós: ‘Então Maria [Velho da Costa], já sabe que me separei da Isabel da Nóbrega? Ela está uma velha horrorosa.’ Uma mulher que fez tudo por ele, ensinou-o a comer e beber, e diz isto à frente de dezenas de pessoas. Ele era o quê? Um Adónis? As mulheres são umas bruxas horrorosas? Ele foi o amor da vida dela. É tão desagradável falar dele… [..] É um homem horrível, uma aventesma.” Também o médico Carlos Leça da Veiga acompanhou a dor da separação do casal: “Ela fez dele, que era um labrego, um senhor. Se não fosse a Isabel, quem seria o Saramago, que nem sabia comer à mesa? A espanhola [Pilar del Río] é uma equivalente à Inês de Castro.” Mas José Manuel Mendes não compartilha a tese do sofrimento infligido pelo amigo a Isabel da Nóbrega, embora compreenda o lamento dela: “Não tenho essa visão. E acompanhei o caso, até com a Isabel. Ela sabia que eu e o José tínhamos uma amizade muito íntima. A Isabel e eu conversávamos, e mantive sempre uma relação de grande isenção e proximidade afetiva em relação a ela. Sobretudo, ela tinha uma grande dor humana pela perda do homem que tinha escolhido. A Isabel era uma mulher muito bela, e a escolha do José Saramago é uma escolha muito profunda da parte dela também. Tudo aquilo foi para a Isabel muito doloroso.” Sem nunca ter abdicado da amizade com José Saramago, Correia Jesuíno será forçado a reconhecer, acerca de Isabel da Nóbrega: “É uma mulher que eu admiro, porque ela lutou por aquele homem. E depois, realmente, foi assim chutada de uma forma um bocado machista, como um par de sapatos.” […] No que respeita à hipótese de Isabel da Nóbrega ter abdicado de uma promissora carreira literária para impulsionar a de José Saramago, o editor da Caminho [Zeferino] responde positivamente: “Eu acho que sim. Em boa medida, ela devia ter-se dedicado à literatura, mas a verdade é que não se dedicou. Podemos considerar que não devia ter aceitado ser a mulher do Saramago e ter o seu próprio projeto – mas isto é fácil de dizer, porque se as pessoas não se realizam do ponto de vista literário é porque não podem, não é assim uma coisa que dependa da vontade delas. Portanto, ela não estava destinada a ser uma grande escritora, embora as coisas que ela escreveu fossem coisas com mérito, como ‘Viver com os Outros’.”»
    Chrys Chrystello
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  • o que vai acontecer quando estes dois mundos se encontrarem?

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    May be a meme of 5 people and text that says "PERGUNTO-ME O QUE VAI ACONTECER..... QUANDO ESTES DOIS MUNDOS SE ENCONTRAREM"
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  • morreu o ator JOÃO DIEMER

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    Subject:

    faleceu JOÃO DIEMER

    From:

    “aicl@lusofonias.net” <aicl@lusofonias.net>

    Date:

    25/08/2021, 16:40

    To:

    undisclosed-recipients: ;

    BCC:

     

    para os que andam connosco há mais tempo ou estiveram no 12º colóquio em Bragança 2009 morreu o ator JOÃO DIEMER EM ANEXO FOTOS DA SUA ATUAÇÃO COMO vinicius em bragança 2009

    Minha Homenagem Ao Grande Amigo e Artista João Diemer Oliveira , estaria completando seus 60 anos, mais o destino o levou na hora que ele queria seguir…Meu Velho Amigo, Generoso, Parceiro Das Artes, Dos Sonhos, Da Poesia Que Amavas O Teu Vinícius De Moraes…Nossas Passagens Na Rota Dos Descobrimentos Em Lisboa 2009 Pelo Rio Tejo, Onde no ” Encontro Dos Poetas ” Vinícius E Pessoa Acompanhado Da Amada Musa Inspiradora Musicista e Compositora Helena Beatriz Caldas Pedroso Viajamos Lindamente…Na Rota Dos Descobrimentos. Esse Sonho Realizamos Juntos…Esteja Nos Iluminando Com A Tua Bondade
    Única, Luminosidade e Brilho Raro!!! 🙏❤🥳Lembro Sempre A Tua Presença Ausente e Iluminada…Fica Em Paz Irmão 🙏🙏🙏
  • Tira a máscara, Soraia, tira a máscara – Delito de Opinião

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    Source: Tira a máscara, Soraia, tira a máscara – Delito de Opinião

  • A FALSIFICAÇÃO DA IMAGEM

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    20 pessoas que definitivamente exageraram na hora de editar suas fotos
    20 pessoas que definitivamente exageraram na hora de editar suas fotos
    MISTERIOSDOMUNDO.ORG | BY LEO AMBROSIO
    20 pessoas que definitivamente exageraram na hora de editar suas fotos
    As redes sociais estão cada vez mais presentes na vida de cada um de nós, e não se pode mais menosprezar a importância que redes como o Facebook e o Instagram têm na sociedade. E para chamar mais atenção na Internet, muitas pessoas recorrem a recursos “alternativos” para criar conteúdos….
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  • 6ª fª 13

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    DIA 13 SEXTA-FEIRA…
    A propósito da sexta-feira treze:
    13 de Outubro de 1307 (sexta-feira): Em França, os Templários são presos e torturados e os seus bens confiscados:
    (Depois deste dia, todos os dias 13 sexta-feira, passaram a ficar associados ao azar…)
    “Sexta-feira 13. O sanguinário dia de azar dos templários franceses:
    Ao fim de 188 anos a proteger o Reino de Jerusalém, os templários conheceram um fim sangrento ao serem acusados de heresia pelo rei francês. Morreram. Mas deixaram um azarento fardo para quem ficou.
    Eram tempos difíceis para os cristãos. Aqueles que se dirigiam a Jerusalém para rezar no berço do Cristianismo eram atacados pelos muçulmanos que perseguiam os reinos cristãos fundados no Oriente pelas Cruzadas. Precisavam de protecção. Por isso, em 1119, um fidalgo francês natural de Champanhe (França) decidiu fundar uma organização de “anjos da guarda” para os peregrinos. Hugo de Payens juntou-se então a oito cavaleiros com o aval do rei Balduíno II de Jerusalém e fez nascer a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, cujos membros eram conhecidos por Cavaleiros Templários. Mas 118 anos mais tarde, a 13 de Outubro de 1307, os cavaleiros conheceram um fim sangrento. E nós ganhámos o fardo do seu azar.
    Um poder que desagradava ao rei
    Quem entrava na Ordem dos Templários tinha de fazer um voto de pobreza e castidade. Durante dois séculos, os membros entregavam todos os seus bens e todo o dinheiro à organização, que ganhou um poder financeiro imensurável. Eram vistos com grande prestígio na Europa, ganharam cada vez mais membros fiéis e a sua filosofia tinha de ser digna dos princípios cristãos. Aliás, o mote que seguiam tinha sido retirado dos ensinamentos de São Bernardo: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome”. Mas um rei francês viu pouca pureza debaixo dos fatos brancos com a cruz de Cristo vermelha ao peito. E armou uma cilada aos cavaleiros numa madrugada de Outubro de 1307. Era sexta-feira, 13.
    Filipe IV, o Belo, não gostava do poder que os Cavaleiros Templários tinham acumulado ao longo dos últimos dois séculos. A sua magnificência era tal que só o Papa, na época Clemente V, podia ter mão sobre a Ordem. Por isso, Filipe IV usou do seu poder de persuasão e tentou convencer o Papa a acusar a Ordem de crimes de heresia, imoralidade e sodomia. Não foi fácil, porque Clemente V sabia que a sua aliança com os Templários era útil para manter uma presença militar bem vincada na Palestina. No entanto, não foi capaz de travar o plano do rei porque os boatos que circulavam sobre os templários já começavam a denegrir a imagem da própria Igreja: se continuasse a defender a Ordem, também a sua boa imagem seria arrastada pela lama.
    O rei francês planeou então acusar os cavaleiros, todos eles impedidos de casar para respeitar as regras da organização, de manter relações sexuais homossexuais entre eles, uma acusação particularmente humilhante no século XIV. Nenhuma destas acusações era suportada por factos. O único dado concreto é que a coroa francesa precisava do dinheiro da Ordem, a quem já havia recorrido para empréstimos. Mas Filipe IV sabia que, com o poder e prestígio que os Templários tinham conquistado, só a morte os arruinaria. A última gota de água para o rei foi quando Jacques de Molay, último grão-mestre dos Templários, pediu ao Papa para perceber o que se passava para que tantos boatos corressem sobre os seus cavaleiros. O Papa acedeu ao pedido de Molay, mas avisou o rei, que bateu punho e, aconselhado pelo ministro Guillermo de Nogaret, enviou em Agosto uma carta a todo o reino com instruções claras para que só fosse aberta na noite de 12 de Outubro de 1307.
    O castigo eterno
    Toda a gente seguiu as ordens do rei. Na noite marcada, Jacques de Molay foi capturado juntamente com a maior parte dos templários. Todos os bens foram confiscados pela Inquisição. De madrugada, já Filipe IV de França tinha emitido um comunicado onde sugeria que o papa Clemente V concordava com a morte dos Templários. Enfurecido, o Papa enviou dois cardeais para repreender o rei. Vieram de lá com um negócio: a Igreja ficava com parte dos bens dos Templários, mas o rei podia escolher a forma de julgar os cavaleiros. Escolheu então condená-los de acordo com o direito canónico, o mais pesado. Não sabia que estava a cavar a própria sepultura.
    Os Templários foram sujeitos às mais cruéis formas de tortura, alguns ficaram em prisão perpétua e outros foram queimados na fogueira, um castigo normalmente aplicado às bruxas. Um dos Templários condenados à morto por fogo foi o próprio Jacques de Molay. Perante o rei e todas as tropas do reino que tinham conduzido a Ordem dos Templários à morte, Molay lançou uma maldição mortífera: “Deus sabe que nos trouxe para o limiar da morte com grande injustiça. Em breve virá uma enorme calamidade para aqueles que nos condenaram sem respeitar a verdadeira justiça. Deus vai retaliar a nossa morte. Vou perecer com essa garantia”.
    As palavras proferidas por Molay no leito da sua morte ecoaram pelo reino durante um ano. E concretizaram-se. O rei Felipe IV morreu com um derrame cerebral e, pouco depois, também o papa Clemente V sucumbiu. O povo levou a sério a ameaça de Molay e, a partir daquele dia, qualquer sexta-feira 13 era vista com receio: o azar podia bater à porta de qualquer um nesse dia. O medo foi ainda mais instigado já no século XX com o lançamento do livro “Sexta-feira 13” por Nathaniel Lachenmeyer, que argumenta que a sexta-feira era um dia pouco afortunado e que o número 13 estava cheio de fantasmas”.
    O medo espalhou-se pelo mundo inteiro com os relatos cada vez mais demoníacos associados a este dia.
    (Fontes: Investigação de António Carlos Janes Monteiro, Jornal Observador de 13 de Janeiro de 2017, por Marta Leite Ferreira)
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  • morreu ator brasileiro tarcisio meira

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    Covid-19: Ator brasileiro Tarcísio Meira morre aos 85 anos (ATUALIZADA)
    Brasília, 12 ago 2021 (Lusa) – O ator brasileiro Tarcísio Meira, protagonista de várias telenovelas transmitidas em Portugal, morreu hoje aos 85 anos, após ter sido internado com covid-19 numa Unidade de Terapia Intensiva, anunciou o Senado daquele país.
    Tarcísio Meira e a mulher, a também atriz Glória Menezes, foram internados no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, no dia 06 de agosto, ambos diagnosticados com covid-19.
    A informação sobre a morte do ator foi avançada no Senado brasileiro, durante uma sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga falhas do Governo na gestão da pandemia, com os senadores a fazerem um minuto de silêncio em memória do intérprete.
    “Tarcísio é mais um dos quase 600 mil brasileiros que perderam as suas vidas, dentre outras coisas, porque o Governo não soube fazer o seu trabalho na hora certa”, afirmou o senador Alessandro Vieira, ao falar sobre a morte do ator.
    Meira, uma das maiores estrelas da televisão brasileira, com uma longa carreira de mais de 60 anos, trabalhou também no teatro e no cinema, e participou em novelas como “Roque Santeiro”, “O Rei do Gado”, “Torre de Babel”, “O Beijo do Vampiro”, “Senhora do Destino” ou “Páginas da Vida”.
    Nascido em 05 de outubro de 1935, em São Paulo, Tarcísio Meira tem no seu currículo mais de 60 trabalhos em televisão, entre novelas, séries, minisséries, teleteatros e telefilmes, numa carreira que começou em 1961, na extinta TV Tupi, segundo a imprensa local.
    Foi na televisão que conheceu Glória Menezes, com quem se casou em 1962, numa duradoura história de amor que se confunde com a da carreira de ambos, que contracenaram juntos em vários projetos da rede Globo.
    O último trabalho de Tarcísio Meira na televisão foi a novela da Globo “Orgulho e Paixão” (2018), na pele de um industrial inglês.
    Glória Menezes permanece internada num apartamento e a receber auxílio de oxigénio, de acordo com os jornais brasileiros.
    Ambos foram vacinados contra a covid-19 em março deste ano, no interior de São Paulo, mas acabaram por ficar infetados meses mais tarde.
    Vários políticos, admiradores e colegas de profissão usaram as redes sociais para lamentar a morte do artista.
    “Não há palavras para expressar a tristeza que estamos sentindo pela partida do querido Tarcísio Meira. Mais uma pessoa incrível, gigante, cheia de talento e filho do nosso Brasil que perdemos para a covid-19. Meus sentimentos à família, amigos e a nós, fãs inconsoláveis de Tarcísio”, escreveu o vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues.
    “Hoje, o Brasil perde mais uma pessoa incrível para a covid-19. Tarcísio Meira foi um artista brilhante que levou alegria para a casa de todos nós. Que sua família e amigos encontrem conforto neste momento tão difícil. Vá em paz Tarcísio!”, publicou a escritora e ex-deputada Manuela D’Avila.
    Já o ator José de Abreu escreveu: “Descanse em paz, Tarcísio Meira. Meu querido Capitão Rodrigo!”, referindo-se à personagem Rodrigo Cambará, interpretada por Tarcísio Meira na série “O Tempo e o Vento”, baseada na obra de Érico Verissimo.
    O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao contabilizar 565.748 vítimas mortais e 20,2 milhões de casos confirmados de covid-19.
    A covid-19 provocou pelo menos 4.323.957 mortes em todo o mundo, entre mais de 204,7 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.
    A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.
    MYMM // TDI
    Tarcísio Meira e Glória Menezes
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    Visit the COVID-19 Information Centre for vaccine resources.
    Get Vaccine Info

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    cultura do Brasil mais pobre, depois de ontem ter falecido outro grande ator, Paulo José.
    Morreu o ator Tarcísio Meira, o eterno galã da televisão brasileira
    MAG.SAPO.PT
    Morreu o ator Tarcísio Meira, o eterno galã da televisão brasileira
    O ator tinha 85 anos.

    Jorge Máximo Heitor

    O ator Tarcísio Meira morreu na manhã desta quinta-feira (12), vítima da Covid-19, aos 85 anos, em São Paulo.
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    Jose Manuel R Barroso and 6 others
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