morreu Paula Ribas

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Morreu a cantora Paula Ribas, conhecida pela “rainha do Twist” na década de 1960
Lisboa, 07 nov 2023 (Lusa) – A cantora Paula Ribas, 91 anos, que foi apelidada como a “rainha do twist”, morreu hoje, no hospital de Cascais, onde se encontrava internada, disse à agência Lusa o seu marido, o músico Luís N’Gambi
A cantora Paula Ribas fez sucesso na década de 1960, em Portugal, com êxitos como “Vamos Dançar o Twist”, de que foi dita “rainha”, e em 1970 rumou ao Brasil, onde permaneceu 20 anos.
Paula Ribas, de seu nome de batismo Ilídia Dias Ribas, nasceu em Faro, em 23 de fevereiro de 1942, e estreou-se em 1952 no programa radiofónico “Ouvindo as Estrelas”.
Sobrinha da atriz Virgínia (1850-1922), tinha estudado piano e solfejo no Conservatório Nacional, onde foi aluna de Campos Coelho e de Marieta Amstad.
O compositor Carlos Nóbrega e Sousa, amigo da família, levou-a a trocar a música clássica pela ligeira e, aos 17 anos, participou num concurso de novos talentos da então Emissora Nacional.
A cantora foi construindo a carreira com temas como “Isto é Lisboa”, “Ai Algarve”, “É Assim a Madeira” é “Ruas da Minha Cidade”.
Em 1965 assinou contrato com a discográfica Alvorada e gravou várias versões dos grandes sucessos internacionais, adaptados por António José, que trabalhou posteriormente com Marco Paulo.
No teatro foi a ”atração nacional” na revista “E Viva o Velho” (1966) da qual fizeram parte, entre outros, António Mourão (1935-2013), Camilo de Oliveira (1924-2016) e Io Appolloni, Luísa Durão (1899–1977) e Costinha (1896-1976).
Nesta revista interpretou o êxito “Maria Lisboa”, de Eduardo Damas e Manuel Paião. Na revista seguinte “Ri-te, Ri-te” destacou-se com a canção “Quatro Estações”, de José Mesquita.
No cinema protagonizou, com António Calvário, o filme “O Amor Desceu de Paraquedas” (1968), de Constantino Esteves, e “Férias em Portugal”, ao lado de Dalida (1933-1987) e Alberto Cortez, filme que nunca foi exibido em público. Também com Madalena Iglésias, António Silva e Tonicha, entrou em “Sarilho de Fraldas” (1967), de Constantino Esteves.
Ribas assinou contrato com a discográfica espanhola Belter, que representou nos festivais de canção de Benidorm, Málaga, Las Palmas e Orense, em Espanha.
Nos começos da década de 1970, Paula Ribas viajou para S. Paulo, no Brasil, onde foi atração do programa “Caravela da Saudade”, da TV Tupi.
Ribas estreou-se no Brasil já com 20 álbuns e atuações em 17 países, com gravações, cantando em várias línguas.
Em 1970, participou no Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro, com “Canção da Paz Para Todos Nós”, de Francisco Nicholson e Jorge Costa Pinto.
Voltou ao Brasil em 1972, quando fixou residência em S. Paulo, tendo sido contratada pelo restaurante Avril au Portugal.
Em 1974 gravou o LP “Fados Brasileiros”, com composições e poemas de Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Chico Buarque, Caco Velho, Chico Alves, Caetano Veloso e Dorival Caymmi, entre outros, ao qual se seguiu “Portugal Hoje”, composto apenas por versões de temas de José Afonso, em colaboração com o músico Luis N’Gambi, com quem tinha casado em Angola.
A cantora liderou o elenco do musical “Brasil em Três Tempos”, que esteve em cena durante 18 meses, no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro, seguindo em digressão pelo Brasil com o espetáculo “Navegar É Preciso”, que deu origem a um álbum homónimo.
Em 1981, gravou o disco “Tudo Isto É Fado”, também com Luís N’Gambi, com quem fez ainda o álbum antológico “Angola – Folclore e Canções Tradicionais”, para demonstrar as afinidades musicais entre os ritmos do samba e do semba.
Em Portugal com a discográfica Discossete gravou os dois álbuns que incluem sucessos como “Amar Você”, “Eu e Você” e “Chuvas de Verão”.
Em janeiro de 2015, Paula Ribas e Luís N’Gambi foram homenageados em Lisboa, no Chapitô, com a participação do poeta Ricardo Maria Louro.
A cantora regressou a Portugal em 1989, e até recentemente atuava todas as semanas no Restaurante da Nini, em Lisboa.
NL // MAG
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Carlos Camara

Rest in Peace

Jorge Máximo Heitor

Morreu hoje Ilídia Dias Ribas (Faro, 23 de fevereiro de 1942), mais conhecida pelo seu nome artístico, Paula Ribas.
Sempre a recordarei como a intérprete da versão portuguesa de “As crianças do Pireu”. E vi-a num Serão para Trabalhadores, no Liceu Camões, há uns 63 anos.
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Visão | Fotógrafo português Nuno Calvet morre aos 91 anos

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O fotógrafo Nuno Calvet, autor, entre outros, do livro “Foto-Grafias”, com o poeta Ary dos Santos, morreu no sábado em Viana do Alentejo, aos 91 anos, disse hoje à Lusa fonte da família

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Turista lituana morre afogada após ser arrastada por onda na zona das piscinas de Ponta Delgada – Portugal – Correio da Manhã

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Alerta foi dado por volta das 14h00.

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A vida, a fama e os vícios de Matthew Perry, o eterno Chandler Bing de Friends – Cultura – Correio da Manhã

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Matthew Perry foi encontrado morto no sábado em casa em Los Angeles. Comunidade internacional relembra legado e génio cómico do ator.

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Morreu aos 87 anos a pianista e compositora de jazz Carla Bley

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Morreu aos 87 anos a pianista e compositora de jazz Carla Bley
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A compositora e pianista de jazz Carla Bley morreu na terça-feira, em sua casa, em Willow, no estado de Nova de Nova Iorque, anunciou o seu companheiro, o baixista Steve Swallow.
“Depois de uma carreira de mais de 70 anos e de quase 60 álbuns, a compositora e pianista Carla Bley deixou-nos na manhã desta terça-feira aos 87 anos”, lê-se na mensagem divulgada pelo músico, citada pelo jornal The New York Times.
Carla Bley, criadora “irrepreensivelmente original”, foi “responsável por mais de 60 anos de provocações astutas no jazz e em torno dele”, escreve o jornal norte-americano.
De acordo com Steve Swallow, citado pelo The New York Times, Carla Bley morreu na sequência de um tumor cerebral.
Lovella May Borg, de nome de batismo, nasceu em Oakland, Califórnia, em 11 de maio de 1936. Estudou música com seu pai, o músico Emil Carl Borg, professor de piano e organista de igreja. Bley, porém, fez quase toda a formação por si mesma.
Descobriu o jazz aos 12 anos, através do vibrafonista Lionel Hampton, o que a levaria a Nova Iorque, o centro da cena jazzística da época, quando tinha ainda 17 anos. Aí se cruzavam músicos como Miles Davis e John Coltrane, Dizzy Gillespie e Count Basie, o músico residente do clube Birdland, onde Carla Bley começou por vender cigarros, só para poder ouvir os seus heróis.
Não tardou a ser notada. Primeiro, o pianista canadiano Paul Bley, com quem se casou em 1957 e que a encorajou a compor. Depois o também pianista George Russell, que a desafiou a escrever para o seu sexteto, e o saxofonista Jimmy Giuffre, que gravou peças suas como “Ictus” e “Jesus Maria”.
Na década de 1960, fundou a Jazz Composers Guild, que se batia por melhores condições de trabalho para os músicos. A associação acabaria por se transformar na Jazz Composer’s Orchestra, que Carla Bley fundou com o trompetista austríaco Michael Mantler, o seu segundo marido.
Em 1969, começou a compor para a Liberation Music Orchestra, do contrabaixista Charlie Haden, à qual viria a associar-se, e com a qual gravou “Grândola, vila morena”, de José Afonso, no álbum “The Ballad of the Fallen”, de 1983. (…)
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João Barradas

José Mário Costa

“Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, está entre as composições trabalhadas por Carla Bley, tendo sido incluída no álbum “The Ballad of the Fallen”, que gravou em parceria com o contrabaixista Charlie Haden, no âmbito do projeto Liberation Orchestra, em 1983. Carla Bley tornou-se conhecido e regular em Portugal, na viragem dos anos de 1980 para os anos de 1990, primeiro com festivais como o Jazz em Agosto, da Fundação Calouste Gulbenkian, depois, um pouco por todo o lado, tendo atuado em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Espinho, nos principais festivais de jazz do país, nas principais salas, da Gulbenkian à Casa da Música, onde atuou com a Orquestra Jazz de Matosinhos
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