mais um que nos deixa BARBEDO DE MAGALHÃES

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ERA UM AMIGO DESDE TIMOR 1974… apresentou em 1999 o meu livro TIMOR LESTE 1973-1975 DOSSIER SECRETO Contemporânea Editora ISBN 972-8305-75-3 E EM MAIO 1991 FUI Autor e Delegado AJA (Sindicato de Jornalistas Australianos) “A Austrália e Timor-Leste, posições coletivas”3º Seminário sobre Timor Leste, Univ do Porto que o Barbedo organizou, tendo eu traduzido os volumes de trabalhos apresentados.

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ESTEVE NALGUNS COLÓQUIOS DA LUSOFONIA ENTRE 2005 E 2019

2005 BRAGANÇA

antónio sampaio

O professor Barbedo de Magalhães, um dos grandes apoiantes da causa timorense durante a ocupação indonésia, morreu hoje em Gondomar.
Natural da Horta, na ilha açoriana do Faial, estava internado há quatro anos no Hospital Fernando Pessoa em Gondomar.
Professor Emérito da Universidade do Porto, por decisão unânime do Senado de 22 de janeiro de 2014, Barbedo Magalhães cumpriu o serviço militar a partir de outubro de 1974 em Timor, país para o qual, já doutorado em Ciências Aplicadas pela Universidade de Gand, na Bélgica, em 1973, em Ciências Aplicadas, na área da Metalurgia, coordenou o trabalho de uma equipa luso-timorense que elaborou um projeto para a reestruturação do ensino em Timor, com vista a uma eventual independência a médio prazo.
Membro da Comissão para os Direitos do Povo Maubere, da Associação Paz e Justiça para Timor-Leste e da Comissão Organizadora das Jornadas de Timor da Universidade do Porto, além de ter organizado numerosas conferências em Portugal, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Brasil e outros países, é autor de sete livros sobre Timor-Leste, o último dos quais, editado pela Afrontamento em 2007, tem 3 volumes (1.000 páginas) e cerca de mais 10.000 páginas em documentos anexos, sobre a história política de Timor-Leste desde 1942 até 2007.
Pelo seu trabalho em prol da causa de Timor-Leste, foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique (Grande Oficial), em 10 de junho de 2000, pelo então Presidente português, Jorge Sampaio, e com a Ordem de Timor, em 20 de Maio de 2012, pelo então Presidente da República Democrática de Timor-Leste, Taur Matan Ruak.

Ricardo Antunes

Partilho o texto e voto de pesar do Carlos Slfr Saky.…

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Voto de Pesar pelo Falecimento do Professor Barbedo de Magalhães
Foi com profunda tristeza e dor no coração que recebi a notícia do falecimento do Professor Barbedo de Magalhães.
Timor-Leste perdeu hoje um verdadeiro amigo. Mais do que um académico, mais do que um cidadão português, o Professor Barbedo foi um timorense de coração. Durante os anos mais sombrios da nossa resistência, quando o mundo parecia querer esquecer o nosso sofrimento, ele manteve viva a chama da nossa causa. Lutou com coragem e dedicação para que a voz de Timor não se calasse em Portugal nem no resto do mundo.
Tive o privilégio de conhecê-lo de perto. Partilhámos conferências, debates, encontros. Vi-o muitas vezes falar de Timor com uma emoção tão profunda que as lágrimas lhe corriam pelo rosto — e, junto com ele, muitos de nós chorámos também. Era impossível não se comover com a força do seu compromisso e a sinceridade do seu afecto pelo povo timorense.
Organizou seminários e conferências em vários continentes, sempre com o objectivo de dar visibilidade à nossa luta. Foi incansável, generoso, íntegro.
No ano passado, em visita a Portugal, fiz questão de ir ao Porto visitá-lo. Já se encontrava debilitado, preso a uma cadeira de rodas, afectado por um AVC que lhe tirou a fala, mas não lhe roubou o brilho do olhar nem a lucidez da alma. Ainda sorria. Ainda acenava com a cabeça. Ainda nos ouvia com atenção. E, naquele silêncio imposto pela doença, o seu espírito de luta continuava a falar mais alto do que nunca.
Hoje, ao saber da sua partida definitiva, sinto que perdemos não só um intelectual de grande valor, mas também um companheiro de estrada, um irmão de coração, um exemplo de humanidade.
Pensei mesmo em viajar para Portugal para participar no seu funeral, mas o enterro já será amanhã e, infelizmente, já não é possível estar presente. Resta-me, de longe, de Timor, dizer: adeus, meu grande amigo, e muito obrigado por tudo o que fez pelo nosso povo e pelo nosso país. Até sempre, Professor, meu grande amigo.
Para os filhos, Samuel e Inês, à família toda, aos amigos, aos colegas e a todos os que com ele partilharam a paixão pela justiça e pela liberdade, expresso os meus mais sinceros sentimentos. Que encontrem consolo na memória viva de tudo o que ele foi e representou.
O povo timorense estará eternamente grato. O seu nome ficará para sempre inscrito na nossa história.
Descansa em paz, querido Professor Barbedo. Timor não te esquecerá.
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Há pessoas como o Professor António Barbedo Magalhães que transformam as nossas existências e nos guiam, pelo seu exemplo.
A sua dedicação à causa de um Timor-Leste independente contribuiu e muito, para a concretização do sonho de todo um povo. O professor Barbedo colocou toda a sua inteligência e influência como cidadão do mundo e homem de ciência ao serviço de um povo mártir. Colocou todas as suas forças ao serviço de uma causa julgada perdida por muitos. Toda a sua persistência e compromisso com os timorenses é exemplo do que deve ser o humanismo.
Estas linhas não chegam para recordar os feitos do amigo, do homem generoso que era. Porque nada é impossível quando juntamos todos para lutar pelo que é digno e justo, esta nota de pesar à família, desde Timor-Leste independente, tem um significado muito particular.
Hoje, queremos recordar este nosso querido amigo que deixa este mundo muito mais pobre. Guardamos no nosso coração todos os momentos partilhados, todas as suas sábias palavras, todas as suas gargalhados e até mesmo todas as notas que tocava no piano, para aliviar a exaustão de lutar por um mundo melhor.
Em 2013, em Dili, o professor discursou sobre o tema “Educar para quê” e trocou o seu lugar com um estudante. Pôde partilhar, naquele momento, as suas ideias livremente com a juventude de Timor independente. Houve ali, naquele instante, uma promessa de um amanhã melhor. Tudo na expressão de felicidade do Professor parecia dizer “ Valeu a pena”.
Bem-haja Professor!
Descanse em Paz!
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Obituário
António Pinto Barbedo de Magalhães
Professor, Engenheiro Mecânico (1943-2025)
António Pinto Barbedo de Magalhães nasceu em 1943 nos Açores, filho do oficial de engenharia Manuel Barbedo de Magalhães, que aí estava destacado desde 1941.
Formou-se em Engenharia Mecânica na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) em 1968, sendo de imediato convidado a lecionar naquela instituição, onde se manteve como docente até 2013. Doutorou-se em Metalúrgica na Universidade de Gand (Bélgica) em 1973, sendo da sua autoria cinco patentes de invenção de tecnologias na área da fundição.
Em 2004, propôs uma metodologia pedagógica inovadora, baseada no trabalho multidisciplinar em equipa com vista a promover as capacidades de liderança e empreendedorismo dos alunos, que esteve na génese dos Projetos Lidera, posteriormente implementados em toda a Universidade do Porto (UP). Pela sua relevância como docente, recebeu o título de Professor Emérito da Universidade do Porto a 22 de janeiro de 2014.
A ligação a Timor começou com a sua mobilização para o território em outubro de 1974, no cumprimento do serviço militar. Foi nesse contexto que coordenou os trabalhos para a Reestruturação do Ensino em Timor, que acabaram por ser interrompidos devido à instabilidade gerada pelo golpe da UDT contra a administração portuguesa em agosto de 1975.
Durante a ocupação indonésia, foi uma importante voz da luta de Timor pela independência. Fundou a Associação Paz e Justiça para Timor-Leste (APJTL) em 1983 e integrou a Comissão para os Direitos do Povo Maubere (CDPM). Fez parte da Comissão Organizadora das Jornadas de Timor da Universidade do Porto (1989-1998), sendo o principal organizador de iniciativas para mobilizar meios académicos e políticos, nacionais e internacionais, para a solidariedade com o Povo de Timor. Estas jornadas decorreram em Portugal e noutros países, entre os quais Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Canadá e Brasil, e surtiram consequências políticas de relevo.
Desempenhou um papel fundamental quando, em 1981-1982, numa altura em que a Resistência à ocupação indonésia no território se encontrava quase inativa, mobilizou esforços para não deixar cair da agenda da ONU as questões do genocídio timorense e da anexação pela Indonésia. Com esse propósito, conseguiu envolver várias frentes, começando por obter algumas cedências da parte do representante da FRETILIN em Portugal, e estabelecer contactos com o Parlamento Europeu. Graças às conversações que iniciou com diferentes grupos parlamentares com representação na Assembleia da República, foi criada a primeira Comissão Eventual da Assembleia da República para Acompanhamento da Situação de Timor, o que resultou na apresentação da Resolução 37/30 na Assembleia-Geral da ONU e na sua aprovação a 3 de novembro de 1982. Foi na sequência desta aprovação que Portugal e Indonésia assinaram, em Nova Iorque, o acordo que abriu espaço ao Referendo realizado a 30 de agosto de 1999.
Entre 1998 e 2000, com a cooperação do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI) de Lisboa, apoiou e foi coorganizador informal de importantes reuniões que puseram em contacto líderes da Resistência Timorense com generais e outras personalidades indonésias altamente influentes.
Além da sua relevância académica na área da engenharia, o Professor Barbedo de Magalhães lecionou em cursos de licenciatura, mestrado e pós-graduações em diferentes universidades portuguesas (Coimbra, Porto, Lisboa) na área das Relações Internacionais, e realizou vários cursos livres sobre Timor-Leste e a Indonésia.
Pelo seu trabalho em prol da causa de Timor-Leste, foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique (10 de junho de 2000) e com a Ordem de Timor (20 de maio de 2012).
Desde 2017 que estão depositados na UP o acervo documental (Arquivo da Faculdade de Engenharia) e bibliográfico (Biblioteca da FEUP) relacionados com a história de Timor-Leste e com a política internacional, reunidos pelo Professor Barbedo entre 1974 e 2007 (https://www.up.pt/arquivo/details?id=242600)
Sem António Pinto Barbedo de Magalhães, a história de Timor-Leste seria, certamente, muito diferente.

morreu Leonardo Sousa

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Estamos de luto! Faleceu Leonardo Manuel Ferraz de Sousa, nosso fundador e Presidente da Direção da Solidaried’arte. O velório decorre no Centro São Lázaro da Agência Funerária Ferreira. O funeral terá lugar amanhã de manha após missa de corpo presente celebrada naquele Centro às 9:00. À família do Leonardo, as nossas mais profundas condolências, especialmente à Ana Rita, Carlota e Matilde. Perdemos parte de nós hoje!

Sonia Nicolau

Soube há minutos que morreu Leonardo Sousa. Incompreendido por muitos, nas suas lutas e causas. Gostava e compreendia-o tão bem. Nos Mosteiros em fevereiro, estivemos juntos, sempre com o seu tom crítico e rodeado de jovens, onde, também, me sentia tão bem. Ponta Delgada, perdeu um grande homem, eu um amigo, e a SOLIDARIED’ARTE Açores o seu farol. Viva à Liberdade, Leonardo. Até um dia destes.
a HELENA CHRYSTELLO tinha-o selecionado para a nova antologia de autores açorianos em 2022

Homicídio no Paim: Terceiro suspeito ouvido em tribunal após detenção I Antena 1 Açores

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…substâncias sintéticas.

Source: Homicídio no Paim: Terceiro suspeito ouvido em tribunal após detenção I Antena 1 Açores

Suspeitos de matar sem-abrigo nos Açores têm antecedentes criminais

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Foram detidos dois dos três suspeitos da morte de um sem-abrigo em São Miguel, nos Açores. Estão indiciados por homicídio qualificado.

Source: Suspeitos de matar sem-abrigo nos Açores têm antecedentes criminais

Polícia Judiciária procura terceiro suspeito de homicídio qualificado | Antena 1 Açores

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…estão em prisão preventiva.

Source: Polícia Judiciária procura terceiro suspeito de homicídio qualificado | Antena 1 Açores

Detidos dois homens em Ponta Delgada por homicídio esta semana na zona do Paim | Antena 1 Açores

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…que acabariam por causar a sua morte.

Source: Detidos dois homens em Ponta Delgada por homicídio esta semana na zona do Paim | Antena 1 Açores

“SATA-TE” E ESPERA PORQUE FICAS EM TERRA

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“SATA-TE” E ESPERA PORQUE FICAS EM TERRA
No nosso modelo político há quatro grandes funções do Estado: educação, saúde, defesa/ segurança e protecção social. Porém, função não menos relevante, talvez não tanto valorizada pelo comum habitante de um território sem descontinuidades, é, e cito a ATM, “a mobilidade, direito fundamental que deve ser inequívoco e irreversível, garantindo que todos os cidadãos possam deslocar-se de forma acessível, eficiente e sustentável”. Convenhamos, numa realidade arquipelágica a sua importância é vital.
Os tempos da TAP já lá vão, dissipados numa estranha bruma que nunca permitiu enxergar o motivo do seu desaparecimento nos céus do Faial. Mais tarde, um concurso traria a possibilidade da rota ser assumida por uma certa companhia privada, que nunca aterrou, tendo até reclamado judicialmente da decisão antes do seu desastre final. E assim eis que chega o monopólio da dita empresa de bandeira da Região, especialmente para gáudio de alguns, não sendo difícil descortinar a razão…
Entretanto, fosse por mau-olhado, pela economia de escala, escassez de recursos, crises nacionais e internacionais e/ou, quiçá, fosse sobretudo pela turbulenta gestão global ao longo dos anos de viagem, como os relatórios oficiais põem de manifesto, a verdade é que a SATA cada vez borrega mais e mais e não aterra calma e definitivamente como seria exigível. Para evitar o escrutínio e o rombo na algibeira do contribuinte, o azimute escolhido foi o da privatização, mas a pergunta que se impõe é óbvia: se sob a batuta do GRA é o que é, quem nos garante que na alçada de um privado o serviço público, diga-se, verdadeiramente adequado a quem dele depende, será cumprido?
Atrasos das aeronaves, bagagens em terra e cancelamentos estão autenticamente em piloto automático. Mas mais dramático e inaceitável é o completo vendaval que se abate cada vez mais violentamente sobre o dito direito à mobilidade de quem vive por cá. Publicita-se selvaticamente os Açores, melhor dito, S Miguel e Terceira, como destino turístico para quê? Os transeuntes ali ficam. Os de cá não saem durante dias a fio, nem com escala, e nem sequer os doentes com necessidades diagnósticas ou terapêuticas escapam ao imbróglio, seja para rumar a outra ilha, seja à península. Vergonhoso é o termo, uma miséria que já nem sequer é somente típica de certos períodos críticos do ano. Querem fixar gente nestes pequenos atoleiros à tona do oceano que nem garantida tem a saída por um qualquer sério percalço familiar?
Sim, o governo anterior, como piloto-mor da companhia, pode ter toda a responsabilidade desta rota de colisão, mas chega de aulas de história, de dirigir com os olhos cravados no retrovisor, um tique comum a todos os políticos da treta, porque a Terra já deu suficientes voltas ao sol para que este tremendo problema não fosse mitigado pela actual Tutela. Aos decisores cabe o diagnóstico e o tratamento. A plebe, que não se preocupa com essa caixa negra, exige resultados. Que os governantes e deputados que vejam os queixumes nos média e nas redes sociais, pois a primazia nos lugares, fruto desse estatuto, tolda-lhes a penosa realidade onde plana o cidadão comum. Assobiando para o lado, como tem ocorrido, só pode ser por má-fé ou pura incompetência.
E já agora onde anda aquele grupo de cidadãos cá do burgo tão prolixamente preocupado com a mobilidade e a aeronáutica, que agora vai gemendo de vez em quando, mas que tanto ruído outrora fazia? Apetece questionar: na altura eram motivações genuinamente sociais ou apenas políticas?
Isto tem vindo de mal a pior e ultimamente a queda tem sido vertiginosa. Para cúmulo, há um perpétuo irritante no final de cada viagem da e para Horta: “Foi um prazer tê-los connosco e obrigado por voarem com a SATA”. Ora porra, que remédio (isto dito de forma soft para não recorrer a um vitupério)!
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