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Herdeiros de liurais timorenses recordam pacto de sangue com Ruy Cinatti
Posted: 08 Mar 2015 11:41 AM PDT (mais…)
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Herdeiros de liurais timorenses recordam pacto de sangue com Ruy Cinatti
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ANALYSIS (via Joana Ruas)
17 Nov 2014
Whitlam, Timor, And The Great Men Of History Myth
By Michael Brull
Keywords:
gough whitlam
east timor
indonesia
michael brull
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Joana Ruas
50 mins ·
IT became the forgotten secret of World War II in Port Stephens for about 60 years. (mais…)
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Indonesia Did Terrible Things in East Timor — and Australia Doesn’t Want You to Know About Them
By Scott Mitchell
November 19, 2014 | 4:50 pm (mais…)
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aeroporto de Baucau (Vila Salazar)
mercado de Baucautenho uma longa descrição desta viagem no m/ livro timor leste dossier secreto que podem descarregar gratuitamente de vários locais (incluindo deste blogue ) …fiz essa viagem mal aterrei em Baucau, rumo a Dili set73
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o resumo da primeira viagem na carreira nº 1 entre Baucau e Dili do meu livro Timor Leste o dossier secreto 73-75:
Aqui, as formalidades têm um novo sabor, semelhante ao lento mas rítmico compasso de espera das pessoas que nos esperavam, como se tivessem séculos de vida para viver. A alguma distância, uma velha camioneta Bedford com telhado de zinco, abriga-se do sol protegendo os velhos bancos de madeira, sob o pomposo sinal de Carreira Pública #1 Dili – Baucau”.
A sinuosa estrada de montanha volve-se para o mar, descendo lentamente para esta cidade menina, Baucau, escondida entre as folhas dos palmeirais e luxuriantes florestas tropicais. Pela traseira da camioneta vislumbram-se novas imagens de uma terra morta à nascença. Cruzamo-nos com homens vestidos com uma ‘lipa’ [i]
estreitando galos de luta entre os seus braços nus e o torso, enquanto
caminham. Baucau tem algumas casas de pedra para além das de terra e adobe e o aspeto exótico da sua população colorida. Das ruínas do mercado evocam-se templos romanos desconhecidos. Uma curta paragem para uma sandes e limonada na messe do quartel-general local, em frente à piscina que subitamente parece estar
deslocada no tempo e no espaço. Logo a seguir estamos de regresso à estrada n.º 1 Baucau – Dili.
Encostas escarpadas, a pique sobre um mar de corais brancos. A picada de montanha, por vezes aproxima-se tanto do abismo que os nossos corações entram em animação suspensa. Ao longo do caminho vamos atravessando leitos secos de ribeiras que o
tempo, a incúria dos homens e os elementos converteram em estrada de ocasião. O chão de gravilha, por vezes apenas pedregoso, a cor indefinida entre o castanho e o verde, as ‘palapas’ [ii]
disfarçadas por entre a vegetação, tudo serve para propiciar uma imagem de pedras e colinas. As baías, primitivas e inconquistas por barcos de qualquer tamanho ou tipo, as praias cheias de conquilhas e outros destroços das ondas, revelam paraísos insuspeitos.
É difícil ver os nativos e os seus sorrisos abertos. Engasgo-me espantado, mas não é sangue que jorra dos seus lábios, apenas a ‘masca’: uma mistura de cal e ‘harecan’ [iii].
Mastigá-la é um placebo psicológico para a comida que não existe. (janeiro 1998: ouço o José Ramos Horta a apelar à solidariedade internacional para debelar a fome que ainda grassa no território). Os sorrisos vermelhos escondem fomes de séculos.
De súbito, após passar e deixar para trás vilas e aldeias que só a memória despalavrada pode recordar, eis Díli: 212 km e onze horas mais tarde. Uma avenida extremamente larga espalha a poeira pesada por sobre o colmo das palapas vizinhas e por algumas casas de cimento com teto de zinco.
Ao entrar em Dili, por leste, podia-se ver os chineses e os timorenses a partilharem a promiscuidade criada pela falta de estruturas urbanas adequadas.
Díli é uma planície que se espraia por um mar espelhado como um lago, com uma baía majestosa acentuada pela sombra imponente da ilha do Ataúro. Um porto incipiente abriga uma lancha onde flutua uma bandeira portuguesa. Uma longa avenida acompanha a marginal costeira de Díli, terminando no bloco residencial do Farol, onde as vivendas coloniais construídas depois da 2ª Grande Guerra
abrigam os chefes de departamento e os escalões superiores do exército colonial.
Por esta época, Díli dispunha apenas de 16 quilómetros de asfalto esparsamente distribuídos por pequenas, e poucas estradas e ruas da capital. Três casas apenas sobreviveram à devastação nipónica da Grande Guerra. No aeroporto um Land Rover limpava a pista dos pachorrentos búfalos, das vacas balinesas e porcos selvagens. A principal artéria comercial atravessa Díli de ocidente a oriente, através do centro comercial, espinha dorsal da capital, e onde se
alberga o Palácio do Governo (um imponente edifício pomposamente denominado Palácio) e o Museu cujo nome ostenta o vazio de todos os tesouros exportados por anteriores governadores e colonizadores, ao longo dos séculos.
[i] Lipa – tipo de
vestuário usado por ambos os sexos enrolado da cintura para baixo
[ii] Palapas: casas
tradicionais, de colmo com teto circular.
[iii] Harecan: uma
folha vegetal, tipo folha de tabaco
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Travessias – Luís Cardoso (mais…)
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A SAÚDE EM TIMOR-LESTE, NEM TUDO ESTÁ MAL, MUITO FOI FEITO EM 10 ANOS, MUITO AINDA POR SE FAZER (mais…)
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José Gabriel Ávila
8 hrs ·
D.Arquimínio Costa
O último Bispo Português de Macau, D. Arquimínio Costa, natural e residente em São Mateus da Ilha do Pico, celebra hoje 65 anos de sacerdócio.
D. Arquimínio foi o último dos seis Bispos açorianos que exerceram o seu múnus apostólico no antigo Padroado português do Oriente. O primeiro foi D. João Paulino de Azevedo e Castro, natural das Lajes do Pico, depois, o Cardeal D.José da Costa Nunes, Bispo de Macau e Patriarca das Índias Orientais, natural da Candelária também do Pico, tal como D. Jaime Garcia Goulart, Bispo de Timor e D.José Vieira Alvernaz, Patriarca das Índias. D. Paulo Tavares, era natural de Rabo de Peixe, São Miguel e o último Bispo de Timor foi D. Arquimínio.
Nasceu em 19 25 e foi ordenado, no Seminário de Macau, em 6 de Outubro de 1949, onde desempenhou vários cargos de prefeito e de professor. Tirou o Curso de Direito Canónico em Roma e sucedeu a D. Paulo Tavares naquela diocese.
D. Arquimínio, foi considerado por um dos seus professores do Seminário como o aluno mais brilhante que por lá passou.
Regressou ao Pico, após a passagem de Macau para território chinês. Desempenhou tarefas pastorais, tendo-se várias vezes substituído ao Bispo da Diocese nas cerimónias de celebração do Crisma.
Hoje, o clero de toda a ilha, vai visitá-lo na sua casa em São Mateus, assinalando a data da sua ordenação presbiteral.
Registo esta data por se tratar de uma personalidade cujas qualidades humanas de simplicidade, inteligência e dedicação à Igreja local e universal não têm merecido o devido reconhecimento.
Durante largos anos, D. Arquimínio publicou uma série muito interessante de artigos de caráter apologético e doutrinário no semanário O DEVER.
O seu legado pastoral foi compilado e encontra-se numa obra, em vários volumes, assinada pelo Pe Tomás B.Cardozo, onde se referem as notas pastorais dos Bispos atrás referidos