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  • À descoberta dos Açores. Estas são as ilhas mais bonitas e selvagens que o vão encantar – Weekend – FLASH!

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    São Miguel é a mais turística, mas a beleza no seu estado mais puro está escondida por outras pérolas dos Açores. Visitá-las é sinónimo de paz e tranquilidade.

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  • FLORES

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    After leaving the island of Sao Miguel behind us, we landed on the island of Flores in the afternoon. After a quick stop at the supermarket, we headed straight to our holiday home in Faja Grande, the westernmost municipality in Europe. After moving into the holiday home, we explored the town on foot and then went out to eat at the harbour. We ended the evening with a fantastic sunset on our terrace. On our second day on Flores, our first full day, we first travelled through the interior of the island past some beautiful lagoons up to the north coast of Flores. Here, some great viewpoints and the Farol de Albarnaz lighthouse awaited us again. We then followed the impressive east coast towards Santa Cruz das Flores, where we also had a wonderful view of the impressive coastal landscape. Finally, we returned to Faja Grande, where we visited the Cascada do Poco do Bacalhau waterfall, which is relatively easy to reach within 10 minutes. Below you will find all the highlights we visited in this video in the order in which they can be seen in the video 🙂
    Miradouro Lagoa Funda
    Miradouro da Caldeira Seca
    Miradouro Caldeira Branca
    Miradouro do Vale da Fazenda
    Pico do Meio Dia
    Miradouro de Ponta Delgada
    Miradouro sobre o Porto e Baía de Ponta Delgada
    Miradouro da Baía de Além
    Farol de Albarnaz
    Miradouro do Ilhéu Furado
    Miradouro dos cedros
    Estacionamento e Caminho de Acesso ao Parque de Alagoa
    Miradouro dos Caimbros
    Miradouro da Costa Nordeste
    Miradouro do Monte
    Cascada do Poco do Bacalhau
    +8

    After leaving Sao Miguel island behind, we landed on Flores island in the afternoon, after a quick stop at the supermarket, we headed straight to our vacation ho…

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  • GASTRONOMIA POR Rui Vieira Nery”

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    😉
    May be an image of ossobuco
    Vale apena ler este artigo de opinião de Rui Vieira Nery.
    “Antigamente as cozinheiras dos bons restaurantes portugueses eram umas Senhoras rechonchudas e coradas, em geral já de idade respeitável, com nomes bem portugueses ainda a cheirar a aldeia – a D. Adosinda, a D. Felismina, a D. Gertrudes – e por vezes com uma sombra de buço que parecia fazer parte dos atributos da senioridade na profissão.
    Tinham começado por baixo e aprendido o ofício lentamente, espreitando por cima do ombro dos mais velhos.
    E tinham apurado a mão ao longo dos anos, para saberem gerir cada vez com mais mestria a arte do tempero, a ciência dos tempos de cozedura, os mistérios da regulação do lume.
    A escolha dos ingredientes baseava-se numa sabedoria antiga, de experiência feita, que determinava o que “pertencia” a cada prato, o que “ia” com quê, os sabores que “ligavam” ou não entre si.
    Traziam para a mesa verdadeiras obras de arte de culinária portuguesa, com um brio que disfarçavam com a falsa modéstia dos diminutivos – “Ora aqui está o cabritinho”, “Vamos lá ver se gosta do bacalhauzinho”, “Olhe que o agriãozinho é do meu quintal”.
    Ficavam depois a olhar discretamente para nós, para nos verem na cara os sinais do prazer de cada petisco, mesmo quando à partida já tinham a certeza do triunfo, porque cada novo cliente satisfeito era como uma medalha de honra adicional.
    E a melhor recompensa das boas Senhoras era o apetite com que nos viam: “Mais um filetezinho?” “Mais uma batatinha assada?”.
    Hoje em dia, ao que parece, nestes tempos de terminologias filtradas, já não há cozinheiros, há “chefes”, e a respectiva média etária ronda a dos demais jovens empresários de sucesso com que os vemos cruzarem-se indistintamente nas páginas da “Caras” e da “Olá”.
    Os nomes próprios seguem um abecedário previsível – Afonso, Bernardo, Caetano, Diogo, Estêvao, Frederico, Gonçalo, … – e os apelidos parecem um anuário do Conselho de Nobreza, com uma profusão ostensiva de arcaísmos ortográficos que funcionam como outros tantos marcadores de distinção – Vasconcellos, Athaydes, Souzas, Telles, Athouguias, Sylvas…
    Quase nunca os vemos, claro, porque os deuses só raramente descem do Olimpo, mas somos recebidos por um exército de divindades menores cuja principal função é darem-nos a entender o enorme privilégio que é podermos aceder a semelhante espaço tão acima do nosso habitat social natural.
    A explicação da lista é, por isso, um longo recitativo barroco, debitado em registo enjoado, em que, mais do que dar-nos uma ideia aproximada das escolhas possíveis, se pretende esmagar-nos com a consciência da nossa pressuposta inadequação à cerimónia em curso.
    A regra de ouro é, claro, o inusitado das propostas culinárias em jogo e, preferivelmente, a sua absoluta ininteligibilidade para o cidadão comum.
    Mandam, pois, o bom senso e o próprio instinto de auto-defesa que se delegue na casa a escolha do menu, sabendo-se, no entanto, que não vale a pena sonhar com que pelo meio nos apareça um pobre cabrito assado no forno, um humilde sável com açorda, ou uma honesta posta de bacalhau preparada segundo qualquer das “Cem Maneiras” santificadas das nossas Avós.
    Seja o que Deus quiser!
    E começam então a chegar a “profiterolle de anchova em cama de gomos de tangerina caramelizados, com espuma de champagne”, o “ceviche de vieira com molho quente de chocolate branco e raspa de trufa”, a “ratatouille de pepino e framboesa polvilhada com canela e manjericão”, e por aí fora, em geral com largos minutos de intervalo entre cada prato e o seguinte, para nos dar tempo de meditar sobre a experiência numa espécie de retiro espiritual momentâneo…
    E é de experiência que se pode aqui falar no sentido mais fugaz do termo.
    Deliciosa ou intragável, a oferta tende a ser, por princípio, “one time only”, porque quando o empregado anuncia, na sua meia voz enfadada, o “camarão salteado em calda de frutos silvestres e açafrão”, o uso do singular não é metafórico – é mesmo um exemplar único da espécie que se nos apresenta em toda a sua glória, ainda que possa reinar isolado no meio de um prato em que, em tempos, caberia um costeletão de novilho com os respectivos acompanhamentos.
    Se se detestar, há pelo menos a consolação de que não haverá qualquer hipótese de reincidência do crime; se se adorar – o que há que reconhecer que muitas vezes acontece – ficará apenas a memória fugidia do prazer inesperado.
    A função do “chefe” é proporcionar-nos no palato esta sucessão de sensações momentâneas irrepetíveis, todas elas em doses cuidadosamente homeopáticas, um pouco como as configurações sempre novas de um caleidoscópio – ou, se se preferir uma imagem mais forte, como a versão gastronómica de uma poderosa substância alucinogénia, daquelas que faziam as delícias da geração hippie dos anos 60 quando lhe davam a ver, ora elefantes cor-de-rosa, ora hipopótamos azul-celeste.
    Wow!
    Que saudades das Donas Adozindas, das Donas Felisminas, das Donas Gertrudes, mais camponesas ainda do que citadinas, com a sua sabedoria, as suas receitas de família, a sua simplicidade, a sua fartura, o seu gosto de servir bem, o seu sentido de tradição e de comunidade!”
    Rui Vieira Nery”
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    Domingos Barbosa and 3 others

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