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Teresa Neves afirma que “não é uma boa notícia”a instalação do Azores Retail Park na Grotinha e Mário Fortuna diz que é um anúncio positivo
Sobre o impacto que abertura deste novo espaço comercial, Mário Fortuna afirma que o comércio e a zona comercial do comércio tradicional têm vindo a adaptar-se a esta “nova realidade”, e que isto é o que acontece na sociedade conforme vai se desenvolvendo.
“O comércio tradicional vai encontrando gradualmente o seu lugar. E acho que não será esta oferta que vai mexer significativamente com o comércio tradicional. O comércio tradicional está inserido numa oferta mais urbana e uma oferta mais central. São características muito específicas que não vão ser perdidas”, afirma ao Correio dos Açores.
Mário Fortuna compara a chegada do Azores Retail Park ao Parque Atlântico: “Como nós sabemos, o comércio tradicional já foi impactado com a abertura de várias grandes superfícies, entre os quais o Parque Atlântico. Portanto, o que este estabelecimento vai fazer é adicionar diversidade ao que já temos. A entrada deste novo espaço comercial é semelhante à entrada do Parque Atlântico. Está enquadrado dentro da mesma evolução do centro comercial”, explica.
O Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada explica ainda que este é um assunto no âmbito privado e que não tem qualquer informação fora aquela que é anunciada.
grande preocupação
No entender da empresária, “vai acentuar, ainda mais, a desertificação da nossa cidade que tem vindo, gradualmente, a sofrer com essa situação, inicialmente com a construção do Centro Comercial Parque Atlântico, Centro de Saúde e deslocalização de muitos outros serviços, com os respetivos parques de estacionamento gratuitos.”
“Tendo em conta todos os problemas com que o nosso centro histórico se tem vindo a deparar, nomeadamente, a dificuldade de estacionamento, encerramento ao trânsito de algumas ruas, o aumento dos sem-abrigo e da marginalidade social e a pouca atractividade que a nossa cidade oferece, acrescentando agora mais um novo complexo comercial fora do centro da cidade, com toda a sua inerente capacidade aglutinadora de pessoas, vamos padecer ainda mais…”, acentuou.
Teresa Neves acabou por alertar as entidades competentes para “a necessidade urgente de proteger o comércio local e centro histórico, identidade cultural, patrimonial e económica de uma região, “cais de chegada” dos nossos visitantes e de importância crucial para o nosso desenvolvimento turístico e económico.”
e afirma que não tem receio
“Foi uma conversa que tive esta manhã com o meu filho: não é cedo, nem é tarde. Estamos optimistas. Não estamos com receio, nem com medo. Vendemos o nosso próprio produto. Graças a Deus, temos o nosso cliente. Felizmente, temos bons funcionários, e estou farto de batalhar que o empregado é que faz a casa”, explica.
Carlos Sá explica ainda que alargou o horário do seu estabelecimento para ter mais um espaço de manobra para os clientes que estão na cidade: “Achamos que, talvez, ao alargar mais o horário, temos mais um espaço de manobra em que os clientes estão na cidade, vêem que a porta está aberta e podem fazer compras por impulso.”
Sobre o possível impacto que a chegada deste novo ‘centro’ comercial terá no centro histórico, explica que os comerciantes da baixa têm o seu cliente próprio: “O centro histórico é sempre o centro histórico. O centro histórico realmente tem o seu cliente próprio, e vai continuar a ter. Há o turista que faz a compra por impulso. Falo muitas vezes, e é verdade, quando vou de férias, é a altura em que compro mais alguma coisa para a minha mulher.”
“Agora, nós temos de acompanhar a evolução, em termos de horários, de atendimento e de montras. Só digo que nós, comerciantes da baixa, temos de acompanhar a evolução dos tempos e das situações. O sol quando nasce é para todos e quando brilha é para todos. É a minha opinião hoje”, salienta.
acredita que, “se avançar,
vai matar o comércio tradicional”
“O centro histórico da cidade já está completamente deserto. E agora vão fazer mais um espaço comercial, que vai ficar a 500 metros de um centro comercial que já existe. Acho que vai ser a morte certa do que existe ainda em Ponta Delgada. Não sei até que ponto esse novo empreendimento será bom ou não, mas estou a falar por mim. Cada vez há menos lojas, e as lojas estão a fechar”, explica.
“Com este novo espaço comercial a 500 metros de outro, claro que a cidade fica resumida somente para seis meses do turismo. Durante o Inverno fica muito vazio. Ultimamente, o movimento na cidade tem sido só turistas. A partir de Outubro, os turistas vão embora e nós continuamos aqui. A cidade está completamente morta. Está cada vez mais descentralizada. As lojas fecham e depois não abrem”, afirma José Vieira.
https://correiodosacores.pt/2024/06/28/teresa-neves-afirma-que-nao-e-uma-boa-noticiaa-instalacao-do-azores-retail-park-na-grotinha-e-mario-fortuna-diz-que-e-um-anuncio-positivo/

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