a baixa do iva, não é o que parece

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Realmente a máquina de produção de PowerPoint deste governo é verdadeiramente extraordinária. Depois do epifenómeno da Habitação, uma mão cheia de slogans protobolcheviques sem conteúdo visível nenhum, chega agora o IVA 0%, mais um fantástico golpe de marketing político e comunicacional feito para enganar os incautos. Da larga maioria dos 44 produtos agora anunciados praticamente todos já tinham IVA reduzido de 6% o que para um cabaz básico de 30€ ou 40€ perfaz uma fabulosa poupança de 2€ ou 3€. Dir-me-ão que ao fim do mês cada português irá poupar 10€ ou 20€ em idas ao Pingo Doce. Grão a grão diria o povo. Mas, de descidas nos outros impostos como o IRC e o IRS ou a TSU, aumentos dos ordenados, redução dos juros, controlo dos lucros da banca, investimento real nos sectores produtivos e nas famílias em vez dessa miragem das transições mais ou menos digitais dos PRRs da vida cujo maná ninguém vê, nada. Com pápas e bolos, dizia a minha avó…
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Pilar Melo Antunes

Político não gosta de pobre, político gosta e de estar na alta roda do grande capital. Dizendo que são esses que geram os empregos… para os pobres.

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Carlos Ferreira · A CRISE HABITACIONAL PORTUGUESA: DUAS CARAS DA MOEDA

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É isso mesmo Carlos Ferreira .
May be an illustration of outdoors and tree
A CRISE HABITACIONAL PORTUGUESA: DUAS CARAS DA MOEDA
Desde 1970 “… O núcleo original aglomerado das aldeias com casas juntinhas construídas com materiais autóctones degrada-se e erma-se, mas o seu perímetro alarga-se imenso e explode de casas novas dispersas, construídas em grande parte com materiais alóctones. …
… O Estado Português de Lisboa, com a conivência de Bruxelas, paulatinamente, além de ter feito de Portugal uma carreira junto ao mar, fez do interior um conjunto de áreas classificadas e reservas ambientais. Ao longo de vários séculos, concentrou a população, as atividades produtivas e as instituições do Estado, apenas nas cidades do litoral, mormente em Lisboa e Porto. Criou então um país a duas velocidades, porque se alheou da parte interior e concentrou os investimentos continuados apenas na faixa litoral. Fez ainda melhor: selou e perpetuou este modelo, porque numa democracia, quem não tem população não tem votos, nem voz. Quem não tem votos nem voz, não interfere nos resultados eleitorais, nem influencia a definição das políticas públicas de investimento e desenvolvimento. Por outro lado, o novo modelo de povoamento urbano, mostra cada vez mais, os seus longos dentes de sabre, que são as suas imensas externalidades marginais negativas (poluição, acessibilidades, abastecimentos, excluídos, crise energética, tremenda crise habitacional), que, a todo o custo é obrigatório acudir, por aí viverem todos os eleitores. Lisboa e Porto e respetivas áreas metropolitanas viram o seu parque habitacional escassear a cada dia e as suas casas triplicarem de preço, enquanto o país vazio, o país interior das aldeias, se atulha de casas vazias, que de dia para dia, vêm os preços reduzidos a nada. Em três décadas as aldeias foram totalmente roubadas e espoliadas do seu valor patrimonial construído. As várias opções têm sempre as suas consequências e os seus revezes.”
Carlos Ferreira 2022 in Aldeias: nascimento vida e morte.
Aguarela de Manuel Ferreira

45 Photos That Show Australia Is Truly a Land Like No Other

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Whether it’s the variations in terrain, the huge variety of wildlife, or the amazing people, Australia is a country and continent like no other.

Source: 45 Photos That Show Australia Is Truly a Land Like No Other

Osvaldo José Vieira Cabral · O CENTRALISMO DO GOVERNO DE COSTA

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O CENTRALISMO DO GOVERNO DE COSTA
Bastou passar só mais uma semana sobre o que aqui escrevemos acerca das tropelias que têm sido feitas pelo governo de António Costa às Regiões Autónomas, particularmente aos Açores, para ficarmos a conhecer mais uma, gravíssima, que vai prejudicar o bolso de todos os contribuintes açorianos.
Trata-se do atraso no lançamento do concurso das Obrigações de Serviço Público (OSP) para as rotas de Pico, Faial e Santa Maria.
Não é um atraso qualquer, porque os 9 milhões de euros destinados para estas operações foram aprovados em sede de Orçamento de Estado em Novembro do ano passado.
Já vamos no terceiro trimestre de um novo ano e o desastrado governo da República “esqueceu-se” de abrir o processo, atirando a responsabilidade para a ANAC.
É mais uma rasteira política vergonhosa de um governo que aproveita, sempre que pode, para prejudicar os Açores, como fez com o financiamento da Universidade dos Açores, com o pagamento das verbas para reconstruir os danos do Furacão Lorenzo e continua a fazê-lo com a transferência de verbas do PRR.
António Costa é o pior primeiro-ministro em toda a história das Autonomias Regionais e os seus ministros incompetentes carregam no registo dos mais centralistas que já se viu na desorientada governação deste país.
Por alguma razão a então ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, reconheceu, há um ano, que faz parte de um “dos governos mais centralistas” que o “país já teve” e que esse centralismo se acentuou com a pandemia “inevitavelmente”.
“Eu faço parte dos Governos mais centralistas que o nosso país já teve, o nosso primeiro-ministro reconhece isso, e esse centralismo acentuou-se com a pandemia, inevitavelmente”, disse a boca santa, que depois foi “apertada” e voltou atrás.
A falta de abertura do concurso das referidas OSP, quando as actuais terminam este mês, vai fazer com que a Azores Airlines prolongue o cumprimento daquelas rotas à sua custa, pagando o respectivo défice.
Ou seja, é mais um prejuízo a juntar ao enorme buraco da SATA, também da autoria dos governos do PS na região, que só trouxeram ruína à gestão da companhia.
É a sina dos socialistas na SATA: mesmo falida, vão contribuindo cada vez mais para escavar o buraco até à sua venda final.
O pior é que a factura não vai bater à porta do Largo do Rato, mas à algibeira de todos os açorianos.
Foram estes senhores que, por birra com a coligação, queriam atribuir apenas 3,5 milhões de euros para aquelas OSP não liberalizadas, o que veio depois a ser corrigido para 9 milhões na Assembleia da República.
É triste assistir a estes jogos políticos, com vinganças e recalcamentos entre partidos, prejudicando as finanças públicas, a algibeira dos contribuintes e minando a confiança dos eleitores.
Mais triste ainda é assistir ao silêncio comprometedor do PS dos Açores e dos seus deputados na República, vergados perante estes actos de centralismo mesquinho e vingativo.
É preciso não esquecer estes episódios em próximos actos eleitorais.
O povo saberá julgar. Como sempre.
Osvaldo Cabral
Editorial Diário dos Açores 24-03-2023
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