autoestradas de +portugal um roubo legal

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Cruzei Espanha de Oeste a Sudeste. 750 quilómetros, mais do que a extensão de Portugal de Norte a Sul. Entre viagens suplementares e regresso, foram cerca de 1700 km só em território espanhol. Todos por autoestradas nacionais gratuitas. Não gastei um cêntimo em portagens para fazer 1700 Km em autoestradas impecavelmente mantidas.
Para além da imaculada manutenção, o ordenamento da rede das autovias de Espanha é fantástico. Está ramificada para chegar a todos os pontos cardeais do país. E os acessos? Vais a conduzir e vislumbras um castelo no topo de uma colina numa povoação, sais, visitas, descobres que é o castelo do famoso El Cid, voltas a entrar na autoestrada. Tudo em poucos (mesmo poucos) minutos (exceto a visita claro). Há saídas para todas as povoações com que te cruzas, até pequenas aldeias. Sais com a mesma facilidade para beber uma cerveja num pequeno pueblo à beira da estrada tal como sais para almoçar em Albacete.
Essa organização e facilidade de mobilidade contribuem imenso para o desenvolvimento regional. Há um incentivo para viajar, para partir à descoberta, para visitar novas regiões. Rápido, sem custos e, acima de tudo, em maior segurança. Em todos os estabelecimentos dos pequenos povoados por onde passei perguntei se é comum receberem visitas de turistas internos ou externos. “Siempre, gracias a dios”. Num almoço em Toledo, partilhei uma mesa com uma família sevilhana que estava lá de visita. Uma visita de 500 Km. “Lejos? Como asi? Es rapidísimo “.
Em Portugal, foram construídas autoestradas (SCUT) com fundos públicos e comunitários com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento, para fomentar o acesso ao Interior e às regiões de baixa densidade.
Não demorou muito até o arco do poder perverter esse desígnio e ceder essas infraestruturas de bandeja a privados, em contratos altamente lesivos para o Estado e onde as concessionárias privadas são dotadas de benefícios e liberdade para praticar preços completamente desajustados.
Se eu quiser ir de Aveiro a Viseu e percorrer os vastíssimos 79 Km da A25, pago 6 euros (12 euros ida e volta). Se quiser ir de Coimbra a Tomar e fazer os 60 Km da A13, pago 10,50 euros, ida e volta. Mas se eu quiser ser mesmo audaz e ambicionar a epopeica jornada de Aveiro a Vilar Formoso, Portugal de Oeste a Este, se for mesmo ousado e decidir aventurar-me nesses extensíssimos 187 Km (A25), pago 13 euros. Se quiser voltar, são mais 13.
Serão os nossos vizinhos espanhóis uns predestinados na gestão e manutenção rodoviária?
Ou são os interesses privados de Portugal tão possantes e tão enraizados que conseguem constantemente que os sucessivos governos legislem a seu favor, em detrimento dos genuínos interesses nacionais?
Está calor em Coimbra, talvez uma viagem até à vizinha Figueira da Foz possa refrescar as ideias e ajudar-me a encontrar uma resposta. Se quiser ir pela A14, são “apenas” 5 euros. “Somos unos afortunados”.
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Rui Almeida d’Eça and 13 others

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Câmaras dos carros da Polícia vão multar estacionamento abusivo automaticamente – ZAP Notícias

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Equipamentos vão registar matrículas e passar multas automaticamente e novos radares móveis vão controlar a velocidade na cidade do Porto. Os carros da Polícia Municipal do Porto vão passar a ter câmaras dedicadas à deteção de ocorrências de estacionamento ilegal de forma automática. As câmaras vão fazer o reconhecimento dos veículos estacionados ilegalmente, registar a matrícula e emitir a multa automaticamente, sem intervenção humana. Inicialmente, será lançado um concurso público para proceder à compra dos equipamentos, avança o JN. Só depois é que as câmaras vão ser instaladas nos tejadilhos dos carros policiais, em princípio já a partir de 2024.

Source: Câmaras dos carros da Polícia vão multar estacionamento abusivo automaticamente – ZAP Notícias

Arrendar casa está 514€ mais caro do que há um ano. Onde é mais barato?

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Os dados são da plataforma Imovirtual e revelam que comprar casa registou um “aumento mais brando, de 8%”.

Source: Arrendar casa está 514€ mais caro do que há um ano. Onde é mais barato?

BECEL A VIGARICE

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【A CAUSA DAS COISAS】
A situação foi detectada em 2022 e serviu de indignação no meu mural na altura, faz agora um ano. Entretanto, a imagem de suporte, que colocava lado a lado ambas as situações em linear e que não estava na minha base de dados, desapareceu, certamente por força de várias partilhas e supostamente, por pressão da marca..
Mas continua estando na ordem do dia, já que o “esquema não é exclusivo da Becel, outras marcas utilizam a mesma estratégia de forma sub-reptícia, e absolutamente repudiável, sem que a ASAE ou o Instituto de Defesa do Consumidor logrem pôr termo à situação.
Estas malabarices (leia-se trafulhices), que algumas marcas usam para ganhar mais uns cobres nas margens, não se compadece com a exigência de seriedade com que deveriam pautar a sua postura no mercado.
Usam os mais obscuros expedientes e de uma forma “rasteira” para ludibriar os clientes. A resposta mais adequada, seria deixar nas prateleiras o produto e assim perceberem, que as “manhas” têm efeitos negativos!!!
A Becel que tinha uma embalagem de 500 grs alterou o peso para 450 grs e subiu o preço quase para o dobro, de aprox. 3.5€ para mais de 5€ diminuído a quantidade em 50 grs, mas mantendo a dimensão e forma e até design da embalagem. NAO ACABA AQUI.
OU SEJA, não satisfeitos mantiveram a embalagem e diminuíram mais 50grs passando a 400 grs. , Curiosamente vendem em simultâneo as embalagens de 400 e 450 grs, no mesmo linerar ao mesmo preço em ponto de venda. Coloca-se a questão qual é o preço de quilo deste produto da mesma referência quando 450 e 400 tem o mesmo pvp.
Mais ainda, será que para o ano compramos só a embalagem de meio quilo já sem produto??? Já que as 500 passaram a 450 e já são só 400 sem que o consumidor tenha real percepção disso, pois a dimensão da embalagem não muda e ninguém vai ler a gramagem no acto de compra..
Isto não é Marketing ou estratégia, é puramente vigarizar o consumidor de forma impune.
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You and Artur Arêde

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CHINA CONSTRÓI edifico de dez andares em 28 horas e 45 minutos

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Mais uma grande proeza da engenharia chinesa! A empresa de construção Broad ergueu na cidade de Changsha, um edifico de dez andares em 28 horas e 45 minutos, utilizando um sistema pré-fabricado leve, sustentável e econômico aprimorado pela própria empresa desde 2009.

 

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Timor-Leste pede atenção da CPLP para a crise em Mianmar | e-Global

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O pedido foi feito pela presidente do Parlamento timorense, na sua intervenção na cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.

Source: Timor-Leste pede atenção da CPLP para a crise em Mianmar | e-Global

Crescente preocupação com a forma como Gusmão está a conduzir os destinos de Timor-Leste

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Crescente preocupação com a forma como Gusmão está a conduzir os destinos de Timor-Leste

A principal plataforma de comunicação financeira da Austrália, a Australian Financial Review, levantou a bandeira vermelha sobre o futuro de Timor-Leste este mês, com o artigo do Editor Internacional, Professor James Curran, “Timor-Leste à beira do fracasso”.
Curran disse sensatamente que a influência chinesa em Timor-Leste pode ser uma preocupação em Camberra, mas o grande problema é que a pequena nação de 1,5 milhões de pessoas ficará sem fundos até 2030, a menos que novas receitas petrolíferas possam advir dos campos de gás do Greater Sunrise ou de um “Plano B” desconhecido. Ele levantou sérias dúvidas de que as “elites” políticas timorenses pudessem resolver este problema e, por isso, ele tornar-se-ia num problema para a Austrália, Indonésia e para a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Em particular, Curran atribui aos “especialistas” a opinião de que o estilo de liderança do atual Primeiro-Ministro Xanana Gusmão é “louco, arrojado, completamente arbitrário”.
O cenário é terrível e um pouco mais complicado do que Curran descreve, porque nem todos os líderes timorenses são “impermeáveis à situação do povo” e porque existe um ‘Plano B’, mas um que o primeiro-ministro Gusmão tem rejeitado.
No início de 2023, o Fundo Petrolífero tinha 16,338 mil milhões de dólares e o Orçamento de Estado para 2023 irá retirar 1,346 mil milhões de dólares. Assim, no final do ano, o Fundo poderá estar nos 14,992 mil milhões de dólares (23,25 mil milhões de dólares australianos).
De acordo com o Orçamento de Estado de Timor-Leste, com a atual trajetória de despesa, sem receitas futuras significativas do campo de Bayu-Undan, existe o risco de que Timor-Leste venha a atingir um abismo fiscal em 2034, altura em que poderão ser necessários cortes na despesa no valor de cerca de 1,6 mil milhões de dólares. Isto provocaria um grande choque no PIB, resultando provavelmente num grande aumento do desemprego e em grandes quedas nos rendimentos, na prestação de serviços públicos e no nível de vida da maioria dos cidadãos. Se Gusmão conseguir, de alguma forma, pôr em marcha a Joint Venture do Greater Sunrise e a indústria petrolífera onshore que lhe está associada, estará a gastar 26 mil milhões de dólares americanos. O Petróleo estaria totalmente comprometido, mais os empréstimos contraídos, e o Orçamento de Estado estaria em apuros muito mais cedo.
E, como explicou Curran, é agora muito menos provável que o Greater Sunrise consiga atrair o financiamento de que necessita.
A 3 de maio de 2023, mesmo antes das Eleições Legislativas de 21 de maio, o Conselho de Ministros aprovou o Plano Estratégico de Desenvolvimento Reajustado para 2023-2028 e recomendou-o ao próximo Parlamento e governo. Este novo plano ajustou o Plano Estratégico de Desenvolvimento de 2011 aos impactos das alterações climáticas e da pandemia, e elaborou os objectivos de desenvolvimento económico diversificado necessários caso a via de desenvolvimento petrolífero deixe de ser viável. Porém, em julho, Gusmão anunciou que o seu governo voltaria ao plano de 2011. Portanto, existe um “Plano B”, mas é pouco provável que seja considerado.
O novo governo já causou consternação ao iniciar a rescisão antecipada de contratos de serviço público de curta duração com membros identificados da FRETILIN, tendo sido despedidos 1.500 funcionários de apenas dois de 12 departamentos em julho. O total poderá ascender a 15.000.
Além disso, a 27 de julho de 2023, Gusmão afirmou que a antiga Ministra das Finanças, Emélia Pires, deve ser recebida de volta ao Ministério, vinda de Portugal, onde tem estado em fuga de uma sentença de sete anos de prisão, datada de 2016, por ter adjudicado um contrato de 1 milhão de dólares à empresa do seu marido. Lucia Lobato, ex-ministra da Justiça, presa por cinco anos em janeiro de 2013 por corrupção e abuso de poder durante o seu mandato, foi recebida de volta à vida pública para reformar o sector da justiça.
Numa rejeição calculada ao Presidente José Ramos Horta, o Primeiro-Ministro Gusmão declarou, a 7 de agosto de 2023, que Timor-Leste deveria reconsiderar o seu pedido de adesão à ASEAN se o organismo regional não conseguisse pôr termo ao golpe militar em Myanmar. Horta fez da adesão à ASEAN o seu próprio “Plano B” para um futuro económico mais promissor.
A aliança eleitoral de Gusmão com Horta desde o início de 2022 foi um fator significativo na sua grande vitória eleitoral contra a FRETILIN em maio.
O representante especial da Austrália para o desenvolvimento dos campos de gás do Greater Sunrise, o antigo Premier de Victoria, Steve Bracks, tem muito trabalho pela frente.

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Peter Murphy
Peter Murphy é um jornalista freelancer com um forte interesse em direitos humanos e direitos laborais.

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Myanmar expulsa Timor

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Líder da oposição timorense critica decisão de Myanmar e reafirma defesa de princípios
Díli, 27 ago 2023 (Lusa) – O líder do maior partido da oposição timorense, a Fretilin, criticou hoje a decisão “extrema” da junta militar de Myanmar expulsar o encarregado de negócios de Timor-Leste, vincando que toda a liderança é consistente na defesa dos mesmos princípios.
“A questão da junta militar não participar nas reuniões da ASEAN demonstra que é a junta que está a excluir Myanmar da ASEAN e por isso mesmo a nossa posição é coerente”, disse à Lusa o secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri.
“Queremos ser membro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) mas não queremos trair os valores e princípios pelo que lutamos, a afirmação de liberdade, paz, democracia e respeito pelo Estado de direito e pelos direitos universalmente reconhecidos”, considerou.
Alkatiri, contactado telefonicamente em Lisboa, onde se encontra em visita, reagia à decisão da junta militar do Myanmar (antiga Birmânia) ordenar a expulsão do encarregado de negócios de Timor-Leste, em protesto com posições recentes das autoridades timorenses sobre aquele país.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros em nome do Governo da República da União de Myanmar pede ao encarregado de negócios da embaixada da República Democrática de Timor-Leste, senhor Avelino Fernandes Ximenes Pereira, para deixar o Myanmar o mais tardar até 01 de setembro”, refere-se numa nota da diplomacia daquele país a que a Lusa teve acesso.
Na nota de duas páginas, a junta militar aponta o que considera ser vários atos cometidos pelas autoridades timorenses, incluindo referências à situação no país pelo Presidente da República timorense, José Ramos-Horta.
Alude ainda a declarações do primeiro-ministro Xanana Gusmão que a 03 de agosto disse que Timor-Leste poderia não aderir à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) se o organismo regional for incapaz de encontrar uma solução para o conflito no Myanmar.
“Enquanto for primeiro-ministro não entra na ASEAN se a ASEAN não convence a junta militar, se não encontrar uma solução. Somos uma democracia . Podemos ter problemas, mas não há golpes de Estado, há respeito pelas eleições presidenciais e parlamentar, mostrando ao mundo que nós temos uma cultura democrática”, disse Xanana Gusmão na altura.
Esses comentários levaram o Governo de Myanmar a convocar o encarregado de negócios, para um voto de protesto a 15 de agosto.
“As declarações imprudentes e irresponsáveis do primeiro-ministro não são apenas prejudiciais par a manutenção das relações bilaterais entre Myanmar e Timor-Leste, mas também negligenciam de forma grosseira os contínuos ataques violentos do grupo terrorista chamado de Governo de Unidade Nacional (NUG)”, refere a nota datada de 25 de agosto.
Mari Alkatiri disse que a posição de Timor-Leste demonstra coerência e respeito pelos “princípios e valores e convenções internacionais que o país ratificou”, considerando a decisão de expulsão uma “posição extrema”.
E considera que a decisão de expulsão “só veio comprovar que o regime não entendeu a posição de Timor-Leste, expressa pelo primeiro-ministro”.
O líder da Fretilin disse que Timor-Leste mantém, há décadas, a vontade de ser membro da ASEAN – organização regional de que Myanmar faz parte e onde Timor-Leste tem estatuto de observador – e que todos devem compreender a posição do país, vincada na sua própria história.
“Nós, os líderes de liberação nacional, viemos de uma luta muito difícil, mas conseguimos rapidamente entender-nos com o Governo indonésio, reconciliamo-nos com a Indonésia, depois deste prolongado conflito de 24 anos demonstrado sentido de Estado”, afirmou.
“Isso foi uma demonstração de coerência e consistência do nosso lado de que questões do passado, ainda que pendentes, não são de conflito e problemas. E acho que toda a ASEAN deve compreender isso”, afirmou.
ASP // SB
Lusa/Fim
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