Londres reduziu as mortes nas estradas com um limite de 30 km/h. Deve Portugal fazer o mesmo?

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As evidências científicas mostram que a redução da velocidade tem um impacto significativo na fatalidade associada a acidentes de trânsito.

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A história do país esquecido que existiu entre Portugal e Espanha durante 700 anos

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Durante mais de 700 anos, o Couto Misto deu que falar pelos seus privilégios, pelo seu governo democrático e por ser um refúgio para criminosos.

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MANIPULAÇÃO (UMA HISTÓRIA EXEMPLAR) china

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MANIPULAÇÃO (UMA HISTÓRIA EXEMPLAR)
[recuperado do baú com pequena atualização]
Mao Tsé-Tung morreu há precisamente 47 anos. Em setembro de 1976 ainda assinava a revista semanal «Pekin Information». Recebi por isso o inevitável número, desta vez tarjado de negro, sobre as exéquias fúnebres do presidente chinês, contendo uma fotografia do acontecimento que ocupava duas páginas. Calculem o meu espanto quando, dias depois, chegou novo exemplar do mesmo número da publicação, acompanhado do pedido expresso para queimar o anterior e reter apenas o novo. Entretanto o «Bando dos Quatro» tinha caído em desgraça e já estava a ser apagado da História.

mais atual que nunca 1966 Saramago a J R Miguéis

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O ambiente literário português visto por Saramago, em 1966.
Mudou alguma coisa?
«Deixe lá os nossos intelectuais: tirante morder, o mais que fazem, o futuro julgará, e esta porca sociedade do elogio mútuo ou este permanente ajuste de contas de gangs rivais, não merecem mais do que desprezo. Neste triste país, o sage é o homem calado que não quer conhecer ninguém nem quer que o conheçam. Há dias fui ao jantar da entrega do prémio à Isabel da Nóbrega: é de morrer. Tanta impostura, tanta falsidade, tanto esforço para parecer mais inteligente do que o vizinho, e sobretudo mais célebre. E tudo isto sob a capa da modéstia jesuítica, uma capa cheia de buracos de orgulho e inveja. E esta gente é a nata, e esta gente conduz, orienta, dá entrevistas, pontifica, tem opiniões acerca de tudo e de coisa nenhuma. E todos, seja qual for a cor da epiderme, têm um lema- «Hors de l’église (notre église) pas de salut!» E com medo de não nos salvarmos, lá vamos para a sombra do campanário que mais sólido parece, mas sempre com o olho no campanário do vizinho não vá acontecer que a salvação não esteja afinal onde a supúnhamos. Há excepções, claro, há gente digna, sem dúvida, mas a balbúrdia não deixa que as suas vozes se oiçam, e quando através da confusão, do burburinho, se ouve uma voz honesta, responsável, logo a irmandade se faz, logo os campanários afinam os rebates – e enquanto o intruso não se cala, justos céus, é ver quem mais bate.»
Carta de 20 de Março de 1966 para José Rodrigues Miguéis

Pedro Homem de Mello

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Pedro Homem de Mello
Pedro da Cunha Pimentel Homem de Mello nasceu no Porto a 6 de setembro de 1904, foi um poeta e professor português.
Foi distinguido com o Prémio Antero de Quental (1940) e o Prémio Nacional de Poesia (1973). A sua obra poética encontra-se compilada em Poesias Escolhidas (1983). Foi ainda um estudioso do folclore nacional, tendo escrito A Poesia na Dança e nos Cantares do Povo Português (1941) e Danças de Portugal.
Faleceu no Porto a 5 de março de 1984.
Povo
Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não!
Meu cravo branco na orelha!
Minha camélia vermelha!
Meu verde manjericão!
Ó natureza vadia!
Vejo uma fotografia…
Mas a tua vida, não!
Fui ter à mesa redonda,
Bebendo em malga que esconda
O beijo, de mão em mão…
Água pura, fruto agreste,
Fora o vinho que me deste,
Mas a tua vida, não!
Procissões de praia e monte,
Areais, píncaros, passos
Atrás dos quais os meus vão!
Que é dos cântaros da fonte?
Guardo o jeito desses braços…
Mas a tua vida, não!
Aromas de urze e de lama!
Dormi com eles na cama…
Tive a mesma condição.
Bruxas e lobas, estrelas!
Tive o dom de conhecê-las…
Mas a tua vida, não!
Subi às frias montanhas,
Pelas veredas estranhas
Onde os meus olhos estão.
Rasguei certo corpo ao meio…
Vi certa curva em teu seio…
Mas a tua vida, não!
Só tu! Só tu és verdade!
Quando o remorso me invade
E me leva à confissão…
Povo! Povo! eu te pertenço.
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida, não!
Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado,
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não!
Pedro Homem de Mello, in “Miserere”
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governo de timor ocupadíssimo a fazer nada

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ENTREVISTA: PM timorense diz que está a criar bases para fazer algo de concreto para a população
*** António Sampaio, enviado da agência Lusa ***
Jacarta, 04 set 2023 (Lusa) – O Governo timorense tem estado “ocupadíssimo” nos seus primeiros 60 dias, mas sem fazer nada de concreto para servir a população, disse hoje à Lusa o primeiro-ministro, explicando que estão a ser preparadas todas as bases necessárias.
“Agora estamos ocupadíssimos, mas sem fazer nada. Quando digo sem fazer nada, é nada de concreto para a população e para o país”, vincou Xanana Gusmão, numa entrevista à Lusa, na Indonésia onde representa Timor-Leste na 43ª. Cimeira da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
O líder do Governo referiu que os primeiros dois meses de trabalho têm sido dedicados à aprovação das novas orgânicas dos ministérios e de um conjunto de leis que considera ser necessário rever, ainda que “sem meter o dedo nas questões práticas”.
Além do Orçamento Geral do Estado (OGE) retificativo para 2023, já promulgado, o executivo está a preparar mexidas em vários diplomas, incluindo a lei de enquadramento orçamental, a lei tributária e os diplomas sobre a Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) e sobre a ilha de Ataúro.
Xanana Gusmão sublinha que há que identificar e corrigir o que diz terem sido “erros enormes” cometidos nos últimos cinco anos, motivo pelo qual cada ministério está a preparar relatórios detalhados “sobre tudo o que foi feito”, antes de um conjunto de auditorias já anunciadas.
“Trata-se de limpar a casa. Não se trata aqui de querer meter seja quem for na prisão, mas sim de deixar lições para as gerações futuras não cometerem esses mesmos erros”, sublinhou.
No momento em que tomou posse, em 01 de julho, Xanana Gusmão disse que exigiria o máximo aos membros do seu Governo, explicando que quem não cumprir será exonerado, numa avaliação que, explica, ainda é demasiado cedo para fazer.
“Ainda é cedo para dizer que sabem ou não fazer. Estamos a ver o que há para fazer, como fazer. Temos que repor a ordem, perguntar à Comissão da Função Pública o que fez, à inspeção-geral do trabalho o que fez”, disse, citando esses exemplos.
“Temos milhares de funcionários casuais sem trabalho ou o que fazer e os diretores foram todos mudados. Há que olhar para tudo isso”, afirmou.
Na calha estão outras mudanças, algumas já para breve, como é o caso das novas lideranças da petrolífera estatal, a TIMOR GAP, e no comando do regulador do setor, com Xanana Gusmão otimista de soluções, na primeira metade de 2024, para o projeto dos poços do Greater Sunrise, no Mar de Timor, disse.
O assunto tem sido debatido pelo próprio Xanana Gusmão com a chefe da diplomacia australiana, Penny Wong, e deverá marcar a conversa que o líder timorense tem prevista esta semana, em Jacarta, com o seu homólogo australiano, Anthony Albanese, à margem da cimeira da ASEAN.
“Estou otimista num acordo no início de 2024. Estou confiante com este novo Governo australiano”, disse.
Entre outros diplomas em preparação estão novas leis da amnistia e do indulto e, sob proposta do Presidente da República, José Ramos-Horta, a “ideia interessante” de uma lei da reconciliação, que permita “fechar o capítulo” no que toca aos timorenses ainda na Indonésia, especialmente do outro lado da ilha de Timor.
“É uma lei para olharmos para os timorenses que estão na Indonesia, sobretudo no outro lado da ilha. Chamamos-lhe de muitas coisas, integracionistas, milícias. Em 1999, 2000 e 2001 tentei tudo para os chamar”, afirmou Xanana Gusmão.
“Se com a Indonésia que matou tanta gente, abraçámos a Indonésia, os generais e tudo isso, e dissemos que o que aconteceu, aconteceu, e que agora temos que olhar para o futuro, com os nossos próprios há que fechar este capítulo. Para permitir que possam ir e vir, visitar as suas famílias”, afirmou.
Entre as medidas já implementadas, em vigor desde o fim de semana, está uma troca no comando do Serviço Nacional de Inteligência, com a nomeação como novo diretor-geral do ex-ministro do Interior e ex-procurador-geral da República Longuinhos Monteiro.
Questionado sobre o porquê da alteração, Xanana Gusmão disse que o SNI é um exemplo do que considera ser a “disfunção” de várias estruturas do Estado, com a nomeação pelo anterior Governo de pessoas “sem experiência” e sem capacidade.
“O SNI precisa de uma volta. Antes cumpria o papel de serviço nacional de inteligência, a olhar para questões maiores, que afetam o país […] Deixou de ter aquele espírito de visão de todo o país, de olhar para potenciais grandes ameaças que podem vir de fora”, afirmou.
Questionado sobre se o SNI foi usado para fins políticos, Xanana Gusmão considera que o maior problema foi, “como ocorreu noutras estruturas do Estado”, terem sido colocados na liderança “pessoas dos partidos” do anterior Governo, “que não sabiam nada”.
“Se soubessem alguma coisa, tudo bem, mas não sabem nada. Esse é o grande problema de disfunção de todo o Governo. Tirar pessoas de cargos só porque eram do CNRT, colocando pessoas sem conhecimentos, experiência, sem memória institucional. De forma que temos que corrigir isso tudo”, afirmou.
Longuinhos Monteiro substituiu o anterior diretor-geral, Domingos da Câmara “Amico”, nomeado para o cargo em 2021 pelo anterior primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, e cujo mandato deveria ter terminado em 2025.
Militar ativo nas forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), o coronel “Amico” foi exonerado na semana passada e, hoje, aos jornalistas, considerou a decisão “normal”, uma competência que cabe ao chefe do Governo.
Citado pelo portal Hatutan, o ex-responsável do SNI disse rejeitar algumas das referências na carta de exoneração sobre a sua alegada parcialidade política na organização, enfatizando que nunca militou nem milita em qualquer força política.
ASP // VM
Lusa/Fim
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