restaurantes a fechar, o mercado a atuar

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Vários restaurantes de luxo portugueses, muitos deles assinados por chefs amplamente conhecidos, mal conseguem hoje pagar as despesas. A notícia repete-se nos órgãos de comunicação social.
Fui duas vezes a um restaurante de luxo. Em ambas, convidada. Nunca pagaria cem euros por pessoa por um chamado “menu de degustação”. Desde logo porque, se quisesse degustar, iria a uma prova. Quando quero comer, como. Não preciso de sair à procura de migalhas existenciais no prato nem de interpretar espuma do bacalhau como se fosse literatura.
Não me seduz a ideia de pagar oitenta euros por vinte gramas de carne acompanhadas por duas ervilhas melancólicas e uma colher de qualquer coisa que se apresenta como conceito. Gosto de sair da mesa com a sensação de que o Olimpo pode, de facto, morar num bom refogado. E isso, curiosamente, não costuma vir em pratos minimalistas, apesar de ser fervorosa minimalista em várias áreas.
Tenho apreço pelo dinheiro e nenhuma obrigação de o gastar onde não me reconheço. Não faz parte das minhas prioridades pagar para ser desafiada intelectualmente por um bife montado num ovo cozido em baba de dromedário do Alaska.
Convidem-me para uma tasca honesta, de comida simples, bem executada, com produtos regionais e identidade. Aí vou, com gosto.
Há ainda um dado que parece escapar a muitos destes espaços: o cliente internacional, que arrisco dizer representar hoje cerca de oitenta por cento da clientela, já não vem a Portugal à procura de versões sofisticadas de nada. Vem à procura do Portugal profundo. Quer as tabernas, os restaurantes de avó, os sítios onde se come como se sempre comeu.
E esses restaurantes, caros senhores, estão cheios. Conheço vários.
O novo cliente está a mudar. O chamado cliente de luxo começa a perceber que é no Bogota, em Amadora, que se come uma bifana bem temperada, com um belo croquete ao lado, e que se sai de lá satisfeito, de barriga e de espírito. Sai a conhecer o que é típico, feito à mão, sem discurso, sem pretensão e sem guardanapo dobrado em forma de cisne.
Talvez seja altura de rever o que o turista quer, em vez de insistir no que se acha que ele devia querer. Tudo indica que esse turista vai começar a apreciar as couves com feijão no Casaca em Mato de Miranda ou a açorda do diabo do Restaurante Cu da Mula na Golegã, sem necessidade de tradução simultânea.
Não fico satisfeita com o fecho de restaurantes de luxo, claro que não. Nenhum fecho é boa notícia, mas é preciso perceber que o cliente começa a querer pagar pelo que é genuíno e não pelo que tenta convencer que o é.

Novas tabelas do IRS publicadas garantem isenção mensal até 920 euros

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As novas tabelas de retenção na fonte do IRS que se vão aplicar aos salários e pensões de 2026 foram publicadas hoje no Portal das Finanças, refletindo a descida do IRS e garantindo isenção de tributação até aos 920 euros.

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Repórter SÁBADO: Milhares de euros transferidos sem autorização de contas de clientes da Abanca

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Centenas de milhares de euros foram transferidos sem qualquer autorização, de contas de clientes da Abanca, antigo Eurobic. Muitos dos lesados ficaram com a conta a zeros e não conseguem reaver as poupanças que perderam. O banco garante que não há falhas no sistema bancário e rejeita acusações de burla. É uma investigação do Repórter SÁBADO para ver esta noite, pelas 22h40, no NOW.

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Semana de 4 dias: Projeto-piloto arranca este mês com 400 trabalhadores da Administração Pública | Antena 1 Açores

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…modelo no serviço público

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Ricardo Branco Cepeda “Açores 2025! A Normalização do desequilíbrio!

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“Açores 2025! A Normalização do desequilíbrio!
O ano de 2025 confirma uma tendência inquietante na governação dos Açores, a normalização do desequilíbrio. Dívida elevada, custo de vida sufocante, um aparelho público excessivamente politizado e uma sensação difusa mas persistente de opacidade nas decisões. Tudo isto coexistiu com um discurso oficial de estabilidade e controlo que já poucos levam à letra ou acreditam.
A Região não está em colapso, mas também não está a convergir. E essa diferença é essencial.
Dívida: O Provisório se torna Permanente
A dívida pública regional permanece como o grande condicionador das políticas públicas. Apesar das narrativas de estabilização, a verdade é simples, os Açores continuam a depender de transferências extraordinárias do Estado e de engenharia orçamental para manter o funcionamento corrente.
Não se trata apenas de números. Trata-se de um modelo. Um modelo que aceita a dívida como dado adquirido, adia reformas estruturais e transfere custos para o futuro e Futuras Gerações. O risco não é somente a bancarrota iminente, mas algo mais subtil e duradouro, a perda de margem política para decidir com autonomia real.
Custo de Vida! Viver tornou-se um exercício de Resiliência e resistência para quase todos os Açorianos e Açorianas.
Para muitas famílias açorianas, 2025 foi mais um ano em que o rendimento ficou aquém da despesa. A Habitação tornou-se inacessível em várias ilhas, os bens essenciais mantêm preços elevados e a mobilidade continua a ser um problema estrutural.
A insularidade explica parte do fenómeno, mas não explica tudo. O que pesa é a ausência de uma estratégia consistente para aumentar rendimentos, fixar jovens qualificados e reduzir a dependência de apoios compensatórios.
Governa-se o custo, mas não se governa a causa.
O resultado é conhecido: emigração silenciosa das camadas mais jovens, desmotivação interna e envelhecimento acelerado.
Corrupção e influência: o desgaste da Confiança e a falta de Esperança!
2025 não ficará na memória por grandes processos judiciais nos Açores. Mas ficará marcado por algo igualmente corrosivo, a suspeita constante.
A perceção de proximidade excessiva entre poder político, administração pública e interesses particulares continua a desgastar a confiança dos cidadãos. Nomeações pouco transparentes, apoios mal explicados e decisões que raramente resistem ao escrutínio público alimentam um sentimento de impunidade, leviandade, mesmo quando não existe ilegalidade comprovada.
A política não vive apenas da legalidade. Vive da Credibilidade, da Ética e Princípios. E estas estão demasiado fragilizadas.
Nomeações, o Estado como extensão do poder
A administração regional continua excessivamente dependente do ciclo político. A promessa de despartidarização raramente sobrevive à prática governativa. Mudam os governos, mudam os nomes, mantêm-se os métodos.
Esta lógica enfraquece o Estado regional, desvaloriza os quadros técnicos e reforça a ideia de que o mérito é secundário face à lealdade. A médio prazo, o custo é demasiado elevado, ineficiência, descontinuidade e desconfiança institucional.
O Problema é Central, falta de Reforma, excesso de gestão
O maior problema dos Açores em 2025 não foi a crise, mas a ausência de reforma. Governou-se para manter equilíbrios imediatos, não para corrigir fragilidades estruturais. Preferiu-se gerir a pressão em vez de a resolver.
Faltou coragem para reformar a administração, rever prioridades, cortar redundâncias e apostar numa economia privada mais produtiva e menos dependente do Estado e com concursos públicos mais transparentes e eficientes.
Autonomia não é resignação e um baixar de braços
A autonomia regional é uma conquista política e histórica. Mas não pode ser confundida com conformismo financeiro nem com opacidade governativa. Autonomia exige responsabilidade, Transparência e Visão Estratégica.
Para concluir o ano de 2025 termina sem ruturas, mas também sem avanços decisivos. E isso, num contexto de perda demográfica e pressão social crescente, pode ser o maior risco de todos.
Porque adiar escolhas não é neutral. É, quase sempre, escolher continuar tudo como está.”

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Tiberio Figueiredo

Bom dia meu querido Amigo e irmão na Fé Ricardo desejo te e há tua Linda Familia uma Feliz e Abençoada Segunda feira Guerreiro e uma ótima semana quanto ao texto é tudo verdade é corajoso toca nas Feridas estamos sem rumo Falidos não temos dinheiro pa…

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Ricardo Branco Cepeda

Tiberio Figueiredo bom dia amigo. Sem dúvida… Vamos ter Fé em Deus 🙏😇🤍 Abraço forte e fraterno 💪