MOÇAMBIQUE PROIBIDO MORRER

Os mortos estão proibidos de morrer!
Com o andar da carruagem de notícias sobre a greve no cemitério de Michafuteni, o único cemitério aberto, sem aspas, sem o ar fresco de Maputo, cheguei a esta tristíssima constatação sobre os nossos perecidos, algures nas morgues. Porque os portões do paraíso estão fechados, hoje por hoje os nossos mortos estão proibidos de morrer. Os funcionários do cemitério estão em greve. Ainda ontem o Sérgio Raimundo – Militar falava da morgue, do paraíso e dos segredos que ornamentam o nosso meio, tão fértil de histórias macabras, quanto hilariantes. Triste sina, a nossa, só nossa?
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Most relevant

que tristeza, moçambique

MOÇAMBIQUE
A RUPTURA NA FRELIMO AO MAIS ALTO NÍVEL
Um Presidente e líder partidário corrupto à procura de se perpetuar no poder, com um terceiro mandato proibido na Constituição mas em preparação de violação dos preceitos legais….com apoio da nomenklatura frelimista e dependente das conexões implantaras pelo regime a todos os níveis da sociedade…..

 

 

 

May be an image of 1 person and text that says "Meticais VIDÊNCIAS é com a verdade 60 promisso Registo: 011/GABINFO-DEP/2020 Outubro 2022 Edição Ano: 02 ndze EDITOR: Reginaldo Tchambule Terça-Feira, Está difícil a reconciliação entre os camaradas Guebuza não foi convidado ao Comité Central o estranho é que outro presidente honorário foi convidado Joaquim Chissano Graça Machel estiveram, no Sábado, em Inhambane Na reunião, Nyusi defendeu rejuvenescimento do partido mais espaço para A OJM que tem estado a defender terceiro mandato OJM"

saneamentos na frelimo

MOÇAMBIQUE
SANEAMENTOS NA FRELIMO
Tudo o que não apoie de forma incondicional o líder…..foi corrido !
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Eduardo Mulémbwè, Raimundo Pachinuapa, Ana Rita Sithole e Conceita Sortane fora da Comissão Política da Frelimo
CARTAMZ.COM
Eduardo Mulémbwè, Raimundo Pachinuapa, Ana Rita Sithole e Conceita Sortane fora da Comissão Política da Frelimo
Acaba de ser anunciada a nova composição da Comissão Política da Frelimo, o mais importante órgão do partido no poder, no intervalo entre as sessões do Comité Central. O anúncio foi feito há pouco tempo pelo Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, durante o shomício de encerramento do XII Co…
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frelimo

EM MOÇAMBIQUE
A FRELIMO PASSA A PARTIDO MONÁRQUICO E TRIBAL
Onde o seu CC alberga os filhos dos dirigentes em sucessão dos Sobas tribais no partido dito da ‘libertação’ colonial…..
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Estará a Frelimo se tornando partido de oligarcas?
– Alberto Chipande na Comissão Política + seus dois filhos (Betinho e Namoto) na Comité Central
– Filipe Nyusi na Presidência + seu filho (Jacinto) no Comité Central
– Joaquim Chissano Presidente Honorário + seu filho N’Naite no Comité Central
A questão de reflexão é se estes camaradas estão lá por mérito próprio ou dos seus progenitores?
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Roque Silva concorre como candidato único e continua secretário-geral da Frelimo -
EVIDENCIAS.CO.MZ
Roque Silva concorre como candidato único e continua secretário-geral da Frelimo –
FacebookTwitterWhatsAppPinterestEmailGoogle+É oficial! Tal como aconteceu nas eleições para a presidência do partido em que Filipe Nyusi foi o único candidato à sua própria sucessão, Roque Silva acaba de ser confirmado como único candidato para o cargo de secretário-geral do partido sexage…
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REINALDO FERREIRA, 100 ANOS

REINALDO FERREIRA, 100 ANOS
Nelson Saúte
Quando morreu, a 30 de Junho de 1959, aos 37 anos, vítima de um cancro fulminante, Reinaldo Ferreira era, nas assertivas palavras de Eugénio Lisboa, “rigorosamente desconhecido na Metrópole” e “profundamente admirado por um número reduzido de amigos ou simples conhecidos”, em Moçambique, onde, acrescentava, “os seus poemas circulavam há muito de mão em mão, aqui e acolá publicados em jornais ou revistas, republicados, modificados, retomados, com aquela admiração e veneração sempre vivas que só as coisas realmente belas costumam motivar”.
Reinaldo Ferreira permanece, à distância de seis décadas, omisso, desconhecido, deslembrado, esquecido, não obstante a obra de grande quilate que então legatou, reunida e publicada, por um grupo de amigos, no ano ulterior ao seu óbito, sob a chancela da Imprensa Nacional e com o título “Poemas”. O Poeta projectava um livro a que daria o nome de “Um voo cego a nada”, belíssimo verso do poema “Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia”. Cito os primeiros versos: “Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia/ Que partout, everywhere, em toda a parte, / A vida égale, idêntica, the same, / É sempre um esforço inútil, / Um voo cego a nada.”
“Poemas” acabará por incluir 4 livros, designadamente: Livro I) “Um voo cego a nada”, Livro II) “Poemas Infernais”, Livro III) “Poemas do Natal e da Paixão de Cristo” e Livro IV) “Dispersos”. José Régio, à época uma sumidade nas letras portugusesas, dedicou-lhe um extenso estudo e uma admiração indisfarçável. O mesmo aconteceria com António José Saraiva e Óscar Lopes, autores da incontornável “História da Literatura Portuguesa”. Todos estes gabam-lhe a rara qualidade da sua poética e elevam-no, inclusive, à estatura de um Fernando Pessoa. No entanto, esta sua breve glória póstuma seria aviltada pelo tempo.
No belo e pungente “Reino Submarino” (1962), segundo livro de Rui Knopfli, que se estreara como poeta justamente no ano da morte de Reinaldo Ferreira, em 1959, com o provocatório “O País dos Outros”, cabe uma elegia ao Poeta: “O que na vida repartiu seu poema/ por alados guardanapos de papel, / o criador de sonhos logo perdidos/ na berma dos caminhos, / o mago que pressentia o segredo/ da beleza perene”.
Reinaldo Ferreira é autor de alguns dos mais belos poemas da língua portuguesa. Figura mítica da vetusta capital moçambicana, sobretudo nos cafés e dos circuitos da boémia nocturna, como haveria de testemunhar Guilherme de Melo, seu amigo e autor de um texto redigido para uma edição de “Poemas”, edição da Vega, em 1998, que sucedeu à da Imprensa Nacional de Moçambique (1960) e da Portugália, em Lisboa, em 1962, esta, por sua vez, com o texto de Eugénio Lisboa e um estudo de José Régio. A edição da Vega não inclui o texto de Lisboa, mas traz o texto do autor de “Poemas de Deus e do Diabo”.
Reinaldo Ferreira era também conhecido por ser autor de canções como “Uma casa portuguesa”, “Kanimambo”, “Piripiri” ou “Magaíça”, entre tantas outras, umas compostas originalmente e outras que resultavam de poemas seus que foram, entretanto, profusamente musicados. O Poeta dedicou-se abundantemente à arte dramática e foi responsável pelo programa “Teatro em sua casa”, do antigo Rádio Clube de Moçambique, parente distante de “Cena Aberta”, que, muitos anos depois, teria o concurso de figuras como Leite de Vasconcelos ou Né Afonso na subsequente Rádio Moçambique.
Hoje, no entanto, este imenso Poeta está “rigorosamente” esquecido. Fortuitamente citado, jamais celebrado pelos seus porvindouros, proscrito da glória que cobre tantos poetas efémeros, objecto de descaso quer em Moçambique ou mesmo em Portugal, os seus versos, quase todos aqui produzidos, permanecem no território do oblívio. Dir-se-ia que estamos perante um daqueles casos que não se sabe a que pátria literária pertence. Nasceu em Barcelona, cumpriu a adolescência no Porto para onde fora aos 4 anos e chegaria a Moçambique aos 19 anos e aqui viveria metade da sua vida, produziria a sua breve e fulgurante obra poética e dramática e aqui teria sepultura. Reinaldo Ferreira ficou, assim, prisioneiro do seu infortunado e paradoxal destino.
Breves efemérides da sua vida curtíssima em Moçambique: chega ao país em finais de 1941 e em 1942 termina o liceu. Ingressa, posteriormente, nos serviços de Administração Civil. Entre 1947 e 1949 publica, esporadicamente, poemas em páginas literárias. “Uma casa portuguesa” estreia em 1950 e torna-se um êxito de imediato. Dois anos depois, em 1952, passa a responsável da secção de teatro do antigo Rádio Clube. Em meados da década de 50 encontra-se a trabalhar nos “Poemas Infernais”. Em 1958 são-lhe detectados os primeiros sintomas da doença. No mesmo ano trabalha na colectânea “Um voo cego a nada”. Vai a Lisboa de férias e retorna a Moçambique em Janeiro de 1959. Em Março de deste infausto ano a doença agrava-se e segue para Joanesburgo em desesperada busca de cura. Em Maio já não há esperanças, regressa a Moçambique. No dia 30 de Junho desse ano morre de cancro no pulmão.
A sua campa é rasa e nela estão inscritos a bronze estes versos: “Mínimo sou, / Mas quando ao Nada empresto/ A minha elementar realidade, / O Nada é só o resto.” Descobri-a no acaso de uma romaria familiar ao Cemitério de Lhanguene e me deixei surpreender pela singela tumba. Não me sobressaltou o abandono. Os poetas costumam ter essa fortuna: o desabrigo, a solidão e a negligência do futuro.
Reinaldo Ferreira é, não obstante, um grande Poeta. Não entro na discussão da sua nacionalidade literária. Aliás, estão os seus poemas coligidos na antologia de poesia moçambicana “Nunca Mais é Sábado”. Um país que se preze reivindica-o. “Receita para fazer um herói” é o primeiro poema dessa escolha. Cito-o aqui na íntegra: “Tome-se um homem / Feito de nada, como nós, / E em tamanho natural. / Embeba-se-lhe a carne, / Lentamente, / Duma certeza aguda, irracional, / Intensa como o ódio ou como a fome. / Depois, perto do fim, / Agite-se um pendão / E toque-se um clarim. // Serve-se morto”. Belíssimo.
Maputo tem, felizmente, uma rua com seu nome, uma pequena rua cul-de-sac, que entronca na Emília Daússe, muito perto da Salvador Allende. Fui ontem procurá-la e lá estava recolhida na sua pacata obscuridade. O Poeta não está degredado da nossa toponímia. Ainda alimentei a esperança de o ver celebrado hoje nos lustros que perfazem, por estes dias, a relacção entre Moçambique e Portugal. Debalde.
Celebro-o aqui, nestas breves palavras, no dia em que passam, justamente, 100 anos sobre a data do seu nascimento, ocorrido a 20 de Março de 1922, em Barcelona. Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira, de seu nome, filho do celebérrimo Repórter X, pseudónimo do conhecido jornalista Reinaldo Ferreira, de quem herdou o nome. Leio-o esta noite e sempre com assombro e não deixo de vituperar esta cultura de esquecimento que é o apanágio dos nossos dias.
Maputo, Domingo, 20 de Março
Artur Arêde and 3 others
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ONU-Habitat elogia decreto de Moçambique para fortalecer escolas contra desastres naturais | ONU News

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