REINALDO FERREIRA, 100 ANOS

REINALDO FERREIRA, 100 ANOS
Nelson Saúte
Quando morreu, a 30 de Junho de 1959, aos 37 anos, vítima de um cancro fulminante, Reinaldo Ferreira era, nas assertivas palavras de Eugénio Lisboa, “rigorosamente desconhecido na Metrópole” e “profundamente admirado por um número reduzido de amigos ou simples conhecidos”, em Moçambique, onde, acrescentava, “os seus poemas circulavam há muito de mão em mão, aqui e acolá publicados em jornais ou revistas, republicados, modificados, retomados, com aquela admiração e veneração sempre vivas que só as coisas realmente belas costumam motivar”.
Reinaldo Ferreira permanece, à distância de seis décadas, omisso, desconhecido, deslembrado, esquecido, não obstante a obra de grande quilate que então legatou, reunida e publicada, por um grupo de amigos, no ano ulterior ao seu óbito, sob a chancela da Imprensa Nacional e com o título “Poemas”. O Poeta projectava um livro a que daria o nome de “Um voo cego a nada”, belíssimo verso do poema “Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia”. Cito os primeiros versos: “Eu, Rosie, eu se falasse, eu dir-te-ia/ Que partout, everywhere, em toda a parte, / A vida égale, idêntica, the same, / É sempre um esforço inútil, / Um voo cego a nada.”
“Poemas” acabará por incluir 4 livros, designadamente: Livro I) “Um voo cego a nada”, Livro II) “Poemas Infernais”, Livro III) “Poemas do Natal e da Paixão de Cristo” e Livro IV) “Dispersos”. José Régio, à época uma sumidade nas letras portugusesas, dedicou-lhe um extenso estudo e uma admiração indisfarçável. O mesmo aconteceria com António José Saraiva e Óscar Lopes, autores da incontornável “História da Literatura Portuguesa”. Todos estes gabam-lhe a rara qualidade da sua poética e elevam-no, inclusive, à estatura de um Fernando Pessoa. No entanto, esta sua breve glória póstuma seria aviltada pelo tempo.
No belo e pungente “Reino Submarino” (1962), segundo livro de Rui Knopfli, que se estreara como poeta justamente no ano da morte de Reinaldo Ferreira, em 1959, com o provocatório “O País dos Outros”, cabe uma elegia ao Poeta: “O que na vida repartiu seu poema/ por alados guardanapos de papel, / o criador de sonhos logo perdidos/ na berma dos caminhos, / o mago que pressentia o segredo/ da beleza perene”.
Reinaldo Ferreira é autor de alguns dos mais belos poemas da língua portuguesa. Figura mítica da vetusta capital moçambicana, sobretudo nos cafés e dos circuitos da boémia nocturna, como haveria de testemunhar Guilherme de Melo, seu amigo e autor de um texto redigido para uma edição de “Poemas”, edição da Vega, em 1998, que sucedeu à da Imprensa Nacional de Moçambique (1960) e da Portugália, em Lisboa, em 1962, esta, por sua vez, com o texto de Eugénio Lisboa e um estudo de José Régio. A edição da Vega não inclui o texto de Lisboa, mas traz o texto do autor de “Poemas de Deus e do Diabo”.
Reinaldo Ferreira era também conhecido por ser autor de canções como “Uma casa portuguesa”, “Kanimambo”, “Piripiri” ou “Magaíça”, entre tantas outras, umas compostas originalmente e outras que resultavam de poemas seus que foram, entretanto, profusamente musicados. O Poeta dedicou-se abundantemente à arte dramática e foi responsável pelo programa “Teatro em sua casa”, do antigo Rádio Clube de Moçambique, parente distante de “Cena Aberta”, que, muitos anos depois, teria o concurso de figuras como Leite de Vasconcelos ou Né Afonso na subsequente Rádio Moçambique.
Hoje, no entanto, este imenso Poeta está “rigorosamente” esquecido. Fortuitamente citado, jamais celebrado pelos seus porvindouros, proscrito da glória que cobre tantos poetas efémeros, objecto de descaso quer em Moçambique ou mesmo em Portugal, os seus versos, quase todos aqui produzidos, permanecem no território do oblívio. Dir-se-ia que estamos perante um daqueles casos que não se sabe a que pátria literária pertence. Nasceu em Barcelona, cumpriu a adolescência no Porto para onde fora aos 4 anos e chegaria a Moçambique aos 19 anos e aqui viveria metade da sua vida, produziria a sua breve e fulgurante obra poética e dramática e aqui teria sepultura. Reinaldo Ferreira ficou, assim, prisioneiro do seu infortunado e paradoxal destino.
Breves efemérides da sua vida curtíssima em Moçambique: chega ao país em finais de 1941 e em 1942 termina o liceu. Ingressa, posteriormente, nos serviços de Administração Civil. Entre 1947 e 1949 publica, esporadicamente, poemas em páginas literárias. “Uma casa portuguesa” estreia em 1950 e torna-se um êxito de imediato. Dois anos depois, em 1952, passa a responsável da secção de teatro do antigo Rádio Clube. Em meados da década de 50 encontra-se a trabalhar nos “Poemas Infernais”. Em 1958 são-lhe detectados os primeiros sintomas da doença. No mesmo ano trabalha na colectânea “Um voo cego a nada”. Vai a Lisboa de férias e retorna a Moçambique em Janeiro de 1959. Em Março de deste infausto ano a doença agrava-se e segue para Joanesburgo em desesperada busca de cura. Em Maio já não há esperanças, regressa a Moçambique. No dia 30 de Junho desse ano morre de cancro no pulmão.
A sua campa é rasa e nela estão inscritos a bronze estes versos: “Mínimo sou, / Mas quando ao Nada empresto/ A minha elementar realidade, / O Nada é só o resto.” Descobri-a no acaso de uma romaria familiar ao Cemitério de Lhanguene e me deixei surpreender pela singela tumba. Não me sobressaltou o abandono. Os poetas costumam ter essa fortuna: o desabrigo, a solidão e a negligência do futuro.
Reinaldo Ferreira é, não obstante, um grande Poeta. Não entro na discussão da sua nacionalidade literária. Aliás, estão os seus poemas coligidos na antologia de poesia moçambicana “Nunca Mais é Sábado”. Um país que se preze reivindica-o. “Receita para fazer um herói” é o primeiro poema dessa escolha. Cito-o aqui na íntegra: “Tome-se um homem / Feito de nada, como nós, / E em tamanho natural. / Embeba-se-lhe a carne, / Lentamente, / Duma certeza aguda, irracional, / Intensa como o ódio ou como a fome. / Depois, perto do fim, / Agite-se um pendão / E toque-se um clarim. // Serve-se morto”. Belíssimo.
Maputo tem, felizmente, uma rua com seu nome, uma pequena rua cul-de-sac, que entronca na Emília Daússe, muito perto da Salvador Allende. Fui ontem procurá-la e lá estava recolhida na sua pacata obscuridade. O Poeta não está degredado da nossa toponímia. Ainda alimentei a esperança de o ver celebrado hoje nos lustros que perfazem, por estes dias, a relacção entre Moçambique e Portugal. Debalde.
Celebro-o aqui, nestas breves palavras, no dia em que passam, justamente, 100 anos sobre a data do seu nascimento, ocorrido a 20 de Março de 1922, em Barcelona. Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira, de seu nome, filho do celebérrimo Repórter X, pseudónimo do conhecido jornalista Reinaldo Ferreira, de quem herdou o nome. Leio-o esta noite e sempre com assombro e não deixo de vituperar esta cultura de esquecimento que é o apanágio dos nossos dias.
Maputo, Domingo, 20 de Março
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ONU-Habitat elogia decreto de Moçambique para fortalecer escolas contra desastres naturais | ONU News

País africano de língua portuguesa já têm com instrumento legal que regula como infraestruturas escolares devem ser feitas de maneira resiliente; muitos dos 13 mil colégios de Moçambique descumprem

Source: ONU-Habitat elogia decreto de Moçambique para fortalecer escolas contra desastres naturais | ONU News

Publicação mensal • Junho/June 2022 • Ed. 48 • Ano 05 • xonguila.co.mz

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Publicação mensal • Junho/June 2022 • Ed. 48 • Ano 05 • xonguila.co.mz

 

 

 

The Next, o próximo passo com o inconfundível Chico António

The Next, the next step for the unforgettable Chico António

Da vida nas ruas da capital moçambicana, em meados da década de 60, às celas de uma prisão do regime colonial português, antes de conhecer o internato onde se formou homem e se veio a fazer um músico que, através da sua arte, conheceu meio mundo. Assim se descreve o inconfundível Chico António, que, antes de tudo isso, foi pastor de gado.

He went from life on the streets of the Mozambican capital in the mid-1960s, to the prison cells of the Portuguese colonial regime, before attending the boarding school where he became a man and a musician who, through his art, would come to know half the world. This is how one can describe the unmistakable Chico António who, before all that, was a cattle herder.

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Xonguila

Edição Nº48

Estamos, uma vez mais, no mês do mais emblemático dia da história do nosso país: 25 de Junho de 1975, dia em que no estádio da Machava, em Maputo, foi proclamada pelo Presidente Samora Machel a Independência nacional. Prezado leitor, chegou a Xonguila 48. Sinta connosco Moçambique!

Leia a edição

 

 

Thandi Pinto

e a colagem que dá liberdade à imaginação
and the collage art that sets the imagination free

 

 

Os primeiros segundos de conversa são significativos para perceber o poder e a magia do olhar de Thandi Pinto. Quer pelas suas lentes fotográficas, quer pela observação “natural” das histórias de vida que se cruzam nas suas experiências diárias, esta jovem artista comunica-se com e para o mundo de forma bastante expressiva, tal como o seu olhar.

The first few seconds of conversation are significant to understand the power and magic of Thandi Pinto’s gaze. Either through her photographic lens or through her “natural” observation of life stories that intersect in her daily experiences, this young artist communicates with and for the world in a very expressive way, as does her gaze.

 

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O Absa, a cultura e o Xiquitsi

O Absa, a cultura e o Xiquits

 

 

 

O banco assume, desde a sua génese, o desafio de ser um parceiro de referência perante as comunidades onde exerce actividade, tendo em vista a promoção do desenvolvimento social e económico das mesmas, em linha com a estratégia definida. Promover a cultura e estimular a indústria criativa é um dos nossos grandes pilares de cidadania.

The Bank has taken on the challenge of being a reference partner for the communities where it operates, with a view to promoting their social and economic development, in line with the defined strategy. Promoting culture and stimulating the creative industry is one of our great pillars of citizenship. Our heart is African, and art and culture have always been in our DNA.

 

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MMEC 2022

A MMEC 2022 reuniu líderes seniores dos sectores de mineração, energia, petróleo e gás, construção, engenharia, jurídico e de consultoria, assim como parceiros de desenvolvimento e agentes do sector público dos governos municipal, provincial e central de Moçambique.

The MMEC 2022 brought together senior leaders from the mining, energy, oil and gas, construction, engineering, legal and consulting sectors, as well as development partners and public sector officials from Mozambique’s municipal, provincial and central governments.

 

 

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Memories Gastro Bar

O Memories Gastro Bar, localizado no número 45 da avenida Kenneth Kaunda, junto à Praça do Destacamento Feminino, é uma das novas propostas a levar em consideração da nossa capital. Resulta de um casamento perfeito entre gastronomia de qualidade e um serviço de bar dedicado, com excelentes cocktails e vinhos de classe elevada. Foi criado pensando no agradável convívio que a mesa permite, pretendendo a gerência que, em cada visita, as pessoas consigam colher as melhores histórias ali contadas e momentos inesquecíveis.

The Memories Gastro Bar, located at number 45 on Kenneth Kaunda Avenue, next to Praça do Destacamento Feminino, is one of the new dining offerings to consider in our capital. It is the result of a perfect marriage between quality gastronomy and a dedicated bar service, with excellent cocktails and world-class wines . It was created to promote a pleasant conviviality at the table, and the management hopes that, in each visit, patrons are able to live unforgettable moments and remember the best stories.

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Diáspora

Lara Gonzalez Fortes, Nova Iorque
Lara Gonzalez Fortes, in New York

Fossem as latitudes sinónimos de riqueza e Lara teria uma fortuna. Uma verdadeira cidadã do mundo que enriqueceu claramente com uma experiência de vida plena. Hoje, é directamente de Nova Iorque, a cidade que nunca dorme, que esta moçambicana conta como é ser especialista em Negociações no departamento Jurídico da Bloomberg.

If latitudes were synonymous with wealth, Lara would have a fortune: a true citizen of the world with a wealth of life experiences. Today, it is directly from New York, the city that never sleeps, that this Mozambican tells us what it’s like to be a Legal Negotiations Specialist at Bloomberg.

 

 

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Última hora: Manuel Chang vai para os EUA!
O Tribunal Constitucional da África do Sul acaba de proferir um acórdão negando o pedido da PGR moçambicana que solicitava a autorização para recorrer da decisão de extraditar Manuel Chang para os EUA. O Tribunal Constitucional é constituído por nove juízes e todos decidiram unanimemente pela não-aceitação do pedido de Moçambique. Assim sendo, Nova Iorque, para Chang, está mais perto do que Maputo.
(Justiça Nacional, siga-nos no Facebook)
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  • Mathause Sithoye

    Chang é que verdadeiramente está a pagar, sozinho, a factura do sofrimento que causaram aos cerca de 28 milhões de Moçambicanos. Quando se diz “aqui se faz, aqui se paga”, refere-se a isto! Se todos os corruptos, tivessem a sorte de sentir na pele a do…

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  • Pinheiro Junior

    Fim da linha camaradas, e a PGR=FRELIMO, deveriam indenizar o povo pelo dinheiro gasto desnecessariamente, que podia servir para subsidiar trigo e combustível.
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  • Adezenha Nhabanga Vilene

    Esse devia ter ido a muito tempo, até esta altura já teria dito a verdade sobre a desgraça de mais de 30 milhões de moçambicanos, mas sempre a marionete procuradoria dos camaradas vem atrapalhando a viagem do chinês, que a justiça e o choro do povo ca…

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  • سيرج زيجل

    Depois da palhaçada que aconteceu na tenda da BO rezei tanto que o meu tio Chang fosse pra terra de Obama pq lá a verdade vai sair, vou continuar a rezar pra que a vida dele não termina nas celas de uma das cadeias da Terra do Rand. Ele deve chegar nos…

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  • Manuel Tourais

    Depois aparece mais uma providência cautelar da parte do ANC e põe de novo abaixo o processo…
    Só acredito vendo o mesmo a pegar avião p os EUA
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  • Panguiwa Nhatsave

    A situação está sendo um processo, deve na verdade ir para terminar com a confusão. E parece que não irá demorar ter desfecho o caso correndo la. África do Sul mostra ser um pais em que a política não dita/manda na justiça. Vamos?
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  • Janu Ofice

    Se eu tivesse dinheiro de passagem embarcava com ele. Há castigos que não se pode “ouvir dizer”.
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  • Ivan Vanito Uamusse

    Do jeito que as coisas estão, é normal o avião ser roubado no ar.
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  • Miles Caliche

    Partindo do princípio que decisões que emanam deste órgão não passíveis de recurso,o nosso compatriota vai mesmo a Brooklin
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  • Francisco Raposo

    Agora já não há mais volta. o tribunal constitucional é irrecorrível. Com decisão irrevogável.
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  • Celso Da Lizzy

    Esse apelido de Chang acabamos confundir as pessoas, afinal de contas é aquele outro não dá Matilde
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  • Jaimito Januario

    💪🙏🙏muito bom a South Africa as Leis foçionam ñ esses partidarios da FRELIMO vergonhoso que n trabalha para o bem de Moçambique mas Sim de destruir
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  • Cidalia Guerra

    O problema é que xta pagar sozinho já xta na hora dele abrir a boca não roubou sozinho
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  • Adriano Guambe

    Ja estamos cansados dessas senteças k nunca executam
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  • Mwathu Muno

    já devia estar lá a muito tempo…estamos a comer patinhas por culpa desse mano…
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  • Pálio Muiambo

    Este é o único que comeu e esta a pagar a dívida com o povo moçambicano

    parabéns

    pode ir mano, é justo tu comeste.

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  • Egino Mario Admira Siedade

    Se for verdade palmas
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  • Alfred Masinga

    Provavelmente ele tem que chegar até lá nos EUA queremos saber mais sobre o assunto do dinheiro desviado para os seus arquivos enquanto que o nosso país continua cada vez mais pobre.
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  • Odete Santos

    Sofrimento de todos ladrões estás a carregar SÓ ZI NHO👌
  • Top fan

    Julinho Chefe Tampa

    Amargou, ja nosso tako que andamos a pagar advogados pra que o nosso irmão de sangue, o mais querido, o mais forte de todos tempos, o esmagador, resiliente, retumbante, etc, volte pra terra natal como é que fica..?
    Sera que vão nos devolver..?
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    • 1 h
  • Francisco Cuinica

    Inacreditável, disso Eu sou irei acreditar quando ouvir que ele já pegou o jato particular pra os EUA
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  • Ilda Antonio Macamo Macamo

    Com isso vão me fazer que liberdade não e nada, eu aqui livre como falam nem nkobe conheço mas Manuel Chang está zanzar pelo mundo 😭 que injustiça
  • Ze Da Silva Nguenha

    Bode expiatório.
    Está sendo esfolado sozinho sendo que a manada que comeu é enorme.
  • Frank Lipunda Dos Lowkitohs

    Justiça Nacional sumiu um pouco pah ,,, se eu soubesse que vinha com essa bomba haaaaaaaaa não ia me assustar ,,, diferente de Unai essa página é outro nível
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  • Luis Mbepo

    Que vá lá pá!!!! Pra nos dizer quem recebeu o vinho que veio de avião
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  • Alex Manhique Jr.

    A situação está preta
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  • Rosa Tamele

    Pode ir que vá em paz.
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  • Top fan

    Victor Chiconela

    Agradecer ao Nuvunga pelo grande gesto.
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  • Edgar Uamusse

    Bem haja, espero que a justiça seja feita e que todos tiranos tombem
  • Basilio Maússe Masta-Bams

    Quando percebi o lado bandido dos EUA para com as nações eu dei razão a Moçambique em insistir que Chang venha aqui em Moz. Os EUA não vão fazer justiça pelo contrário vão nos aumentar o sofrimento com o julgamento do caso dividas ocultas.
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  • Pinto Soares

    Esse camarada ainda vive? Eu acho que a morte ou cemitério é que devia estar mais perto dele duqui Nova Iorque ou Moçambique
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  • Pedro Chindio Patreque

    Juiz do Brooklyn!! 🙄
    Mr Chang, do you comeu o dinheiro do povo??…

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  • Almeida Chico Massambo

    Já está muito atrasado este homem, se é falta de passagem podemos ajudar eu sei muitos irmãos iam ajudar
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  • Teixeira Culuze

    Os que pensavam que se safaram estão lixados.
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  • Jose Esmenio Rungo

    Se realmente a notícia é verdadeira assim ja da para perceber o porque que o presidente actual quer o terceiro mandato
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  • Orlando Gambeta

    Já era sem tempo pois os cobertores da cela vip já andam frios
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  • Adelino Joe de Deus

    Amanhã mesmo Procuradoria vai meter um recurso para impedir isso, é Moz isto
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    Selso Manuel Maxavela

    Já era sem tempo. Boa viagem
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  • Benny Massembe

    Tudo é possível é normal ouvirmos Chang está em Maputo
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  • Jose Milingues

    A Luta continua 💪
  • Felizardo Rogério Canivete Canivete

    Vamos que vamos , justiça nacional
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  • Homero Chauque

    Eu irei acreditar quando confirmarem a chegada dele lá 🤡
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  • Amade Pahar

    Boa viagem camarada e faz chegar meus cumprimentos ao Trump
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  • Júnior Cossa

    O Caso Chang prova o poder de dinheiro..nesse País o melhor é roubar
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  • Josy De Sao Valentim

    Está para levar meu tio China Town
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  • James Bomba

    Demorou muito pah!
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  • Nelson Alberto Marrane

    Assim que seja
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  • Reginaldo Januário Januário

    Me parece que está a demorar sabes !
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  • Muareia Fernando

    Teoria e prática, são duas palavras diferentes.
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  • Cristina Moises

    A justica e certa
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Ainda sobre a extradição de Manuel Chang!
Para os que ainda achavam que estamos a especular, aí está a documentação que prova que a PGR sofreu uma pesada derrota. Um KO. Depois de ter esbanjado milhões de meticais a alimentar advogados, quais aves de rapina, enquanto a PGR e os próprios advogados sabiam, de antemão, que Chang só pode ir aos EUA. É o caminho certo!
Temos dito sempre: “Justiça Nacional” não especula. Esta não é uma página de fofoca. O assunto aqui é sério. E…

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  • Pinheiro Junior

    O pobre povo moçambicano, ainda faz marcha com panfletos e camisetas da FRELIMO, qualquer pessoa daria tudo para governar este povo, não sei porque os portugueses foram expulsos.

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JOSÉ CRAVEIRINHA, O MOÇAMBICANO UNIVERSAL – PONTO FINAL

No centenário do nascimento de José Craveirinha, uma edição bilingue em português e chinês traz os versos do mais celebrado autor moçambicano para Macau e para os leitores de língua chinesa.   Indissociável da história de Moçambique, José Craveirinha nasceu há um século, no bairro da Mafalala, filho de pai português e mãe ronga. Maputo […]

Source: JOSÉ CRAVEIRINHA, O MOÇAMBICANO UNIVERSAL – PONTO FINAL