21-22 de Abril: Congresso Internacional Gilberto Freyre…

Renato Epifânio shared a link.

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21-22 de Abril: Congresso Internacional Gilberto Freyre…
Caso pretenda participar neste Congresso (presencialmente ou por videoconferência), pode enviar-nos uma proposta de comunicação. Para mai…
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Volume V d’A Via Lusófona…

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Do Saudosismo ao Sebastianismo

10 de Fevereiro: Lançamento do Livro MIL “A viagem maravilhosa de Gago Coutinho e Sacadura Cabral”

NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI
http://www.novaaguia.blogspot.com

Sede Editorial: Zéfiro – Edições e Actividades Culturais, Apartado 21 (2711-953 Sintra).

Sede Institucional: MIL – Movimento Internacional Lusófono, Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa).

Desde 2008, “a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português”.

Colecção Nova Águia: https://zefiro.pt/as-nossas-coleccoes-zefiro-nova-aguia

Outras obras promovidas pelo MIL: https://millivros.webnode.com/

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

https://movimentolusofono.wordpress.com/

Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de uma centena de milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por mais de meia centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.

SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)

NIB: 0036 0283 99100034521 85; IBAN: PT50 0036 0283 9910 0034 5218 5; BIC: MPIOPTPL; NIF: 509 580 432

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos:info@movimentolusofono.org. Contacto por telefone: 967044286.

IMENSA GRANDEZA TERRITORIAL DO BRASIL

TRÊS RAZÕES, EXCLUSIVAMENTE, PORTUGUESAS E DETERMINANTES PARA A IMENSA GRANDEZA TERRITORIAL DO BRASIL
A colonização portuguesa é quase sempre muito estigmatizada e deturpada no Brasil para servir de bode expiatório a justificar a grande dificuldade de o país conseguir explorar todo seu potencial socioeconômico. Em 2014, o Brasil alcançou a posição de 6° maior economia do mundo, apresentando, concomitantemente, o potencial de ser 7 vezes maior. O Brasil só é pequeno na cabeça do brasileiro. E, certamente, de todas as grandezas do Brasil, a mais evidente é geográfica, isto é, seu imenso e vasto território, o 5º maior do mundo, composto pela maior porção de terras agricultáveis do planeta, os mais ricos biomas e um subsolo detentor das maiores jazidas minerais já descobertas.
Dentro do repertório de deturpação da história brasileira, ouvem-se muitas bobagens, uma delas muito recorrente é aquela que diz que se tivesse sido colonizado por outra nação como a França, a Holanda ou a Inglaterra, o Brasil teria se visto em menor dificuldade de explorar todo seu potencial enquanto país. Por inúmeros fatores, é preciso deixar claro que se não fosse Portugal, o Brasil jamais teria sido o Brasil, teria sido outro país, não haveria samba, Carnaval, feijoada nem Mestre Aleijadinho ou Athayde. É inegável que o Brasil é um complexo produto, autenticamente, luso que detém outras grandezas, como a histórica, a étnica, a cultural, etc. No entanto, abordarei a seguir as três razões, exclusivamente, portuguesas que foram determinantes apenas para que o Brasil se consolidasse como o imenso país que ele é, territorialmente, o que, isoladamente, já faz dele um grande país, mesmo estando ele muito longe de explorar todo o seu potencial socioeconômico como tal. .
A primeira e mais óbvia delas é o Descobrimento. Não foi outro país a descobrir o Brasil a não ser Portugal. E não foi achamento. O Brasil foi descoberto em função de um cálculo matemático. Colombo havia descoberto a América 8 anos antes, mas acreditava que havia chegado à Índia e, assim, fez publicar os cálculos náuticos de sua viagem. Em 1499, Vasco da Gama regressava a Portugal da primeira viagem para Índia, circunavegando a África. Os portugueses, então, confrontaram os cálculos náuticos da viagem de Vasco da Gama com aqueles publicados por Colombo e concluíram que os últimos estavam errados: a Índia não poderia estar tão perto. Tratava-se, portanto, de um novo continente e se havia terras ao norte, elas também deveriam existir ao sul, que é o que ocorre em volta de todo o globo. Assim, já na segunda viagem para a Índia, os portugueses enviaram Cabral para descobrir o Brasil. Não foi outro país a não ser Portugal a estabelecer a geografia do Brasil, colocando-o no mapa do globo, fato histórico que deve ser compreendido como o marco inicial da imensa projeção territorial brasileira sobre o continente americano e que só foi realizado por Portugal. A França, a Holanda e a Inglaterra jamais descobriram o Brasil, até porque, àquela altura, não eram bons em cálculos matemáticos.
A segunda foi a União Ibérica. Pouco antes de 1500, enquanto descobriam os novos caminhos marítimos, Portugal e Espanha traçaram um meridiano a 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde e acordaram que as terras descobertas a leste dele pertenceriam ao primeiro e as encontradas a oeste à segunda. De acordo com a chamada Linha de Tordesilhas, o Brasil teria pouco mais de 1/3 do tamanho que tem hoje. Então, o que aconteceu que permitiu o avanço da fronteira do Brasil para oeste da Linha de Tordesilhas, quase triplicando seu tamanho original? A resposta está em mais uma especificidade portuguesa, o desaparecimento do Rei Dom Sebastião e o conseqüente estabelecimento da União Ibérica. Quase 80 anos depois de descoberto o Brasil, o rei português Dom Sebastião ainda estava a empreender cruzada no norte da África. Ele, definitivamente, não era um navegador, era um fiel cavaleiro cruzado. Desapareceu na famosa batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, com apenas 24 anos de idade, sem deixar sucessor, o que resultou numa crise sucessória que terminou com a unificação das monarquias de Portugal e Espanha, numa unidade política que ficou conhecida como União Ibérica, a partir da qual o rei espanhol passou a governar Portugal e seus territórios ultramarinhos, inclusive o Brasil, por figurar como o parente mais próximo na linha sucessória de Dom Sebastião. Assim, durante a unificação de Portugal e Espanha, a Linha de Tordesilhas perdeu muito de seu sentido e o rei da Espanha permitiu que os colonos luso-brasileiros avançassem para oeste, o que expandiu muito o território brasileiro. Posteriormente, acordou-se que as fronteiras sul-americanas a oeste da Linha de Tordesilhas passariam a respeitar a nacionalidade de ocupação do território, o que acabou de vez por delimitar o imenso tamanho da América Portuguesa. Ainda hoje no Brasil, o imaginário popular nutre a esperança pelo regresso de Dom Sebastião para salvar o país de sua dificuldade em desenvolver todo o potencial socioeconômico que tem.
E por fim, a terceira, última e não menos importante razão portuguesa determinante para o estabelecimento da imensidão territorial brasileira, muito pelo contrário, é o fato mais extraordinário da história das Américas: a transferência da Corte Portuguesa de Dom João VI para o Brasil. Imagine que diante do implacável expansionismo napoleônico sobre a Europa, depois de já destronado o rei da Espanha, o intrépido Rei Dom João VI reuniu sua corte de 15 mil pessoas no Porto de Lisboa e cruzou o Atlântico para reinstalá-la no Rio de Janeiro, fato marcante e sem paralelo no mundo que não apenas produziu transformações profundas no Brasil, como também foi fundamental para a consolidação da unidade do imenso território brasileiro. Mais tarde, em suas anotações, Napoleão registraria sobre o rei português: “foi o único que me enganou!” Veja que os EUA só conseguiram estabelecer sua unificação territorial mediante um traumático conflito fratricida que ficou conhecido como Guerra de Secessão e a anexação de territórios do México. A América Espanhola, por sua vez, se fragmentou em numerosos países, apesar dos esforços de unificação de Simon Bolívar. A centralização do poder no Rio de Janeiro a partir da instalação da Corte de Dom João VI e seus desdobramentos como o I e o II Império Brasileiro manteve a unidade territorial brasileira, sem a necessidade de guerra de secessão, fazendo com que a América Portuguesa se aglutinasse num único e enorme país. Quando Dom João VI decidiu transferir a Corte para o Rio de Janeiro a América Portuguesa era, na verdade, constituída por dois Estados, o do Brasil e o do Grão-Pará e Maranhão. E foi o próprio Dom João VI quem, formalmente, unificou os estados do Brasil, ao sul, e do Grão-Pará e Maranhão, ao norte, no Estado do Brasil, hoje existente, quando fez do Rio de Janeiro a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o primeiro da história. A verdade é que se não fosse o poder centralizado pela Corte Joanina no Rio de Janeiro, dificilmente, a América Portuguesa teria se congregado num único e gigantesco país. Certo é que nas melhores das hipóteses, a América Portuguesa, sem a transferência da corte, teria se fragmentado em pelos menos dois estados, o do Brasil e o do Grão Pará e Maranhão. E em casos mais extremos, a América Portuguesa poderia ter se fragmentado tantas vezes quanto são os números dos estados hoje existentes no Brasil. Desse modo, cada estado brasileiro poderia ter originado um país diferente e, assim, não existiria o Brasil.
Os fatos históricos falam por si só, não tivesse sido a colônia portuguesa, o Brasil muito dificilmente teria se aglutinado no imenso país que é hoje.
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Carta Aberta ao Presidente de Moçambique | Opinião | PÚBLICO

Se, ainda assim, considerar que o envolvimento directo de militares sob a bandeira portuguesa pode ressuscitar alguns “fantasmas”, tome por favor em consideração a seguinte proposta: aceite uma força militar sob a bandeira da CPLP para ajudar na res

Source: Carta Aberta ao Presidente de Moçambique | Opinião | PÚBLICO