Prisão preventiva para suspeito de violação, sequestro e violência doméstica nos Açores – Jornal Açores 9

Um homem ficou em prisão preventiva, nos Açores, após ter sido detido “por fortes indícios” de crimes de violação, sequestro e de violência doméstica contra a ex-namorada, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ). De acordo com o Departamento de Investigação Criminal dos Açores da PJ, os factos ocorreram “numa ilha do grupo Oriental”, composto por […]

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pedofilia o flagelo açoriano

Vai ser julgado pelo crime agravado de abuso sexual de crianças um homem de 62 anos que as transportava no concelho de Ponta Delgada ao serviço de um clube
Um homem de 62 anos de idade vai começar, ainda este mês, a ser julgado no Tribunal de Ponta Delgada pelo crime de abuso sexual de crianças agravado. As vítimas são dois menores que tinham, à data dos factos, 12 anos de idade. A notícia da detenção deste homem foi amplamente divulgada pela comunicação social regional e nacional nos primeiros dias do ano passado.
Este arguido, com fortes ligações a instituições da freguesia onde residia no concelho de Ponta Delgada, tinha a seu cargo a responsabilidade de realizar o transporte de crianças de um clube desportivo e terá aproveitado essa condição para a prática dos seus actos. Os menores denunciaram, em Dezembro de 2021, os alegados abusos de que foram alvo aos seus familiares mais próximos.
No processo consultado pelo Correio dos Açores, a primeira situação foi denunciada pela mãe de um dos menores a 17 de Dezembro de 2021, dois dias após o filho ter sido alegadamente abusado sexualmente pelo arguido. A progenitora refere que quando o menor chegou a casa, por volta das 22h do dia 15 de Dezembro, notou que este estava visivelmente perturbado. Questionado, o menor optou por não dizer nada nessa ocasião, mas, no dia seguinte, contou à mãe o que se terá passado.
O jovem relatou que, na noite em questão e após terem sido deixados os restantes colegas da equipa nas respectivas casas, realizou a restante viagem sozinho com o arguido. Num determinado momento, o arguido parou a carrinha e tentou beijar o menor. Apesar da resistência deste, o arguido terá conseguido alcançar os seus intentos. No mesmo momento, o homem de 62 anos terá colocado as duas mãos por dentro dos calções do jovem, que tentava resistir à investida, e apalpou-lhe o pénis e os testículos com uma mão e com a outra colocou um dedo no ânus do menor. Após o sucedido, o jovem foi posteriormente deixado em casa.
No seu testemunho, o menor de 12 anos referiu, num momento inicial, que esta terá sido a primeira vez que um acontecimento deste género sucedeu consigo. O jovem revelou, no entanto, que em várias ocasiões anteriores o arguido terá passado a mão pela sua perna durante as viagens de carrinha.
Porém, alguns dias mais tarde, foi admitida a ocorrência de uma situação anterior em que o homem de 62 anos lhe terá lambido a orelha e esfregado o seu corpo contra o do menor. A mãe do menor revelou também que o filho se vinha sentido incomodado com alguns dos comportamentos tidos pelo arguido, nomeadamente, com o proferir de frases provocatórias de cariz sexual, com a passagem da mão pela perna do jovem ou pelas inúmeras vezes que este contactava com o jovem através de mensagens por Facebook.
A progenitora referiu ainda a sua estranheza pelo facto de o arguido optar por deixar o seu filho para o final da ‘ronda’ de transporte.
Na mesma equipa desportiva desta vítima, um dos seus colegas, também com 12 anos, revelou a ocorrência de um alegado abuso praticado pelo arguido. A 4 de Dezembro de 2021 e após ter ajudado o arguido a lavar a carrinha de transporte do clube, este jovem terá pedido ao homem se o podia transportar até casa. O arguido terá respondido afirmativamente na condição de que o menor lhe desse um beijo. Posteriormente e após o ter convidado para o interior da garagem, o homem de 62 anos deu-lhe um beijo na boca quando ambos saíam do local.
Este menor terá decidido avançar com a denúncia junto de um familiar após o outro jovem, vítima neste processo, lhe ter confidenciado os abusos de que terá sido alvo.
Em Janeiro de 2022, o homem foi detido para interrogatório, foi-lhe aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência, bem como a proibição de se aproximar das vítimas, das respectivas casas e das escolas que frequentam. O arguido foi igualmente proibido de exercer as anteriores funções que desempenhava no clube desportivo em causa.
O julgamento deste caso está agendado para os últimos dias deste mês de Janeiro.
Luís Lobão
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Boavista e João Loureiro condenados por abuso de confiança fiscal
Porto, 18 jan 2023 (Lusa) – O Boavista e o seu ex-presidente João Loureiro foram condenados no Tribunal do Porto por abuso de confiança fiscal, por retenção indevida de mais de 300 mil euros de impostos dos rendimentos de prémios do Bingo ‘axadrezado’.
Numa nota publicada hoje na sua página da internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) refere que a sentença proferida em 13 de janeiro deu como totalmente provada a acusação do Ministério Público, que imputava a cada um dos arguidos a prática de um crime de abuso de confiança fiscal, em execução continuada.
O Boavista foi punido com uma pena de multa de 6.750 euros, enquanto o ex-presidente foi condenado a 28 meses de prisão, suspensa por 30 meses, condicionada ao pagamento da quantia de 7.000 euros à Autoridade Tributária no prazo de 28 meses.
O Tribunal deu como provado que o clube, no decurso da sua atividade, explorava o jogo do bingo, encontrando-se, por isso, obrigado a proceder à retenção na fonte do IRS referente aos rendimentos de atribuição de prémios e à retenção na fonte do valor correspondente ao imposto de selo devido pela atribuição de prémios.
“Não obstante, porque o clube estava com dificuldades económicas, o arguido, pessoa singular, decidiu não entregar os montantes devidos nos meses de janeiro a maio de 2016 a título de imposto de selo nos cofres do Estado, no total de 300.938,38 euros, antes os integrando no património do clube”, refere a nota da PGRP.
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a exploração do jogo do bingo tinha sido cedida a terceiro em data anterior aos factos, mas essa tese não mereceu credibilidade perante o conjunto da prova produzida.
O Tribunal declarou ainda o perdimento a favor do Estado do montante de imposto não pago.
João Loureiro chegou a pedir a suspensão provisória do processo (SPP) para evitar o prosseguimento do processo penal até à fase de julgamento, mas o pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.
O presidente adjunto à data dos factos e atual presidente, Vítor Murta, chegou a ser acusado pela prática do mesmo crime, mas o TIC decidiu despronunciá-lo, ou seja, não o levar a julgamento.
JDN (JGJ) // MO
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empreiteiro condenado

Empreiteiro condenado a pagar 151 mil euros de indemnização

Morador da casa que ruiu na rua da Praia dos Santos, em São Roque, vence processo em tribunal contra empresa, um arquiteto e dois engenheiros

O Tribunal Judicial da Comarca dos Açores condenou a empresa “João Serpa – Engenharia Civil”, bem como dois engenheiros e um arquiteto, ao pagamento de 151.323,12 euros a António Oliveira, morador na número 37 que ruiu na rua da Praia dos Santos, na freguesia de São Roque, concelho de Ponta Delgada, no dia 9 de agosto de 2017. Quase cinco anos depois do incidente que deixou o antigo eletricista sem casa, os réus foram considerados culpados, segundo o acórdão a que o Açoriano Oriental teve acesso.
Na raiz do processo está uma obra de construção de moradia realizada pela empresa João Serpa – Engenharia, na rua da Praia dos Santos. Na madrugada do dia 9 de agosto de 2017, a referida obra terá levado à derrocada parcial de uma casa contígua, onde viviam, à altura dos factos, António Oliveira e mais uma pessoa. António Oliveira estava a dormir num quarto na frente da casa e ficou soterrado, protegido por uma viga e plataforma de madeira. As duas pessoas, com idades entre os 30 e os 40 anos, foram assistidas no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, no próprio dia, tendo alta também no dia 9 de agosto.
António Oliveira ficou com graves mazelas físicas que o impossibilitaram de executar o seu trabalho de eletricista.
Depois de ter rejeitado uma proposta da empresa “João Serpa – Engenharia” que, segundo afirmou então a sua advogada, Beatriz Rodrigues, ao Açoriano Oriental passava pela compra da moradia, do recheio e indemnização, num valor a rondar os 115 mil euros, o morador avançou com um processo em tribunal contra o empreiteiro a 27 de fevereiro de 2018, por alegada infração de regras de construção e por desrespeito das regras a observar na execução das demolições e na construção.
Quatro anos volvidos, a decisão judicial, proferida pela juíza Maria Manuela Gomes, absolveu três companhias de seguro e condenou a empresa “João Serpa – Engenharia”, bem como os engenheiros João Serpa e João Braga e o arquiteto Jorge Costa ao pagamento de uma indemnização de 151.323,12 euros a António Oliveira, por dano patrimonial futuro, danos emergentes, lucros cessantes, danos não patrimoniais, além de suportar intervenções cirúrgicas e plástica das lesões e sequelas decorrentes do evento que o morador venha a sofrer.
Ao Açoriano Oriental, a advogada Beatriz Rodrigues considerou que “depois de um processo longo e complexo, fez-se justiça a esta família que muito foi penalizada por este acidente. O que esperamos agora é que este processo possa ser finalmente concluído, sem mais dilações, para que esta família possa seguir em frente e esquecer este triste episódio”.
Segundo apurou o Açoriano Oriental, as ruínas do número 37 da rua da Praia dos Santos foram vendidas, tendo sido construído um prédio no seu lugar.
  • Nuno Martins Neves
in, Açoriano Oriental, 13 de Janeiro / 2023
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  • Antonio Vitorino

    4 anos a decidir…..justiça portuguesa…..
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  • John Simoes

    O maior problema é que temos muitos deste engenheiros que sabem tudo e no fim não sabem nada . Quanto há justiça é mais do mesmo .
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    • 5 h