trrrrês em PT e meia no Brasil

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Eu já era adolescente quando no Brasil se começou a dizer “meia” em vez de “seis”. “Meia” vem de “meia dúzia”. Na mesma altura, em Portugal dizia-se “trrês”ao telefone.

A causa foi exatamente a mesma. Nos telefones dos anos trinta, o som “três” era facilmente confundível com “seis”. Nessa altura os números telefónicos não se discavam e, ainda menos, se apertavam botões.

Dizia-se pelo telefone às operadoras da central telefónica para nos ligar ao número 2367 de Curitiba ou Setubal.

Era frequente a operadora trocar o 3 com 6 e ligar para 2637.

Para evitar isso, em Portugal, começou a dizer-se “trrrês” com rrr bem vincados para distinguir de “seis”.

Pouco depois, no Brasil, onde a confusão sonora entre “três” e “seis” é ainda maior que no português europeu, começou a dizer-se pelo telefone “meia dúzia” em vez de “seis”.

Em Portugal achou-se imensa graça ao artifício brasileiro e ainda houve tentativas de o utilizar, mas o hábito do “trrrês” já estava bem enraizado e não pegou muito.

Pouco depois os brasileiros abreviaram o “meia dúzia” para “meia” e continuou até hoje. Em Portugal foi o fim do uso de “meia”. No sotaque de Portugal, “meia” ainda se confunde mais com “seis” que “três” e acabou-se.

Pouco depois vieram os telefones com discagem, deixamos de ter que dizer “trrrês” às telefonistas e também se acabou o hábito em Portugal de dizer “trrrês”.

Às vezes, raramente, quando temos que ditar um número ao telefone que contenha um 3, pessoas mais velhas ainda o dizem com grande espanto dos mais jovens que não conheceram os telefones sem discagem. Acham um artifício muito engraçado como dizer António Tomé Eduardo outra palavra José António para transmitir “até já”.

No Brasil, “meia dúzia” ou a abreviatura “meia” pegou de tal forma que hoje é a expressão corrente para “seis”.

Até se escrevem textos humorísticos cheios de graça como na resposta de Washington A. Demicheli mais abaixo. Ri-me a perder. Parabéns, Washington.

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Maria Palmeira

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sete!!!!!!!! PSP para o Corvo???????

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Admin

Reforço de polícias para os Açores deixa sindicato insatisfeito
Dos 20 novos agentes, 10 deverão ir para o aeroporto assegurar o controlo fronteiriço e sete para a futura esquadra do Corvo. Sindicato está apreensivo
Os Açores vão receber 20 novos agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) este ano, um número que o Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) considera ficar muito aquém do que a Região precisa e até bastante aquém daquilo que costumavam a ser os reforços – na casa dos 50 anualmente – desta força de segurança.
Se o reforço de meia centena de polícias por ano para a Região já era insuficiente para fazer face às necessidades, agora o é ainda mais, já que a PSP acrescentou uma valência às suas funções, que é substituir o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) – extinto oficialmente no final deste mês – no controlo das fronteiras aéreas.
Do anunciado reforço de 20 agentes policiais, 10 deverão ter essa incumbência no aeroporto de Ponta Delgada. Prevê-se que os restantes possam ser destacados na futura esquadra do Corvo (7) e em esquadras de ilhas mais pequenas, sabendo-se também que há que acautelar o controlo fronteiriço nos aeroportos da Terceira e do Faial.
Bruno Domingues, do SIAP, está preocupado com a situação que se traduz numa enorme sobrecarga de trabalho para os elementos da PSP nos Açores, enfatizando que são apenas 20 polícias a mais quando “já estamos a trabalhar no mínimo” e com agentes de rua desviados para serviços administrativos.
“Só para Ponta Delgada esses vinte não dá”, afirma o sindicalista, que chama a atenção que “efetivamente na rua não existem polícias”.
A Região dispõe atualmente de mais de 700 agentes da PSP e as suas necessidades coadunem-se com um reforço entre 150 e 200. Estes elementos são responsáveis, entre outras tarefas, pela realização de patrulhamentos, policiamento de proximidade, gestão de armas e explosivos, segurança privada, segurança aeroportuária e cinotécnica. Um conjunto de valências aos quais se junta agora o controlo das fronteiras aéreas.
“Temos aqui um número enorme de valências que precisa ser ocupado e quando não há o reforço diretamente para esses núcleos, vão buscar a quem? Às esquadras. E as esquadras têm de fechar, estão a trabalhar abaixo do mínimo já”, sustenta.
Bruno Domingues faz notar que os Açores “são nove ilhas e cada ilha tem que ter alguém para assegurar a investigação criminal e tem que ter uma esquadra de trânsito. Tem que haver uma esquadra para cada área geográfica. O problema do arquipélago é esse: está disperso numa área geográfica muito grande e precisa de duplicação ou triplicação do esforço”.
A todos esses problemas acresce o da falta de atratividade da profissão, impondo-se a criação de condições, por parte da tutela, para cativar os jovens a ingressar na carreira policial. “É o que os sindicatos já falam há mais de 15 ou 20 anos. Há falta de atratividade para a função e a tutela não se preocupa com isso e nada faz para que isso seja alterado”, diz.
Os novos 20 agentes policiais terão que estar colocados em esquadras dos Açores até à próxima segunda-feira.
May be an image of ambulance, van and text
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Rogério Paulo Massa

E o Corvo precisa?…Talvez para proteger o Museu, com certeza!…
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