gente precavida – Manda comprar flores para o funeral da mulher antes de a tentar matar

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árabe em birmingham

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Um jovem rapaz árabe pergunta ao pai: «O que estás a usar na cabeça?»
O pai respondeu:
«Ora, meu filho, é uma “chechia”. No deserto, ela protege a nossa cabeça do calor intenso do sol.»
«E o que é essa túnica longa e esvoaçante que estás a usar?», perguntou o rapaz.
«Oh, meu filho!», exclamou o pai, «É muito simples. É uma “djbellah”. Como já te disse, no deserto não só faz muito calor, como também há sempre areia a soprar. A minha djbellah protege todo o meu corpo.»
O filho perguntou então: «Mas pai, e aqueles sapatos feios que tens nos pés?»
«São ‘babouches’, meu filho», respondeu o pai. Tens de compreender que, embora as areias do deserto sejam muito bonitas, também são extremamente quentes. Estas babouches impedem que queimemos os pés.»
O filho pergunta: «O que é aquela tenda preta que a mãe e a irmã estão a usar?»
Pai: «Chama-se burkha, ajuda a impedir que a areia quente do deserto atinja o rosto e o corpo durante uma tempestade de areia.»
«Então, diga-me», acrescentou o menino.
«Sim, meu filho…»
Por que estamos a viver em Birmingham e ainda usamos toda essa porcaria.

 

ANTONIO BULCAO CARTA AO PAI NATAL

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Carta ao Pai Natal
Querido Pai Natal: escrevi algumas cartas ao São Nicolau e uma ou duas a V. Exa, até descobrir que nenhum de vocês existe.
Mas a vida complicou-se de tal maneira que decidi, aos 66 anos, voltar à sua presença. Estas são linhas de um velho desesperado, ao qual faltou tanta esperança que volta a acreditar em si, nas suas renas, na coca-cola, em presentes impossíveis. Já vou para a cama a rezar para ter pesadelos, imagine só isto, os pesadelos que tenho são bem melhores do que acontece na vida real, na Ucrânia, em Gaza, na Síria, por todo o lado.
O que desejo para este Natal é muito pouco.
Primeiro, volte a encher-me a casa. Sei que isso passa por dezenas de ressurreições, mas para si nada é impossível. Quero outra vez avós, pai e mãe, tios e tias-avós. Tudo sentado à mesa outra vez. Sem eles, o peru perdeu o gosto, o trigo não grela no altar, os reis magos estão parados nos caminhos de farelo do presépio e o próprio Menino quer fugir da gruta. Dê-me outra vez os meus mortos, para eu voltar à vida.
Depois, por favor interne o Donald Trump e o Putin. Estão a ficar demasiado perigosos.
Pois não quer ver que o Trump, para além de todas as outras tropelias, anda a bombardear na Síria e a afundar barcos na Venezuela e queria o Nobel da Paz? Para ter uma ideia do estado de anomalia psíquica a que chegou o homem mais poderoso do planeta, substituiu as fotografias de antigos presidentes, como o Biden e o Obama, insultando os pobres. Mais que os visados, são insultados os milhões que neles votaram, para verem agora os seus nomes adulterados para Biden dorminhoco e Barack Hussein ou coisa que o valha…
O Putin quer é mais territórios. E já chama porquinhos aos líderes europeus. Quem me diz que este homem não quer acabar com o Mundo? Uma coisa do género “vou morrer um dia destes, mas com a consolação de que não fica cá ninguém, para me odiar”?
Por cá no nosso cantinho, temos quase mais candidatos a presidente da República que eleitores. Debates diários, comentadores a darem notas aos intervenientes, gente a debitar baboseiras a toda a hora, em todas as estações. Se for possível, faça o Ventura desistir por vergonha de si próprio e o almirante ir para casa jogar batalha naval.
Mas isto tudo são extras. O que é mesmo importante é meter-me no sótão outra vez, à procura dos caixotes onde guardámos as bolas e enfeites para a árvore de natal, ter de remendar os fios das luzinhas que os ratos roeram, e descer as escadas com aquilo tudo às costas para mergulhar numa algazarra que só ouvida.
Se não puder ser nada destas coisas, peço desculpa e despeço-me. Vá fazer felizes aqueles que ainda em si acreditam.
Boas Festas a todos os que lerem esta carta, que a publico porque sei que o Pai Natal lê o Diário Insular.
(publicada hoje no Diário Insular)