Brecht morreu nesta data

14 de Agosto de 1956: Morre o dramaturgo, poeta e encenador alemão Bertolt Brecht
Biografia de Bertolt Brecht
Bertolt Brecht (1898-1956) foi um dramaturgo, romancista e poeta alemão, criador do teatro épico anti-aristotélico. Sua obra fugia dos interesses da elite dominante, visava esclarecer as questões sociais da época.
Euger Berthold Friedrich Brecht (1898-1956) nasceu em Augsburg, no estado da Baviera, na Alemanha, no dia 10 de fevereiro de 1898. Começou a escrever ainda jovem, publicou seu primeiro texto em um jornal em 1914.
Interrompeu seus estudos de Medicina, em Munique, para servir como enfermeiro da guerra em um hospital durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Início de carreira
De volta à Munique iniciou sua carreira teatral e literária. A paixão pelo teatro impulsionou a vida de Brecht. Sua obra teatral atravessou diversas fases que se distribuem segundo os locais de permanência do autor.
Primeiro período
Nesse primeiro período, enquanto se encontrava na Baviera, escreveu peças que focalizavam os conflitos do indivíduo em relação ao meio social, são elas:
* Tambores da Noite (1922)
* Baal (1922)
* Vida de Eduardo II da Inglaterra (1923)
* Na Selva da Cidade (1924)
* Em 1923 casou-se com Marianne Zoff, com que teve uma filha
Segundo período
Em 1924, Brecht mudou-se para Berlim, onde se engajou no Deutsches Theater e foi assistente dos diretores Max Reinhardt e Erwin Piscator.
Duas peças se destacaram como transição do expressionismo para o niilismo iconoclasta:
*
* O Homem é um Homem (1927)
* Opera dos Três Vinténs (1928)
As obras são comédias satíricas, em parte musicadas, nas quais a crítica à sociedade burguesa é mais anárquica do que na fase anterior.
A “Ópera dos Três Vinténs”, que fez grande sucesso, foi criada com a colaboração do músico Kurt Weul.
Em 1929 Bertolt Brecht ingressou no Partido Independente Socialista. Nesse mesmo ano, surge “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny”, também com música de Weill, que marcou definitivamente sua conversão ao teatro político.
São ainda desse período as peças: as peças: “A Medida” (1930), “Santa Joana dos Matadouros” (1930), “Aquele Que Diz Sim e Aquele Que Diz Não” (1930) e “A Mãe” (1930).
Terceiro período
O terceiro período da obra de Brecht foi marcado por seu exílio diante da perseguição nazista. Brecht exilou-se sucessivamente na Suíça, em Paris, Dinamarca, Finlândia e, por fim nos Estados Unidos, onde permaneceu por seis anos.
As peças mais conhecidas dessa época são: “Terror e Miséria do Terceiro Reich” (1935), “Os Fuzis de Senhora Carrar” (1937), sobre a guerra civil na Espanha e “A Vida de Galileu” (1937).
Ainda desse período é a peça “Mãe Coragem e Seus Filhos” (1941), uma parábola do papel da pequena burguesia no meio de tempestades políticas, considerada por alguns a obra-prima de Brecht.
Em 1947, dois anos após a Segunda Guerra Mundial, retornou para Berlim. Em 1948 publicou o livro “Estudos Sobre Teatro”, onde apresenta a teoria do teatro épico.
Em 1949, com o apoio do governo da Alemanha Oriental, Bertolt Brecht fundou uma companhia de teatro a “Berliner Ensemble”, que montava principalmente as suas peças.
O Poeta
A obra poética de Bertolt Brecht é menos conhecida que a obra teatral, mas não menos importante. Sua poesia está representada no “Livro de Devoção Caseira” (1927), de sua fase iconoclástica, e em “Poesias de Svendborg” (1939).
Brecht escreveu poemas líricos de forte ironia e sutileza emocional em que ele mesmo, o indivíduo Bertolt Brecht, ocupa o lugar principal. O mais famoso poema de Brecht é o autobiográfico “Do Pobre B.B”.
Bertolt Brecht faleceu em Berlim, Alemanha, de ataque cardíaco, no dia 15 de agosto de 1956.
Frases de Bertolt Brecht
* Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso.
* Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva.
* Inteligência não é não cometer erros, mas saber resolvê-los rapidamente.
* Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem.
* Em vez de serem apenas bons, esforcem-se para criar um estado de coisas que torne possível a bondade; em vez de serem apenas livres, esforcem-se para criar um estado de coisas que liberte a todos!
Data do Nascimento
10/02/1898
Data da Morte
15/08/1956 (aos 58 anos)
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A ERMIDA PRIMEIRA

Ângela Loura

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É este o lamentável estado da primeira ermida dos Açores. Sempre a parar turistas neste património histórico dos Açores. Onde anda a original imagem? Onde andam os utensílios da sacristia? Onde estão as louças antigas? O senhor presidente da junta de freguesia da vila quer dar dignidade que este património merece e pelos vistos já andam contra. Vejam o estado do sineiro? Abraço a todos
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História Misteriosa de Portugal

O Códice 503 da Biblioteca Nacional
” Existe um documento na Biblioteca Nacional que fala sobre a Ilha Encoberta:- trata-se do Codice 503.
Assinado pelo frei Francisco de Jesus, superior do Convento dos Capuchos de Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1640. Portanto mais de 200 anos apos a descoberta dos Acores.
Trata-se do depoimento de 2 religiosos, frei Jose de Jesus e Francisco dos Martires, os quais fazem uma narrativa muito estranha e intrigante.
Relatam os frades terem partidos do Maranhao Brasil, com destino a Lisboa, a bordo do navio Nsa Sra da Penha de Franca. Sob a responsabilidade do mestre Antonio de Sousa, natural de Viana do Castelo.
Ao quarto dia de viagem no Atlantico Norte, armou-se uma tremenda tempestade que se prolongou por 16 penosos e pavorosos dias. Com o navio a navegar desnorteado ate que o mar e o ceu amainaram a 3 Julho de 1639.
Quando a visibilidade ficou boa e calmo o oceano, avistaram uma terra para a parte sul, que o piloto julgou tratar-se da ilha da Madeira. Mas, ao aproximarem-se, notaram estar enganados na previsao sem dar conta de que ilha se tratava, desconhecimento que nao impediu todos os que desejavam saltar em terra firme. Sendo apenas contidos por um certo sentimento estranho de proibicao e sem o saberem explicar convenientemente.
Os 2 frades menos temerosos, pediram licenca ao mestre do navio para desembarcarem, o que lhes foi concedido por 3 dias. E entao na manha seguinte, numa segunda-feira, lancaram uma lancha ao mar e seguiram de imediato para a estranha ilha encoberta.
Apos saltarem em terra, atravessaram denso arvoredo e apos meia hora de caminho, viram um palacio antigo, saindo dele 7 homens com rostos a que os frades classificaram como macilentos, de pele avermelhada e falando uma lingua muito parecida ao portugues antigo. Estes homens fizeram imensas perguntas aos frades e levaram os depois para uma cidade com grandes edificios, mas habitada por pouca e estranha gente, semelhantes a ” pessoas do outro mundo”. Sendo depois encaminhados para outro palacio que parecia encantado e no qual entraram com grande temor.
Passaram por varios guardas ate chegaram a sala onde se encontrava um homem de idade muito avancada e a quem consideravam o rei daquela gente. Tendo o anciao perguntado se eles eram portugueses, antes de os levar para outra sala para lhes mostrar um quadro muito estranho com figuras e sombras que se mexiam sozinhas.
Entao viram, nesse quadro 2 exercitos combatendo, estando 1 deles quase derrotado e o outro vitorioso. Depois o velho de barbas, levou-os a outra sala onde lhes mostrou varias vitorias dos nossos reis, dando-lhes a oportunidade de observarem, pintada ao natural no tecto, aquilo que chamavam de ” a cidade de Portugal”.
Jantaram os frades no palacio e seguidamente foram a pe para a praia, acompanhados pelo magestoso rei, 30 cavaleiros e mais 30 guerreiros. Chegados ao cais, pelas 4 horas da tarde, ja se preparavam para regressar, quando o rei lhes mostrou 2 quadros em que eles estavam retratados. Sera que seriam fotografias? Tendo o rei pedido que os autografassem para la ficarem na ilha, em sua memoria. Mal chegaram ao navio, contaram tudo o que tinham visto, e o mestre com grande espanto e temor, nem quiz navegar naquela noite e so partindo ao nascer do Sol, chegando a ilha da Madeira alguns dias depois.”
In, Mendanha, Victor; História Misteriosa de Portugal, 1995 Pergaminho.
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Património humano de Santa Maria, destaques da semana

Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta Maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
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Património humano de Santa Maria, destaques da semana
MIGUEL FIGUEIREDO CÔRTE-REAL (grande figura da cultura e das letras), ÓSCAR ARRUDA e JOSÉ SALVADOR (distintos empreendedores), foram figuras marcantes e incontornáveis da ilha, devendo se perpetuada a sua memória e feito o seu registo na história de Sta Maria.
Na foto: Côrte-Real, Óscar Arrida e José Salvador, em S.Lourenço, na década de 40. (Arquivo do CADEP-CN de Sta maria)
Aqui fica um magnífico poema de CÔRTE-REAL, dedicado a S.Lourenço, à sua ilha de coração e aos amigos.
ILHA, E UM SEU RECANTO ABENÇOADO
Lá, num recanto,
onde o mar beija a areia branca da praia,
onde, um dia me fui despedir
antes de embarcar,
para sempre lá ficou preso meu coração…
Praia de São Lourenço,
(Baía de Barbara Vaz),
rua arenosa de macadame,
onde em noites de luar
passeei como se fora Ermitão?
Nos já longínquos tempos da mocidade….
Meus companheiros se dispersaram,
(alguns a morte ceifou…)
“José”, “Olimpio”, “Óscar”, “Salvador”
a todos o destino separou
e não mais alí juntos nos encontramos…
Nunca mais lá voltei
e passei tantos anos com esta grande mágoa
a consumir-me cá dentro…
Como se a Ilha no mar azul e de areia branca
fosse o Paraíso perdido
da esperança dos meus sonhos…
Resignado
ergo uma prece para que um dia
eu possa voltar,*
nem que seja para morrer…
Porque então,
morrerei feliz
lá, onde estão meus pais,
nessa Ilha de areia branca e céu azul
que eu
há muitos anos, muitos anos
deixei para não mais voltar…
Apenas tocar teu solo,
curvar-me-ei respeitosamente
e beijarei tua terra barrenta
que minhas lágrimas humedecerão,
nesta saudade transbordante de ternura.
Como filho perdido
beija a mãe que há muito tempo não vê…..
Miguel F.C. Real
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o Brasil que Portugal comprou

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COMO PORTUGAL COMPROU O NORDESTE BRASILEIRO…
Há exatos 361 anos, mais precisamente em 6 de Agosto de 1661, ocorria a assinatura do Tratado de Haia por Portugal e pela República dos Países Baixos, também conhecido como a Paz de Haia. Com isso, os territórios que haviam sido conquistados pela Holanda no Nordeste do Brasil, na época renomeados como “Nova Holanda”, foram formalmente devolvidos a Portugal em troca de uma indenização de oito milhões de florins, o equivalente a 63 toneladas de ouro. Além disso, Portugal cedeu o Ceilão (atual Sri Lanka) e, em troca, a República Holandesa reconheceu a soberania portuguesa sobre o Brasil e a Angola.
OBS: Mapa da Nova Holanda na América do Sul
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