Categoria: arquitetura urbanismo patrimonio humanidade

  • Como os antigos romanos construíam pontes sobre rios sem equipamento de mergulho?

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    Foi tudo uma demonstração de inteligência, persistência, engenharia aplicada e trabalho dirigido e constante por longos períodos de tempo.

    O melhor e mais extraordinário exemplo deste tipo de construção foi realizado pelos romanos no rio Danúbio durante o reinado do imperador Trajano (século II dC) e projetado e dirigido pelo arquiteto e matemático Apolodoro de Damasco.

    Apolodoro projetou e construiu admiravelmente a ponte ao longo de 3 anos e com esta construção monumental as legiões romanas foram capazes de estabelecer uma estrada através do rio e manter suas linhas de abastecimento abertas e seguras para dominar os dácios, inimigos mortais do Império Romano. limas do norte do império.

    Características gerais

    A estrutura tinha 1.135 metros de comprimento, já que o Danúbio tem cerca de 800 metros de largura na área e 15 de profundidade, chegando a 19 metros acima do nível do rio. Em cada extremidade havia uma fortificação ( castrum), por onde você tinha que passar para atravessar a ponte.

    A ponte, projetada pelo engenheiro Apolodoro de Damasco, era composto por vinte arcos de madeira assentes em pilares quadrados de alvenaria. Cada arco media 52 metros de vão e os pilares tinham 20 metros de cada lado e até 45 metros de altura e eram feitos de tijolos ., argamassa e cimento de pozolana.

    Apesar de suas dimensões excepcionais, foi construída em muito pouco tempo, entre 103 e 105. Essa velocidade levou alguns a especular que talvez o rio tenha sido desviado durante o período de construção da ponte, no entanto o historiador romano Dio Cassius ele negou.”.

    Recomendo a leitura do romance de Santiago Posteguillo, volume II da Trilogia de Trajano.

    A parte mais interessante é como eles construíram as bases ou pilares da ponte em um rio poderoso como o Danúbio e a solução é realmente ótima.

    Eu explico para você com um gráfico:

    Como você pode ver, duas barreiras de troncos são construídas com enormes árvores separadas por cerca de 4 metros e preenchidas com pedras e terra pisada criando um espaço central de mais de 50 X 30, este é seco por meio de um sistema de bomba de tubo projetado por Arquimedes de Siracusa; uma vez que o espaço está seco, inicia-se o trabalho a seco com materiais apropriados e finalmente é levantado o pilar que serve de suporte para os arcos construídos em madeira e em cima dele a plataforma também em madeira e que é a própria estrada para dar passagem às tropas , carroças, armas de cerco e suprimentos para as tropas. Em ambos os lados foram construídos fortes de proteção que controlavam a passagem.

    Os trabalhos eram feitos a partir de barcaças e usando enormes guindastes para mover e colocar pedras e materiais; Mais de 3.000 homens trabalharam durante um período constante de construção não inferior a 3 anos. A ponte serviu sem maiores problemas por mais de 2 séculos e os vestígios desta incrível obra de arquitetura ainda hoje são preservados. O governo romeno há alguns anos ordenou a demolição de alguns pilares que impediam a navegação no rio.

    Gênio é o nome, não apenas de Apolodoro, mas do incrível povo romano que realizou obras duradouras ao longo do tempo, como esta ponte feita de pedra e madeira.

    O sistema de ensecadeira ainda é usado hoje para construir pontes modernas… e seu princípio foi concebido por milênios.

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    Foto de perfil de Chrys Chrystello

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    · sex.

    Esse tipo de construção, considerando os recursos disponiveis na época, são realmente relevantes. São preciosidades que a historia dos povos nos revelam de tempos em tempos. Agregamos conhecimento e com isso podemos dizer que sentimos muito orgulho dos povos que nos antecederam e deixaram um legado…

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    · 24 de mai.

    Eu me pergunto quais os cálculos estruturais que Polodoro fez…

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  • CICLOVIA BTT

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    Onde é que anda o Eng desta coisa🤣🤣🤣
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    João Filipe Gonçalves Tolentino and 6 others
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  • bela solução design

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  • a CALHETA PERO DE TEIVE

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    Equidade!
    O meu alerta no jornal “Correio dos Açores” de 16-2-2022
    Efatá – Abre-te Calheta Pêro de Teive!
    No passado dia 10 de fevereiro, a Assembleia Legislativa Regional aprovou um Projeto de Resolução onde “Recomenda ao Governo Regional dos Açores a criação de um Núcleo Museológico da Indústria Açoriana dos séculos XIX e XX para integrar a Rede de Museus e Coleções Visitáveis dos Açores”, preservando, assim, o rico e histórico património da Sinaga.
    Uma iniciativa de louvar e aplaudir!
    No entanto, o sentimento de alegria tem um sabor agridoce, ou seja, foi o então Governo Regional dos Açores que, em 1982, em nome do “progresso”, determinou aterrar o “Velho e Histórico Porto da Calheta Pêro de Teive”, em Ponta Delgada.
    A Calheta, na zona compreendida entre a Rua do Calhau e o canto da então designada estrada da Ribeira Grande – Pranchinha, era uma zona industrial e comercial de grande pujança, que muito beneficiou e contribuiu para o crescimento e desenvolvimento da cidade de Ponta Delgada. Isto graças a Pêro de Teive que, no século XVI, descobre o potencial da bonita e abrigada baía da Calheta e, ali, constrói um pequeno porto que veio a ser o maior porto de pesca da ilha e dos Açores. Assim, e nas três Travessas da Calheta que lhe são adjacentes, nasceu um bairro de pescadores, com as suas casas típicas de porta e janela ou porta e duas janelas.
    Neste bairro, nasceram e criaram-se bons pescadores, muitos elogiados e homenageados pela sua bravura e coragem na faina da pesca do bacalhau nos mares gelados da Terra Nova. Havia frotas da pesca do bacalhau que passavam propositadamente por esta ilha para levar os pescadores da Calheta. A sua bravura é recordada e está em exposição permanente no Museu Marítimo de Ílhavo.
    A História destes pescadores vem desde o povoamento desta ilha, mantiveram os seus costumes, a sua religião, unindo-se em fé ao Santo de Tui – S. Pedro Gonçalves, formalizando esta cooperação mútua, estatutariamente em 1603, com a criação da Confraria de São Pedro Gonçalves, afirmando-se esta como Monte Pio, com a dupla função de socorrer material e espiritualmente os seus associados, que veio até nós nos meados do século XX.
    Tinha esta Confraria, como Insígnia Principal, uma “Nau” em madeira com as seguintes dimensões, aproximadas: da ré à ponta do mastro da proa-gurupés, 3 metros; da ré à proa-corpo do barco, um metro e setenta centímetros; o mastro central-grande, um metro e noventa centímetros de altura e, da ponta deste mastro à quilha, dois metros e vinte centímetros; a largura do convés, quarenta e cinco centímetros. É esta peça ladeada por dois paus-andor e seis paus com forquilha para descanso. Uma obra de arte que está à guarda da Paróquia de S. Pedro, na ermida do alto da Mãe de Deus, em estado agravado de conservação!
    Não pode este nosso e riquíssimo património histórico, social, económico e cultural ficar soterrado pelo progresso O que se pretende agora e, muito bem, para preservar o património da Sinaga, tem de ter tratamento igual para a Calheta Pêro de Teive!
    Adquira-se o histórico edifício da Fundição da Calheta, com a sua imponente chaminé octognal, e instale-se um Centro Interpretativo e Núcleo Museológico a integrar a Rede de Museus e Coleções Visitáveis dos Açores de toda esta importante e histórica vivência na Calheta Pêro de Teive, que engrandeceu a cidade de Ponta Delgada!
    É esta a oportunidade de se “remediar” o tanto e rico património que se tem vindo a destruir!
    Esta fase da nossa História não pode ser apagada. Temos o dever de a passar aos nossos vindouros, em museu, na Calheta!
    Têm os nossos Deputados Regionais por S. Miguel, a Câmara Municipal de Ponta Delgada e os Pontadelgadenses de se envolver nesta heroica luta pela preservação da nossa História!
    Um povo que não respeita o seu passado não tem futuro!
    ________________________________________________Carlos A. C. César
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  • CM Ponta Delgada / AHRESP dá nota positiva ao novo enquadramento urbano de Ponta Delgada

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    Source: CM Ponta Delgada / AHRESP dá nota positiva ao novo enquadramento urbano de Ponta Delgada

  • ponta delgada a reinvenção da cidade

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    DECIDIR É ESCOLHER
    A Câmara Municipal de Ponta Delgada encerrou algumas ruas do centro urbano da cidade ao trânsito automóvel, devolvendo-as à circulação pedonal, numa decisão corajosa, impulsionada pelo Presidente Pedro Nascimento Cabral. O encerramento de ruas ao trânsito é sempre controversa, pois mexe com hábitos antigos e com a acomodação, mas – desde que feita com equilíbrio e sensatez, como sucede neste caso – permite a conciliação entre a fruição da cidade pelas pessoas e a circulação automóvel, sem prejudicar as actividades económicas.
    Esta decisão – estou certo – não é uma decisão inimiga dos automóveis ou do comércio tradicional, mas uma medida que permite que a malha urbana respire de outro modo, que as actividades comerciais se desenvolvam nos espaços em que já não circulam automóveis, aproveitando áreas nobres, com a reinvenção do seu modo de funcionamento e da sua oferta ou que a cidade seja apreciada com outros olhos.
    Todos nos lembramos dos recorrentes debates sobre o encerramento de vias ou de espaço urbanos aos automóveis, em Ponta Delgada ou em Lisboa, em diferentes momentos, mas a verdade é que já não imaginamos Ponta Delgada com automóveis a circularem na Rua António José de Almeida, em frente à Igreja Matriz de S. Sebastião ou na Rua Diário dos Açores, para dar alguns exemplos mais recentes. Também não acreditamos que a bela praça do Terreiro do Paço, em Lisboa, pudesse ficar mais bonita com o regresso dos automóveis.
    Retirar viaturas de algumas artérias do centro da cidade é insuficiente como medida para a requalificação do espaço urbano da cidade, que impõe uma avaliação da malha urbana da cidade, a sua relação com o mar e com o edificado, a avaliação de soluções de circulação urbana – pedonal e de viaturas – e a adopção de estratégias que promovam a revitalização e promoção de todo o centro da cidade, lideradas pela Câmara Municipal, mas que devem envolver os cidadãos, as estruturas representativas dos comerciantes e o Governo Regional, que inscreveu no Programa de Governo um compromisso com a revitalização dos centros urbanos dos Açores e a promoção do comércio tradicional.
    As cidades do futuro não são iguais às cidades do passado, mesmo do passado recente. O desenvolvimento da cidade não assenta apenas na promoção do imobiliário, mas numa ideia de “cidade regenerativa”, como sustenta João Ferrão, que permita que as pessoas voltem a viver na cidade, que esta tenha espaços verdes e espaços pedonais, que os jardins, os canteiros florais e as pequenas hortas domésticas convivam com os espaços lúdicos, de trabalho ou de cultura. A cidade que queremos é uma cidade com pessoas, com mais jovens, mais amiga do ambiente, que concilia as exigências de circulação viária com o respeito pelas pessoas.
    Como escreve Myron Magnet, no “Paradigma Urbano”, “as cidades são as estufas da humanidade, são o local onde se desenvolve o potencial humano até ao zénite da excelência e da variedade. Com as suas economias complexas e sofisticadas e com as oportunidades de colaboração e competição que uma tal diferenciação e especialização apresentam, as cidades são arenas de ambição e conquista. Elas impulsionam a melhor neurocirurgia, a mais bela ópera ou os grandes negócios que a humanidade é capaz de exercitar. (…) Acima de tudo, as cidades são reinos de liberdade: proporcionam-nos a liberdade de se inventar a si próprio.”
    Esta medida é um bom começo para a reinvenção de Ponta Delgada.
    (Publicado no Açoriano Oriental, a de Janeiro de 2022)
    You, Pedro Paulo Camara, André Silveira and 21 others
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    • Tomé Andrade Correia Silva

      Temos dois bons exemplo destas medidas, a parte poente da nossa cidade onde o trânsito está fechado há anos e com passeios largos e na zona mais extrema das portas do mar, longe do movimento de trânsito e do estacionamento. Aí e pode-se passear á vontade, mas não acontece nada.
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      • 19 m
  • As maravilhas arquitetônicas da milenar ‘Manhattan do deserto’ – BBC News Brasil

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    Construídos com materiais naturais, os arranha-céus iemenitas se adaptam perfeitamente ao clima quente e seco do deserto árabe.

    Source: As maravilhas arquitetônicas da milenar ‘Manhattan do deserto’ – BBC News Brasil

  • prédio sanduíche

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    FLATIRON BUILDING, originally “Fuller Building”, built in 1902.
    It became one of the symbols of New York. At that time, with its 20 floors, it was the tallest building in the city. It contains 23,690.3 m2.
    The unusual triangular shape of the building was due to the the location conditions: the triangle-shaped terrain was located at the intersection of the 5th Avenue, Broadway and East 22nd Street.
    architects: Daniel Burnham and Frederick Dinkelberg.
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  • MEDINA RESOLVE

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    😁😀😂🤣
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  • mestre novas oportunidades

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    Hoje trabalhei para o Lidl… É verdade!!
    Estou a ficar internacional… Quer me parecer que me vão chamar mais vezes..