OS ABSURDOS DO SUBSIDIO DE MOBILIDADE

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Ryanair vai cortar rotas em Portugal em 2026 e os Açores serão os mais afetados

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Depois de um ano de forte expansão e polémica, a companhia aérea low cost anuncia reduções significativas em vários países europeus. O ano de 2025 tem sido particularmente intenso…

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EUA apreendem quinto petroleiro ligado à Venezuela em bloqueio naval

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Navio operava com bandeira falsa de Timor-Leste e foi interceptado no Caribe, segundo Washington

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restaurantes a fechar, o mercado a atuar

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Vários restaurantes de luxo portugueses, muitos deles assinados por chefs amplamente conhecidos, mal conseguem hoje pagar as despesas. A notícia repete-se nos órgãos de comunicação social.
Fui duas vezes a um restaurante de luxo. Em ambas, convidada. Nunca pagaria cem euros por pessoa por um chamado “menu de degustação”. Desde logo porque, se quisesse degustar, iria a uma prova. Quando quero comer, como. Não preciso de sair à procura de migalhas existenciais no prato nem de interpretar espuma do bacalhau como se fosse literatura.
Não me seduz a ideia de pagar oitenta euros por vinte gramas de carne acompanhadas por duas ervilhas melancólicas e uma colher de qualquer coisa que se apresenta como conceito. Gosto de sair da mesa com a sensação de que o Olimpo pode, de facto, morar num bom refogado. E isso, curiosamente, não costuma vir em pratos minimalistas, apesar de ser fervorosa minimalista em várias áreas.
Tenho apreço pelo dinheiro e nenhuma obrigação de o gastar onde não me reconheço. Não faz parte das minhas prioridades pagar para ser desafiada intelectualmente por um bife montado num ovo cozido em baba de dromedário do Alaska.
Convidem-me para uma tasca honesta, de comida simples, bem executada, com produtos regionais e identidade. Aí vou, com gosto.
Há ainda um dado que parece escapar a muitos destes espaços: o cliente internacional, que arrisco dizer representar hoje cerca de oitenta por cento da clientela, já não vem a Portugal à procura de versões sofisticadas de nada. Vem à procura do Portugal profundo. Quer as tabernas, os restaurantes de avó, os sítios onde se come como se sempre comeu.
E esses restaurantes, caros senhores, estão cheios. Conheço vários.
O novo cliente está a mudar. O chamado cliente de luxo começa a perceber que é no Bogota, em Amadora, que se come uma bifana bem temperada, com um belo croquete ao lado, e que se sai de lá satisfeito, de barriga e de espírito. Sai a conhecer o que é típico, feito à mão, sem discurso, sem pretensão e sem guardanapo dobrado em forma de cisne.
Talvez seja altura de rever o que o turista quer, em vez de insistir no que se acha que ele devia querer. Tudo indica que esse turista vai começar a apreciar as couves com feijão no Casaca em Mato de Miranda ou a açorda do diabo do Restaurante Cu da Mula na Golegã, sem necessidade de tradução simultânea.
Não fico satisfeita com o fecho de restaurantes de luxo, claro que não. Nenhum fecho é boa notícia, mas é preciso perceber que o cliente começa a querer pagar pelo que é genuíno e não pelo que tenta convencer que o é.

Empresários alertam para quebra do turismo nos Açore

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Alfredo Ganhão

Vão a uma plataforma de viagens e simulem uma estadia de cinco dias em São Miguel para uma pessoa. Até pode ser em época baixa (viagem de avião, hotel ou outro tipo de dormida, aluguer de automóvel e restauração). Nota: o Hotel Terra Nostra, em janeiro, está ao preço de 200 euros por noite (quarto casal).
Empresários alertam para quebra do turismo nos Açores e defendem reforço da promoção - jornalacores9.pt
jornalacores9.pt
A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) alertou hoje para as “quebras” no turismo na região, em contraste com a tendência nacional e com os resultados positivos da Madeira, defendendo um reforço urgente do investimento em promoção externa.

“A situação atual do turismo nos Açores não é positiva, uma vez que vem registando quebras a nível do número de hóspedes e de dormidas, divergindo pela negativa em relação ao que se verifica no país e, muito em especial, na Madeira”, aponta a direção da CCIA.

Em comunicado enviado à agência Lusa, na sequência da recente assembleia geral, a associação empresarial manifesta “profunda preocupação e discordância” relativamente à “continuada insuficiência de recursos financeiros” atribuídos à VizitAzores, entidade responsável pela promoção externa do turismo regional, situação que, segundo a Câmara do Comércio, volta a verificar-se no orçamento previsto para 2026, mantendo-se ainda “a incerteza quanto à sua efetiva concretização”.

A CCIA sustenta que o investimento dos Açores em matéria de promoção “é substancialmente inferior ao que a Madeira vem executando ao longo dos anos, mesmo sendo um destino consolidado”.

Para a estrutura empresarial, os resultados “muito positivos” alcançados pela Madeira demonstram os efeitos de um investimento sustentado, aliado a uma estratégia “consistente, políticas públicas continuadas” e “uma gestão profissional e eficiente”.

A direção da CCIA defende que o atual contexto exigia “uma outra visão, eficiência e meios financeiros mais volumosos” para o setor do turismo nos Açores, compatíveis com o seu retorno para a economia e com o peso que representa no Produto Interno Bruto (PIB) da região.

A associação alerta ainda para um conjunto de fatores de incerteza que podem agravar a situação do setor, nomeadamente “o anunciado fim da operação da Ryanair” na região, o impacto dessa decisão na economia regional, “a incerteza” em torno da privatização da Azores Airlines e o futuro das ligações da TAP aos Açores no cenário de privatização da companhia aérea.

A direção da CCIA realça a relevância do turismo na economia regional, com “impacto em muitas atividades económicas”, e o seu papel “cada vez mais relevante para o desenvolvimento regional, para o emprego e para as finanças públicas regionais”.

“O sucesso do turismo nos Açores necessita de uma atenção especial, de visão pública estratégica, de meios financeiros adequados e concretos e ainda de maior conjugação e concertação entre entidades públicas e os agentes económicos”, considera a associação empresarial.