50 ANOS DE AUTONOMIA POR CHRYS C

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652. 50 ANOS DE AUTONOMIA https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2026/04/652.-50-ANOS-DE-AUTONOMIAdocx.pdf
504. volitando (lomba da maia) 4,5,2011

vieram os deuses
plantaram insulas
uma ilha-mãe,
outra marilha,
a ilha menina
a ilha-filha
a ilha branca, a azul
a verde, a lilás,
castanha e cinzenta
amarela, rosa e preta
nove irmãs
filhas de poseidon e de afrodite
nascidas da espuma do mar
onde dantes havia água
nos montes verdes
cuspiam fogo rugiam dragões
tremiam os chãos secavam ribeiras
vomitavam magma choviam trovões
de thor filho de odin
olvidado das gentes e animais
pobres escravos e colonos
amanhadores de rochas e fomes
desbravadores de mínguas
crentes e temerosos
orando promessas seculares
criam no destino mas sabiam-se culpados
ainda hoje penam
com liberdades que não pagam dízimos
votam com os pés da emigração
a libertação de todas as cangas
mas voltam sempre
romeiros em promessas várias
açorianos até ao tutano
sem alforrias nem autonomias
perenes escravos destas ilhas
escrevem a história que poucos leem.
 

594. autonomias nominais (moinhos) 6 ,6,2013

“para saberes quem te governa descobre quem não podes criticar”
voltaire
 
hoje acordei
sem voz
sem mãos
sem pés
sem coração.
 
habito nove ilhas de mil cores
num fiasco de autonomia
de pobreza sem alegria
arquipélago de mil autores
 
na independência poucos confiam
em busca de subvenções porfiam
submissos e acomodados
pobres e despreocupados
perenes servos enfeudados
ingénuos sempre explorados
melhor é ficar mudo e quedo
viver do esmoler subsídio
na eterna espera de godot
ou de mandela ainda no presídio
 
assim se explicam os açores
ilhas de mil e uma dores.

584. autonomias (moinhos) 10,5, 2013

 
arquipelágica
nasceste para as palavras
sísmica
nasceste para a fé
vulcânica
nasceste para as lendas
autónoma
nasceste para a liberdade
que um dia terás.

696. liberdade já, 12/7/17

 
o que queremos?
liberdade já!
 
por que queremos?
só um povo emancipado pode ser livre!
 
quando queremos?
já!
 
quem somos?
um povo, uma alma, uma cultura
 
queremos liberdade já
das grilhetas coloniais
das falsas autonomias
do centralismo anquilosante
das esmolas dependentes
dos subsídios e ris
 
mais vale a miséria em liberdade
do que a pobreza envergonhada
mais vale errar livres
do que sermos obedientes súbditos
 
mais vale morrer livres
do que em paz sujeitos

678 autonomias açorianas (moinhos) 20,8, 2015

 
a independência é o fim
último das autonomias
 
de nada serve criar
sonhos grandiosos
(de independência)
em fundações movediças
mais valera criar
realidades funcionais
(de autonomia)
firmes na instabilidade destes vulcões
 
de nada serve sonhar
sem lançar alicerces
de cultura e educação
 
só um povo culto e educado
pode ser libertado
 
só um povo autónomo
pode ser independentizado

 

2ª EDIÇÃO DE CHRÓNICAÇORES VOLUME 5 LIAMES E EPIFANIAS AUTOBIOGRÁFICAS

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On 24/03/2026 19:35, lusofonias@lusofonias.net wrote:

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648 da matrix a novos paradigmas por chrys c

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648 da matrix a novos paradigmas esta e as anteriores 647 crónicas estão em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html

 

Vivemos, nas últimas décadas, a fase “matrix”. A ideia de que vivemos numa simulação computacional, ou “Matrix”, é uma hipótese teórica discutida por físicos e filósofos. Baseia-se na premissa de que uma civilização futura avançada poderia criar simulações da realidade indistinguíveis da própria realidade, com a teoria da informação sugerindo que o universo funciona de forma semelhante a um código computacional.

De acordo com a segunda lei da infodinâmica o universo organiza informações de maneira idêntica a sistemas de computador. O filósofo Nick Bostrom argumenta que, se a tecnologia para simular a consciência for desenvolvida, o número de consciências simuladas superará o de consciências originais, tornando estatisticamente provável que vivamos em uma simulação.

A Física Quântica diz que o comportamento de partículas, que só assumem posição ao serem observadas, assemelha-se a códigos de videojogos que processam apenas o que é visível ao jogador.

Rizwan Virk, cientista da computação ligado ao MIT, afirma que avanços recentes em IA e realidade virtual elevam a probabilidade de estarmos vivendo em uma simulação para 70%. O que faz com que tenhamos certeza de que estamos vivendo numa simulação? São múltiplas explicações: da estranheza quântica à natureza peculiar do tempo e do espaço, passando pela teoria da informação, pela física digital, por argumentos espirituais e religiosos, e até por uma explicação baseada em informação para “falhas na Matrix”. Mas o que motivou mesmo a nova estimativa foi o rápido avanço da IA e da realidade virtual, juntamente com a pesquisa estatística do filósofo de Oxford Nick Bostrom. Nos últimos anos, IAs generativas como ChatGPT, o Gemini do Google e o Grok da X evoluíram rapidamente. Não temos apenas sistemas de IA que passaram no teste de Turing, mas também personagens rudimentares de IA que vivem em mundos virtuais com os quais podemos interagir. Um exemplo recente é o Google Veo, que permite criar vídeos realistas com atores e cenários totalmente gerados por IA, com falas originais, tudo a partir de prompts. Surgiu então a “teoria do prompt”, com personagens gerados por IA insistindo que não foram criados por IA.

Outro exemplo são os companheiros virtuais do Grok, que combinam modelos de linguagem com avatares e atuam como amigos, terapeutas, professores e até parceiros românticos virtuais. A personagem de anime sexy inspirou milhares de memes sobre obsessão por personagens virtuais. A fidelidade gráfica e a capacidade de resposta desses personagens só deve melhorar, imagine combinar a qualidade visual do Google Veo com um assistente virtual que passe no que chamo de Teste de Turing do Metaverso.

Tudo isso nos aproxima do ponto da simulação, um conceito de singularidade tecnológica. É o momento em que conseguiremos criar mundos virtuais indistinguíveis da realidade física, com seres indistinguíveis de seres biológicos ou seja, seremos capazes de criar algo como a Matrix, com cenários realistas, avatares e personagens de IA.

Para entender por que esse avanço aumenta a probabilidade de já estarmos em uma simulação, podemos basear-nos no argumento de Nick Bostrom (2003) que apresenta três possibilidades para civilizações tecnológicas:

Nenhuma alcança o ponto da simulação (por autodestruição ou por limitações técnicas). Algumas chegam, mas decidem não criar simulações sofisticadas. Quase certamente estamos vivendo em uma simulação.

Se uma civilização avançada pode criar mundos simulados com o clique de um botão, cada um com bilhões ou triliões de seres simulados, então o número de seres simulados excederia em muito o número de seres reais. Estatisticamente, é muito mais provável que sejamos simulados do que sejamos biológicos. A conclusão é inevitável: se um dia podemos criar algo como a Matrix, provavelmente alguém já o fez e já estamos dentro dessa criação. É o avanço acelerado da IA que torna mais provável do que nunca que estejamos vivendo em algo virtual como Matrix

Basicamente, a Teoria da Simulação sugere que, se os humanos continuarem a avançar por centenas, milhares ou mesmo milhões de anos, será bastante seguro afirmar que teremos muito poder computacional. Com todo este poder, é provável que os nossos descendentes fiquem curiosos o suficiente para executar “simulações de antepassados”. Se isso já aconteceu, significaria que a grande maioria das pessoas são simulações dos descendentes avançados da humanidade original e, se for esse o caso, é mais racional supor que você é uma das simulações em vez de um dos humanos biológicos originais.

já se perguntou se a realidade que vivemos é, de facto, tudo o que existe? A ideia de “sair da Matrix” não é apenas um conceito de ficção científica, mas também uma metáfora poderosa para despertar a nossa consciência e transcender as limitações impostas pelas perceções do nosso quotidiano. O primeiro passo para essa jornada é questionar a realidade ao nosso redor. Comece a questionar as informações que recebe, as normas sociais e as suas próprias crenças. Não aceite nada como verdade absoluta. Isso envolve refletir profundamente sobre as nossas perceções e crenças, desafiar o status quo e estar aberto a novas possibilidades.

Leia livros, assista a documentários, converse com pessoas diferentes, saia da sua bolha. Quanto mais você sabe, mais fácil será identificar padrões e manipulações. Expandir nossa compreensão do mundo requer que busquemos conhecimento além das fontes convencionais.

Passe menos tempo nas redes sociais e TV. Dê preferência a atividades que permitam interagir com o mundo real e com outras pessoas de forma mais autêntica. Reduzir o uso de redes sociais e mídias que moldam nossas perceções nos ajuda a reconectar com o que realmente importa. Use esse tempo para se conectar consigo seja lendo um livro, contemplando a natureza ou conversando com alguém próximo.

Sair da matrix não significa isolar-se do mundo, e sim viver de forma mais desperta, consciente e em sintonia com o seu propósito. E, por fim, deixo para vossa consideração uma pergunta que profundamente incomoda quando se pensa se é verídica… E se tudo aquilo que fazemos não passa duma simulação?