637. prevendo futuros 18.1.2026 por chrys c

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637. prevendo futuros 18.1.2026

 

Quase todos sabem da minha inequívoca falta de jeito no campo das previsões, sejam Elias eleitorais ou futebolísticas, mas ao fim da primeira quinzena aterradora deste ano creio acertar quando disser que, a qualquer momento Trump vai deitar a mão à Gronelândia (não se sabe bem é como). E a UE que mandou meia dúzia de militares (37 no total: 1 RU, Países Baixos, 2 Noruega, 2 Finlândia, 3 Suécia, 13 Alemanha, 15 França) não vai fazer nada, a NATO precisava que os EUA dessem dinheiro para a NATO impedir a tomada da Gronelândia pelos EUA! A Dinamarca nada pode fazer e os habitantes locais ainda menos.

Podem acontecer três desfechos que inviabilizem esta previsão:

  1. Os EUA entram em colapso (tipo guerra civil)
  2. A 3ª Guerra Mundial formalmente toma conta do mundo
  3. Trump desaparece da cena. Sei que as estatísticas dizem que os presidentes mais à esquerda são normalmente, as vítimas de tentativas de assassinato, mas neste caso justificava-se uma exceção.

A verdade tornou-se traição neste império de mentiras que são os EUA. Já não é época de desastres bíblicos, tipo as dez pragas do Egito ou os mais prosaicos castigos divinos sobre esse mentiroso compulsivo narcisista que se diz cristão (protestante).Há muitos que dizem que a Rússia tem um ficheiro comprometedor sobre ele e que o manipulam livremente. Em 12 de agosto de 2025, Alnur Mussayev, ex-chefe do Comité de Segurança Nacional do Cazaquistão, alegou que o presidente russo Vladimir Putin (há muitos anos) possui um arquivo abrangente sobre Donald J. Trump. Ele não sugeriu isso. Ele afirmou que inclui registos financeiros que mostram transações ilícitas relacionadas com contas pertencentes a Trump ou claramente associadas ao seu nome além de gravações: documentação em áudio e vídeo de crimes sexuais contra menores e atos de violência contra mulheres. O objetivo, segundo Mussayev, é estratégico: garantir que Trump permaneça alinhado com os interesses geopolíticos russos. Isso inclui minar a OTAN, desestabilizar a União Europeia e pressionar a Ucrânia a se render.

Piers Morgan (cuja carreira na TV se deve ao “Aprendiz”, programa de TV de Donald Trump), surgiu crítico “A Grã-Bretanha deveria recomprar os Estados Unidos. Afinal, eles já foram nossos, e isso aumentaria a nossa segurança no Atlântico Norte. Se não nos vender, presidente Trump, vamos impor tarifas aos EUA e a qualquer país que o apoiar na resistência a este excelente acordo. Justo?”

Gronelândia pede à NATO defesa e proteção perante ameaças dos EUA.  Ministros reúnem amanhã - Economia - Jornal de Negócios

dois anos de saudade HELENA CHRYSTELLO

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Hoje celebram-se , infelizmente, dois anos sobre a última vinda da Nini a esta casa, nossa habitação desde 2005.

A medicamentação após a passagem de ano de 2023 não estava a surtir efeito, tendo sido necessário aumentar doses e morfina, o sofrimento aumentara. O Dr Carlos Pavão (entretanto falecido por doença prolongada o ano passado) como a conhecia bem, tentou o efeito placebo psicológico de a mandar para casa, a fim de que isso pudesse despertar a sua força e resiliência e fazer efeito onde a medicina tinha falhado. Infelizmente, ou era demasiado tarde ou nada havia a fazer, pois não resultou, antes pelo contrário.

Recordo aqui do Diário desse ano de 2024:

dia 15 chegou finalmente a casa, vinda do Hospital só pelas 22.30 (desde as 15.00 que esperava o transporte de ambulância de Bombeiros). Conheceu a cuidadora Magda (o filho foi aluno dela) e esteve entretida a falar com ela, apesar de muito cansada pela espera da ambulância, trocando impressões sobre como seriam os próximos tempos, o tipo de apoio a prestar, que cuidados mais necessários na sua presença (de manhã, almoço e ao fim da tarde) e nas suas ausências. Depois conseguiu dormir até pelas 03.20. Começou a piorar sem que a medicação surtisse efeito.

A crise era tanto real quanto psicológica, com a respiração sempre a piorar. Momentos de pânico para mim. Chamei a filha, a dormir no andar de cima, na falsa (a cadela Leoa não saiu da cama dela, deitada aos seus pés) para vir ajudar. Deu-se o máximo de oxigénio da bala (o portátil era insuficiente) e morfina, mas sem resultado nem melhoria visível, cada vez mais agitada e com dificuldades em respirar mas conseguia comunicar.

Pelas 10.00, após horas de aflição, medo e inquietação pela gravidade de nova crise, a viatura de emergência médica levou-a de novo para o Hospital, dizendo que devíamos tê-los chamado mais cedo, mas ela não queria nem deixava, na esperança de estabilizar a respiração e os níveis de saturação do oxigénio. Saiu em grave crise, na companhia da filha Bebé, pedindo aos enfermeiros que a não deixassem cair, cheia de medo pelo transporte de regresso ao HDES. Já doutras vezes ao entrar na ambulância sentada na sua cadeira de rodas, pedia encarecidamente aos enfermeiros que a não deixassem cair. Estava aterrorizada e nunca caíra. Só me lembro dela ter caído em agosto passado quando tentou fechar a passadeira elétrica e se lesionou com gravidade. Seria daí esse horror a cair?. Pelas 15.30 a médica disse que estava mais calma, estabilizada, aguardava na urgência a ida para a Pneumologia onde iremos vê-la no horário 18.00-20.00. Deu lá entrada apenas pelas 19.00 estabilizada, muito debilitada.

Quando foi para o Hospital eu e a filha imaginávamos ser ainda possível que ela recuperasse alguma coisa, nenhum de nós estava preparado para aceitar derrota ou um desfecho final. Nenhum de nós se apercebeu que a degradação do estado geral de saúde se vinha acentuando, dia após dia. A nossa esperança, a crença na sua capacidade de superar esta crise como superara sempre as 1001 crises anteriores era superior a uma análise fria ao seu estado de saúde. A partir desse dia seria uma escalada até dia 26, como ficou narrado em “Diário de um homem só, uma viagem interior (ChrónicAçores vol. 8)”.

Ainda hoje me debato com a não-aceitação da sua passagem a outro estado, outro universo. Isso está bem evidenciado no ChrónicAçores vol. 9 “Diário de um Homem só II, Manual para viúvos” ontem colocado em linha em https://heyzine.com/flip-book/779e68c3d3.html.

“Diário de um homem só – Uma viagem interior”,

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Diário de Um Homem Só
https://www.letraslavadas.pt/diario-de-um-homem-so/
 

  • Diário de um homem só – Uma viagem interior”, de J. Chrys Chrystello, é um livro em forma de diário íntimo que acompanha a solidão, os pensamentos e a autoanálise de um homem já maduro, num registo muito reflexivo e ensaístico
    Tema central

    • O foco é a condição de solidão contemporânea: um homem que vive muito consigo mesmo, observa o mundo e interroga o sentido da própria vida, do envelhecimento e das relações humanas
    • A “viagem interior” é mais importante do que qualquer deslocação física: trata‑se de revisitar memórias, escolhas e identidades, num balanço existencial feito com lucidez e ironia

    Estilo e tom

    • A escrita é culta, diarística e confessional, misturando reflexão filosófica, apontamentos do quotidiano e comentários sociais, num tom entre o íntimo e o critico
    • O narrador mostra um sujeito que se assume quase eremita, mas atento ao mundo, usando o diário como espaço de liberdade de pensamento e de autoquestionamento continuo

    Quais são os principais temas abordados no Diário de Um Homem Só
    “Diário de um homem só” trabalha sobretudo os temas da solidão, da autoanálise e da busca de sentido para a própria vida. A narrativa gira em torno de um homem isolado, que escreve para não enlouquecer e tenta organizar aquilo que sabe de si mesmo
    Principais temas

    • Solidão: o protagonista encontra‑se “no ápice de sua solidão e falta de amor”, sentindo-se desligado dos outros e afetivamente esvaziado
    • Memória e passado: ao “buscar o passado”, ele revisita lembranças, erros e relações antigas, numa espécie de acerto de contas com a própria história
    • Identidade e autoconhecimento: o diário funciona como espelho; ao narrar a si, o sujeito raivoso e desconcertante tenta compreender quem é, por que chegou a esse ponto e que tipo de futuro ainda pode construir

    No “Diário de um Homem Só”, o passado aparece mais por imagens recorrentes ligadas à memória, ao luto e ao tempo do que por grandes acontecimentos exteriores. Esses símbolos funcionam como gatilhos para a recordação e para a tentativa de reconstruir a vida que existia “antes”.​
    Objetos ligados à pessoa perdida

    • Objetos associados a Helena (fotografias, cartas, lembranças materiais) funcionam como âncoras de memória, trazendo à tona cenas do passado conjugal e familiar
    • Cada referência concreta à mulher morta transforma‑se em símbolo de um tempo em que havia amor e companhia, sustentando o contraste entre “antes” e “depois” do luto

    Diário como símbolo

    • O próprio diário é um símbolo do passado: escrever “o que sabe de si mesmo” implica vasculhar lembranças, reorganizar cronologias internas e recontar a própria biografia
    • Ao registar memórias em forma de escrita, o narrador tenta fixar o que teme perder, usando a palavra como forma de preservar o que o tempo e a morte já levaram

    Tempo e datas

    • Datas, alusões a “outros tempos” e marcas de idade funcionam como símbolos do avanço inexorável do tempo, sublinhando a distância entre o presente solitário e um passado mais pleno
    • Essa insistência em localizar acontecimentos no “antes” e no “depois” da perda transforma o tempo em eixo simbólico do livro, organizando toda a viagem interior em torno da memória

    A solidão em “Diário de um homem só” não é apenas um estado, mas a força que molda o modo como o protagonista pensa, sente e se relaciona com o mundo. Ela determina o tom da narrativa, o ritmo da “viagem interior” e o tipo de crescimento (muitas vezes doloroso) que ele experimenta
    Intensificação da autoanálise

    • A ausência de vínculos presentes empurra o protagonista para dentro, fazendo com que ele examine obsessivamente o passado, os erros e as perdas, num processo de autocrítica implacável
    • Esse isolamento produz um olhar extremamente lúcido, mas também duro, sobre si mesmo: a solidão afia a consciência, ao mesmo tempo em que amplifica culpas e ressentimentos

    Relação com o mundo e com os outros

    • Por viver “no ápice de sua solidão e falta de amor”, o protagonista passa a ver o mundo com desencanto, desconfiando das relações afetivas e das promessas de felicidade compartilhada
    • A solidão cria uma distância quase irreversível entre ele e os outros, o que o leva a preferir o refúgio da escrita e da memória a qualquer tentativa real de reaproximação social

    Transformação interior

    • Embora o isole, a solidão funciona como motor de transformação: é nesse vazio afetivo que ele se obriga a encarar quem se tornou e a repensar escolhas, identidades e expetativas
    • O desenvolvimento do protagonista é menos uma “superação” da solidão e mais um aprendizado para conviver com ela, integrando-a à própria visão de si e do sentido da vida.

    Uso da primeira pessoa e voz íntima

    • O narrador fala em primeira pessoa, num tom confessional, centrado na própria história interior: esse “eu” que se expõe, analisa a própria vida e vasculha lembranças é um traço clássico de escrita de si
    • A focalização quase exclusiva na subjetividade do narrador (pensamentos, sentimentos, culpas, memórias) aproxima a obra das formas autobiográficas e diarísticas discutidas por teóricos como Lejeune, que destacam a narrativa retrospetiva do próprio “eu”.​

    Experiência de solidão e envelhecimento

    • O protagonista é um homem maduro, marcado pela solidão, pelo desencanto e por um balanço da vida; esse tipo de personagem frequentemente funciona como projeção, ainda que ficcionalizada, de inquietações e fases vividas pelo autor
    • A insistência na autoanálise, na revisão do passado e na tentativa de compreender “como chegou até aqui” é típica de narrativas em que a experiência real do autor serve de matéria para a construção do personagem, mesmo com liberdade ficcional

    Diário como forma de escrita de si

    • A estrutura em forma de diário reforça o pacto de intimidade: o texto se organiza como registo de uma vida, retomando fatos, afetos e perdas, o que se aproxima das práticas autobiográficas descritas pelos estudos sobre literatura intima
    • Mesmo sem uma declaração explícita de identidade entre autor, narrador e personagem, o forte investimento na subjetividade e na memória permite falar em elementos autobiográficos no sentido lato: fragmentos de experiência e de visão de mundo do autor filtrados pela ficção

    ão” da solidão e mais um aprendizado para conviver com ela, integrando-a à própria visão de si e do sentido da vida.

Uso da primeira pessoa e voz íntima

  • O narrador fala em primeira pessoa, num tom confessional, centrado na própria história interior: esse “eu” que se expõe, analisa a própria vida e vasculha lembranças é um traço clássico de escrita de si
  • A focalização quase exclusiva na subjetividade do narrador (pensamentos, sentimentos, culpas, memórias) aproxima a obra das formas autobiográficas e diarísticas discutidas por teóricos como Lejeune, que destacam a narrativa retrospetiva do próprio “eu”.​

Experiência de solidão e envelhecimento

  • O protagonista é um homem maduro, marcado pela solidão, pelo desencanto e por um balanço da vida; esse tipo de personagem frequentemente funciona como projeção, ainda que ficcionalizada, de inquietações e fases vividas pelo autor
  • A insistência na autoanálise, na revisão do passado e na tentativa de compreender “como chegou até aqui” é típica de narrativas em que a experiência real do autor serve de matéria para a construção do personagem, mesmo com liberdade ficcional

Diário como forma de escrita de si

  • A estrutura em forma de diário reforça o pacto de intimidade: o texto se organiza como registo de uma vida, retomando fatos, afetos e perdas, o que se aproxima das práticas autobiográficas descritas pelos estudos sobre literatura intima
  • Mesmo sem uma declaração explícita de identidade entre autor, narrador e personagem, o forte investimento na subjetividade e na memória permite falar em elementos autobiográficos no sentido lato: fragmentos de experiência e de visão de mundo do autor filtrados pela ficção