“Diário de um homem só – Uma viagem interior”,

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Diário de Um Homem Só
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  • Diário de um homem só – Uma viagem interior”, de J. Chrys Chrystello, é um livro em forma de diário íntimo que acompanha a solidão, os pensamentos e a autoanálise de um homem já maduro, num registo muito reflexivo e ensaístico
    Tema central

    • O foco é a condição de solidão contemporânea: um homem que vive muito consigo mesmo, observa o mundo e interroga o sentido da própria vida, do envelhecimento e das relações humanas
    • A “viagem interior” é mais importante do que qualquer deslocação física: trata‑se de revisitar memórias, escolhas e identidades, num balanço existencial feito com lucidez e ironia

    Estilo e tom

    • A escrita é culta, diarística e confessional, misturando reflexão filosófica, apontamentos do quotidiano e comentários sociais, num tom entre o íntimo e o critico
    • O narrador mostra um sujeito que se assume quase eremita, mas atento ao mundo, usando o diário como espaço de liberdade de pensamento e de autoquestionamento continuo

    Quais são os principais temas abordados no Diário de Um Homem Só
    “Diário de um homem só” trabalha sobretudo os temas da solidão, da autoanálise e da busca de sentido para a própria vida. A narrativa gira em torno de um homem isolado, que escreve para não enlouquecer e tenta organizar aquilo que sabe de si mesmo
    Principais temas

    • Solidão: o protagonista encontra‑se “no ápice de sua solidão e falta de amor”, sentindo-se desligado dos outros e afetivamente esvaziado
    • Memória e passado: ao “buscar o passado”, ele revisita lembranças, erros e relações antigas, numa espécie de acerto de contas com a própria história
    • Identidade e autoconhecimento: o diário funciona como espelho; ao narrar a si, o sujeito raivoso e desconcertante tenta compreender quem é, por que chegou a esse ponto e que tipo de futuro ainda pode construir

    No “Diário de um Homem Só”, o passado aparece mais por imagens recorrentes ligadas à memória, ao luto e ao tempo do que por grandes acontecimentos exteriores. Esses símbolos funcionam como gatilhos para a recordação e para a tentativa de reconstruir a vida que existia “antes”.​
    Objetos ligados à pessoa perdida

    • Objetos associados a Helena (fotografias, cartas, lembranças materiais) funcionam como âncoras de memória, trazendo à tona cenas do passado conjugal e familiar
    • Cada referência concreta à mulher morta transforma‑se em símbolo de um tempo em que havia amor e companhia, sustentando o contraste entre “antes” e “depois” do luto

    Diário como símbolo

    • O próprio diário é um símbolo do passado: escrever “o que sabe de si mesmo” implica vasculhar lembranças, reorganizar cronologias internas e recontar a própria biografia
    • Ao registar memórias em forma de escrita, o narrador tenta fixar o que teme perder, usando a palavra como forma de preservar o que o tempo e a morte já levaram

    Tempo e datas

    • Datas, alusões a “outros tempos” e marcas de idade funcionam como símbolos do avanço inexorável do tempo, sublinhando a distância entre o presente solitário e um passado mais pleno
    • Essa insistência em localizar acontecimentos no “antes” e no “depois” da perda transforma o tempo em eixo simbólico do livro, organizando toda a viagem interior em torno da memória

    A solidão em “Diário de um homem só” não é apenas um estado, mas a força que molda o modo como o protagonista pensa, sente e se relaciona com o mundo. Ela determina o tom da narrativa, o ritmo da “viagem interior” e o tipo de crescimento (muitas vezes doloroso) que ele experimenta
    Intensificação da autoanálise

    • A ausência de vínculos presentes empurra o protagonista para dentro, fazendo com que ele examine obsessivamente o passado, os erros e as perdas, num processo de autocrítica implacável
    • Esse isolamento produz um olhar extremamente lúcido, mas também duro, sobre si mesmo: a solidão afia a consciência, ao mesmo tempo em que amplifica culpas e ressentimentos

    Relação com o mundo e com os outros

    • Por viver “no ápice de sua solidão e falta de amor”, o protagonista passa a ver o mundo com desencanto, desconfiando das relações afetivas e das promessas de felicidade compartilhada
    • A solidão cria uma distância quase irreversível entre ele e os outros, o que o leva a preferir o refúgio da escrita e da memória a qualquer tentativa real de reaproximação social

    Transformação interior

    • Embora o isole, a solidão funciona como motor de transformação: é nesse vazio afetivo que ele se obriga a encarar quem se tornou e a repensar escolhas, identidades e expetativas
    • O desenvolvimento do protagonista é menos uma “superação” da solidão e mais um aprendizado para conviver com ela, integrando-a à própria visão de si e do sentido da vida.

    Uso da primeira pessoa e voz íntima

    • O narrador fala em primeira pessoa, num tom confessional, centrado na própria história interior: esse “eu” que se expõe, analisa a própria vida e vasculha lembranças é um traço clássico de escrita de si
    • A focalização quase exclusiva na subjetividade do narrador (pensamentos, sentimentos, culpas, memórias) aproxima a obra das formas autobiográficas e diarísticas discutidas por teóricos como Lejeune, que destacam a narrativa retrospetiva do próprio “eu”.​

    Experiência de solidão e envelhecimento

    • O protagonista é um homem maduro, marcado pela solidão, pelo desencanto e por um balanço da vida; esse tipo de personagem frequentemente funciona como projeção, ainda que ficcionalizada, de inquietações e fases vividas pelo autor
    • A insistência na autoanálise, na revisão do passado e na tentativa de compreender “como chegou até aqui” é típica de narrativas em que a experiência real do autor serve de matéria para a construção do personagem, mesmo com liberdade ficcional

    Diário como forma de escrita de si

    • A estrutura em forma de diário reforça o pacto de intimidade: o texto se organiza como registo de uma vida, retomando fatos, afetos e perdas, o que se aproxima das práticas autobiográficas descritas pelos estudos sobre literatura intima
    • Mesmo sem uma declaração explícita de identidade entre autor, narrador e personagem, o forte investimento na subjetividade e na memória permite falar em elementos autobiográficos no sentido lato: fragmentos de experiência e de visão de mundo do autor filtrados pela ficção

    ão” da solidão e mais um aprendizado para conviver com ela, integrando-a à própria visão de si e do sentido da vida.

Uso da primeira pessoa e voz íntima

  • O narrador fala em primeira pessoa, num tom confessional, centrado na própria história interior: esse “eu” que se expõe, analisa a própria vida e vasculha lembranças é um traço clássico de escrita de si
  • A focalização quase exclusiva na subjetividade do narrador (pensamentos, sentimentos, culpas, memórias) aproxima a obra das formas autobiográficas e diarísticas discutidas por teóricos como Lejeune, que destacam a narrativa retrospetiva do próprio “eu”.​

Experiência de solidão e envelhecimento

  • O protagonista é um homem maduro, marcado pela solidão, pelo desencanto e por um balanço da vida; esse tipo de personagem frequentemente funciona como projeção, ainda que ficcionalizada, de inquietações e fases vividas pelo autor
  • A insistência na autoanálise, na revisão do passado e na tentativa de compreender “como chegou até aqui” é típica de narrativas em que a experiência real do autor serve de matéria para a construção do personagem, mesmo com liberdade ficcional

Diário como forma de escrita de si

  • A estrutura em forma de diário reforça o pacto de intimidade: o texto se organiza como registo de uma vida, retomando fatos, afetos e perdas, o que se aproxima das práticas autobiográficas descritas pelos estudos sobre literatura intima
  • Mesmo sem uma declaração explícita de identidade entre autor, narrador e personagem, o forte investimento na subjetividade e na memória permite falar em elementos autobiográficos no sentido lato: fragmentos de experiência e de visão de mundo do autor filtrados pela ficção

 

Emanuel Areias, Presidente Do Comissariado Dos Açores Para A Infância: “É Essencial Promover Uma Cultura Que Valorize Verdadeiramente A Infância E Proteja O Direito De Participação Da Criança” – Diário Dos Açores

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O Comissariado dos Açores para a Infância, entidade de âmbito regional criada em 2016, que funciona na dependência do Governo Regional, tem por missão a

Source: Emanuel Areias, Presidente Do Comissariado Dos Açores Para A Infância: “É Essencial Promover Uma Cultura Que Valorize Verdadeiramente A Infância E Proteja O Direito De Participação Da Criança” – Diário Dos Açores

ÁLAMO OLIVEIRA

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As artes visuais como princípio para a próxima conversa “Na Biblioteca do Álamo” com o Rui Melo.
Inscrições para jframinho@gmail.com.
Dia 24, sábado, pelas 19h00, retomamos as nossas conversas “Na Biblioteca do Álamo” com Rui Melo (professor de artes visuais, pintor e músico).
Continuamos a querer conhecer o lado mais pessoal dos nossos convidados e a sua ligação ao poeta.
Atendendo a que as entrevistas são gravadas ao vivo (e de modo a garantir as condições técnicas ideais para que as possamos partilhar noutros formatos, com todos), pedimos a quem queira assistir que nos confirme a sua presença por mensagem para jframinho@gmail.com.
Lembramos que a Biblioteca Álamo Oliveira, na Junta de Freguesia, disponibiliza os livros da sua coleção pessoal, que nos doou, a todos os que queiram requisitá-los ou consultá-los no local, onde podem trabalhar e utilizar os equipamentos disponíveis. Está aberta entre as 10h00 e as 14h00, de segunda a sexta-feira, e das 20h00 às 21h30h, à segunda, quarta e sexta-feira.

Derrocada na ilha de São Jorge leva ao encerramento do acesso à Fajã dos Cubres

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O caminho de acesso à Fajã dos Cubres, na ilha de São Jorge, nos Açores, está encerrado até segunda-feira devido a derrocadas provocadas pela chuva intensa, informou a proteção civil municipal.

Source: Derrocada na ilha de São Jorge leva ao encerramento do acesso à Fajã dos Cubres

atribulado ano 2026 por osvaldo cabral

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May be an image of one or more people
O ANO ATRIBULADO DE 2026
1 – GOVERNO PODE CAIR – Não será difícil adivinhar que este novo ano traz cenários atribulados para a Região, face aos sinais que se vislumbram na economia e na política.
2026 é o ano crucial para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que termina no final do Verão, teremos também a execução do Plano de Investimentos anual, com apresentação do próximo para 2027, e a finalização do processo de privatização da SATA.
São três vertentes estratégicas essenciais para os Açores, para as quais os partidos da oposição vão querer fazer um balanço do desempenho do Governo Regional em cada uma delas.
E a melhor oportunidade será exactamente no regresso das férias de Verão, com a reabertura da sessão parlamentar e a apresentação do Plano e Orçamento 2027 em Outubro.
Pelo que se vai ouvindo nos bastidores dos partidos da oposição, o balanço perspectiva-se “muito negativo”, não sendo de descartar um eventual chumbo do próximo Plano e Orçamento e a consequente queda do governo.
Faz sentido a meio do mandato? Tudo vai depender do desempenho do governo naqueles eventos ao longo do ano, mas as perspectivas não são boas.
O Chega, que até agora tem ajudado a suportar a coligação, está numa fase de críticas crescentes à governação, manifestando profundo descontentamento com a actuação da equipa de Bolieiro e, mesmo a meio da legislatura, não vai querer ficar colado à imagem de uma governação fraca, criticada por todos os sectores da Região, desde parceiros sociais, autarcas e cidadãos, querendo evitar a imagem de “muleta” da coligação.
Já não haverá a desculpa do PRR, em que a oposição absteve-se no último Plano e Orçamento com o argumento, responsável, de que era preciso aproveitar todos os fundos comunitários e não atrasar a respectiva programação.
Sabendo-se que não vai ser possível aplicar na íntegra o PRR, muito menos um bom desempenho do Plano de Investimentos, a que acresce o rotundo falhanço da privatização da SATA, que continua a desgastar o governo, seja qual for o seu desfecho, a oposição fica em condições de mostrar um cartão vermelho a José Manuel Bolieiro.
Com o crescente descontentamento popular que grassa em todas as ilhas, agravado com o aumento do custo de vida para este ano e o abrandamento do turismo e, consequentemente, da economia regional, teremos então o cenário perfeito para a oposição fazer cair o executivo.
Se não for na próxima discussão do Plano e Orçamento, é quase certo que acontecerá em 2027.
Este é o cenário que se desenha nos bastidores da oposição.
Na coligação, há a confiança de que a maioria dos eleitores não vê na oposição, nomeadamente no PS, a alternativa desejada, continuando a pensar que Francisco César é o seguro de vida da coligação.
Embora não desejando eleições antecipadas, a coligação acha-se preparada para voltar a ganhar, seja em que circunstância for, e contar novamente com o Chega, que não quer o PS no poder.
Há, ainda, um outro trunfo que Bolieiro poderá utilizar no final do Verão, que é a remodelação do governo.
Com o Chega a pedir uma nova forma de governar, a coligação poderá proceder a uma remodelação, mesmo que trocando alguns secretários de pasta, com o argumento de que não o faz mais cedo porque todos os secretários estão envolvidos na programação do PRR.
Resta saber se é o suficiente para “domesticar” o Chega, sabendo-se que José Pacheco é um dos defensores da máxima dentro do partido, segundo a qual “se o governo não muda, nós vamos mudar o governo”.
Ou seja, politicamente este governo estará sempre na corda bamba durante todo o ano.
Com as fragilidades que tem apresentado e com a desorientação estratégica em várias áreas, o mais provável é que vamos ter um ano politicamente agitado.
2 – A ECONOMIA DAS ELITES E A DOS CIDADÃOS – A iniciativa do Secretário das Finanças em avançar com uma conferência de imprensa, no início deste ano, para fazer um balanço económico de 2025, é uma resposta às preocupações do Chega.
Duarte Freitas quer demonstrar que, mesmo com a maior dívida da história da Autonomia e com várias empresas públicas falidas, a economia “é pujante” e nunca esteve tão bem, mesmo comparando com os governos do PS.
Os números são bonitos, mas o que conta, para os cidadãos, é a carteira no fim do mês.
A economia cresce há mais de 50 meses, como gostam de sublinhar os governantes, mas não dizem que ela está a abrandar a olhos vistos.
Em 2024 houve apenas três meses em que o Indicador de Actividade Económica cresceu 2%.
Em 2025 não se registou nenhum mês com 2% de crescimento.
São crescimentos pífios, abaixo da média da inflação, que não se reflectem na carteira das famílias, o que agrava o descontentamento popular, notório em qualquer sector da sociedade.
A conferência de imprensa de Duarte Freitas foi recheada de números, mas com pouca mensagem motivadora para os cidadãos, cada vez mais cientes de que a economia está assente apenas no bom desempenho do turismo, que dá pleno emprego mas não dá bons salários e aumenta o custo de vida em sectores essenciais, como a alimentação, a energia e a habitação.
Há uma espécie de duas economias na Região: a dos que aproveitam os fundos comunitários para crescer e a dos cidadãos da classe média, que chegam ao fim do mês sem dinheiro nos bolsos.
O próprio Secretário das Finanças entra em contradição quando anunciou uma poupança no sector público de 30 milhões de euros, mas na conferência de imprensa veio dizer que só o sector da Saúde leva a fatia de leão do orçamento regional, com o HDES a tornar-se no “principal centro de custos da região”.
Ou seja, não há poupança nenhuma.
3 – A SUBMISSÃO A LISBOA – Com um governo tão desgastado, pelos inúmeros falhanços e pela falta de estratégia em áreas chaves da economia regional, o melhor que poderia acontecer era o Governo da República dar um pretexto para que a coligação fizesse do centralismo lisboeta um cavalo de batalha, desviando as atenções dos problemas internos.
Nem isso soube fazer.
Teve uma posição frouxa e submissa no caso dos salários em atraso nas Misericórdias e, agora, incompreensivelmente, na escandalosa trapalhada que é a portaria do Subsídio de Mobilidade, reagiu tardiamente e sem uma posição concertada com a Madeira, que foi mais rápida e contundente.
Miguel Albuquerque deu uma lição a Bolieiro sobre como se deve lidar com gente incompetente e centralista, seja qual for a origem partidária.
O PSD-Açores, reagindo tarde e por arrasto da Madeira, depois de constatar que o assunto está na boca de todos os cidadãos, dá a imagem de um partido refém da arrogância de Luís Montenegro e do ministro das dondocas de Cascais, que pela segunda vez faz da coligação açoriana uma autêntica rodilha política.
É preciso pôr este ministro na linha, à semelhança do que se fez com outros, noutros tempos, nomeadamente com a socialista Ana Vitorino, que nos queria “roubar” a gestão partilhada do mar.
Em plena comemoração de 50 anos de Autonomia, dar a percepção de subjugação ao Terreiro do Paço só nos envergonha a todos e vem comprovar o cenário mais do que provável descrito no início desta crónica: a coligação está a perder fôlego internamente há já algum tempo, claudica perante Lisboa e já poucos eleitores se revêem neste projecto.
Bolieiro e os seus parceiros da coligação que ponham as barbas de molho!
OSVALDO CABRAL
Janeiro 2026