Património Literário Açoriano | Urbano Bettencourt

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A consideração da literatura numa dimensão patrimonial assenta, de modo geral, em dois aspectos que relevam da sua natureza enquanto processo individual  e social também. Em primeiro lugar, o poder…

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Navios poluem tanto em Portugal como todos os carros das 8 maiores cidades

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Ricardo Afonso shared a link to the group: Info: Santa Maria (Açores).

“Portugal é o 6.º país europeu onde o transporte marítimo mais polui”

Não me surpreende se os navios numa Rep Checa Áustria ou Hungria poluam zero.

Osvaldo José Vieira Cabral Como se enterra o preço de um hospital só em juros

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Osvaldo José Vieira Cabral

Como se enterra o preço de um hospital só em juros

Ouvimos os nossos governantes falarem sobre o sector da saúde e julgamos que vivemos… na Suíça.
A novel secretária apanhou a escola toda dos colegas mais calejados e também já sabe pintar a região de cor-de-rosa, varrendo para debaixo do tapete hospitalar o caos que se vive na gestão da saúde pública.
A discussão sobre o Serviço Regional de Saúde morre a partir de um dado assombroso que poucos terão descortinado, até agora, nas contas da Saudaçor.
Sabem quanto pagou no ano passado a Saudaçor só em juros?
Fiquem sentados: 27 milhões de euros!
Não é gralha: exactamente 27,677 milhões só em juros da monstruosa dívida que todos vamos ter que pagar.
Se o Hospital Internacional, privado, que está a ser construído na Lagoa, em S. Miguel, custa 30 milhões de euros, percebe quantos hospitais estamos a perder por ano?
Sabe que o passivo da Saudaçor, de 750 milhões de euros, dava para construir mais do que dois hospitais por cada ilha?
É esta a dimensão do desastre que estes governantes nos deixam como herança para os próximos anos.
Os mesmos que prometeram um Serviço Regional de Saúde em que “todos contam”, mas que mais de 12 mil açorianos nem conseguem “dar conta” a uma cirurgia.
Prometeram reduzir as listas de espera em 2011, 2014 e 2017, com pomposos programas de recuperação, que custaram uma pipa de massa, trazendo especialistas do continente, em passeio de fim de semana, com pagamentos obscenos, e qual foi o resultado?
A prometida redução de listas de espera “num mandato” transformou-se, por milagre de São Camilo de Léllis, na maior lista de espera de sempre em 2019!
Responsáveis?!
Agora, alguém é responsável por alguma coisa nesta região?
Era interessante saber quantos doentes já morreram, entretanto, à espera de uma cirurgia.
Em Lisboa, a Ordem dos Enfermeiros enviou para a Procuradoria da República um pedido de investigação sobre as mais de 2.600 pessoas que terão morrido à espera de uma cirurgia, só em 2016.
Cá, não se passa nada. Um paraíso.
Agora que vamos ter eleições, já se assiste a novo frenesim na entrega de vales-cirurgia a doentes em lista de espera para serem operados na Clínica Bom Jesus.
Também era interessante saber quanto o Sistema Regional de Saúde já pagou só à Clínica Bom Jesus, nestes últimos anos, e como é que funcionam estas espécies de convencionadas.
Se é verdade que os doentes são chamados ao Hospital de Ponta Delgada para realizarem consultas pré-operatórias, exames pré-operatórios, durante os horários de trabalho dos profissionais envolvidos, e até mesmo as consultas pós-operatórias, ficando a Clínica apenas com as cirurgias, realizadas com os mesmos médicos dos quadros do Hospital, se isto é assim, então temos aqui um rico negócio…
Sobretudo sabendo-se que há blocos operatórios disponíveis no Hospital e que o número de cirurgias tem diminuído.
Convinha que o Serviço Regional de Saúde esclarecesse este funcionamento. Ou é tudo um mistério?
A União Europeia acaba de publicar um relatório onde se diz que as despesas das famílias, no nosso país, com a saúde, são “catastróficas”, porque o número de despesas não reembolsáveis no Serviço Nacional de Saúde é “elevado”.
Ora, por cá não há diferença, sendo provavelmente acrescida de mais dificuldades, sobretudo para quem vive nas ilhas sem hospital e recebe umas migalhas para as deslocações.
O relatório europeu vai mais longe e deixa um aviso sobre a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, apontando a dívida acumulada pelos hospitais, em conjunto com o envelhecimento da população, como “riscos prementes para a sustentabilidade financeira do sistema de saúde”.
Imaginem se eles viessem aos Açores ver o estado financeiro do nosso sistema regional.
Morriam de susto!

Haja saúde e Feliz Natal.
O “Diário Inconveniente” regressa no próximo ano.
Tréguas de Natal…

Dezembro 2019
Osvaldo Cabral
(Diário dos Açores, Diário Insular, Multimédia RTP-A, Portuguese Times EUA, LusoPresse Montreal)

SYDNEY AR PIOR QUE NA ÍNDIA E CHINA

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Air quality readings were off the charts in Sydney yesterday with readings more than five-times “hazardous” levels in some suburbs.

QUANDO FIDEL FALOU DO CLIMA NINGUÉM O OUVIU, NÃO ERA SUECO

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José Mário Costa

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Discurso feito por Fidel Castro em 1992 (há 27 anos) sobre a urgente defesa do meio ambiente do planeta.

Como os “media” andavam distraídos com outras coisas, foi preciso vir uma miúda sueca de 16 anos alertar para o que já então era por demais evidente…

O discurso do “vai doer” SATA – NO Revista

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Não irei conjugar o verbo doer, mas irei tentar descrever o contexto do doer na audição do presidente nomeado para a SATA. Foi uma audição de doer a alma sem

Source: O discurso do “vai doer” – NO Revista

Metro ligeiro de Macau inaugurado hoje

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morreu sozinho numa tenda um ator abandonado

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Lúcia Duarte shared a post to the group: Liberta a expressão.

A vida triste😥😥

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Fernando Heitor

O actor José Lopes, morreu não se sabe quando, numa tenda que era a sua casa. Infelizmente não foi o único actor português que morreu sozinho e sem um tostão, são muitos os que têm tido um fim idêntico. Trabalhei com ele no Teatro da Cornucópia, era uma pessoa muito terna.
“O ZÉ LOPES
ANTÓNIO ALVES FERNANDES·TERÇA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2019·4 MINUTOS
Estava na época sazonal da apanha da azeitona na Cova da Beira: redes, bate-palmas, vibrações nos troncos das oliveiras e filas intermináveis para o Lagar Cooperativo.
Foi neste cenário, que a maioria dos nossos governantes nunca viveu nem conheceu, em que recebi a triste notícia do falecimento do José Lopes – o nosso querido Zé Lopes. Mas recuemos no tempo para conhecer o percurso do Nosso Homem.
José Manuel Lopes nasceu a 31 de Março de 1958. Casapiano, frequentou o curso de Antropologia Social, mas cedo se interessou pelo Teatro, participando como actor em diversas peças, entre elas “Os Negros” de Jean Genet com encenação de Rogério de Carvalho, “Vida e Morte de Bamba” de Lope de Vega com encenação de Luís Miguel Cintra ou “Epopeia de Gilgamesh” com tradução de Pedro Tamen e encenação de Adolfo Gutkin. Esteve presente no Festival Internacional de Teatro de Lovaina na Bélgica com a peça “Eu, Antonin Artaud” e no Festival de Teatro de Sitges (Barcelona) com uma peça encenada por Adolfo Gutkin dedicada ao mito de Drácula. Colaborou ainda com Luís Miguel Cintra na docência da disciplina de direcção de actores na Escola Superior de Teatro e Cinema. Enquanto actor de Cinema, preferiu sempre trabalhar em produções independentes: filmes como “Adeus Lisboa” de João Rodrigues, “Interrogatório” de Maria Mendes e José Pedroso ou “Longe” de José Oliveira, seleccionado para o importante Festival de Locarno. Ainda tive o prazer de contracenar com ele, eu como figurante, no filme “Guerra” do mesmo José Oliveira, na saudosa casa “Amigos do Minho” em Lisboa. Também na música, o Zé Lopes era um excelente tocador de viola (ainda muito novo já acompanhava o Zeca Afonso) e um profundo conhecedor e pesquisador da musicalidade ancestral do nosso povo. Quem não se lembra de “ir e vir ao mar e talvez não voltar”?
Conheci-o há cerca de uma década nos primeiros Encontros Cinematográficos realizados no Fundão. Recebi-o, junto a outros companheiros das lides cinematográficas, na Quinta da Nave de Cima em Aldeia de Joanes. Depressa criei empatia com ele, sempre divertido, curioso e pronto a ajudar. Lembro-me que, apesar das tertúlias cinematográficas se prolongarem pela noite dentro, ele era o primeiro a levantar-se. Muitas vezes eu acordava e já estava à minha espera para me apoiar na “reforma agrária”, juntava-se a mim na rega ou ajudava-me a transportar fruta. Quando os “Encontros” terminavam, a minha Esposa preparava-lhe sempre um “lanchinho” para uma semana. Voltava todos os anos, amava o Fundão, dizia a sorrir que era o seu “Paris Texas” e o último reduto de resistência cultural no país. Várias vezes o apanhei a beijar o chão que pisamos e nunca mais esqueci esse gesto simbólico. Ficava todo arrepiado, lembrava-me o Papa João Paulo II quando chegava pela primeira vez a um país. Confrontado com tão dignificante atitude, explicou-me que dada a generosidade das gentes da Beira, este local lhe estava para sempre no coração e beijava a terra como forma de agradecimento.
Muitos outros encontros se seguiram em Aldeia de Joanes, no Fundão e em Lisboa. Não posso esquecer a sua disponibilidade para se deslocar à Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Aldeia de Joanes, para abrilhantar musicalmente, com a cantora Marta Ramos, a apresentação do meu livro “O Nosso Homem”. As suas actuações foram um verdadeiro sucesso nessa tarde memorável em Março de 2017.
A vida proporcionou-lhe aplausos nos palcos de Teatro, nas salas de Cinema, nos convívios culturais, mas também se atravessou com muitos espinhos: um divórcio muito complicado, uma precariedade que afecta os verdadeiros artistas que não se vendem por “dá cá aquela palha”, um desemprego de longa duração, o fado português de o mérito artístico não ser reconhecido, a doença e a pobreza extrema.
Durante muito tempo recusou, com a altivez de um príncipe, qualquer espécie de ajuda e, quando a obtinha, logo a distribuia por quem mais precisava. Era pobre (não de espírito) mas distribuia generosidade como um Rei. Estava doente mas perguntava sempre pela nossa saúde. Deu tudo aos outros e acabou sem nada…
Aos 61 anos, este andarilho da cultura foi encontrado morto na tenda onde dormia (desde que a segurança social lhe cortara o rendimento mínimo), nos arrabaldes de Sintra, junto a uma estação de comboios… Não se sabe a hora nem o dia em que tal facto aconteceu. Dizem que morreu de causa desconhecida…
Já não volto a ver o Zé Lopes a beijar as terras da Cova da Beira, a tocar, a representar, a dar-me um apertado abraço, a “animar a malta”. Irei vê-lo vivo nos ecrãs do cinema. Nas artes e na cultura o Zé Lopes nunca morre, assim como no coração dos seus companheiros e daqueles que tiveram o privilégio de o conhecer.
Zé Lopes, Homem Livre, descansa em Paz.
António Alves Fernandes
Aldeia de Joanes
Dezembro/2019”

A hilariante história do livro português que ficou famoso por ser tão ridículo – NiT

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No meio do século XIX, um autor português pouco conhecido conquistou uma grande popularidade de repente. O seu livro “O Novo Guia da Conversação em Português e Inglês”, publicado originalmente em 1855, começou a ser famoso no Reino Unido. Mas não pelos melhores motivos. O objetivo era que esta obra de Pedro Carolino ajudasse os … Continued

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