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  • Em 2021 entrevistei o João Pedro Porto, meu aluno na Domingos Rebelo

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    A entrevista “João Pedro Porto a fundo, na raiz do humano” foi publicada na Revista Desassossego: https://revistas.usp.br/desassossego/issue/view/11543
    Fiquei muito feliz com este reconhecimento!
    Susana Antunes
    Associate Professor of Portuguese
    University of Wisconsin-Milwaukee
  • Escritor cabo-verdiano Daniel Medina recebe Prémio Literário Guerra Junqueira Lusofonia 2023  – Balai

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    O escritor cabo-verdiano Daniel Medina recebeu ontem, dia 6, em Lisboa (Portugal) o Prémio Literário Guerra Junqueira Lusofonia 2023, em reconhecimento à sua contribuição significativa para a cultura e literatura de língua portuguesa.

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  • Prémio Natália Correia atribuído a escritor João Pedro Porto – jornalacores9.pt

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    O escritor açoriano João Pedro Porto foi o vencedor da edição de 2025 do Prémio Literário Natália Correia, uma iniciativa da Câmara Municipal de Ponta Delgada, com a obra “Não-Poema”, foi hoje anunciado. Segundo uma nota de imprensa, o júri entregou ainda menções honrosas a “Este Caminho Nómada”, da autoria de Álvaro Giesta, e “Assim […]

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  • SOLIDÃO NA VELHICE EM PORTUGAL: UMA TRAGÉDIA

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    SOLIDÃO NA VELHICE EM PORTUGAL: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA QUE NINGUÉM QUER VER
    Em Portugal, ser velho é quase uma sentença de invisibilidade. Numa sociedade que idolatra a juventude, os idosos são descartados como móveis antigos: já tiveram o seu tempo, agora atrapalham. A solidão na velhice não é um acaso, mas o produto direto das escolhas que temos feito como sociedade. E o mais triste é que todos fingem que não têm nada a ver com isso. A cultura portuguesa, que em tempos se orgulhava de cuidar dos seus mais velhos, hoje terceiriza essa responsabilidade. Os filhos estão “ocupados demais”, os vizinhos desapareceram e os lares de idosos tornaram-se depósitos de consciência tranquila. Instalou-se a ideia de que “o Estado que resolva”. Só que o Estado não tem tempo, nem dinheiro, nem afeto. Vivemos num país onde os idosos sustentaram famílias inteiras, mas agora vivem com reformas miseráveis, onde cuidaram de netos para que os pais pudessem trabalhar, mas agora são esquecidos em apartamentos frios ou abandonados no interior, sem transporte, sem apoio, sem voz. O envelhecimento, em Portugal, tornou-se um sinónimo de isolamento. A cidade não está pensada para eles. A tecnologia, muito menos. E a sociedade, essa, só os lembra no Dia dos Avós ou quando se quer comover em telejornais. No resto do tempo, a presença deles é incómoda: caminham devagar, falam do passado, não “sabem mexer no telemóvel”. O mais hipócrita é que todos nós vamos envelhecer. Mas, por algum motivo, fingimos que isso não nos diz respeito.
    E por que razão esta solidão só tende a aumentar?
    1. Desumanização das relações familiares: Os laços familiares tornaram-se frágeis, impacientes e baseados na utilidade. Quem não produz ou não “rende” é descartado.
    2. Migração e urbanização: Filhos e netos partiram para o estrangeiro ou para as grandes cidades. O interior do país está envelhecido e esquecido, literalmente.
    3. Tecnologia que exclui: Tudo é digital, automatizado, desumanizado. Quem não acompanha, é deixado para trás. Até ir ao banco virou um desafio para quem tem mais de 70 anos.
    4. Falta de políticas públicas eficazes: Fala-se muito em “envelhecimento ativo”, mas o que se oferece são atividades pontuais e simbólicas. Onde estão os centros comunitários reais, o apoio psicológico, os transportes adaptados?
    5. Vergonha de envelhecer: Os próprios idosos foram levados a acreditar que envelhecer é um fracasso. Por isso, escondem-se, silenciam-se, encolhem-se no mundo.
    A solidão na velhice em Portugal não é um problema social. É um espelho da nossa falência moral. E enquanto não houver coragem para encarar esta verdade, continuaremos a assistir ao envelhecimento de um povo abandonado à sua própria sorte.
    (Um dia seremos todos velhos… Para meditarmos seriamente).
    José Micard Teixeira
    (Crónicas Sem Maquiagem sobre uma Sociedade Sem Perfume)
    Aguarela
    Joao Paulo de Carvalho
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  • “OS SEGREDOS DAS SETE CIDADES” EXPOSIÇÃO DE PINTURA – RUI PAIVA

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    May be an image of text that says "BACH 雷 INAUGURAÇÃO A A AGOSTO ÀS 20:15 H ATÉ 8 DE SETEMBRO DE 2025 DADI SETE DAS ိ omonon Na Sede Junta de Freguesias Masededa/antade-ere de Sete Cidades Dias úteis: gh 12h 13h 16:30h EXPOSIÇÃO RUI ΙνΑ www. www.rulpaiva.co www.ruipaiva.com rulpaiva. .com ruipai58"
    “OS SEGREDOS DAS SETE CIDADES”
    EXPOSIÇÃO DE PINTURA – RUI PAIVA
    Inauguração da Exposição de Pintura “Os Segredos das Sete Cidades” a 8 de Agosto de 2025, pelas 20:15 h
    Ocorrerá na Sede da Junta de Freguesia de Sete Cidades, Ilha de S. Miguel, Açores, logo após o lançamento do livro “As Novas Lendas das Sete Cidades”.
    Rui Paiva, investigador, escritor, poeta, e artista plástico, revela nesta mostra o processo criativo das ilustrações que concebeu para o novo livro, mostrando algumas das aguarelas e desenhos não publicados na obra.
    Apareçam, visitem, divulguem.
    De 8 de Agosto a 8 de Setembro de 2025!
  • A EXTINÇÃO DA FCT

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    Com a extinção da FCT, deixamos de ter um ator que nas últimas três décadas teve um papel central, mediando a ação de governos, instituições e investigadores e possibilitou a produção de conhecimento.
    [Ana Ferreira, “Público”, 2/09/2025]
    ……………
    A história conta-se rapidamente. Fundada em 1997, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, conhecida por muitos como FCT, será agora extinta. Com esta dissolução, fragiliza-se substancialmente a ciência e o trabalho científico, apoiados nas quase três décadas de existência da FCT através do financiamento público competitivo por esta atribuído a pessoas, a projetos de investigação e inovação, a estruturas e a redes científicas. A explicação para a necessidade destes investimentos é igualmente rápida.
    As pessoas que fazem investigação não vivem do ar, mas de um salário ou de uma bolsa. O trabalho de investigação precisa, entre muitas outras coisas, não só de material laboratorial e/ou computadores, mas de organizações onde se o mesmo se desenvolva. Precisa também de redes científicas mais alargadas onde se discutam projetos e resultados e se explorem potenciais caminhos futuros.
    A conclusão é simples: o trabalho científico é, como a maioria dos outros trabalhos, desenvolvido por pessoas no quadro de organizações, mas, contrariamente outros trabalhos, não tem sido financiado por essas organizações, mas, na imensa maioria dos casos, pela FCT.
    É claro que o financiamento sempre insuficiente, os recursos humanos escassos para tarefas crescentes e cada vez mais complexas, entre outros, conduzem a que todos os anos tenhamos um rol de críticas à FCT.
    Porque os resultados dos mil concursos a que nos candidatámos estão atrasados, porque a programação é limitada, porque a avaliação, mesmo sendo feita internacionalmente, não é suficientemente transparente, porque os indicadores utilizados são desadequados, porque a burocracia é mais que muita. Enfim. Pensamos ser possível fazer mais e melhor. Queremos fazer mais e melhor.
    Mas não nos enganemos. Apesar de todas as críticas, e da pertinência de muitas destas, todo o trabalho que a minha geração de investigadores e as que se seguiram desenvolveram foi possibilitado por esta estrutura e por todos os que para ela contribuíram e contribuem.
    Trata-se apenas de mais um passo no aprofundamento do programa que nas últimas décadas tem vindo a submeter o setor do ensino superior e da ciência, e os seus trabalhadores, à lógica dos mercados e do lucro a todo o custo.
    É por isso com preocupação extrema que nos deparamos com a notícia da extinção da FCT e da sua fusão com a Agência Nacional de Inovação na rebranded Agência de Investigação e Inovação.
    A este respeito, os esclarecimentos do superministério do sector, onde a Ciência surge num lugar de entremeio entre Educação e Inovação, traduzem todo um programa: “A Agência para a Investigação e Inovação permitirá iniciar um novo ciclo integrado da investigação à inovação, com um apoio mais personalizado e eficaz a investigadores, empresas, startups e entidades do sistema científico e tecnológico nacional.”
    Acrescenta-se que esta agência “facilitará a definição de prioridades transversais e integradas, evitando visões fragmentadas entre ciência ‘pura’ e inovação ‘aplicada’”.
    Nada disto é novo. Trata-se apenas de mais um passo no aprofundamento do programa que nas últimas décadas tem vindo a submeter o setor do ensino superior e da ciência, e os seus trabalhadores, à lógica dos mercados e do lucro a todo o custo.
    De acordo com esta cartilha, tudo o que não seja confinável a uma qualquer caixa repleta de indicadores e traduzível em valor nos mercados deverá ser descontinuado.
    O superministro, sabendo das críticas que se seguirão, veio já a terreiro dizer que “protegerá” a “investigação mais básica e fundamental”, aquela que não resultando diretamente numa qualquer aplicação com valor nos mercados poderia estar em causa com esta “deriva inovadora”.
    Prometem-nos umas migalhas, para que não percamos tempo a pensar no que é por demais evidente: com a extinção da FCT, deixamos de ter um ator que nas últimas três décadas desempenhou um papel central, mediando a ação de governos, instituições e investigadores, tantas vezes de costas voltadas, e que possibilitou a produção de conhecimento em todas as áreas científicas.
    Basta agora, em nome da superação de “anacronismos” e da “eliminação de redundâncias”, criar o megaministério da Economia, Educação e Inovação, onde a Educação passe a mediar Economia e Inovação, e o papel da Ciência se eclipse de vez para assumir a única função que a “deriva inovadora” lhe consegue perspetivar: o suporte ao desenvolvimento económico do país.
    Não deixa de ser irónico o momento escolhido para uma estocada tão forte: 31 de julho, com férias à porta. Momento em que, vezes sem conta, aguardámos e recebemos resultados de concursos da mesma FCT que agora se extingue. Momento escolhido para que, cansados de mais um ano de incertezas e embalados pela brisa marítima, não nos organizemos. Para quem tão recorrentemente convoca a “inovação”, parece pouco criativo. E só será eficaz se nós deixarmos.
    [Ana Ferreira, investigadora auxiliar do Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS) da Faculdade de Ciências Socais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, “ Público”, 2/09/2025]
    publico.pt
    A extinção da ciência
  • Livro sobre “Monumentos ao Emigrante” vai ser lançado nos Açores — DNOTICIAS.PT

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    Ilha do Pico serve como cenário ao lançamento de publicação que reúne monumentos existentes em todos os distritos de Portugal continental e regiões autónomas da Madeira e dos Açores

    Source: Livro sobre “Monumentos ao Emigrante” vai ser lançado nos Açores — DNOTICIAS.PT