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Tomás Quental
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A presidente vai acabar só
A simpática presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, drª Maria José Lemos Duarte, está metida num grande sarilho.
Após um longo processo, confuso e complexo, deu o prazo de 11 de Janeiro de 2021 para a empresa concessionária do espaço público da Calheta de Pêro de Teive demolir os edifícios inacabados e abandonados ali existentes há aproximadamente 12 anos, sob pena de a autarquia tomar posse administrativa do espaço, proceder à demolição e imputar os custos à empresa.
A empresa, no entanto, que só teria a ganhar com uma atitude de colaboração e de boa-vontade, tanto mais que não é proprietária daquele espaço, já fez saber que não vai demolir coisa alguma e ameaça com a barra do tribunal.
É deveras lamentável que uma empresa, detida por um fundo financeiro norte-americano, que tem sido sempre tratada com toda a diplomacia pelos poderes públicos açorianos, que tem tido inclusivamente um tratamento de grande apoio político e técnico para os investimentos que tem realizado no arquipélago, se permita responder de forma tão pouco amistosa à Câmara Municipal de Ponta Delgada. O que é que essa empresa quer, afinal?
A drª Maria José Lemos Duarte, que está a cumprir o mandato como presidente da edilidade com visíveis determinação e boa-vontade, não vai ter força institucional para realizar a promessa de demolição das galerias da Calheta. É o que me parece!
Por um lado, ela precisaria do apoio institucional do Governo Regional dos Açores, porque se trata de um espaço público apenas concessionado a um privado. Ora, o dr. José Manuel Bolieiro, como presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, não deixou uma marca positiva na questão da Calheta, porque prometeu muito mas não cumpriu nada. E, claro está, como presidente do Governo Regional, também não vai agir, como deveria, na mesma atitude de procurar “consensos” que acabam em nada. Penso mesmo que ele vai aconselhar a presidente Maria José a estar quieta, para não levantar problemas logo no início do mantado do Governo Regional e num momento tão difícil da vida colectiva.
Por outro lado, vai faltar à presidente da autarquia o apoio explícito da população da cidade e do concelho. Seria fundamental que esse apoio existisse, efectivo e decidido. O Movimento “Queremos a Calheta de Volta” começou bem, mas depois extinguiu-se ou foi pressionado a desaparecer e a não “chatear”. Agora seria mais do que necessária uma organização de cidadãos, os verdadeiros donos da cidade, para apoiar a presidente da edilidade.
Penso, pois, que a drª Maria José Lemos Duarte, apesar de determinada e até corajosa, vai acabar só nesta sua luta pela solução do problema da Calheta, não conseguindo, infelizmente, o objectivo a que se propôs neste domínio. Lamento imenso! Manifesto-lhe a minha sincera solidariedade.
Comments
Antonio Hermínio Botelho
E que tal toda a população de martelo na mão iniciar a demolição.
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