Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

MIND CONTROL IS HERE

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In case you missed it

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Mike Sygula

May 27

When 6 Corporations control 90% of the media In America. You can be sure you are getting a good dose of propaganda, there is an agenda to report specific news in a specific way. Mike Sygula

PATRIMÓNIO DE STA MARIA, EM PERIGO! Forno de cal do Figueiral está em vias de derrocada!

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José Melo shared a post to the group: Info: Santa Maria (Açores).

PATRIMÓNIO DE STA MARIA, EM PERIGO!
Forno de cal do Figueiral está em vias de derrocada!

Para não se chorar depois sobre “o leite derramado”, volto a fazer um apelo de urgência em nome do CADEP-CN e dos Amigos dos Açores-Sta Maria, para o alto perido de derrocada deste valioso património da ilha, para que seja escorado e recuperado, antes que seja tarde demais. O mesmo alerta já foi sobejamente feito através do Jornal O Baluarte, no espaço “A minha ilha” da Direção Regional do Ambiente, no Conselho Consultivo do do Parque Natural de Ilha, Na Reunião do Governo com o Conselho de ilha e na Assembleia Municipal de Vila do Porto.

Necessita reforço ugente do arco da “boca do forno”, de remoção de vegetação na sua orla superior e de calçamento das suas paredes.

É MUITO URGENTE!

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José Melo

PATRIMÓNIO DE STA MARIA, EM PERIGO!
Forno de cal do Figueiral está em vias de derrocada!

Para não se chorar depois sobre “o leite derramado”, volto a fazer um apelo de urgência em nome do CADEP-CN e dos Amigos dos Açores-Sta Maria, para o alto perido de derrocada deste valioso património da ilha, para que seja escorado e recuperado, antes que seja tarde demais. O mesmo alerta já foi sobejamente feito através do Jornal O Baluarte, no espaço “A minha ilha” da Direção Regional do Ambiente, no Conselho Consultivo do do Parque Natural de Ilha, Na Reunião do Governo com o Conselho de ilha e na Assembleia Municipal de Vila do Porto.

Necessita reforço ugente do arco da “boca do forno”, de remoção de vegetação na sua orla superior e de calçamento das suas paredes.

É MUITO URGENTE!

PATRIMÓNIO DE STA MARIA, EM PERIGO!
Forno de cal do Figueiral está em vias de derrocada!

Para não se chorar depois sobre “o leite derramado”, volto a fazer um apelo de urgência em nome do CADEP-CN e dos Amigos dos Açores-Sta Maria, para o alto perido de derrocada deste valioso património da ilha, para que seja escorado e recuperado, antes que seja tarde demais. O mesmo alerta já foi sobejamente feito através do Jornal O Baluarte, no espaço “A minha ilha” da Direção Regional do Ambiente, no Conselho Consultivo do do Parque Natural de Ilha, Na Reunião do Governo com o Conselho de ilha e na Assembleia Municipal de Vila do Porto.

Necessita reforço ugente do arco da “boca do forno”, de remoção de vegetação na sua orla superior e de calçamento das suas paredes.

É MUITO URGENTE!

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José Melo

PATRIMÓNIO DE STA MARIA, EM PERIGO!
Forno de cal do Figueiral está em vias de derrocada!

Para não se chorar depois sobre “o leite derramado”, volto a fazer um apelo de urgência em nome do CADEP-CN e dos Amigos dos Açores-Sta Maria, para o alto perido de derrocada deste valioso património da ilha, para que seja escorado e recuperado, antes que seja tarde demais. O mesmo alerta já foi sobejamente feito através do Jornal O Baluarte, no espaço “A minha ilha” da Direção Regional do Ambiente, no Conselho Consultivo do do Parque Natural de Ilha, Na Reunião do Governo com o Conselho de ilha e na Assembleia Municipal de Vila do Porto.

Necessita reforço ugente do arco da “boca do forno”, de remoção de vegetação na sua orla superior e de calçamento das suas paredes.

É MUITO URGENTE!

AÇORES Descobertos artefatos semelhantes aos das culturas aborígenes

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para quando mais estudos?

PARALELO 38

descobertos na ilha do Pico, nos Açores, artefactos de pedra semelhantes aos das culturas aborígenes
Date:Sat, 24 Aug 2013 17:19:52 +0000
Açores
Descobertos artefactos semelhantes aos das culturas aborígenesForam descobertos na ilha do Pico, nos Açores, artefactos de pedra semelhantes aos das culturas aborígenes do norte de África, revelou hoje a Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA).

Num comunicado enviado às redações, a APIA adianta que os referidos artefactos foram descobertos na sequência de um trabalho de investigação histórico e arqueológico desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal da Madalena.

“Foram descobertos na ilha do Pico vários artefactos líticos com paralelos em culturas aborígenes do Norte de África e por exemplo: “Guanches” nas Canárias”, refere o comunicado.

A mesma fonte adianta que alguns destes materiais encontram-se associados a estruturas em pedra “piramidais escalonadas”, que a população local designa habitualmente por “maroiços”, que afirmam terem resultado da limpeza de terrenos para a agricultura.

“Muitos serviram esse propósito, mas existem porém outras estruturas piramidais com características arquitetónicas únicas”, adianta a APIA, sublinhando que “algumas das estruturas inventariadas têm mais de 10 metros de altura”, e possuem corredores e câmaras do tipo “tholos”.

Para explicar com mais pormenor a importância dos artefactos agora descobertos, está marcada para o próximo dia 27 de agosto, pelas 21 horas, nos Paços do Concelho da Madalena, uma conferência de imprensa, uma exposição e o lançamento de um livro intitulado: “Estudo Histórico Arqueológico sobre as construções piramidais existentes no concelho da Madalena do Pico”. (NM/Lusa)

Açores Descobertos artefactos semelhantes aos das culturas aborígenes Foram descobertos na ilha do Pico, nos Açores, artefactos de pedra semelhantes aos das culturas aborígenes do norte de África, revelou hoje a Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA). Num comunicado enviado às redações, a APIA adianta que os referidos artefactos foram descobertos na sequência de um trabalho de investigação histórico e arqueológico desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal da Madalena. "Foram descobertos na ilha do Pico vários artefactos líticos com paralelos em culturas aborígenes do Norte de África e por exemplo: "Guanches" nas Canárias", refere o comunicado. A mesma fonte adianta que alguns destes materiais encontram-se associados a estruturas em pedra "piramidais escalonadas", que a população local designa habitualmente por "maroiços", que afirmam terem resultado da limpeza de terrenos para a agricultura. "Muitos serviram esse propósito, mas existem porém outras estruturas piramidais com características arquitetónicas únicas", adianta a APIA, sublinhando que "algumas das estruturas inventariadas têm mais de 10 metros de altura", e possuem corredores e câmaras do tipo "tholos". Para explicar com mais pormenor a importância dos artefactos agora descobertos, está marcada para o próximo dia 27 de agosto, pelas 21 horas, nos Paços do Concelho da Madalena, uma conferência de imprensa, uma exposição e o lançamento de um livro intitulado: "Estudo Histórico Arqueológico sobre as construções piramidais existentes no concelho da Madalena do Pico". (NM/Lusa)
Unl
-- 
Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores/Um Australiano nos Açores 
Phone/Tel. fixo: (+351) 296 446940 / Mobile/Telemóvel: (+351) 919287816 /
Add: Rua da Igreja 6, Lomba da Maia, 9625-115 S. Miguel, Açores, Portugal
http://oz2.com.sapo.pt   // www.lusofonias.net 

a tradição do linho na Lomba da Maia por M Sá Couto

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agosto é a festa do linho lembremos o amigo Sá Couto

O linho

Chegado que era o mês de Março, aproximava-se a preparação da terra para o linho, que era semeado por volta do dia 25 de Março, dia dedicado a Nossa Senhora da Encarnação.
Há um ditado que diz: “No dia da Senhora da Encarnação, o linho está no saco ou no chão”. Quando o linho tinha a altura de 20/30 centímetros era mondado, isto é, retirava-se a erva, a gorga e a cabaça. As pessoas faziam este trabalho sentadas, uma vez que o linho era empurrado para ficar deitado no chão. Alguns dias depois voltava a ficar direito.
Enquanto o linho estava em crescimento, e chegado o dia da Santa Cruz, fazia-se uma cruz de cana, que era colocada no meio da cana, e era esta cruz que servia de medida para o linho atingir a altura certa. Algumas pessoas enfeitavam a cruz com flores.
Quando o linho começa a florir, flor azul, no fim de Junho ou em inícios de Julho, o linho começa a ficar loiro. É, então, a altura da apanha. Convidava-se a família, os vizinhos e os amigos para apanhar o linho. Depois de apanhado passava ao ripanço e ficava na terra a descansar. Parte das pessoas arrancavam o linho, faziam manchos e colocavam-no chão, enquanto outras “acartavam-no” para o ripanço, para que saísse a baganha do pé do linho (caule). Depois de todo o linho ripado era colocado, aos manchos, na terra , durante oito dias, para poder murchar e só depois era recolhido e guardado em casa.
A apanha do linho era motivo de festa rija, com direito a um bom manjar, acompanhado de uma boa pinga, que era servida num pote de louça da Vila. A preparação do linho exige muito trabalho, já que é tudo feito manualmente. É por essa razão que o linho é muito caro e, o facto de ser todo trabalhado à mão, faz com que esta cultura esteja em extinção.
O linho ficava a aguardar, porque havia outras culturas que estavam primeiro, e era preciso aproveitar tudo, como, por exemplo, a colheita do trigo, do tremoço, das favas e do milho. Entretanto, havia, ainda as vindimas que fechavam as colheitas do ano. Quando todas as colheitas estavam prontas, começava-se, então, o trabalho do linho, lá por alturas do mês de Novembro.
Retomava-se, assim, o trabalho do linho que havia sido guardado. Quando se cozia o pão de milho, aproveitava-se o calor do forno para que, depois de tirado o pão, se pusesse o linho no forno a secar. O linho ia sendo tirado do forno à medida que ia sendo trabalhado. Esta operação chama-se “amassar o linho”. As pessoas que cultivavam o linho, e não só, acertavam as datas para poderem ajudar-se umas às outras nesta tarefa. Acabado este serviço, a dona do linho oferecia uma refeição composta por açorda de abóbora e queijo fresco, acompanhado do pão de milho cozido na véspera.
Depois de “amassado”, isto é, de lhe ter sido tirada a aresta, o linho voltava a ser estendido na terra para amaciar. Mais tarde era, de novo, recolhido e posto no forno para ser gramado, e posteriormente tasquinhado, altura em que é separada a estopa do linho. A primeira estopa, por ser muito grossa, era usada para fazer os sacos onde se guardavam os cereais.
A estopa de sedar servia para fazer trabalhos mais vulgares, como toalhas de rosto e de mesa, e ainda colchões para as camas.
Com o melhor linho faziam-se camisas, calças e casacos, ou seja todas as roupas que eram necessárias para a família.

Lomba da Maia, 18-08-2013
Maria da Estrela Sá

Notas:
Gorga- Planta que nasce nos trigais
Cabaça-Plantas que dão as cabaça
Ripanso – Instrumento para limpar o linho da baganha
Baganha – Casulo, que envolve a semente do linho
Aresta – Pragana, o que não presta´
Gramar – Passar o linho pela grama, que é uma peça com uma “espécie de faca” de ferro que vai quebrando o linho
Tasquinhar – Bater com uma pá, para que o linho fique mais fino
Estopa – A estopa é a parte grossa que fica após a limpeza do linho

O linho Chegado que era o mês de Março, aproximava-se a preparação da terra para o linho, que era semeado por volta do dia 25 de Março, dia dedicado a Nossa Senhora da Encarnação. Há um ditado que diz: “No dia da Senhora da Encarnação, o linho está no saco ou no chão”. Quando o linho tinha a altura de 20/30 centímetros era mondado, isto é, retirava-se a erva, a gorga e a cabaça. As pessoas faziam este trabalho sentadas, uma vez que o linho era empurrado para ficar deitado no chão. Alguns dias depois voltava a ficar direito. Enquanto o linho estava em crescimento, e chegado o dia da Santa Cruz, fazia-se uma cruz de cana, que era colocada no meio da cana, e era esta cruz que servia de medida para o linho atingir a altura certa. Algumas pessoas enfeitavam a cruz com flores. Quando o linho começa a florir, flor azul, no fim de Junho ou em inícios de Julho, o linho começa a ficar loiro. É, então, a altura da apanha. Convidava-se a família, os vizinhos e os amigos para apanhar o linho. Depois de apanhado passava ao ripanço e ficava na terra a descansar. Parte das pessoas arrancavam o linho, faziam manchos e colocavam-no chão, enquanto outras “acartavam-no” para o ripanço, para que saísse a baganha do pé do linho (caule). Depois de todo o linho ripado era colocado, aos manchos, na terra , durante oito dias, para poder murchar e só depois era recolhido e guardado em casa. A apanha do linho era motivo de festa rija, com direito a um bom manjar, acompanhado de uma boa pinga, que era servida num pote de louça da Vila. A preparação do linho exige muito trabalho, já que é tudo feito manualmente. É por essa razão que o linho é muito caro e, o facto de ser todo trabalhado à mão, faz com que esta cultura esteja em extinção. O linho ficava a aguardar, porque havia outras culturas que estavam primeiro, e era preciso aproveitar tudo, como, por exemplo, a colheita do trigo, do tremoço, das favas e do milho. Entretanto, havia, ainda as vindimas que fechavam as colheitas do ano. Quando todas as colheitas estavam prontas, começava-se, então, o trabalho do linho, lá por alturas do mês de Novembro. Retomava-se, assim, o trabalho do linho que havia sido guardado. Quando se cozia o pão de milho, aproveitava-se o calor do forno para que, depois de tirado o pão, se pusesse o linho no forno a secar. O linho ia sendo tirado do forno à medida que ia sendo trabalhado. Esta operação chama-se “amassar o linho”. As pessoas que cultivavam o linho, e não só, acertavam as datas para poderem ajudar-se umas às outras nesta tarefa. Acabado este serviço, a dona do linho oferecia uma refeição composta por açorda de abóbora e queijo fresco, acompanhado do pão de milho cozido na véspera. Depois de “amassado”, isto é, de lhe ter sido tirada a aresta, o linho voltava a ser estendido na terra para amaciar. Mais tarde era, de novo, recolhido e posto no forno para ser gramado, e posteriormente tasquinhado, altura em que é separada a estopa do linho. A primeira estopa, por ser muito grossa, era usada para fazer os sacos onde se guardavam os cereais. A estopa de sedar servia para fazer trabalhos mais vulgares, como toalhas de rosto e de mesa, e ainda colchões para as camas. Com o melhor linho faziam-se camisas, calças e casacos, ou seja todas as roupas que eram necessárias para a família. Lomba da Maia, 18-08-2013 Maria da Estrela Sá Notas: Gorga- Planta que nasce nos trigais Cabaça-Plantas que dão as cabaça Ripanso – Instrumento para limpar o linho da baganha Baganha – Casulo, que envolve a semente do linho Aresta – Pragana, o que não presta´ Gramar – Passar o linho pela grama, que é uma peça com uma “espécie de faca” de ferro que vai quebrando o linho Tasquinhar – Bater com uma pá, para que o linho fique mais fino Estopa – A estopa é a parte grossa que fica após a limpeza do linho

U

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Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores/Um Australiano nos Açores