Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

FILIPE TAVARES E SE ATIVÁSSEMOS JÁ O PLANO DE CONTINGÊNCIA?

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Se activássemos o plano de contingência com o bloqueio total da entrada e saída de pessoas de e para a Região, e submetessemos todos os residentes a quarentena, em 15 dias poderíamos voltar a ter uma vida normal. Isolados mas com tudo a funcionar na normalidade e com o serviço regional de saúde pronto para intervir e isolar qualquer caso suspeito. Pelo contrário, se surgir o primeiro caso, a possibilidade de controlar a propagação do vírus será muito remota e não teremos a resposta, na dimensão adequada, dos serviços de saúde. Neste caso, controlar a situação será muito mais dispendioso, demorado, com muitas incertezas e variáveis como por exemplo o desespero. Em Itália, em apenas 24 horas morreram 200 pessoas. Estamos todos em risco, especialmente os mais velhos. A capacidade de propagação do corona é brutal e as consequências são as que se vê.

A redução do risco através do bloqueio de entradas na região é o caminho para: 1º verificar se o vírus já entrou ou não 2º montar um plano no serviço regional de saúde para reagir de forma eficiente 3º preparar a população para lidar com esta situação de forma informada e responsável. Com o vírus cá dentro a propagar-se será muito mais difícil e desesperante. Não queremos a região a reagir, queremos a região a prevenir! Até ao momento ainda não se registaram mortes, mas quando isso acontecer consegue-se imaginar qual vai ser o desespero. Na minha opinião o caminho mais seguro é evitar a chegada do vírus à região a todo o custo. Se já chegou, o mesmo plano de bloqueio servirá para conte-lo.

Aquilo que refiro nesta publicação é uma medida para evitar um problema sério de contágio que pode levar à morte. Trata-se de um problema de saúde pública que carece de uma actuação urgente e eficaz. Com um plano adequado e com as intervenções necessárias é possível garantir serviços mínimos. Nós beneficiamos de uma fronteira natural que é o mar, que nos permite, caso haja esse entendimento, lidar com esta situação de uma forma bem mais eficaz. Enquanto que, por um lado, essa fronteira nos protege do vírus, por outro intensifica a nossa vulnerabilidade associada à dependência externa no que se refere aos bens de consumo. Impedir a entrada de pessoas não é impedir a entrada de bens de consumo. Oxalá é que lá fora consigam manter sempre o fornecimento.

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  • Filipe Tavares Aquilo que refiro no post é uma medida para evitar um problema sério de contágio que pode levar à morte. Trata-se de um problema de saúde pública que carece de uma actuação urgente e eficaz. Com um plano adequado e com as intervenções necessárias é possível garantir serviços mínimos. Nós beneficiamos de uma fronteira natural que é o mar, que nos permite, caso haja esse entendimento, lidar com esta situação de uma forma bem mais eficaz. Enquanto que, por um lado, essa fronteira nos protege do vírus, por outro intensifica a nossa vulnerabilidade associada à dependência externa no que se refere aos bens de consumo. Impedir a entrada de pessoas não é impedir a entrada de bens de consumo. Oxalá é que lá fora consigam manter sempre o fornecimento.
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    • Filipe Tavares Emanuel Amaral isolar para conter um vírus. Não é isolar de bens de consumo que chegam em contentores. Serviços mínimos têm de ser garantidos, assim designamos o abastecimento por via marítima e aérea.
  • Margarida Oliveira Rodrigues A grande maioria das pessoas deste pequeno universo são uma amostra e refletem como pensam, isto é, como somos comodistas, egoistas, sem espirito de responsabilidade coletiva, etc., e qualquer ideia de mudança é uma tragédia Há que mudar mentalidades, participar na mudança, ter conhecimento e sair da zona de conforto, se assim for necessário, afim de evitar grandes males.
  • Andrea Arco Iris Estou em choque com o que acabei de ouvir da boca de um pseudo infectologista brasileiro 😱😱😱😱😱😱
    https://www.facebook.com/denise.costateixeirabraz/videos/3248057225207666/

TOMÁS QUENTAL uma palavra de conforto

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Uma palavra de conforto e de apoio não custa nada

Penso que o povo português, mais uma vez, na sua História de séculos, vai ser posto à prova, na sua capacidade de resistência, no seu estoicismo e na sua coragem, face à pandemia, que também nos atingiu, do coronavírus.
Parece claro que muitos portugueses vão ser afectados, muitas famílias vão sofrer e muitas empresas de vários sectores vão registar prejuízos num quadro crescente de dificuldades de vária ordem.
O Estado – através do Governo central principalmente, mas também dos Governos Regionais, nos casos dos Açores e da Madeira – terá que, cumprindo o que lhe compete, zelar por todos nós, utilizando para o efeito, acima de tudo, o Serviço Nacional de Saúde, agora tão necessário como nunca e tão nosso amigo como nunca, no plano nacional, assim como os Serviços Regionais de Saúde, nas Regiões Autónomas portuguesas.
Mas tudo isso não vai ser suficiente! Mais uma vez, penso que os portugueses vão ter de se ajudar uns aos outros, das formas que considerarem mais eficazes e solidárias. Peditórios não, porque depois o dinheiro oferecido fica em parte pelo caminho…Isso não!
Já existem no nosso país pessoas em aflição, a pensar na sua saúde, mas principalmente na saúde de filhos e netos. Já há pessoas que não querem sair de casa, com receio. Há pessoas que se encontram um chinês num passeio na rua fogem logo para o passeio contrário. Em resumo, em bom português, já há pânico. Justificado ou não, existe. Pode estar mais ou menos escondido ou dissimulado, mas existe, de facto. Não vale a pena disfarçar! E não é para menos, porque todos os dias surgem mais casos de pessoas contaminadas em Portugal.
Há um desafio colocado a todos nós, individualmente e colectivamente. Que temos que assumir nesta fase difícil!
As pessoas mais idosas, principalmente estas, estão alarmadas. Ouvem as autoridades de Saúde falar na televisão e não entendem bem o que dizem, até porque, por vezes, também não se fazem entender bem.
Ainda hoje assisti num supermercado uma senhora idosa, talvez com uns 80 anos, no momento de pagar as suas compras, dizer, emocionada: “Estava tão feliz com o meu bisneto e agora o que vai ser dele?”. Dirigi-me a ela e disse-lhe: “A senhora tenha calma! Há motivos de alguma preocupação, mas temos que ser fortes perante esta adversidade, que vai passar, com certeza”. Foi o que me ocorreu dizer-lhe.
Uma palavra de conforto e de apoio não custa nada e não tem preço. É o que se espera de todos os portugueses, nesta fase difícil da vida nacional. Pelo menos!

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  • Fátima Silva E reconheçam o mérito de quem o tem. Na saúde e numa situação destas, só pode haver união.
  • Silvério Sousa Obrigado amigo Tomás. As tuas Palavras Sábias nos confortam ..é verdade estamos a passar por um mau momento..união e acatamento sem reservas das instruções que nos forem sendo fornecidas…sinto me em guerra..nunca julguei ter mais esta pela frente pois sou ex combatente da guerra do Ultramar. Sinto que este é um inimigo terrível todo o cuidado é pouco ..coragem ordem e disciplina ouvir o que nos dizem sem alarmismo. .resumo temos que ser unidos nada de lamentos ….claro que vamos ouvir. ..verdade basta uma palavra. .certa e esta é mais do que uma davida.. É difícil esta hora. .muitos jovens estão a demonstrar rebeldia há que os por na ordem. .sem peias ou cumprem ou cadeia..e calados ..estamos em guerra disse o Presidente do Governo dos Açores. .senti o baque ..como no passado em África o inimigo estava em toda a parte. .As regras são iguais.. sem tirar uma vírgula. .é a vida que esta em causa..o inimigo está aí. ..um aceno a todos amigos. .e força a Vitória será nossa. ..

Timor-Leste tem problemas de corrupção, violência e trabalho infantil

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Corrupção, violência contra as mulheres e trabalho infantil forçado foram os “problemas significativos” em matéria de direitos humanos em Timor-Leste, em 2019, segundo um relatório publicado hoje pelo Governo dos Estados Unidos da América (EUA).

Source: Timor-Leste tem problemas de corrupção, violência e trabalho infantil

Covid-19 | Actuação das autoridades portuguesas provoca receios em Macau – Hoje Macau

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Vários portugueses a residir em Macau estão preocupados com a forma como as autoridades portuguesas estão a combater a Covid-19 e há quem esteja a planear levar familiares para o território, que está sem novos casos de infecção há 35 dias. Nas redes sociais, espalham-se os avisos para que em Portugal se comece a usar máscara, à semelhança do que acontece em Macau

Source: Covid-19 | Actuação das autoridades portuguesas provoca receios em Macau – Hoje Macau

medidas de crise do governo dos açores

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O Governo dos Açores, reunido, em Ponta Delgada, em Conselho Extraordinário, no âmbito da atuação regional face à epidemia do coronavírus COVID-19, fez o ponto de situação quanto a medidas já tomadas, salientando, entre essas, as seguintes:

• Quanto ao Serviço Regional de Bombeiros e Proteção Civil dos Açores, desde o passado dia 9, a Linha de Saúde Açores está tecnicamente preparada para funcionar com 10 postos de atendimento, o que significa multiplicar por cinco a sua capacidade atual;

• A partir da próxima segunda-feira, dia 16, a validação de caso suspeito de COVID-19 deixa de ser feita pela Linha Nacional de Apoio Médico e passará a ser feita através da componente médica e clínica do SRPCBA (médico regulador e diretor clínico);

• Todas as Unidades de Saúde têm stock de Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Desde o passado dia 5 de março, esse stock é monitorizado diariamente.

• Os corpos de bombeiros, as ambulâncias de socorro e as ambulâncias SIV estão equipadas com EPI para incidentes biológicos;

• A elaboração dos planos de contingência das escolas da Região está em fase de conclusão, uma vez que amanhã é a data limite.

Neste momento, decorre um trabalho de verificação e confirmação da disponibilidade suficiente de material diverso;

• Para além destes, há também a decorrer um conjunto de investimentos, nomeadamente no HDES (quartos e laboratório) e aquisição de diverso equipamento.

O Conselho de Governo deliberou, quanto a novas medidas, o seguinte:

1. Nos termos do Regime Jurídico do Sistema de Proteção Civil da Região Autónoma dos Açores, declarar o estado de alerta em todo o território do arquipélago até ao dia 31 de março, não sendo de excluir a prorrogação deste prazo ou a passagem às fases seguintes previstas nesse documento, nomeadamente o estado de contingência.

2. Integrar nesta declaração de estado de alerta todas as medidas preventivas e recomendações já decretadas a este propósito pela Autoridade de Saúde Pública, bem como todas aquelas que, sobre este assunto, venham a ser emitidas pela mesma entidade.

3. Para além destas, o Conselho de Governo tomou as seguintes deliberações:

a) Adiar todos os eventos promovidos pelo Governo Regional durante este período para data posterior a 31 de março;

b) Recomendar que os eventos agendados para este período e promovidos por outras entidades públicas ou entidades privadas, sejam adiados para data posterior a 31 de março.

Os eventos promovidos por entidades privadas que usufruam de apoios da Região, ao abrigo dos diversos sistemas de incentivos, continuarão a usufruir desses apoios.

c) Suspender todas as deslocações em serviço de funcionários ou agentes da administração regional, incluindo institutos públicos ou empresas públicas, para fora da Região, salvo aquelas que sejam absolutamente imprescindíveis;

d) Suspender todos as deslocações à Região de entidades externas solicitadas pela administração regional, incluindo institutos públicos e empresas públicas, salvo as estritamente necessárias;

e) Recomendar idêntico procedimento a todas as outras entidades públicas e a entidades privadas da Região;

f) Recomendar o adiamento até 31 de março de deslocações, a qualquer título e de qualquer pessoa, da Região para o exterior e do exterior para a Região, salvo as absolutamente imprescindíveis;

g) No caso de indivíduos provenientes de zonas consideradas como de transmissão comunitária ativa, que não respeitem a recomendação da alínea anterior, impor como elemento necessário obrigatório ao seu desembarque no território da Região Autónoma dos Açores a autorização expressa da autoridade de saúde da Região.

Para tal, essas pessoas devem contactar, previamente, a Linha Saúde Açores.

Caso não cumpram essa imposição, essas pessoas estão a incorrer no crime de desobediência e, como tal, será apresentada queixa junto das autoridades judiciais.

h) Suspender todas as autorizações para atracagem de navios cruzeiros e iates nos portos e marinas da Região Autónoma dos Açores até 31 de março, salvo os casos devidamente autorizados pela autoridade de saúde da Região, desde que seja garantido que não desembarcam passageiros;

i) Suspender os procedimentos estabelecidos no Decreto Legislativo Regional que aprova o Orçamento da Região para 2020 e no Decreto Regulamentar Regional que põe em execução o referido Orçamento, na parte respeitante às autorizações para a contratação de pessoal ou aquisição de serviços, delegando nos órgãos competentes dos Hospitais, Unidades de Saúde de Ilha, Centros de Saúde e Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores os poderes para autorizar as aquisições de bens ou serviços necessários para fazer face ao surto de COVID-19;

j) Reforçar o Orçamento dos Hospitais da Região e Unidades de Saúde de Ilha até 15 milhões de euros, sendo já reforçados os seguintes serviços nos seguintes montantes:

– Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros – um milhão de euros de reforço;

– Hospital do Divino Espírito Santo, de Ponta Delgada – 500 mil euros de reforço;

– Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira – 300 mil euros de reforço;

– Hospital da Horta – 200 mil euros de reforço;

– USI São Miguel – 150 mil euros de reforço;

– USI Terceira – 100 mil euros de reforço;

– USI Faial – 75 mil euros de reforço;

– Restantes USI – 50 mil euros de reforço.

k) Solicitar a todos os profissionais de saúde da Região o reforço da sua disponibilidade, nomeadamente ponderando o adiamento de férias para data posterior;

Na componente dos efeitos económicos desta situação, e na sequência da reunião tida hoje de manhã entre o Governo e diversas entidades representativas dos setores económicos, foi decidido aplicar diretamente à Região todas as medidas de apoio às empresas definidas a nível nacional, procedendo-se, quando necessário, às devidas adaptações.

Para além disso, foi deliberado criar um grupo de trabalho com a participação das entidades representativas do setor turístico, que reunirá semanalmente, no sentido de monitorizar a evolução dos impactos no setor e avaliar as tendências, e propor as medidas adicionais de apoio ao setor que visam minimizar os efeitos decorrentes da redução da atividade.

4. Medida mais importante: o comportamento individual de cada um no cumprimento das recomendações e medidas decretadas.

A proteção de todos começa com a proteção de cada um.

O CÉLEBRE DR YU RECUPERA E SAI DO HOSPITAL

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https://www.facebook.com/ChinaGlobalTVNetwork/videos/485383052337200/?t=25

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CGTN

13 hrs

Yu Changping, an internet celebrity and doctor who got infected with #COVID19, has been discharged from hospital after weeks of treatment. Yu serves as deputy chief physician at Department of Respiratory and Critical Care Medicine at People’s Hospital of Wuhan University. He is the first member of the novel #coronavirus expert group of Hubei Provincial Center for Disease Control and Prevention to get infected with the disease. During his treatment, Yu posted videos online, sharing his first-hand account of feelings and gave tips to netizens on how to fight the disease. The videos gained millions of views on Chinese social media websites.

quarentena em itália e cá???

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Depois o tuga admira se 🙄

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Apesar das recomendações do Governo para se evitarem grandes concentrações de pessoas numa altura em que Portugal regista 59 casos de infeção pelo novo coronavírus, as praias de Cascais encheram-se, esta quarta-feira, de portugueses.

Apesar das recomendações do Governo para se evitarem grandes concentrações de pessoas numa altura em que Portugal regista 59 casos de infeção pelo novo coronavírus, as praias de Cascais encheram-se, esta quarta-feira, de portugueses.