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Todas as notícias sobre o novo coronavírus que está a preocupar as autoridades a nível mundial.
Source: AO MINUTO: Covid-19 – Vírus pode sobreviver no ar até 30 minutos, dizem cientistas | TVI24
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Em 10/12 dias a Alemanha, Espanha e França passaram de 30/40 casos para 1500, e com fatalidades!
Penso que já imaginam como vai ser em Portugal!?!
É que continuamos a ver gente com comportamentos irresponsável, que continuam a não levar isto a serio, desde achar que isto é igual a uma gripe, ou a espirrar para o ar ou para a mao inclusive em locais de saúde públicos!
E NAO, isto não vai lá apenas com “bom senso ou civismo”, que a maior parte das pessoas nem sabe o que isso é! Vai com medidas rígidas e prolongadas como fizeram Macau e Singapura com grande sucesso!
Como fiz o director geral da OMS; “isto nao é um exercício ou teste, isto é real”
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Vale a pena ler!
Excelente texto do Dr. Jose Pedro Penedo:
Perante uma situação como a que estamos a atravessar em relação ao Coronavírus tem sempre de se encontrar um meio-termo entre o alarmismo que pode gerar movimentos de pânico e a total relativização/desvalorização da situação. Se o primeiro gera, por exemplo, movimentos de açambarcamento de material de proteção individual ou mesmo segregação de pessoas porque parecem suspeitas, o segundo leva a que a epidemia possa atingir proporções muito piores.
A China, depois de um período inicial de negação e de tentar abafar o caso, tomou medidas draconianas que acabaram por dar tempo aos outros países para se prepararem. Houve quem o fizesse e bem e outros parecem adotar uma estratégia reativa e muitas vezes retardada na resposta, tal como infelizmente parece ser o caso de Portugal. Alguns no início ingenuamente pensaram que era um problema deles e dos países vizinhos, como se o mundo não fosse cada vez mais global. E isso continua a acontecer mesmo depois da situação dramática que se está a viver em Itália, o que já parece mais incompreensível.
Mas há ainda muitas pessoas e colegas médicos que relativizam a situação. Que falam das mortes causadas por outros vírus como o da gripe, muito superiores que as causadas pelo Covid19, que acham tudo isto um exagero, quando estamos com taxas de mortalidade de 3-4%. Ignorando que a história desta epidemia está ainda a ser escrita e que ainda não sabemos tudo sobre este vírus.
Outros sublinham o facto de que quem corre maior risco são sobretudo os idosos (acima dos 70-80 anos). Isso é verdade, mas alguém relativiza este facto se estiver em causa perder os seus próprios pais ou os avós?
Uma coisa que nos devia ter feito refletir foi a dureza das medidas tomadas e que não têm precedentes (é bom ter isso em conta) em mais nenhuma epidemia ocorrida dos nossos dias pelas autoridades chinesas. Quarentenas de cidades de milhões de habitantes, agora também já ocorrida no norte de Itália, limitações nas reuniões e viagens, hospitais construídos em poucas semanas, paragem da atividade industrial com óbvias repercussões económicas.. algo de estranho se passaria, certo?
E se olharmos bem para os números e embora variem de país para país, a verdade é que há um número considerável de pessoas que podem necessitar de cuidados mais especializados e de unidades de cuidados intensivos (fala-se em 10-15%). E se a mortalidade for X, numa primeira fase em que há possibilidade de as estruturas sanitárias responderem às necessidades, nomeadamente em cuidados intensivos, com o avolumar do número de casos, chegará a um ponto em que pura e simplesmente não há possibilidade de atender os casos graves. Ou seja a mortalidade neste grupo subirá muito mais. E depois começam os critérios para admissão em UCI. “tem mais de 70 anos, é diabético, ou tem comorbilidades? Temos pena, não há possibilidade de o tratar”. E pelos relatos que temos recebido isto está longe de ser ficção, muito pelo contrário.
Por isso, só há uma resposta a dar a esta epidemia. Tomar medidas mais eficazes e de forma decidida e agora mesmo. A primeira coisa em que se devia apostar era informar a população sobre cuidados que pode ter no dia-a-dia. Não apenas quando tosse ou espirra e coloca indevidamente a mão à frente, mas evitando tudo o que sejam riscos necessários, como grandes aglomerações, eventos, espetáculos, centros comerciais, sobretudo em hora de ponta. Escolher horas menos concorridas para ir às compras. Claro que isto terá repercussão em sectores como o turismo, restauração e comércio, mas se o fizermos já e tivermos sucesso, o período de crise será certamente mais reduzido do que se não atuarmos. Também a frequência de piscinas e ginásios poderia ser equacionada. Os cumprimentos individuais como os apertos de mão, evitados. Promover cuidados básicos como a lavagem frequente das mãos, evitar levar as mãos à boca, nariz ou olhos, Em relação às máscaras, há casos em que deviam começar a ser usadas, pelo menos nos aeroportos e aviões, e em casa, perante qualquer caso que nos pareça suspeito. E não me parece que o facto das pessoas não saberem usar as máscaras seja um argumento válido para desaconselhar a sua utilização. Então nesse caso investe-se em campanhas pedagógicas sobre a forma correta de as usar. Também não me parece que o argumento das máscaras darem falsa sensação de segurança seja pertinente. Primeiro, porque seriam usadas como complemento às outras medidas que têm de ser adotadas e todos sabemos que a proteção não é completa. Aliás espero que toda esta desvalorização das máscaras não esteja relacionada com a indisponibilidade que existe das mesmas e que chega aos profissionais de saúde, que são das profissões mais expostas e o grupo profissional onde têm surgido mais casos… Urge também assegurar o fabrico de mais máscaras e penso que o país o poderá fazer. Os profissionais de saúde têm de se proteger até porque são essenciais para tratar os doentes.
Era importante que se começasse já a promover o trabalho a partir de casa sempre que possível, até para diminuir a afluência aos transportes públicos sobretudo em hora de ponta e contactos com muitas pessoas. Que se pensassse seriamente em fechar escolas e outros estabelecimentos. Que se evitassem reuniões alargadas em espaços fechados.
Portanto gostaria que se investissem mais em campanhas informativas na TV sobre todos estes aspetos. Não se pode continuar a esconder o Sol com a peneira.
Gostaria também que se generalizassem mais os testes como na Coreia do Sul, em que se fizeram dezenas de milhares. Isto permitiria um diagnóstico mais rigoroso da situação e que as medidas não fossem retardadas por uma falsa sensação de segurança que advém de serem conhecidos apenas poucos casos confirmados, e com uma ligação com casos de Itália ou indivíduos já com diagnóstico confirmado. Porque são exatamente esses os testados, logo só os positivos nesse grupo podem ser detetados.
Se evitarmos que nós nos infetemos e que o mesmo aconteça com quem contactamos/comunicamos, contribuiremos para evitar a transmissão da doença na comunidade.
A China (onde começam a existir sinais positivos em relação aos novos casos) e a Italia deveriam ser as nossas referencias relativamente a medidas de atuação imediata, se não queremos que o filme se repita ou seja ainda pior em termos de infetados no nosso país.
Não podemos continuar a correr muito atrás do prejuízo. Não podemos deixar que se desvalorize a situação e que cada um tome medidas desde já. Ou então lamentá-lo-emos muito em breve e de forma dramática.
Escrito pelo médico José Pedro Penedo
https://www.facebook.com/775889222607286/posts/1308138622715674/

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Bendito SNS.
Escrevo este texto cinco meses depois da minha primeira ida a uma urgência nos Estados Unidos.
Três horas dentro das urgências que resultaram em cerca de oito mil dólares.
Julgo que os relógios dos hospitais são diferentes dos restantes.
Tem, penso, um compasso próprio.
Mais pausado.
Mais audível.
Torna-se num relógio ainda mais lento quando estamos sentados durante dez horas numa cadeira da sala de urgências.
Deixamos de saber se foi a doença nos entorpeceu o corpo ou desconforto da cadeira, da qual o corpo não permite levantar.
Escrevo este texto cinco meses depois da minha primeira ida a uma urgência nos Estados Unidos.
Escrevo esta crónica a titulo pessoal lembrando as vezes sem conta em que pensei naquela noite no quão perfeito é o imperfeito Sistema Nacional de Saúde (SNS) Português.
Atirem-se as primeiras pedras ao meu perfeito, que bem sabemos não ser perfeito.
Talvez deva explicar.
Sabem quanto custou a entrada nas urgências do hospital onde me sentei na capital americana?
Mais de três mil dólares.
A entrada, sublinho.
Quando finalmente, após 10 horas de espera, cheguei à dita sala de urgências olhei em redor.
Havia cerca de doze camas, um médico e três enfermeiras.
Não foi difícil entender porque motivo os doentes entravam a conta-gotas na urgência.
Quantas vezes pensou dentro de uma urgência quanto custa cada um dos exames que realiza, se terá ou não dinheiro para os pagar?
Nos Estados Unidos seguramente muitas.
O que explica por que motivo o médico tenha de explicar cada um dos procedimentos e a sua razão, permitindo ao paciente a ultima palavra.
A minha conta final foi bastante explícita deste sintoma: analises ao sangue – 1200$, farmácia (em concreto, soro e um anti-inflamatório) – próximo de 400$, uma ressonância magnética – quase 4000$ e, por fim, as três horas disponibilizadas pelo médico – cerca de 500$.
Três horas dentro das urgências que resultaram em cerca de oito mil dólares.
Perguntei-me muitas vezes: quanto custaria uma cirurgia?
É para isso que serve o seguro de saúde, pensarão muitos.
Correcto.
Mas o Sistema de saúde americano é mais complexo do que se prevê.
Não é apenas o seu valor.
Um plano básico de saúde para uma pessoa individual em início de carreira custa pelo menos 200 dólares por mês (valor que varia de acordo com o estado em que se encontre).
Razão plausível pela qual cerca de de 28 milhões de pessoas nos Estados Unidos vive sem seguro de saúde, um número que tem vindo a aumentar nos últimos anos, sobretudo com a revogação do Affordable Care Act, mais conhecida como Obamacare.
Por outro lado, lembrar que ter um seguro de saúde não é sinónimo de garantia do pagamento total de uma conta.
Importa, primeiramente, recordar que é necessário criar uma espécie de plafound.
Ou seja, é necessário realizar alguns pagamentos para que a conta de seguro possua dinheiro para pagar a percentagem indicada para cada especialidade.
Deste modo, alguém que hoje inicia o seu seguro terá uma cobertura menor ou quase nula comparativamente com alguém que já possui um seguro há alguns anos.
Além disso, é necessário referir que a franquia tem aumentado significativamente desde 2006.
Nesse ano, apenas 50% das pessoas com seguro através da empresa de trabalho tinham uma franquia.
Em 2018, o número disparou para 82%.
Acrescenta-se a este factor o ainda aumento do valor da franquia.
Se em 2006 o valor era cerca de 600 dólares, em 2018 situava-se nos 1700, visto que as seguradoras perceberam ser mais vantajoso fazer o paciente pagar uma taxa maior pelas idas ao médico ou ao hospital do que pagar um valor maior mensalmente.
Resultado?
Milhares de processos feitos por hospitais contra pacientes que não conseguem pagar as suas dívidas.
De notar que os programas de ajuda financeira dos hospitais apoiam apenas pessoas com salários anuais ate 400% acima do limiar de pobreza, isto é pessoas com salários anuais que rondem os 50 mil dólares [valores baixos para o custo de vida nos Estados Unidos].
A complexidade e o custo de um seguro tornou os Estados Unidos num país onde pessoas que caem na rua e precisam de assistências hospital recusam uma ambulância, porque o custo do transporte em ambulância em Washington DC, por exemplo, é 2500 dólares.
Por isso, perdoem-me, mas, sim, bendito SNS, pensei eu, recordando as idas ao hospital em Portugal, onde não esperei 10 horas (apesar de saber que acontece) e cujo atendimento em nada ficou a dever ao que recebi num dos hospitais da primeira potência mundial.
Bendito Portugal pequenino que, apesar de não figurar nos tops das economias mundiais, percebe a importância de um estado social.
Bendito SNS que apesar das suas grandes lacunas e das suas fragilidades não faz com que o paciente se questione se tem dinheiro antes de chamar uma tão necessária ambulância.
Bendito.
https://visao.sapo.pt/o…/nos-la-fora/2020-02-23-bendito-sns/

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Crónica 288 carta de amor ao Pico 19.9.19 Com os aborígenes australianos compreendi que é possível preservar a nossa língua e cultura mesmo sem ter uma escrita por mais de 50 mil anos, com os
Source: Cronica: Crónica 288 carta de amor ao Pico | Diário de Trás-os-Montes