Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

LUCIANO MELO: Covid-19, infectados severos ou críticos, Ventiladores, Quarentena e os Açores.

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Covid-19, infectados severos ou críticos, Ventiladores, Quarentena e os Açores.

O novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença Covid-19, é o mais sério desafio que alguma vez enfrentamos nas nossas vidas. Para reter; não se trata de brincadeira nenhuma a pandemia que à entrada da 12.ª semana do ano da (des)Graça de 2020 já ceifou mais de 6 mil vidas, virou do avesso os hábitos de vivência em comunidade e ameaça fazer colapsar os pilares sócio-económicos até dos países mais desenvolvidos e com recursos que julgávamos suficientes para lidar com uma crise desta magnitude.

Dando por adquirido que a fase de negação já está ultrapassada, deixo alguns números para reflectirmos e uma conclusão cada vez mais óbvia, atendendo a que somos uma Pátria filha de Roma, com tudo o que isto significa:

1. A Itália, tem 6 vezes mais população que Portugal e, à data de ontem, registava pouco menos de 25 mil casos e 1.800 mortos, com uma taxa de mortalidade que é o dobro da média mundial;
2. A vizinha Espanha, 8 mil casos e 300 mortos, para uma população 4.6 vezes maior que a nossa;
3. Portugal, 245 casos e 0 fatalidades, sendo previsível que no decorrer desta semana, cheguemos ao (1.º) milhar de infectados e registem-se as primeiras mortes;
4. Os Açores representam cerca de 2,5% dos residentes no nosso país.
5. Por cada 1.000 casos em Portugal acabaremos por ter um n.º não muito diferente, no final, de 25.
6. Por cada 10 casos, 2, em média, são severos ou críticos, exigindo cuidados intensivos, com recurso, entre outros meios diferenciados de tratamento, a Ventilador;
7, Escolham o cenário que quiserem, o mais optimista, para facilidade de raciocínio, e perceberão a angústia e ansiedade dos responsáveis açorianos e madeirenses em “fecharem” as duas regiões.
8. Quando Portugal atingir os 2 mil doentes Covid-19, alguém se espantará que os Açores venham a contar, uns dias depois, com um acumulado de 50 casos, 10 dos quais a requererem os tão procurados Ventiladores? Ventiladores estes que são fundamentais para salvar vidas decorrentes de outras enfermidades e acidentes que ocorrem paralelamente!
9. Quantos Ventiladores existem nos Açores … doze? Estarei longe da realidade?
10. Leiam novamente e reflictam.

Oxalá a curva de evolução de novos casos seja o mais achatada possível, para que nunca falte nada a quem (mais) precisa de todos os meios para a sua sobrevivência.

A Conclusão: sem uma Vacina – que nem tão cedo estará disponível – a única forma de atrasarmos ou impedirmos a propagação deste amaldiçoado vírus é mantermo-nos EM CASA, de QUARENTENA, respeitando, sem refutar, as recomendações e ordens das Autoridades, esperando que a mudança de estação e/ou as medidas de contenção e isolamento social, ajudem a mitigar os graves danos que esta Covid-19 trouxe a todos nós.

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Comments
  • Paulo José Cabral Bom dia caro Luciano Melo.
    Não deixa de ser irónico.
    Há alguns anos atrás, estava o Luciano sentado em frente ao primeiro ministro PPC a fazer aquela pergunta que mudaria a vida dos Açorianos para sempre e que, estaremos sempre agradecidos, permitindo a vinda das Low Cost para os Açores.
    Hoje, e também muito bem, estamos a pedir para que elas não venham.
    Excelente texto com excelente análise.
    Vamos tentar todos seguir as recomendações.
    Bom dia.

    Luciano MeloLuciano Melo replied

    1 reply 39m

  • Luis Mota 12? Estávamos ricos. Temos 4 quartos de baixa pressão, que são os quartos equipados com estes materiais todos necessários, no hospital de santo Espírito, na terceira.
    1 caso por ilha e já precisamos escolher quem morre.

    Ricardo CordeiroRicardo Cordeiro replied

    3 replies 22m

  • Francisco Botelho Não se pode parar o vírus….nem se pode isolar ilhas ou manter toda a população fechada em casa durante anos…quando chegarmos a Junho terão que ser tomadas decisões difíceis….
    • Luciano Melo A Vacina terá de aparecer e o comportamento deste corona vírus tem de ser semelhante aos restantes e não resistir ao calor, dando tréguas e tempo à ciência!!! O “tem de” é crítio neste processo !

humor em tempo de crise

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Interrompo a “série” para confessar um “pecado de historiador”: Estou a arquivar, numa pasta do computador, com o nome Piadas do Vírus, todas estas e mais algumas que me vão aparecendo. TINHA de guardar, arquivar, numerar, isto tudo … para depois, um dia mais tarde, apreciar a velocidade com que a mente humana desenvolve modos de se equilbrar, no meio da tempestade…

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a maldição de Tutankamon mantém-se e não renasceu das cinzas

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Quarta-feira?
Pontualmente temos governo.

Marcelo Rebelo de Sousa remeteu para quarta-feira, depois do Conselho de Estado, uma comunicação formal ao país.
https://www.facebook.com/TomarTv/videos/1284367198415860/

 

nota do autor deste blogue: devia ter falado com o conselho de estado (que órgão consultivo mais inútil não existe) e depois é que falava ao país….

PSP, GNR e SEF podem usar força para obrigar alguém a ficar de quarentena – JN

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Os elementos da PSP, GNR e SEF podem recorrer ao uso da força para obrigar alguém suspeito com Covid-19 a fazer testes de despistagem ou a ficar de quarentena, revela uma posição da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI).

Source: PSP, GNR e SEF podem usar força para obrigar alguém a ficar de quarentena – JN

Visão | “Por favor fechem o País”. É o apelo de um médico que está a tratar os infetados nos cuidados intensivos

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Tomás Lamas é um dos médicos dos cuidados intensivos que está a lidar com os doentes ligados aos ventiladores. Garante que é urgente tomar medidas mais duras para evitar uma catástrofe

Source: Visão | “Por favor fechem o País”. É o apelo de um médico que está a tratar os infetados nos cuidados intensivos

quarentena e encerramento de portos e aeroportos insulares

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COMENTÁRIO BREVE SOBRE AS QUESTÕES DA QUARENTENA E DO EVENTUAL ENCERRAMENTO DOS AEROPORTOS DOS AÇORES E MADEIRA
Este comentário é feito porque entendo que neste momento é indispensável que não guardemos para nós opiniões formadas que possamos ter sobre as questões que menciono em titulo.
Ao escrever este breve texto penso também, de modo particular, em muitos excelentes amigos meus, que não sendo , nem naturais, nem residentes nos Açores ou Madeira, me dão a ideia de não entenderem o pensamento, que de forma natural e baseada no senso comum, fomos construindo aqui sobre a eventualidade de fechar temporariamente os aeroportos da Região, salvo casos excepcionais.
O problema constitucional e estatutário que alguns agora esgrimem, nunca teria sido sequer aflorado, se os Órgãos de Soberania tivessem, depois de alertados pelas Autoridades Regionais, percebido uma coisa óbvia: sendo nós ilhas distantes do exterior e até distantes este si, o isolamento temporário,muito reforçado, destas ilhas teria sido uma forma de defender a difusão do vírus aqui. Foram tomadas há dias medidas quanto a barcos vindos do exterior, assegurando que aqueles que precisam serão reabastecidos, mas quem neles viaja não desembarca, com excepção de casos de saúde. Ninguém contestou a legalidade desta medida. Quanto aos aviões, que até há poucos dias, andavam cheios, foi recusada a suspensão e foi criticada, por ilegal, a quarentena decretada. Não percebo, de nenhum modo, que não se considerem as especificidades geográficas ou outras, quando elas podem ajudar a defender estes cidadãos portugueses que somos e queremos ser.
Como todos sabem sempre defendi, no quadro político em que desenvolvi e desenvolvo actividade, o Sistema Constitucional da Autonomia e sempre combati, quer as perversões de cariz separatista, frequentes no primeiro terço dos anos 80, quer a práticas centralistas da Republica, fortíssimas em parte dos anos 90. Por muito ter estado ligado a estes combates não consigo perceber porque é que os Órgãos de Soberania inviabilizaram a concretização de um meio de defesa óbvio das populações das duas Regiões Autónomas.
Fazer política assim é demasiado mau!
José Decq Mota

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