Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

INSÓLITOS

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Marco Raposo

Qual o teu palpite para tamanha façanha ? 🤔🤔🤔🤔🤣

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MALI GOLPE DE ESTADO

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Soldiers have taken up arms near Mali’s capital Bamako, with several media reports saying that President Ibrahim Boubacar Keita and Prime Minister Boubou Cisse have been arrested in an apparent mutiny that has triggered fears of a coup attempt amid an ongoing political crisis in the country. (Se as televisões portuguesas ainda não se lembraram de o relatar, aqui estou eu para o fazer)

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a pandemia esquecida de 1968

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Jose Sousa to Liberta a expressão
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Pouco se tem falado na Gripe de Hong Kong, que matou um milhão de pessoas e teve uma segunda vaga mais letal do que a primeira. Foi considerada como &…
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OBSERVADOR.PT
Pouco se tem falado na Gripe de Hong Kong, que matou um milhão de pessoas e teve uma segunda vaga mais letal do que a primeira. Foi considerada como &…

hoje um tufão em Macau

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Higos, o Adamastor dos meus sonhos.

A ideia romântica de viver num apartamento num 39.º andar, cheio de janelas maiores que dois braços esticados ao mundo, e aquela luz de uma casa de vidro, rapidamente se desvanece quando a natureza decide dar o “ar da sua graça”.

Percebi que talvez as horas intensas das últimas semanas de escritório possam ter bloqueado o meu olhar ao mundo.

Talvez o cansaço me tenha distraído das notícias que antecipavam um tufão a passar perto de Macau.

Talvez não tenha sido nada disto e ele tenha chegado sorrateiro e sem grande alarido.

Hoje o despertador foi diferente.

Um estilhaço feroz fez-me saltar da cama, acordar de um sono profundo de quem deve muitas horas à cama.

Entre sonho e realidade confundi-me entre estar num barco no meio de uma tempestade nunca antes vista, ou num edifício que estava prestes a desmoronar.

Depois de gatinhar até à casa de banho – devido ao balanço da casa – repetia as palavras apaziguadoras de um arquitecto querido:

“se balança é seguro, Filipa, se balança é seguro, não vai ceder”.

Em jeito de verdade, nunca duvidei que o prédio cedesse, mas o meu coração estava a ceder.

Cedeu muito e quase que me saltava pela boca.

Fez-me tremer os joelhos, suar das mãos, chorar e balbuciar palavras aleatórias.

Palavras estas dos quais os meus pais não teriam orgulho de ouvir.

O que é que nos acontece quando sentimos que temos de sobreviver?

Lutamos.

Não pensamos, reagimos.

Lutamos com tudo o que temos.

E o que é que nós temos?

A que é que nos resumimos?

A pessoas.

Às nossas pessoas.

Talvez tenha sido a casa vazia.

Talvez tenha sido essa sobrevivência, talvez tenha sido o meu caminho até aqui, até ao hoje.

Talvez fosse o Adamastor que gritava lá fora fazendo a minha casa tremer, abanar e gritar como se algo desesperante estivesse a acontecer.

Talvez tenha sido o meu olhar atento à fechadura que quis, tal como o meu coração, ceder.

Talvez tenham sido as janelas que pareciam querer explodir, tal como o meu estômago.

Pode ter sido isto tudo, ou posso ter sido só eu a perder os pés do chão, mas foram nomes que surgiram na minha cabeça quando o mundo me pedia para aguentar.

É quando te falta o Norte que as tuas pessoas se tornam em Sul.

Não interessam as coordenadas quando estamos a falar da essência.

Do que somos, de quem somos e do que amamos.

A Mariana ensinava-me a respirar, a Joana olhava-me atenta e obrigava-me a racionalizar.

A preocupação vinha de todas as partes do mundo e eu senti-me a enlouquecer e rica.

Uma louca feliz por ter a quem ligar.

Uma louca feliz por ter nomes de quem lembrar, que me decoram a alma e me acalmam o coração.

Mesmo quando – principalmente quando – o mundo parece querer acabar.

É.

Desta vez o aviso veio em nome de Higos.

Veio lembrar-me de que somos um sopro, um sopro de um Adamastor mais ou menos feroz, com mais ou menos vontade.

Somos um sopro da noite para o dia, de uma hora para a outra.

Veio, uma vez mais, dizer-me que somos os nomes que penduramos nas nossas portas, na nossa vida.

Somos por quem somos lembrados, resumimo-nos ao que de bom fizemos, ao outro, sempre ao outro e ao mundo.

Que ninguém é sozinho.

Mesmo numa casa vazia, no meio de uma tempestade, do outro lado do mundo.

Veio lembrar que no cuidado, lembrança e amor não há fronteiras, que o nosso tempo é dos nossos, os que se lembram, os que cuidam, os que querem saber.

É lá, no coração do outro, que vivemos eternos.

É também lá que mora a nossa beleza, o nosso amor.

Filipa Araújo.
Blog FAR, 19 de Agosto de 2020.

http://farblog.pt/higos-o-adamastor-dos-meus-sonhos/

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Açores? Sim, é possível – JN

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Muito se fala dos desequilíbrios territoriais em Portugal, mas nenhum é mais gritante do que a diferença de desenvolvimento entre os Açores e o resto do país. Um dos territórios mais bonitos de Portugal, com uma localização geoestratégica singular, um setor agropecuário que representa 30% da produção do leite nacional e 50% do queijo, é simultaneamente a sua região mais pobre e socialmente mais deficitária. Não se compreende. O tema merece uma atenção especial e a busca de soluções efetivas. Mas antes vamos à causa. Falo do défice de autonomia. A autonomia da Região relativamente à República, que viu a sua subserviência agudizada pela coincidência monocromática entre os dois governos. Mas principalmente a autonomia dos Açores e dos açorianos em relação ao seu Governo Regional. Este défice de verdadeira democracia, esta realidade do controlo económico, da dependência do Estado e da difusa separação entre Governo Regional, Partido Socialista e, inevitavelmente, a linha Carlos César, leva-nos a que tenhamos uns Açores a andar devagarinho.

Source: Açores? Sim, é possível – JN

In Praise of Nudity – Przekrój Magazine

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Poland may be a Catholic country, but it has its fair share of nudists. You might find them at the infamous beach at Chałupy, or even further afield in Bulgaria, whose Black Sea resorts have long attracted regional naturists.

Source: In Praise of Nudity – Przekrój Magazine