Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

a crise política das migrações Mendo Henriques

A crise política da migração

A maior parte dos debates europeus sobre imigração é mais eco de crises políticas nacionais e projeção de debates partidários do que resposta séria para os recém-chegados.

A atuais políticas de asilo da Europa fracassaram, ao sobrecarregarem os países que recebem mais migrantes. Entretanto, os populistas de direita alimentam medos e falsidades sobre o número de migrantes que chegam à Europa – e seu impacto social .

Desde o pico da crise migratória da União Européia em 2015, a entrada de imigrantes ilegais na UE caiu em 95%. Contudo, como revela o tratamento escandaloso do navio Aquarius, rejeitado por Itália e Malta, é urgente uma reforma do acolhimento.

Os dirigentes europeus acordaram em criar “plataformas regionais de desembarque” no norte da África, com a Agência de Refugiados das Nações Unidas (UNHCR) e a Organização Internacional para os Refugiados. Tais plataformas distinguiriam entre migrantes económicos e refugiados, e obrigariam ao cumprimento dos direitos humanos, para afastar os traficantes de seres humanos.

Depois é necessário rever o Regulamento de Dublin, segundo o qual os requerentes de asilo devem apresentar as suas candidaturas no primeiro país da UE que alcançam; os encargos da migração devem ser partilhados, e não sobrecarregar só a Itália e Grécia, por exemplo. Deve existir a possibilidade de asilo e vistos humanitários em embaixadas e consulados países terceiros. É preciso reprimir as gangues criminosas que exploram pessoas desesperadas e vulneráveis.

Os governos da UE têm já acordados com o Parlamento Europeu cinco projetos legislativos nesta matéria: condições de acolhimento, qualificações para asilo, Reinstalação, Gabinete Europeu de Apoio e a base de dados Eurodac. A relatora Cecilia Wikström, e os grupos políticos, estão há mais de um ano para aprovar o Sistema Europeu Comum de Asilo antes das eleições europeias de Maio.

A recente Cimeira de Bruxelas teve muita cerveja e waffles na Praça. Mas salientou a necessidade de uma parceria com a África, para estimular o investimento, promover a boa governação e ajudar ao desenvolvimento.

Em vez de acordos bilaterais para resolver questões de migração, a Europa deve ter uma resposta coletiva humanitária e eficaz à questão da migração e impedir Os populistas e nacionalistas da UE usam a migração para fins partidários.

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Mirante de grande volumetria. património esquecido dos Açores

Mirante de grande volumetria.

Tiveram várias funções mas na maioria foram arrumo de pedras e sitio de observar o mar. Se as Velas tinham a Cruz de Cristo ficava a população mais sossegada.
Há muitos nesta ilha de São Miguel Açores. Alguns foram construídos muito antes da época da laranja. Este da foto é muita antigo no acesso ao nível do chão tem degraus e depois é tudo rampas como as construções dos Maias. Esta estrutura tem várias marcas principalmente da época industrial de 1850 na parte de cima foi colocado uma grande varanda em ferro fundido Fundição Micaelense Calheta de Pero Teve. Tem umas ruínas de uma casa de lazer que hoje dia 25 de Outubro 2018 constatei que todo o Mirante está em perigo de se desmoronar pois tiraram quase toda a cantaria que lhe dava esteio. Vou publicar mais fotos nos posts a seguir.

Mirante antigo.
Alguma cantaria do ultimo patamar.
Esta cantaria espapou talvez por que quem levou as outras era mais fácil porque estava mais perto do chão. Mirante que pode-se salvar se os proprietários assim o intenderem espero que sim haver vamos. Muito bom para turismo ir visitar ainda tem estufas de primores da terra com agricultura biológica boa para a saúde.

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Mirante antigo.
O que resta da lindíssima varanda.

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a maior ponte do mundo 2

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Driving across the world’s longest sea crossing
Here’s why driving across the Hong Kong-Zhuhai-Macau bridge isn’t as convenient as it seems.
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South China Morning Post

6 hrs

Here’s why driving across the Hong Kong-Zhuhai-Macau bridge isn’t as convenient as it seems.

columbários nos Açores

Não existem muitos dados sobre a construção e uso de pombais em Portugal, especialmente em períodos anteriores ao século XIX, mas normalmente acompanham a produção cerealífera. Também é sabido que tais estrutras na Europa podem recuar ao período romano.
O columbarium das Lajes tem sido interpretado por alguns como sendo um pombal do século XVII-XVIII, mas é óbvio que tal estrutura não tem a mesma tipologia dos pombais conhecidos, mas sim de columbários conhecidos. Há uma enorme diferença entre pombal e columbário, quer em função quer em tipologia.
Na imagem apresenta-se um pombal, este sim do século XVII-XVIII, também na freguesia das Lajes, que ilustra claramente o que seria um pombal desse período. Nada tem a ver com a tipologia do columbário das Lajes.

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FURNAS a grená já não é nossa, é dos russos

A Grená já não é “nossa”!

A histórica Casa da Grená, nas imediações da lagoa das Furnas, na ilha de São Miguel, estava na posse do Estado Português, que a abandonou e a conduziu à ruína, mas continua a ser, apesar disso, uma propriedade muito valiosa e cheia de potencialidades. O Governo Regional dos Açores “batalhou” para que a Grená passasse para a posse da Região Autónoma dos Açores, o que aconteceu, após muitos anos de espera e de burocracias.
Eu pensava, como certamente muitas outras pessoas também pensavam, que o interesse e o objectivo eram recuperar a Grená e transformá-la num espaço de lazer público, que poderia ter várias utilidades, em benefício de todos. Mas, afinal, não! Havia um “segredo” bem guardado! O interesse e o objectivo eram a Grená passar para a posse da Região Autónoma dos Açores para depois ser…vendida. E já foi, por meio milhão de euros. A Grená agora é de um casal russo. Estava à venda e muito legitimamente compraram. O pretendido “dinheirinho” já entrou nos cofres públicos regionais…Tudo se “vai” nesta terra açoriana! É preciso é que apareça (muito) “dinheirinho”!
Constituída por uma bela casa e por um amplo jardim, trata-se de uma propriedade construída em 1858 por um cônsul inglês em Ponta Delgada para veraneio, passou por várias “mãos”, chegou a ser explorada para fins turísticos, esteve também alugada ao proprietário agrícola e intelectual José do Canto enquanto construía a sua casa do outro lado da lagoa das Furnas, depois foi adquirida pelo historiador e jurista Urbano de Mendonça Dias e, por fim, foi comprada pelo Estado Português, que, estranhamente, não lhe deu qualquer utilidade e a abandonou.
Estou certo de que os russos vão recuperar bem a propriedade – a isso, aliás, estão obrigados -, mas a Grená já não é “nossa”.