Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

lares ou depósitos de velhos?retrato do país real

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Newsletter diária • 19 ago 2020

 

 
 
 

 

 

Um pesadelo chamado Reguengos

 

 

Edição por António Moura dos Santos

Cedo se percebeu, desde que a pandemia da Covid-19 chegou a Portugal, que os lares de idosos espalhados por todo o país — tanto pela sua carência de recursos e de pessoal, como pela vulnerabilidade dos seus utentes e pela concentração de pessoas nestes locais— seriam espaços a necessitar de especiais atenções.

Casos como o de Vila Real ou de Aveiro puseram a nu as fragilidades sentidas de norte a sul de Portugal, mas aquele que possivelmente se tornará paradigmático da incapacidade da resposta das instituições à pandemia — tanto pelo seus contornos como pelo mediatismo que obteve — é o de Reguengos de Monsaraz.

Recordemos a cronologia de acontecimentos:

  • A 18 de junho soube-se da origem de um surto de Covid-19 no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.
  • Passado mais de um mês, o balanço era este: 162 pessoas infetadas, maioritariamente utentes e funcionários, e 18 vítimas mortais, entre as quais 16 utentes, uma funcionária do lar e um homem da comunidade.
  • Perante as dimensões deste surto, a Ordem dos Médicos realizou uma autoria ao lar, cujo relatório, publicado a 6 de agosto, concluiu que este não cumpria as orientações da Direção-Geral da Saúde, apontando responsabilidades à administração, à Autoridade de Saúde Pública local e à ARS do Alentejo.
  • Na senda deste relatório, o Ministério Público confirmou ter instaurado um inquérito sobre o surto.
  • Hoje, soube-se que a Inspeção Geral de Atividades de Saúde também está a investigar o caso.

Os números impressionam, mas talvez não tanto como os contornos que os possibilitaram. Os dados que começaram a vir a público nos últimos dias demonstram não só a complexidade do caso, num sucessivo passar de culpas entre os vários intervenientes, como as condições degradantes a que os utentes foram condenados.

As informações que constavam no relatório já apontavam para uma série de problemas, desde o atraso na reação ao primeiro caso e a falta de recursos humanos até à descoordenação das equipas de profissionais de saúde e de assistentes no local e à incapacidade de providenciar as terapêuticas necessárias aos utentes. Isto, apesar do lar ter-se defendido num comunicado que tudo fez para “salvar vidas” e que a instituição cumpria os requisitos para lidar com a pandemia.

Entretanto, veio a público uma versão mais pormenorizada do relatório, que demonstra de forma mais crua ainda a forma como os acontecimentos se sucederam. Destaque-se esta passagem:

“Quartos de 4 ou 5 camas, numa parte do edifício antigo, degradado, com calor extremo, cheiro horrível, lixo no chão, vestígios de urina seca no pavimento. Os doentes estão deitados em camas quase lado a lado, sem espaço para nos movimentarmos. Vemos doentes acamados, desidratados, desnutridos, alguns com escaras com pensos repassados, alguns só usando uma fralda, completamente desorientados”.

Com este cenário descrito, não surpreende que, segundo o jornal Público, o que levou o Ministério Público a abrir um inquérito não tenha sido o relatório da Ordem dos Médicos em si, mas denúncias prévias de maus-tratos aos utentes, feitas por habitantes de Reguengos de Monsaraz.

A falta de condições que os relatos apontam terá então sido razão para uma suposta recusa de alguns médicos de visitarem o local, tendo cumprido com as funções porque o Presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo os terá ameaçado com processos disciplinares. Já a versão da Sindicato Independente dos Médicos é outra, sendo que este órgão sindical defende que os médicos não se furtaram ao cumprimento de quaisquer deveres, “antes os honraram”, mas que foram sim alvo de uma “muito alta pressão coativa”.

Mas houve, pelo menos, um responsável que tinha sido destacado para se deslocar ao local e não o fez. Foi hoje revelado que o delegado da Autoridade de Saúde Pública que deveria ter ido verificar o lar recusou-se a fazê-lo por ter 70 anos, estando, portanto, num grupo de risco, para além de ser fumador e de não ter experiência no uso dos equipamentos de proteção individual necessários.

Para além disso, o médico, que delegou a função de visitar o lar a uma enfermeira que só lá se deslocou uma semana depois do primeiro caso, defendeu que as orientações publicada pela Direcção-Geral da Saúde nem sequer o obrigavam a ir em pessoa ao local.

À medida que se sabem mais pormenores acerca de Reguengos, aumenta a pressão sobre o Governo para dar respostas conclusivas quanto ao caso. A ministra da Saúde, Marta Temido, voltou a referir hoje que as responsabilidades “estão a ser apuradas“, mas que não vai revelar os documentos relativos às situações nos lares para não interferir com as investigações.

O problema que assolou o lar alentejano foi particularmente propiciado pela falta de meios que muitas IPSS têm. A esse respeito, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, voltou a referir ontem que “desde o início da pandemia que os lares têm sido uma prioridade total” para o Governo.

A frase foi dita no rescaldo da polémica que protagonizou ao ter admitido numa entrevista publicada no fim-de-semana não ter lido o relatório da Ordem dos Médicos e dito que a dimensão dos surtos em lares “não é demasiado grande” em termos de proporção no país. Como consequência, os partidos da oposição pediram para que prestasse esclarecimentos no Parlamento ou mesmo que se demitisse. O primeiro-ministro, António Costa, garantiu que tal não aconteceria, manifestando a sua confiança na ministra.

Hoje, os dois quiseram reforçar esses dois aspetos — a confiança polícia em Ana Mendes Godinho e a melhoria das condições lares que o Governo diz estar a fazer — ao anunciar a contratação de 15 mil profissionais para reforçar o setor social até ao fim do ano. Parte destes poderão ser os desempregados do turismo, uma das áreas mais atingidas pela crise gerada pela pandemia de covid-19, que reconvertidos e com a formação necessária, podem assumir funções no setor social. Costa, porém, admitiu também que “não é possível que não haja falhas” no sector. Os próximos episódios dir-nos-ão quantas mais há.

 

 

interessante teoriaQUEM REALMENTE CONSTRUIU O MISTERIOSO STONEHENGE

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ESTUDOS MOSTRAM QUEM REALMENTE CONSTRUIU O MISTERIOSO STONEHENGE

POR BRUNO DIAS
Nossa história é cheia de construções que achamos lindas, mas que não sabemos ao certo como foram feitas ou por quem. E um lugar tão misterioso quanto as pirâmides do Egito é o monumento de Stonehenge. Ela é uma das construções megalíticas mais impressionantes do mundo.
Stonehenge é uma formação rochosa de pedras enormes, que pesam cada uma cerca de cinquenta toneladas, colocadas em uma forma circular. Ela fica a 130 quilômetros a oeste de Londres, na planície de Salisburg.
O círculo foi construído de forma que se alinhasse com o nascer do sol no solstício de verão. Esse é o amanhecer do dia mais longo do ano. No dia 21 de junho, o sol nasce em perfeita exatidão sob a pedra principal da formação.
O propósito dessa construção pode ser difícil de se afirmar, mas gera inúmeras suposições. Mas quem construiu esse monumento foi descoberto pela ciência. E essas pessoas da antiga Bretanha neolítica podem não ser as pessoas que você pensa que elas são.
Aproximadamente 6 mil anos atrás, vários agricultores do mar Egeu, onde hoje é a Turquia, viajaram pela Europa continental. Eles ficaram pelo Mediterrâneo um tempo e depois foram para a Grã-Bretanha. E lá provocaram a agricultura na região. E apenas depois de alguns séculos, eles substituíram a população nativa.
Então é que vemos que as pessoas que atualmente seriam chamadas de imigrantes turcos foram as que trouxeram a revolução agrícola para a Grã-Bretanha e que, em algum ponto, construíram Stonehenge.
Um novo estudo publicado na revista Nature: Ecology & Evolution, o DNA de dezenas de pessoas que moravam na Grã-Bretanha entre 8500 a.C e 2500 a.C. foram analisados. Essas pessoas eram caçadores-coletores mesolíticos datados de 11.600 a 6000 anos atrás, e 47 agricultores neolíticos.
Um dos esqueletos analisados é identificado como Cheddar Man. Ele é o mais antigo esqueleto humano quase completo que foi encontrado na Grã-Bretanha. E com a análise foi visto que a população de caçadores-coletores foi substituída por fazendeiros ancestrais. E a composição genética se parece com a população atual da Espanha e de Portugal.
E não foi só impressão genética que eles deixaram. Eles também trouxeram para a Grã-Bretanha a arte revolucionária da agricultura e outras práticas culturais importantes. E a agricultura é datada pela primeira vez há cerca de 6 mil anos atrás. Antes deles chegarem na Grã-Bretanha, as pessoas caçavam e pescavam para se alimentar.
“A transição para a agricultura marca uma das inovações tecnológicas mais importantes na evolução humana. Por mais de 100 anos, os arqueólogos debateram se ela foi trazida para a Grã-Bretanha pelos agricultores continentais imigrantes, ou se foi adotada por caçadores-coletores locais”, explicou no estudo o autor, Mark Thomas, professor de Genética, Evolução e Meio Ambiente na University College London.
“Nosso estudo apoia fortemente a visão de que os agricultores imigrantes introduziram a agricultura na Grã-Bretanha e substituíram em grande parte as populações indígenas de caçadores-coletores”, continuou.
E como a maioria dos caçadores-coletores europeus, os britânicos tinham uma pele escura e olhos azuis. E quando os fazendeiros do mar Egeu chegaram, os genes foram eliminados. Isso sugere que a população nativa era pequena e se misturou rapidamente com os recém chegados.
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IDADE DO GELO ENTRE A ALEMANHA E OS EUA REFORÇARÁ A VONTADE DE UNIÃO NA UE

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IDADE DO GELO ENTRE A ALEMANHA E OS EUA REFORÇARÁ A VONTADE DE UNIÃO NA UE

OS USA retiram da Alemanha 12.000 soldados

António Justo

O plano de Trump é castigar a Alemanha e retirar da Alemanha 12.000 dos 36.000 soldados americanos aqui estacionados e transferi-los para outras regiões da NATO (Bélgica, Itália, Polónia). Segundo os planos, mais de metade regressarão, por enquanto, aos EUA e 5.600 deverão ser colocados dentro da Europa.

Num futuro próximo cerca de 2.000 soldados americanos serão transferidos para a Bélgica (Mons).

No passado 15 de agosto foi assinado um contrato com a Polónia onde 1.000 soldados da Alemanha serão juntados aos 4.500 soldados americanos já lá estacionados.

Na sua viagem à Europa o ministro dos negócios estrangeiros dos EUA Moke Pompeo evitou a Alemanha. Os EUA punem a Alemanha porque não tem gastado os 2% do seu produto interno com a NATO e por planear a importação directa de gás da Rússia. (Interessante o facto de a Bélgica, que gasta apenas 0,93% do PIB com a NATO, recebe soldados da Alemanha que, por seu lado, participa para a Nato com 1,39% do Produto interno bruto (isto é: 47 mil milhões de euros). A partir de 2021 a quota dos EUA nos custos conjuntos para a NATO será reduzida dos atuais 22,1% para 16,35% enquanto que a quota alemã deverá aumentar de 14,8% para 16,35% (1).

Os USA e a Polónia pretendem maior colaboração na política externa e uma cooperação económica mais estreita.

A situação europeia sem a NATO seria mais problemática do que é. A UE ainda se encontra dividida em potências: a maior potência militar é a Inglaterra; a maior potência económica é a Alemanha; a França, como potência atómica é militarmente muito superior à Alemanha. Isto tem criado uma situação de rivalidades mais do que união como se viu com o Brexit. A filosofia de defesa europeia ainda parte do princípio de que só a Nato com os USA podem garantir a paz europeia.

A divisão só favorece os interesses de terceiros e impede a expressão do poder europeu a nível de conflitos internacionais.

Com a saída do Reino Unido da UE é do interesse da França unir-se à Alemanha; também por isso se pretende criar o Quartel-General Militar da UE. Von der Leyen já avisou: “Precisamos de um forte pilar europeu na Nato”.

A vontade de Trump será certamente seguida pela próxima Administração americana. O surgir da nova superpotência mundial China obrigará os USA a ter de reorganizar os seus centros de interesse deslocando-os para a Ásia.

Talvez esta seja uma oportunidade para a Europa se reconsiderar e estender os braços para a Rússia e assumir a África como centro da sua influência.

António da Cunha Duarte Justo

Notas in Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=6058

 

ACORDO IMPORTANTE ENTRE ISRAEL E OS EMIRATOS ÁRABES

Depois dos acordos com o Egito e a Jordânia, Israel conseguiu finalmente firmar um acordo de normalização das relações com os Emiratos Abu Dhabi e os Emiratos Árabes Unidos (EAU).

Seria de desejar uma pausa na anexação israelita na Cisjordânia e na luta dos palestinianos.

O Irão que não reconhece o direito à existência de Israel, reagirá apoiando mais fortemente o terrorismo xiita na região.
Mais um trunfo para Trump.

António Justo

moimenta rio de onor

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Rota da Terra Fria Transmontana


SptdoSoncepiosoSmnsigorrmeeddc ·
O penúltimo troço da nossa rota, vai de Moimenta a Rio de Onor. Veja todas as paragens no vídeo no nosso canal de Youtube 👉🏻 https://www.youtube.com/watch?v=a09Nyq2kzvQ
Já se inscreveu no nosso canal de Youtube? 👇🏻 https://www.youtube.com/user/rotaterrafria
Mais informação em http://www.rotaterrafria.com/pages/103 Extensão: 58.78 km Altitude máxima: 1059m (Percurso entre Moimenta e Mofreita) Altitude mínima: 599…

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TROÇO 10 | MOIMENTA – RIO DE ONOR
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eu interditava o ilhéu de vila franca

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SEI QUE NINGUÉM VAI QUERER NEM VAI OUVIR MAS EU INTERDITAVA O ILHÉU, EXCETO A ACADÉMICOS e abria uma exceção anual para os saltos… se houvesse idas de barco ninguém podia desembarcar mas apenas apreciar..

 

 

E agora, vão cruzar os braços?
Açoriano Oriental, 19 de agosto de 2020

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PALHAÇADAS, TOURADAS, DIR REG DE SAÚDE

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O que fazem as eleições à porta. O Tiaguim não passa de um “palhaço”. PS a perder votos. Muito bem. Estamos fartos de palhaçadas…. como podem dizer o que quer que seja contra tribunais?

Image may contain: ‎one or more people, ‎text that says "‎auا Miguel Sousa Azevedo 19 min A Autoridade de Saúde Regional e os agentes da tauromaquia local reuniram esta tarde, no Solar dos Remédios. Num comunicado conjunto, emitido há pouco, as entidades dizem ter chegado a acordo. o entendimento vai permitir a continuidade dos espetáculos tauromáquicos como ο que será anunciado para dia 29 Ok obrigadinho.‎"‎‎
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